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Posts Tagged ‘Paróquia da Penajóa’

Tragédia em fábrica de pirotecnia na freguesia da Penajóia

Há oito dias atrás, ao final da tarde do dia 4, no alto da freguesia de Penajóia, nas imediações de Avões, concelho de Lamego, um rebentamento ecoou em toda a região. O movimento dos carros de socorro fazia antever algo de muito grave, o que se confirmou rapidamente: um acidente na oficina de pirotecnia. Os meios de comunicação acorreram e rapidamente o país e o mundo se foram inteirando do sucedido: por razões ainda não apuradas, as instalações foram totalmente destruídas, causando a morte às oito pessoas que ali laboravam: o proprietário, uma filha, dois genros, uma sobrinha e três outros funcionários. Os restos mortais das vítimas continuam no Instituto de Medicina Legar do Porto.

A família do proprietário, oriunda da zona de residia na povoação vizinha de Ferreiros, para onde viera aquando da aquisição da oficina de pirotecnia. Entre os funcionários falecidos, um era natural da freguesia vizinha de Barrô.

D. António Couto, bispo de Lamego, endereçou uma mensagem aos familiares das vítimas mortais, a quem visitou na manhã seguinte, acompanhado pelo pároco de Ferreiros, Pe. Joaquim Silvestre.

Também nesse dia, mas mais tarde, passou pelo local e encontrou-se com os familiares enlutados o Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Entretanto, as populações locais já começaram a movimentar-se visando socorrer os familiares das vítimas, nomeadamente através de angariação de verbas, enquanto se aguardam decisões e apoios das seguradoras.

O nosso jornal associa-se à dor dos que mais sentem e choram a perda dos seus entes queridos, disponibilizando-se para divulgar acções e iniciativas que visem auxiliar estas famílias.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

Padre José Manuel Matias Sabença (1960 – 2016)

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Amor à Missão

No dia 14 de dezembro, com 56 anos de idade e 29 de sacerdócio, faleceu o Padre José Manuel Matias Sabença, natural de Penajóia, Lamego, e membro da Congregação dos Missionários do Espírito Santo. O funeral realizou-se na tarde do dia 16, na sua terra natal. Presidiu D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto Botelho, Pe. Tony Neves, Provincial da mesma Congregação, cerca de cinco dezenas de sacerdotes, espiritanos e diocesanos, e muitas dezenas de familiares e amigos que encheram a igreja paroquial.

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Uma vida de serviço

O Padre José Manuel Sabença, conhecido na Penajóia como Pe. Zélito, era filho de José da Conceição Sabença (falecido há sete meses) e de Rosa Matias Sabença e nasceu a 10 de Outubro de 1960. Primeiro de seis filhos, entrou no Seminário da Congregação do Espírito Santo, em Godim, aos dez anos, continuando depois o seu percurso em outros casas espiritanas. Foi ordenado presbítero a 26 de Junho de 1987, no Fraião, Braga.

Depois estudou em Paris e preparou-se para partir para a África do Sul, onde trabalhou na cidade de Durban. Em 1997 foi eleito Assistente do Conselho Provincial e regressou a Portugal, assumindo a responsabilidade de Reitor do I Ciclo de Teologia, no Porto, na casa da Rua do Pinheiro Manso. Alguns anos depois, em 2003, foi eleito Superior Provincial da Congregação, função que exerceu durante três mandatos consecutivos (9 anos). Em 2013 foi eleito para o Conselho Geral da Congregação e partiu para Roma, onde a doença que o vitimou o veio a encontrar há cerca de sete meses.

Extraordinariamente, o Pe. Zélito viveu três mandatos como Provincial: nove anos a percorrer Portugal, a visitar confrades pelo mundo fora e a participar nos trabalhos gerais da Congregação.

