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Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia da Cunha

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A Paróquia de São Facundo da Cunha recebeu a Visita de Dom António Couto. Depois de visitar os doentes, conhecer os belos recantos da terra e de partilhar com a população, este tempo de alegria só podia encerrar com a celebração da Eucaristia no dia 24 de abril.

Deste modo, o povo, ao nascer do sol, pôs mãos à obra para construir um tapete de flores representando a realidade paroquial e salientando a vontade de uma aldeia simples, mas cheia do calor de quem procura o ideal de ser misericordioso como o Pai.

Numa celebração em que os cânticos ficaram a cargo de um coro constituído pelas várias gerações da Cunha, o Senhor Bispo realçou a necessidade de levar a cabo nas nossas vidas este mandamento tão belo: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. Foi uma forma de lançar o desafio a todos de ir ao encontro do outro, cuidar do outro, estar com o outro, este outro que é o nosso irmão.

Como não podia deixar de ser, um lanche partilhado na Escola fechou a visita do nosso Pastor, ficando bem claro o desejo de se repetir mais momentos destes, mais momentos em que todos sentimos que sim…somos Igreja!

Grupo de Jovens, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4361, 3 de maio de 2016

Diário da Visita Pastoral de D. António comunidades de Arnas e Cunha

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Dia 19 de abril

Pelas 15h30, o Pastor da Diocese deu inicio à visita pastoral privilegiando os doentes e idosos da comunidade; neste primeiro dia deslocou-se ao Lugar e ao Soitinho. A curiosidade em conhecer  o senhor bispo era enorme e o contentamento transparecia no rosto de cada pessoa. Alguns receberam a Santa Unção, que é “uma carícia de Deus” para os seus filhos e filhas que vivem em situações de fragilidade. Todos ficavam admirados com a sua simplicidade e o afeto que comunicava. Junto da capela de São João, uma jóia do nosso património religioso,  concentrou-se um bom grupo de paroquianos; fez-se uma oração e apreciou-se o seu recheio artístico. De seguida dirigimo-nos para a sede da junta de freguesia, onde já se encontravam maior número de pessoas para um diálogo aberto com o pastor da diocese. O presidente de junta, Luis Nobre,  abriu a sessão para dar as boas-vindas a D. António e agradecer a sua presença entre nós. Depois o pároco apresentou em resumo a  biografia  do prelado e passou-lhe a palavra para ouvirmos com atenção e interesse a explicação do seu lema episcopal: “Vejo um ramo de amendoeira” (Jr. 1, 11). Teve ainda para com todos sentimentos de gratidão e encorajamento. No final do encontro foi servido um apetitoso lanche animado com o som de duas concertinas.

Dia 20 de abril

Continuou a visita aos doentes e idosos da Quinta dos Pisões e Paulo Lopes. Uma das idosas expressou assim o seu contentamento: “sinto-me tão feliz, parece que tenho uma flor no meu coração!” Seguidamente dirigimo-nos para a capela do Divino Espírito Santo, onde houve um momento de partilha de vida e de oração. Este dia terminou da melhor maneira com a Santa Missa celebrada na pequena e bela capela de Nossa Senhora das Vitórias que não pôde conter todos e obrigou algumas pessoas a ficar de fora.

Dia 22 de abril

Foi a vez da comunidade de São Facundo da Cunha acolher a presença  de D. António Couto. A primeira atividade  começou com a visita aos doentes, mais concretamente pela casa do sr. Horácio que fica mesmo junto à estrada.  Ali se juntou um grupo de familiares e amigos que o acolheram calorosamente. Depois de conversarmos sobre diversos assuntos, foi administrada a santa unção aos dois casais presentes, o casal que nos recebeu, (HORÁCIO e FAUSTINA) e outro casal vizinho (ALBERTO e ESTER). Feitas as despedidas, subimos a estrada que nos leva até à povoação e visitamos mais um casal de idosos (ALEXANDRE e MARIA). Também aqui nos receberam com grande alegria. Depois de alguns momentos de conversa foi dado o sacramento da cura e da ternura de Deus.

Junto da Igreja havia um bom grupo de paroquianos que aguardavam a chegado do pastor diocesano para o saudarem. De seguida fez-se a visita às duas capelas: Santo Antão e Santo Amaro, apreciamos a sua beleza, rezamos, passamos pelo cemitério paroquial, onde recordamos todos os fiéis defuntos, regressando depois à Igreja para uma oração comunitária. Por volta das 18h concentrámo-nos na antiga escola primária, agora centro de convívio, dando oportunidade a um diálogo mais informal e partilha de experiências missionárias. Tudo terminou com um lanche bem preparado pela comunidade. Foi mais um dia para louvar e agradecer ao nosso BOM DEUS.

Durante a semana, pelas 21h, houve um tríduo de pregação em cada uma das comunidade feita pelo Pe. Diamantino Alvaíde, pároco de Moimenta da Beira que, de forma simples, mas profunda, nos falou da missão do pastor  e da nossa corresponsabilidade na Igreja.

Pe. Aniceto Morgado, in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4360, 26 de abril de 2016