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Posts Tagged ‘Oração’

DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA | 27 de junho | Escadório dos Remédios

Vai realizar-se, pela primeira vez nestes moldes, o DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA, no próximo dia 27 de junho de 2015, sábado, na Carreira Central do escadório de Nossa Senhora dos Remédios. Em anos anteriores, o Dia da Igreja Diocesana celebrava-se na solenidade de Cristo Rei, congregando, na mesma celebração, a Dedicação da Igreja Catedral e a apresentação do Plano Pastoral. Neste ano pastoral foi desdobrado em três acontecimentos diferentes: apresentação do Plano Pastoral no final de setembro ou início de outubro, Dia da Igreja Catedral, encostado ao dia 20 de novembro, no domingo seguinte, solenidade de Cristo Rei e o dia propriamente dito da Igreja Diocesana, no verão, como tempo e espaço de encontro, convívio, festa, com as paróquias, movimentos eclesiais, secretariados diocesanos, seminários e consagrados.

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Este ano, o encontro realiza-se nos Remédios, com o apoio logístico do CTOE, onde estacionarão os autocarros.

9h30 – Acolhimento

10h00 – Caminhada do CTOE à Carreira Central

Auto da Família

12h30 – Celebração da Eucaristia

13h30 – Partilha de Farnéis

Tarde mais lúdica… música… Jograis… canções…

16h00 – Celebração mariana / Celebração do Envio

Estas as informações já disponíveis. Haverá tendas temáticas, dedicadas aos Arciprestados, Paróquias, Consagrados, Seminários, Secretariados, Escuteiros… Haverá também “tasquinhas”, facilitando no “comes e bebes”.

OUSAR RESPONDER | Editorial Voz de Lamego | 21 de abril de 2015

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A edição desta semana da Voz de Lamego abre com destaque para os trágicos acontecimentos do Mediterrâneo, com centenas de pessoas a tentar chegar à Europa, à procura de uma vida melhor, também vítimas do tráfico e da ganância, daqueles que com promessas fáceis colocam estas centenas pessoas na rota dos naufrágios, que já matarem milhares de pessoas.

Destaque nas páginas centrais para a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Vila Nova de Souto d’ El Rei (Arneirós), no Arciprestado de Lamego, nesta semana de Oração pelas Vocações, de que o Editorial faz eco. Muitos outros temas, reflexões, notícias, acontecimentos próximos.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52.º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES: Aqui.

Para ambientar a leitura desta edição, o Editorial do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio.

OUSAR RESPONDER

A 52.ª Semana de Oração pelas Vocações, sob o tema “Seguir Jesus, Caminho de Beleza, Vocação & Santidade”, começou antes de ontem. Uma iniciativa anual que data de 1964 e que, desde 1971, termina no IV Domingo de Páscoa, também conhecido como Domingo do Bom Pastor.

Uma iniciativa que convida à reflexão: quando falamos de “vocação” falamos dessa realidade que toca todo o ser humano no mais íntimo da sua liberdade. A vocação, no quadro da vida cristã, é um apelo único e pessoal de Deus, inscrito em cada homem por Ele criado. E todos são convidados a responder-lhe na liberdade do amor, em vista da própria felicidade.

Mas uma iniciativa que apela, também, à oração: para que a liberdade humana, esclarecida e estimulada pela ação do Espírito Santo, descubra o seu caminho.

Por outro lado, e neste contexto, falar de vocações é fazer referência a todos quantos se consagraram de forma particular ao serviço da Igreja que peregrina no mundo, aos religiosos e ministros ordenados que, ao longo dos séculos, foram chamados e enviados. Contemplando a missão protagonizada e o serviço prestado, como não louvar e agradecer, ontem como hoje, tais vidas?

E mesmo se a grande maioria não consta da lista eclesial dos santos, não é tema de livros biográficos ou não está retratada em monumentos humanos, como não agradecer os inumeráveis dons e frutos de santidade?

Apesar dos limites e fragilidades, das dificuldades e do sofrimento na diversidade de vocações assumidas, como não sublinhar tantas vidas doadas de forma discreta e eficiente? Quantos testemunhos protagonizados com alegria e serenidade, em plena disponibilidade e gratuidade?