Nas visitas que fazia, no país ou no estrangeiro, tinha sempre o cuidado de levar algo para partilhar, prova do carinho fraterno que nutria por todos. Quem não se lembra das cerejas e das uvas de Valclaro? Ler mais…

Sacerdote de Lamego defende tese em pastoral da saúde

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Dia 12 de setembro, na Universidade Católica Portuguesa, na cidade do Porto, pelas 11h00, o Pe. José Fernando Duarte Mendes, pároco da Penajóia, doutorando em bioética, na UCP Porto, defenderá a tese: Lares de Idosos. Perspetiva bioética da Pastoral da Saúde.

Felicitando-o por este momento de formação, no desejo que também desta forma possa melhor servir as comunidades em que está inserido, para maior louvor e glória de Deus Pai.

Grupo Coral de Resende no Concerto Quaresmal na Penajóia

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Numa tarde de chuva e frio como foi o dia 14/2/16, realizou-se pelas 15 horas, sendo uma pérola de ourivesaria de excepcional beleza que é a Igreja de Santíssimo Salvador da Paróquia de Penajóia – Lamego, II concerto do “Grupo Coral da Igreja Paroquial de Resende”. Este grupo com 36 elementos de ambos os sexos actuou no ambiente solene da “Quaresmal”. Foi acompanhado pelo “Orgão de Tubos”, dos fins do séc. XVIII, pelo José Augusto Pereira, reconhecido pelo seu talento musical.

Antes de começar o concerto foi proferido pelo prof. Aurélio Guedes Felisberto as boas vindas aos admiradores e grupo coral.

O maestro Joaquim Alves, com a sua incrível técnica, coloca-o à vontade em qualquer tipo de reportório, mesmo que exige mais preparação. É de tal forma impressionante que pensamos estar em presença de um ser de outro planeta.

E, apesar de quase uma hora ininterrupta de concerto, não foi preciso esperar muito para que os admiradores mostrassem ao que iam. Ao ouvi-los, ficamos de imediato rendidos aos primeiros sons das suas cordas vocais, ficando aquelas vozes no silêncio que tranquilizam o corpo e alma. A igreja rejubilava, reagindo de imediato aos primeiros acordes de cada tema. A alegria estava estampada nas faces de todas as pessoas.

Ao fim houve as prédicas habituais pelo maestro e pároco da freguesia. Foi oferecido umas garrafas do vinho da “Adega Cooperativa da Penajóia”.

Esta freguesia é um guardião de tesouros da natureza e de uma igualável riqueza paisagística e da biodiversidade. A natureza espreguiça-se com os escarpados socalcos e vinhedos, no sossego “Rio Douro”.

Viritato Lemos,  in Voz de Lamego, ano 86/14, n.º 4351, 23 de fevereiro de 2016

Paróquia da Penajóia | MISSA NOVA | Pe. Fabrício Pinheiro

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No dia 12 de julho, a paróquia do Santíssimo Salvador da Penajóia, revestiu-se de festa, pois um dos seus filhos, o padre Fabrício António Pinheiro Correia, que tinha sido ordenado presbítero no dia 05, regressava à sua comunidade para celebrar a Missa Nova. À Penajóia acorreu um grande número de pessoas, destacando-se vários sacerdotes, entre os quais dois conterrâneos e dois antigos párocos.

Na homilia da celebração, o neo-sacerdote, apresentou o tema da missão como núcleo fundamental da liturgia desse domingo. Todos somos chamados, a exemplo de Amós e dos primeiros discípulos de Jesus a evangelizar os irmãos, mesmo que seja preciso desinstalarmo-nos.

No final da celebração foi apresentado um diaporama preparado pela família, onde se resumia o percurso vocacional do padre Fabrício. No final, o pároco, padre José Fernando, agradeceu a presença de todos, salientando as várias vocações que surgiram da comunidade. Terminou, lançando um repto: deixarmos de nos lamentar pelas vocações que surgem, e lembrar-mo-nos de dar graças a Deus, por aqueles que chama. O presidente da celebração, fez um oração de ação de graças onde agradeceu a Deus e à família tudo o que recebeu.

