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Posts Tagged ‘Oração’

ORAÇÃO DE TAIZÉ PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS | Ecumenismo

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No dia 24 de janeiro de 2015, realizou-se, na Igreja paroquial de Almacave, uma Vigília de Oração pela unidade dos cristãos.

A Vigília foi coordenada pelo grupo de jovens de Almacave e foi presidida pelo Sr. Bispo da Diocese de Lamego, D. António Couto.

A Paróquia de Tabuaço esteve representada por um número significativo de jovens e também de alguns adultos.

O espaço estava muito bonito, o ambiente imbuído de muito respeito e dignidade, numa envolvência perfeita para nos reencontrarmos connosco e com Deus.

Os momentos vividos foram essencialmente de canto, oração e silêncio, segundo o formato da Oração de Taizé.

Estes momentos, de encontro e comunhão com Deus e com os outros, são muito importantes e significativos na medida em que nos ajudam a retomar alento e coragem para enfrentar os desafios e as responsabilidades cristãs do dia-a-dia e a aprofundar o sentido e o valor da Oração.

Clara Castro,  (Paróquia de Tabuaço), in VOZ DE LAMEGO, n.º 4299, ano 85/12, de 3 de fevereiro de 2015

Ano da Vida Consagrado | Expetativas do Papa

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Após apresentar os objectivos para este Ano da Vida Consagrada, na mesma Carta, o Papa faz referência às expectativas.

  • “Contemplar a alegria” no rosto e na vida dos consagrados, sinal de serenidade e confiança que tão bem podem fazer a sociedade, tantas vezes, marcada pelo medo, sem esperança e sem perspectivas. Uma alegria que poderá atrair alguns dos que os contemplam, desenvolvendo nestes o desejo de seguir tais exemplos.
  • “Desenvolver a dimensão profética” para perscrutar a história e interpretar os acontecimentos, com liberdade para anunciar e denunciar. Mas também para criar lugares onde se viva a lógica do dom, da fraternidade, do acolhimento da diversidade e do amor recíproco.
  • “Visualizar peritos em comunhão”, aptos a concretizar a fraternidade, não apenas no interior da própria família religiosa, mas também com outras famílias e diante de todas as vocações eclesiais.
  • “Sair para as periferias” existenciais, porque a humanidade aguarda e é importante que ninguém se feche em si mesmo. Ao contrário, todos são convidados a concretizar gestos de acolhimento, inclusive partilhando espaços próprios, agora devolutos ou pouco utilizados, para acolher e formar.
  • “Interrogar-se sobre o que é pedido hoje”, por Deus e pela humanidade. Para isso, muito poderão contribuir encontros de trabalho e oração entre grupos de vida contemplativa, mas também através de encontros entre outros institutos dedicados ao ensino, à caridade e à promoção cultural.

JD, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4297, ano 85/10, de 20 de janeiro de 2015

Paróquia de Valdigem: Grupo de Jovens anuncia Natal

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No dia 2 de Janeiro, o Grupo de Jovens de Valdigem em união com o pároco, pelas 10,30 viveu na Igreja Paroquial uma pequeno momento de oração para preparar os nossos corações para a missão que Deus nos chamara para esse dia. A atividade resumia-se a uma visita aos doentes e idosos, acompanhados da imagem do Menino Jesus para quem não teve oportunidade de O beijar nas festas de Natal. Porém a envolvência das pessoas foi tal que acabamos por visitar praticamente todas as famílias e até locais de trabalho.

Ao longo desta nossa caminhada, e guiados pelo Espírito Santo, fomos levando o amor, a amiza­de, a fé e a esperança a quem nos tempo de hoje se encontra mais só, pois Cristo ensinou-nos a sermos servos, servindo. Sentimos Deus de diversas formas , pois em cada pessoa com que partilhamos uma música, um sorriso ou até um simples “bom dia”, reconhecemos o amor de Deus por nós.

Tentámos levar aos nossos queridos irmãos uma mensagem muito clara, entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas ter fé que Ele está no comando da nossa vida e tem uma plano de amor para cada um de nós, faz a caminhada valer a pena.

Os momentos de refeição em conjunto, não tiveram menos importância, pois refletiram-se valores como a partilha, a amizade, a alegria de estar juntos.  São os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular. Terminamos esta nossa atividade no mesmo local em que a inicíamos com a certeza que vale a pena ser de Deus. Foi uma jornada (das 10.30, às 19.00) em que nos sentimos muito felizes e nos apercebemos de que levamos algo de bom aos outros.