Por isso, Senhor, aos que chamas para continuar a aventura, concede-lhes discernimento e confiança, para que ousem responder ao Teu apelo e avancem firmemente, servindo todos os que encontram no caminho.

in Voz de Lamego, n.º 4310, ano 85/23, de 21 de abril de 2015

ORAÇÃO DE TAIZÉ PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS | Ecumenismo

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No dia 24 de janeiro de 2015, realizou-se, na Igreja paroquial de Almacave, uma Vigília de Oração pela unidade dos cristãos.

A Vigília foi coordenada pelo grupo de jovens de Almacave e foi presidida pelo Sr. Bispo da Diocese de Lamego, D. António Couto.

A Paróquia de Tabuaço esteve representada por um número significativo de jovens e também de alguns adultos.

O espaço estava muito bonito, o ambiente imbuído de muito respeito e dignidade, numa envolvência perfeita para nos reencontrarmos connosco e com Deus.

Os momentos vividos foram essencialmente de canto, oração e silêncio, segundo o formato da Oração de Taizé.

Estes momentos, de encontro e comunhão com Deus e com os outros, são muito importantes e significativos na medida em que nos ajudam a retomar alento e coragem para enfrentar os desafios e as responsabilidades cristãs do dia-a-dia e a aprofundar o sentido e o valor da Oração.

Clara Castro,  (Paróquia de Tabuaço), in VOZ DE LAMEGO, n.º 4299, ano 85/12, de 3 de fevereiro de 2015

Ano da Vida Consagrado | Expetativas do Papa

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Após apresentar os objectivos para este Ano da Vida Consagrada, na mesma Carta, o Papa faz referência às expectativas.

  • “Contemplar a alegria” no rosto e na vida dos consagrados, sinal de serenidade e confiança que tão bem podem fazer a sociedade, tantas vezes, marcada pelo medo, sem esperança e sem perspectivas. Uma alegria que poderá atrair alguns dos que os contemplam, desenvolvendo nestes o desejo de seguir tais exemplos.
  • “Desenvolver a dimensão profética” para perscrutar a história e interpretar os acontecimentos, com liberdade para anunciar e denunciar. Mas também para criar lugares onde se viva a lógica do dom, da fraternidade, do acolhimento da diversidade e do amor recíproco.
  • “Visualizar peritos em comunhão”, aptos a concretizar a fraternidade, não apenas no interior da própria família religiosa, mas também com outras famílias e diante de todas as vocações eclesiais.
  • “Sair para as periferias” existenciais, porque a humanidade aguarda e é importante que ninguém se feche em si mesmo. Ao contrário, todos são convidados a concretizar gestos de acolhimento, inclusive partilhando espaços próprios, agora devolutos ou pouco utilizados, para acolher e formar.
  • “Interrogar-se sobre o que é pedido hoje”, por Deus e pela humanidade. Para isso, muito poderão contribuir encontros de trabalho e oração entre grupos de vida contemplativa, mas também através de encontros entre outros institutos dedicados ao ensino, à caridade e à promoção cultural.

JD, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4297, ano 85/10, de 20 de janeiro de 2015

Paróquia de Valdigem: Grupo de Jovens anuncia Natal

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No dia 2 de Janeiro, o Grupo de Jovens de Valdigem em união com o pároco, pelas 10,30 viveu na Igreja Paroquial uma pequeno momento de oração para preparar os nossos corações para a missão que Deus nos chamara para esse dia. A atividade resumia-se a uma visita aos doentes e idosos, acompanhados da imagem do Menino Jesus para quem não teve oportunidade de O beijar nas festas de Natal. Porém a envolvência das pessoas foi tal que acabamos por visitar praticamente todas as famílias e até locais de trabalho.

Ao longo desta nossa caminhada, e guiados pelo Espírito Santo, fomos levando o amor, a amiza­de, a fé e a esperança a quem nos tempo de hoje se encontra mais só, pois Cristo ensinou-nos a sermos servos, servindo. Sentimos Deus de diversas formas , pois em cada pessoa com que partilhamos uma música, um sorriso ou até um simples “bom dia”, reconhecemos o amor de Deus por nós.

Tentámos levar aos nossos queridos irmãos uma mensagem muito clara, entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas ter fé que Ele está no comando da nossa vida e tem uma plano de amor para cada um de nós, faz a caminhada valer a pena.