 Terminada a celebração da Eucaristia, o padre Fabrício ficou na igreja para receber os cumprimentos de todos os que desejassem. Houve ainda tempo para um momento de convívio no espaço da adega cooperativa da Penajóia, onde foi repartida uma refeição fraterna. Fazemos votos que o sr. padre Fabrício que saiba viver segundo o lema que escolheu para a sua ordenação presbiteral: “Para mim viver é Cristo” (Fl 1, 21) configurando-se com Cristo Bom Pastor.

SML, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

D. ANTÓNIO COUTO | VISITA PASTORAL À PARÓQUIA DA PENAJÓIA

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COM O BISPO CONSTRUIR A FAMÍLIA DE DEUS

Entre os dias 17 e 22 do mês em curso realizou-se a Visita Pastoral do Bispo da Diocese de Lamego, D. António José da Rocha Couto, à Paróquia de Penajóia.

A Comunidade Paroquial envolveu-se em espírito missionário na preparação deste acontecimento assumindo a Visita Pastoral como uma oportunidade de Evangelização e de criação de laços de fé e amizade que proporcionassem unidade entre todos.

Dos diversos trabalhos de preparação para esta Visita, envolvendo toda a Comunidade com representantes dos diversos locais de culto, movimentos paroquiais, irmandades, jovens e outros pretendendo-se estudar e planificar a dinâmica da Visita Pastoral ao Pastor da Diocese nos momentos de Pré- Pastoral, Visita Pastoral e Pós- Pastoral com o objectivo de promover a ação evangelizadora do Bispo no múnus de ensinar, santificar e governar, renovar na comunidade a sua presença à Igreja Diocesana e criar laços fraternos que promovessem a unidade paroquial, alicerces fundamentais na construção da Família de Deus.

DSC03688Para que todos estes objetivos fossem um resultado positivo a Paróquia como período Pré- Visita, no dia 8 de Fevereiro realizou-se uma tarde vocacional “as vocações ao serviço da Igreja” ; no Primeiro Domingo de Quaresma, através de um Concerto Quaresmal, na Igreja de Santíssimo Salvador e com a presença do Coro da Catedral de Lamego e de dois organistas, oficializou-se a abertura da Visita Pastoral e inserimos o Jubileu da Irmandade de Santíssimo Salvador, no Segundo Domingo da Quaresma, como momento de graça à vivencia da Reconciliação para preparação da Visita Pastoral.

Durante a Visita Pastoral o senhor Bispo percorreu as cinco zonas pastorais da Paróquia: Moledo, S. Geão, Santo António, Santíssimo Salvador e Valclaro, visitando os seus lugares de culto, instituições e doentes. Em todos estes Lugares o senhor Bispo foi recebido com arcos enfeitados, dísticos de saudações, muitas palmas, muto carinho e amizade. Ficou a conhecer a realidade geográfica da Paróquia, reconhecendo-a muito extensa e de difíceis acessos, realçou a beleza e a riqueza agrícola e em cada Eucaristia rezada nos respectivos lugares as suas homilias foram verdadeiras lições de catequese que a todos deixou mais enriquecidos na fé.

No lugar do Moledo, lugar histórico pela sua Capela da Senhora da Ajuda, mandar construir pela Rainha D. Mafalda assim como uma albergaria para apoio dos peregrinos e outros que atravessavam o rio Douro, bem junto ao rio, o senhor Bispo desafiou as pessoas a abrir os corações à abundante água que corre pelas nossas encostas e, que à semelhança da leitura de Ezequiel, ela torne cada vez mais férteis os nossos corações, que não basta ter uma terra carregada de história, com paisagens belas e férteis, onde as primícias da terra brotam cedo, mas ela será tanto mais bela, quanto mais belo fizermos o nosso coração.   Comparou mesmo a Capela da Senhora da Ajuda à piscina do Evangelho, lugar de cura e de graça, onde encontramos a Mãe que sempre está atenta aos seus filhos.DSC03729