Mimi Fonseca Ramos,  in VOZ DE LAMEGO, n.º 4296, ano 85/09, de 13 de janeiro de 2015

Oitavário pela Unidade dos Cristãos | Vigília de Oração | 24 de janeiro

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De alguns anos a esta parte, realiza-se a Semana (Oitavário) de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 18 a 25 de janeiro, de cada ano, terminando precisamente no dia em que a Igreja celebra a CONVERSÃO DE SÃO PAULO, o Apóstolo dos Gentios, que procurou levar o EVANGELHO a todo o mundo.

Como sabemos o Cristianismo é constituído por diversos ramos, Igrejas, confissões. No início do século XI, em 1054, a primeira grande divisão, Igreja Católica (mais) a Ocidente, Igreja Ortodoxa (mais) a Oriente. No século XVI, século da Reforma e da Contra-Reforma, mais divisões (mais) a Ocidente, com o surgimentos das chamadas Igrejas protestantes: luteranos, anglicanos, calvinistas… Com particular incidência, na segunda metade do século XX, o diálogo e aproximação das diversas confissões cristãos, sobretudo na procura de pontos de encontro, na oração, no compromisso social. Por parte da Igreja Católica, a abertura mais concreta dá-se com o Concílio Vaticano II, desde logo impulsionado pelo Papa João XXIII e depois pelo Papa Paulo VI. Os Papas que se seguiram cimentaram este diálogo ecuménico, João Paulo II, Bento XVI e agora o Papa Francisco. Por outro lado, além do ecumenismo – diálogo com confissões/Igrejas Cristãs – também o diálogo interreligioso, entre religiões diferentes, se acentuou. Esta semana é sobretudo de oração ecuménica, oração e reflexão.

Na nossa DIOCESE DE LAMEGO, valorizando a Oração que se faz na Paróquia de Santa Maria de Almacave, sob motivação da comunidade ecuménica de Taizé, no dia 24 de janeiro, pelas 21h30, Oração orientar-se-á para a Unidade dos Cristãos, celebração presidida por D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego. D. António Couto, no Colégio de Arciprestes, sublinhou a importância desta Semana e desta Vigília, sabendo-se que neste chão diocesano prevalece o catolicismo, mas sempre oportunidade para sensibilizar para o Ecumenismo.

57.º Cursilho de Cristandade para Homens

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Vai realizar-se o 57.º Cursilho de Cristandade – Homens. Decorrerá de 29 de janeiro  (pelas 20h30) a 1 de Fevereiro, na Casa de Retiros de São José. O seu encerramento está previsto para o dia 1 de fevereiro (domingo), na Sé de Lamego, pelas 16h45, incluindo a celebração da Eucaristia dominical, às 18h30.

No entanto, no mesmo local, a partir das 15h30 decorrerá uma ultreia diocesana.

Pe. José Manuel Melo

APOSTOLADO DA ORAÇÃO

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Associação de fiéis presente em muitas paróquias 

Um caminho espiritual que a Igreja propõe a todos os cristãos para os ajudar a ser amigos e apóstolos de Jesus Ressuscitado na vida diária.

 O novo secretário nacional do Apostolado da Oração (AO), o jesuíta Pe. António Valério, escreveu a todos os sacerdotes para apresentar as recentes alterações em algumas das habituais publicações distribuídas aos Associados do Apostolado da Oração. Ao mesmo tempo, anunciou também a iniciativa “Click to Pray”, cujo objectivo é disponibilizar, numa plataforma digital, subsídios para a oração diária.

Porque o Apostolado da Oração está muito difundido nas nossas paróquias e porque rezar nunca é demais, aqui ficam algumas passagens dos textos recebidos para melhor conhecermos esta realidade eclesial.

Rede de oração

A intimidade com Jesus, alimentada na oração quotidiana, faz com que a pessoa se torne interiormente disponível para a missão de Cristo, desejando colaborar com Ele na redenção do mundo.

O Apostolado da Oração é também uma rede mundial de oração ao serviço dos desafios da humanidade e da missão da igreja, expressos nas intenções mensais de oração do Papa. Esta rede mundial de oração conta com mais de 40 milhões de pessoas, presentes em 86 países.

O que faz e o que distingue o Apóstolo da Oração?

– Vive diariamente os três momentos de oração, para se colocar junto a Jesus ressuscitado e oferecer-lhe a sua vida em disponibilidade apostólica.

