Arquivo

Posts Tagged ‘Papa’

CORAGEM PARA DENUNCIAR | Editorial Voz de Lamego | 19-8-2014

voz_lamego_19_agostoCada nova edição da Voz de Lamego é um desafio à leitura, com textos muito variados, e que alimenta positivamente a fé e o compromisso com a Igreja e com a sociedade a que pertencemos, acolhendo notícias da Diocese e da região, na abertura a Portugal e ao mundo.

Para lá dos textos de reflexão, cuja profundidade de uns ou a leveza de outros, podem proporcionar leituras agradáveis, clarificadoras, lendo a realidade, em ambiência cristã, dando pistas para melhor viver a fé e partilhar a vida, aí estão muito outros motivos de interesse: 500 anos do Foral de Samodães, texto de Mons. Cândido sobre o Pe. João Rodrigues; Bodas de Prata Sacerdotais do Pe. José Augusto Marques, Pe. Aniceto Morgado, Pe. João António Teixeira, e as Bodas de Ouro Sacerdotais de Mons. Arnaldo Cardoso; Programa completo das Festas de Nossa Senhora dos Remédios; 2.ª Peregrinação Anual ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa.

Obrigatório em cada edição é o texto proposto pelo Diretor, esta semana sublinhando a coragem de denunciar, quando continuam os massacres de pessoas, por motivos religiosos, outras vezes sem motivos nenhuns.

CORAGEM DE DENUNCIAR

A propósito do contínuo massacre infligido aos inocentes cristãos do Iraque e de outros países, protagonizado por gente que se diz crente, o Vaticano pronunciou-se e pediu a intervenção das Nações Unidas, bem como a condenação de tais actos por parte dos líderes religiosos dos opressores.

A autoridade da iniciativa aumenta quando nos recordamos de que semelhante apelo já foi feito pelo papado para alertar contra perseguições e atentados contra a vida e a dignidade humana levados a cabo noutros países e com populações que professam outros credos religiosos. Porque seguir Jesus Cristo implica olhar para todos os homens e mulheres do mesmo modo e bater-se pela igual dignidade de todos. E o Papa tem feito isso: respeito por toda a vida humana e denúncia de tudo quanto atenta contra a mesma.

E este exemplo não tem sido seguido. E é pena! Por isso, aquele texto apela aos respectivos líderes religiosos para se pronunciarem, denunciando tais atrocidades. Porque se nos dói o mal infligido, também magoa o silêncio de quem deveria condenar. A coragem e denúncia proféticas não podem “ter dias”: pratica-se quando se é vítima e silencia-se quando se está do outro lado.

As notícias falam agora das perseguições dos cristãos do Médio Oriente, embora existam outros países que as promovem. A comunicação social, sempre tão célere para certos assuntos, também deveria divulgar tais atrocidades. Porque os mártires cristãos aumentam diariamente.

Quanto aos tais líderes religiosos, as suas vozes não podem apenas ouvir-se em discursos de vitimização ou em ocasiões que visam acalentar a esperança dos perseguidos; também devem soar para denunciar as injustiças e acusar quem as pratica, contribuindo para a defesa da vida, a pacificação social e o fim dos conflitos.

Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, VOZ DE LAMEGO, 19 de agosto de 2014, n.º 4276, ano 84/38

ORAÇÃO PELA PAZ NO MUNDO – 8 de junho no Vaticano

ORAÇÃO PELA PAZ NO MUNDO – 8 de junho no Vaticano

106

Os momentos de oração serão em hebraico, inglês, italiano e árabe, com pedidos de perdão e de paz.

Após a intervenção do Papa e dos dois presidentes, acompanhados pelo patriarca Bartolomeu, vai ser plantada uma oliveira, como símbolo de paz.

Francisco, Shimon Peres, Mahmoud Abbas e Bartolomeu irão retirar-se depois para um encontro privado.

Peres e Abbas tinham sido convidados publicamente, a 25 de maio, durante a viagem do Papa à Terra.