Em Santíssimo Salvador, na Eucaristia foi celebrada a Festa a S. José e o Senhor Bispo pediu-nos que olhássemos para S. José e aprendêssemos dele o silêncio. S. José não gritava, ou falava com aspereza, permanecia silencioso, porque só  no silêncio  ele soube escutar Deus. Pediu aos pais para darem bom e abundante fruto pelo testemunho das suas vidas. Aos pais e que foram  muitos os presentes, foi dada uma bênção  própria e receberam também uma flor.

Houve tempo para um encontro com as instituições, Adega Cooperativa, Escola, Junta de Freguesia,  crianças da catequese e  com todos os cristãos envolvidos nos diversos movimentos, e ministérios laicais dizendo que são precisos mais catequistas, mais leitores, mais cantores, mais zeladores…. E que os presentes deveriam convidar outros pela palavra e pelo testemunho.

No último dia  da Visita, Dia 22, o Senhor Bispo, veio desde o Paço Episcopal escoltado por motocares com uma paragem no começo da Freguesia no lugar da Quebrada, onde foi recebido pelo representante da Junta de Freguesia, Pároco e alguns leigos, tendo continuado viagem em caravana e com as motos até à Igreja Paroquial de Molães  onde os Foguetes, o dístico de saudação, a passadeira apropriada ao momento, com a oferta de um ramo de flores pelas crianças do primeiro ano de catequese, com as palmas dos crismandos e do  povo ali reunido fizemos a receção em festa, ao Pastor da nossa Diocese.

A Eucaristia foi muito vivida, muito partilhada desde o coro de crianças e adultos, à palavra de reconhecimento e de alegria proferida por um leigo salientando os desafios propostos pelo senhor Bispo durante os dias que visitou a Paróquia, à cerimónia do Crisma a dez jovens e três adultos, ao ofertório que para além das espécies do pão e do vinho, Bíblia, terço, vela foram levados ao altar todos os produtos criados na terra, objetos que os trabalhadores utilizam no seu dia a dia a trabalhar os campos, flores, e outros elementos apropriados.DSC03694

O senhor Bispo deixou-nos alguns desafios como o  criar a tempo inteiro o Conselho Pastoral que reflicta, reze e dinamize uma pastoral próxima, ternurenta, missionária e anunciadora; criar grupos mistos envolvidos numa pastoral pela saúde e ação social que visitem regularmente os grupos mais vulneráveis; continuar a envolver as crianças, jovens  e famílias na dinamização evangelizadora da Paróquia; promover espaços de oração e de silêncio que favoreçam a unidade paroquial; reconhecer que o Deus Trino é a fonte e a razão única das celebrações litúrgicas, da vivência da Fé, da evangelização e de toda a ação pastoral da Paróquia.

A Visita do nosso Bispo terminou com um almoço – convívio nos espaços da Junta de Freguesia, vivido com muita alegria, muitas pessoas á volta do seu Bispo em conversa amena, satisfeitas pela sua maneira delicada, sempre bem disposto. Das mais diversa formas, o nosso Bispo pode sentir o acolhimento, a alegria e o respeito que em todos os lugares foi manifestado.

Foi, realmente um tempo de graça para os cristãos de Penajóia esta Visita Pastoral do nosso Bispo D. António Couto a quem deixámos uma palavra de  carinho e gratidão.

Muitas pessoas se envolveram para que esta Visita Pastoral, resultasse na Panajóia, mesmo, como um Tempo de Graça. Assim aconteceu. A Comunidade Cristã de Penajóia, conheceu o seu Bispo, aproximou-se dele, falou com ele, rezou com ele e aprendeu dele para sermos transmissores das maravilhas de Deus.

Teresa Felisberto, in Voz de Lamego, n.º 4306, ano 85/19, de 24 de março de 2015