– Compromete a sua vida em oração e serviço, em resposta aos desafios para a humanidade e para a missão da Igreja presentes nas intenções mensais do Papa.

– Participa na rede mundial e nacional do AO, em contacto com o Secretariado Nacional, através das suas publicações, propostas de oração e formação e dos seus sites e redes sociais na internet.

Vive apoiado nas práticas fundamentais da vida cristã

– A Eucaristia, que o conduz à experiência interna do Coração de Jesus e o dispõe a viver com Ele e ao seu estilo, ao serviço da sua missão. A entrega de Jesus pela humanidade que se faz realidade em cada Eucaristia é, para o AO, o modelo de oferecimento e disponibilidade.

– O amor e a devoção a Maria, modelo de disponibilidade apostólica, cujo coração está cheio de Jesus e dos seus projectos.

– Participação num grupo de vida, em união com outras pessoas que vivem o AO, quando possível e onde estes grupos existam ou possam ser formados.

Como se põe em prática o caminho do Apostolado da Oração?

Um escriba instruído sobre o Reino dos Céus é como um dono de casa que do seu tesouro sabe tirar coisas novas e velhas (Mateus 13. 52).

As práticas espirituais do AO têm sido muito variadas. Hoje, em “fidelidade criativa” à intuição original do AO, procuramos, no tesouro da nossa tradição, práticas antigas e outras novas que desejamos propor.

Clicktopray3Os três momentos de oração ao longo do dia

– Com Jesus pela manhã.

Ao iniciar o dia, peço ao Pai que me faça disponível à missão do Seu Filho para este novo dia, oferecendo o que sou e o que tenho. Posso expressar este oferecimento usando palavras minhas ou recorrendo a uma oração de oferecimento escrita. Peço ao Espírito Santo que abra o meu coração às necessidades e desafios da humanidade e da missão da igreja, e rezo por eles segundo as intenções do Papa para este mês.

– Com Jesus durante o dia.

Em vários momentos, mais ou menos longos, em caminho ou em repouso, em casa ou no trabalho, tomo consciência de estar na presença do Senhor e renovo-Lhe a minha disponibilidade.

– Com Jesus à noite.

No final do dia, num momento de silêncio, peço ao Espírito Santo que me ajude a reconhecer a presença de Jesus comigo durante esse dia e pergunto-me de que modo fui disponível à sua missão. Vejo como fui obstáculo à sua acção na minha vida e peço-Lhe que, na sua misericórdia, transforme o meu coração. Peço-Lhe ajuda para viver outro dia unido a Ele.

Cada um escolherá aquilo que mais o ajude a viver estes momentos de oração: uma imagem de Jesus, um crucifixo, um lugar especial, usando meios digitais, etc.

O que significa oferecer o dia pelas intenções do papa?

Oferecer o dia pelas intenções do Santo Padre é fazer com que tudo o que nos acontece ao longo do dia passa, na forma misteriosa que apenas Deus conhece, tocar as pessoas a quem se dirige a nossa oração. É fazer da própria vida uma oração de intercessão.

O Santo Padre confia ao Apostolado da Oração duas intenções de oração para cada mês, que expressam as suas grandes preocupações pela humanidade e pela igreja: uma chamada Universal  e outra Pela Evangelização (ou “de Evangelização”).

As intenções Universais recolhem temáticas que apelam a todos os homens e mulheres de boa vontade, não só aos católicos. As intenções Pela Evangelização tocam desafios da vida própria da igreja, e expressam o desejo de fazer dela um melhor instrumento para a evangelização.

Além de se comprometer a orar por estas intenções, o AO é responsável por as divulgar no mundo inteiro e fazer com que mais pessoas acompanhem o Papa na sua oração. Orar com ele é o primeiro símbolo ou expressão do compromisso do AO em favor da missão da igreja universal.

São desafios para a nossa vida pessoal, pois somos chamados a viver em coerência com aquilo por que estamos a rezar. São também convites para nos aproximarmos de outras pessoas ou instituições que trabalham no âmbito da intenção pela qual se está a rezar, sejam ou não da igreja, para procurar iniciativas de colaboração em favor de algo que é preocupação comum.