NOTÍCIA COMPLETA: Agência Ecclesia

Dia Mundial das Comunicações Sociais – Mensagem do Papa

Imagem

XLVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS – 2014

«Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro»

[Domingo, 1 de Junho de 2014]

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus. Ler mais…

D. António Couto: A missão vai fazer a diferença

ImageIn Público

O Papa Francisco é “uma escolha que pode trazer mudança, na maneira de ser e das tradições da Igreja”, antevê ao PÚBLICO o bispo de Lamego, D. António Couto. Para além de ser o primeiro sul-americano, primeiro jesuíta e primeiro Francisco, o novo Papa surpreendeu, às primeiras palavras, ao pedir a bênção do povo e baixar a cabeça para a receber.

D. António Couto, que antes da reunião magna dos cardeais, manifestara o desejo de que o novo líder da Igreja Católica viesse da América Latina, confessa-se “muito feliz” por isso e pela “ideia de missão, muito forte” que acredita que vai trazer. Ao mesmo tempo, mostra-se curioso por saber “qual Francisco” Jorge Bergoglio quis honrar, se o italiano de Assis, se o jesuita Xavier. Provavelmente os dois, por uma comum “forte ideia de missão”. Francisco de Assis, fundador da ordem dos Franciscanos, diz, “mudou o mundo, era próximo das pessoas e dirigia-se-lhes com carinho”. Francisco Xavier, jesuíta que partiu de Lisboa para a Índia, foi o “apóstolo dos tempos modernos, o seu maior missionário, viveu com simplicidade, no Oriente, onde morreu”, acrescenta.

Por seguir o percurso de Jorge Bergoglio, especialmente desde que esteve no conclave que nomeou Bento XVI, o bispo de Lamego sublinha que o novo Papa é um homem “habituado a estar muito perto das pessoas e gosta de estar no meio delas”, está convicto de que “vai quebrar a distância, a barreira de segurança que o separa das pessoas”. Garante que “estar distante não é o seu estilo” e o que vai ser difícil à Igreja será fazê-lo “resistir” a não chegar às pessoas. “Veremos se a Igreja conseguirá manter todos os seus protocolos”, comenta. D. António Couto sublinha ainda que a América Latina é uma das zonas do globo onde a Igreja “está pujante e cheia de vida, onde ficam os dois maiores países católicos do mundo, o Brasil e o México”. Acresce a Argentina, sobretudo depois dos últimos 25 anos, período durante o qual o catolicismo “cresceu muito e foi buscar muita força à ideia de missão”. A mesma que acredita que vai agora fazer a diferença, a partir de Roma.

Categorias:Notícias, Uncategorized Etiquetas:, ,

D. António Couto: Francisco pode ser «uma lição para o Mundo»

In Agência Ecclesia

Lisboa, 13 mar 2013 (Ecclesia) – O bispo de Lamego disse hoje ser bom para a Igreja ter um Papa que vem da Igreja “viva e missionária” da América Latina, como Francisco.

“Termos um Papa que vem da Argentina, esse mundo rejuvenescido e pujante de vida, pode ser uma lição para o Mundo”, afirma D. António Couto, em declarações à Agência ECCLESIA, após a eleição do cardeal Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires.

“A Argentina é dos países que mais evoluiu na ideia e concretização da missão, tendo uma Igreja muito dinâmica”, acrescentou.

O prelado, que já tinha ouvido falar do arcebispo de Buenos Aires como uma pessoa “simples e próxima dos fiéis” acredita que este será um pontificado “próximo e missionário”.

A preferência de D. António Couto era a eleição de um Papa latino-americano, pelo que não ficou “surpreendido” mas “muito feliz” e crente de que o Papa Francisco irá “ajudar a Igreja”.

Quanto ao nome escolhido, o bispo de Lamego diz ser um “santo nome”.

“Pode ser por influência de São Francisco de Assis, pela sua humildade, beleza e fraternidade que já hoje foi citada, mas também acredito que possa ser por São Francisco Xavier, o maior missionário da época moderna e jesuíta, como este Papa é”, observa.

D. António Couto refere ainda que não sabe qual dos dois santos “pesará mais na vida” do novo Papa mas acredita que “qualquer um dos exemplos aponta para a renovação”.

O fumo branco saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa).

O sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, foi eleito no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada esta terça-feira, à porta fechada, pelas 17h34 (hora de Roma).

Francisco I tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos.

O agora Papa emérito, de 85 anos, renunciou por causa da sua “idade avançada”.

SN

Categorias:Notícias Etiquetas:, ,