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4291, ano 84/53, de 2 de dezembro de 2014

SEMANA DOS SEMINÁRIOS | Mensagem de D. António Couto

Mensagem_D. António Couto - Cópia

SERVIDORES DA ALEGRIA DO EVANGELHO

  1. Evangelii Gaudium do Papa Francisco constitui uma imensa provocação para a nossa Igreja. Os nossos hábitos adquiridos saem abalados, as pautas por que habitualmente nos regemos ficam caducas, a nossa maneira de viver assim-assim entra em derrocada. Sim, a força do Evangelho rebenta os nossos vestidos e odes velhos. A alegria não se serve mais em moldes velhos. É urgente um coração novo para acolher esta enxurrada de alegria. Precisamos de Pastores novos à medida da Alegria e do Evangelho.
  1. É neste contexto que vamos viver mais uma vez a Semana das Vocações e Ministérios, que este ano acontece de 9 a 16 de novembro, subordinada ao tema que o Papa Francisco trouxe pata a cena «Servidores da Alegria do Evangelho». Rezemos ao Senhor da colheita para que seja Ele, Bom e Belo Pastor, a velar sempre pelo rebanho, e para que nos ensine a ser Pastores e formar Pastores segundo o seu coração de Pastor e Pai premuroso.
  1. E sejamos generosos no Ofertório de Domingo, dia 16, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários de Lamego e Resende, e também para o Seminário Interdiocesano de São José, sediado em Braga, onde se formam os seminaristas maiores das quatro Dioceses do nosso interior norte: Lamego, Guarda, Viseu e Bragança-Miranda.
  1. Esta deslocação para junto de um dos polos da Faculdade de Teologia da UCP, neste caso, Braga, acarreta naturalmente despesa extra, mas tornou-se necessária devido ao decréscimo dos seminaristas nestas quatro Dioceses do nosso interior. O baixo número de seminaristas maiores destas quatro Diocese, atualmente reduzido a cerca de 20, não justifica e até desaconselhava que se mantivesse em atividade o Instituto de estudos Teológico que estas quatro Dioceses mantinham em Viseu.

Que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.

Lamego, 26 de outubro de 2014, Dia do Senhor.

+ António

Tema de fundo da Voz de Lamego: EVANGELHO | MAGIA E DEMÓNIOS

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O Evangelho é melhor antídoto para estas formas de neopaganismo

MAGIA E DEMÓNIOS

 Acaba de aparecer, em língua portuguesa, uma Nota Pastoral da Conferência Episcopal da Toscânia, cuja publicação inicial data de 1997. O tema é oportuno e a sua leitura proveitosa para, numa linguagem acessível, instruir os leitores sobre uma realidade que nunca deixou de estar presente e que, nos nossos dias, parece ocupar largo destaque, ao mesmo tempo que pode provocar a necessária evangelização.

A leitura da Sagrada Escritura não deixa dúvidas: a magia sempre foi condenada de forma constante e inequívoca. Da mesma forma, o ensinamento da Igreja, ao longo dos séculos, sempre afirmou a incompatibilidade entre magia e fé. O cristão “não pode aceitar a magia porque não pode aceitar que Deus passe a um segundo plano perante as falsas crenças”. Um ensinamento que podemos colher ainda no Catecismo da Igreja Católica (n.os 2115, 2116 e 2117).

O autêntico sentido da fé não necessita desse tipo de referências, já que “ser discípulo de Cristo, segundo o que nos diz o Evangelho, requer um encontro simples e autêntico com Jesus Cristo, Senhor e Mestre, colocando de parte todas as demais maneiras de procurar o ‘extraordinário’”.

A Nota, que ocupa cerca de trinta páginas, é assinada por dezoito bispos daquela região e quer ser uma “intervenção exclusivamente de natureza teológica e pastoral”. No final da leitura, rapidamente se conclui, com os autores, que a melhor forma de combater tais práticas será sempre “uma obra de evangelização inteligente que previna e prepare os fiéis e os ilumine para os perigos”.

Retorno ou maior visibilidade?

As práticas mágicas estão por todo o lado e os cristãos não estão imunes à sua influência. Multiplicam-se as “ofertas de serviços” que se propõem resolver tantas situações que causam sofrimento. Os meios de comunicação social divulgam currículos, muitos deixam-se seduzir e alguns não têm dificuldade em rodear-se de símbolos cristãos para dar maior credibilidade à sua arte de adivinhar, prever ou solucionar. E aqueles autores da Nota não têm dúvidas em escrever que entre as causas da difusão da magia está “uma grave carência de evangelização que não possibilita aos fiéis assumir uma atitude crítica”.

E quantas vezes, até os que religiosamente se apresentam como cépticos se prestam às “consultas” para tentar assegurar-se sobre a oportunidade, as motivações ou previsões de determinado passo, escolha ou investimento. Há uns anos, quando morreu aquele que foi Presidente de França durante catorze anos, F. Mitterrand, um agnóstico assumido, a sua “vidente” particular escreveu um livro onde divulgou pormenores das visitas frequentes que recebia daquele político!

Religião e magia

A confusão entre religião e magia pode instalar-se e até os cristãos protagonizam certos comportamentos que assentam na superstição e não na fé, mais próprios da magia do que da religião.

O texto começa por fazer uma breve distinção:

– religião refere-se directamente a Deus e à sua acção, isto é, tudo tem a sua referência a Deus;

– a magia implica uma visão do mundo que acredita na existência de forças ocultas que exercem uma influência sobre a vida do homem.

Dentro deste pormenor, ficamos também a saber que podemos observar uma “magia imitativa”, ou seja, o semelhante produz o semelhante (verter água sobre a terra trará chuva, furar os olhos de uma boneca produzirá sofrimento nos olhos de alguém…). Também se fala da “magia contagiosa”, que acredita que o contíguo actua sobre o contíguo, isto é, colocando duas realidades em contacto, uma força maléfica ou benéfica transmite-se a outra (atirar sal…). Por último a “magia encantadora”, que atribui um poder especial a fórmulas ou acções simbólicas. Ler mais…

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Pastoral Juvenil | ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO | Sim?

IMG_2142Sábado 27 de setembro, dia da Igreja diocesana, marcou o início do novo  ano de atividades e o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) de Lamego  aproveitou esta ocasião para apresentar a programação anual com uma noite de adoração ao Santíssimo, no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, pois a melhor forma de iniciarmos a nossa caminhada é estarmos com Ele, já que sem Ele nada faz sentido.

Foi este o testemunho de comunhão que deram mais de 120 jovens que participaram na atividade. Com efeito, muitos foram os que abdicaram do descanso depois ou antes de um dia intenso de vindima ou da apanha da maçã, outros ainda tinham festas na Paróquia e preferiram chegar mais tarde para poderem estar com Ele, isto sem contar com os quilómetros e a hora tardia.

Esta noite testemunhou, neste retomar das atividades, que os jovens ainda dizem sim, ainda são loucos, loucos da loucura de Deus, do amor de Deus, deste amor que nos transforma, este amor que nos faz deixar de lado o nosso egoísmo para nos encontramos com Ele e com os outros.

A adoração que foi sucessivamente orientada pelos Arciprestados do Varosa, Távora e Alto Douro e finalmente pelo Arciprestado de Lamego seguiu as temáticas adotadas pelo SDPJ de Lamego para esta temporada de 2014-2015. Num primeiro momento, o tema da Família constituiu o fio condutor, tema que será aliás o fio condutor de toda a ação diocesana como propõe D. António Couto na Carta Pastoral “Ide e construi  com mais amor a família de Deus”. Num segundo momento, o ambiente próprio às orações de Taizé encheu a Igreja dos Remédios num tempo de preparação para a festa dos 75 anos da Comunidade de Taizé e dos 100 anos do seu fundador, o Irmão Roger.

Para finalizar, uma pequena ceia permitiu um momento de convívio e a entrega do documento com a programação anual da Pastoral Juvenil, programação que só tem razão de ser com a dedicação de cada jovem, fortemente demonstrada nesta noite de adoração ao Santíssimo.

Com Ele, contigo, juntos vamos conseguir crescer, crescer na fé, basta dar o nosso sim ou não…Sim?

Anthony Nascimento, VOZ DE LAMEGO, 30 de setembro de 2014, n.º 4282, ano 84/44

LITURGIA – Os cânticos na celebração da Eucaristia

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Todas as liturgias constam de quatro partes fundamentais:

a) Ritos iniciais b) Liturgia da Palavra c) Liturgia própria do Sacramento (neste caso Liturgia Eucarística) c) Ritos conclusivos

1. ENTRADA

A procura de Deus através da Igreja. – O amor de Deus que nos escolheu e nos convoca. – Um aspeto da salvação segundo o ano litúrgico. Com ele damos início à celebração eucarística. Não é qualquer canto que se pode utilizar para a entrada de uma celebração. A sua função é criar comunhão. O seu mérito é convocar a assembleia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado.

2. ATO PENITENCIAL (Kyrie eleison)

Senhor, tende piedade de nós. – Exprimimos o senhorio de Cristo, a sua misericórdia e louvor. É uma aclamação suplicante a Cristo-Senhor. É o Canto da assembleia reunida que invoca e reconhece a infinita misericórdia do Senhor.

3. GLÓRIA

O Glória é um hino muito antigo que data aproximadamente do séc. II d. C. É uma belíssima doxologia (ou louvor a Deus), fruto poético das comunidades cristãs primitivas, cuja fonte é a Bíblia. O Glória convida-nos a glorificar a Deus Pai, a Cristo Cordeiro de Deus. É uma invocação trinitária da antiguidade. É a forma da Igreja reunida no Espírito Santo, louvar a Deus Pai e suplicar ao Filho, Cordeiro e Mediador. Este é um hino de louvor, alegre e festivo, que deve ser cantado (ou recitado) por toda a assembleia.

4. SALMO RESPONSORIAL

O Salmo é uma resposta da comunidade à Palavra escutada na primeira leitura. O livro dos Salmos do Antigo Testamento reúne um conjunto de 150 composições poéticas, muitas delas, segundo a tradição, escritas pelo Rei David. Estes textos eram usados nos momentos de oração do povo de Israel. Exprimem muitos dos sentimentos vividos pelo povo, em diferentes situações de dificuldade, de perseguição, de abandono. Deve ser introduzido por um refrão simples, com uma melodia simples. As estrofes devem ser cantadas por um salmista que vai dando melodia à Palavra de Deus. A melodia deve estar de acordo com o texto (se é um texto de súplica, não deve ser uma melodia de festa; se é um canto de louvor, não deve ser uma melodia triste…).

5. ALELUIA

É uma introdução, preparando a assembleia para o que será proclamado. Por outras palavras, o canto que precede a proclamação do Evangelho nada mais é do que um “viva” pascal ao Verbo de Deus, que nos tirou das trevas da morte, introduzindo-nos no reino da vida.

6. APRESENTAÇÃO DOS DONS

É um canto que acompanha a procissão dos dons. O texto do canto não precisa de falar de pão e de vinho e muito menos de oferecimento ou oblação. Outro dado importante: tudo o que for apresentado como oferta não poderá voltar ao dono. Tem de ser partilhado ou doado. Caso retorne, não tem sentido ser ofertado. Não é obrigatório cantar neste momento. Pode optar-se por fazer silêncio ou uma música de fundo.

7. SANTO

O Santo, introduzido na Celebração Eucarística no séc. IV na Igreja do Oriente e no séc. V na Igreja do Ocidente. A letra do Santo é formada por duas partes: a primeira parte “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, o céu e terra proclamam vossa glória…”, reproduz o louvor celeste dos Serafins conforme o relato de Isaías 6, 3 (…). a segunda parte: “Bendito o que vem em nome do Senhor…”, expressa o grito de triunfo do povo de Deus que acolhe e aclama o Messias, o Salvador.

8. CORDEIRO DE DEUS

O Cordeiro tem uma particularidade especial, é um canto sacrificial que dá sentido ao gesto de Jesus ao partir do pão. Bom seria que tivesse um solista que cantasse a primeira parte e a assembleia respondesse na segunda parte. O “Cordeiro de Deus” é uma prece litânica: após cada invocação entoada pelo(a) cantor(a), a assembleia responde com o “tende piedade de nós” e no final com o “dai-nos a paz”.

9. COMUNHÃO

Mistério de Cristo e comunhão fraterna. – Identificação com Cristo no Evangelho de cada dia. – Os frutos de uma vida em Cristo. Neste momento da celebração devemos sentir-nos verdadeiramente unidos e irmãos. É um canto que se inicia quando o sacerdote comunga e prolonga-se enquanto dura a comunhão de todos os fiéis, ou até ao momento que se julgue oportuno. Tendo o cuidado de se dar um tempo de silêncio e de louvor, no momento de ação de graças.

10. FINAL

A Eucaristia não termina, porque se prolonga na vida. É preciso que os participantes saiam comprometidos, com esperança, com a sensação de ter crescido em fraternidade, mais comprometidos… O Canto Final não faz parte da Liturgia. É um canto que se chama “ad libitum”, quer dizer, nesta intervenção musical os músicos são livres de planificar e escolher a música que se proporcione para um final adequado à celebração.

in VOZ DE LAMEGO, 9 de setembro de 2014, n.º 4279, ano 84/41