Os momentos de refeição em conjunto, não tiveram menos importância, pois refletiram-se valores como a partilha, a amizade, a alegria de estar juntos.  São os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular. Terminamos esta nossa atividade no mesmo local em que a inicíamos com a certeza que vale a pena ser de Deus. Foi uma jornada (das 10.30, às 19.00) em que nos sentimos muito felizes e nos apercebemos de que levamos algo de bom aos outros.

Mimi Fonseca Ramos,  in VOZ DE LAMEGO, n.º 4296, ano 85/09, de 13 de janeiro de 2015

Oitavário pela Unidade dos Cristãos | Vigília de Oração | 24 de janeiro

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De alguns anos a esta parte, realiza-se a Semana (Oitavário) de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 18 a 25 de janeiro, de cada ano, terminando precisamente no dia em que a Igreja celebra a CONVERSÃO DE SÃO PAULO, o Apóstolo dos Gentios, que procurou levar o EVANGELHO a todo o mundo.

Como sabemos o Cristianismo é constituído por diversos ramos, Igrejas, confissões. No início do século XI, em 1054, a primeira grande divisão, Igreja Católica (mais) a Ocidente, Igreja Ortodoxa (mais) a Oriente. No século XVI, século da Reforma e da Contra-Reforma, mais divisões (mais) a Ocidente, com o surgimentos das chamadas Igrejas protestantes: luteranos, anglicanos, calvinistas… Com particular incidência, na segunda metade do século XX, o diálogo e aproximação das diversas confissões cristãos, sobretudo na procura de pontos de encontro, na oração, no compromisso social. Por parte da Igreja Católica, a abertura mais concreta dá-se com o Concílio Vaticano II, desde logo impulsionado pelo Papa João XXIII e depois pelo Papa Paulo VI. Os Papas que se seguiram cimentaram este diálogo ecuménico, João Paulo II, Bento XVI e agora o Papa Francisco. Por outro lado, além do ecumenismo – diálogo com confissões/Igrejas Cristãs – também o diálogo interreligioso, entre religiões diferentes, se acentuou. Esta semana é sobretudo de oração ecuménica, oração e reflexão.

Na nossa DIOCESE DE LAMEGO, valorizando a Oração que se faz na Paróquia de Santa Maria de Almacave, sob motivação da comunidade ecuménica de Taizé, no dia 24 de janeiro, pelas 21h30, Oração orientar-se-á para a Unidade dos Cristãos, celebração presidida por D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego. D. António Couto, no Colégio de Arciprestes, sublinhou a importância desta Semana e desta Vigília, sabendo-se que neste chão diocesano prevalece o catolicismo, mas sempre oportunidade para sensibilizar para o Ecumenismo.

57.º Cursilho de Cristandade para Homens

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Vai realizar-se o 57.º Cursilho de Cristandade – Homens. Decorrerá de 29 de janeiro  (pelas 20h30) a 1 de Fevereiro, na Casa de Retiros de São José. O seu encerramento está previsto para o dia 1 de fevereiro (domingo), na Sé de Lamego, pelas 16h45, incluindo a celebração da Eucaristia dominical, às 18h30.

No entanto, no mesmo local, a partir das 15h30 decorrerá uma ultreia diocesana.

Pe. José Manuel Melo

APOSTOLADO DA ORAÇÃO

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Associação de fiéis presente em muitas paróquias 

Um caminho espiritual que a Igreja propõe a todos os cristãos para os ajudar a ser amigos e apóstolos de Jesus Ressuscitado na vida diária.

 O novo secretário nacional do Apostolado da Oração (AO), o jesuíta Pe. António Valério, escreveu a todos os sacerdotes para apresentar as recentes alterações em algumas das habituais publicações distribuídas aos Associados do Apostolado da Oração. Ao mesmo tempo, anunciou também a iniciativa “Click to Pray”, cujo objectivo é disponibilizar, numa plataforma digital, subsídios para a oração diária.

Porque o Apostolado da Oração está muito difundido nas nossas paróquias e porque rezar nunca é demais, aqui ficam algumas passagens dos textos recebidos para melhor conhecermos esta realidade eclesial.

Rede de oração

A intimidade com Jesus, alimentada na oração quotidiana, faz com que a pessoa se torne interiormente disponível para a missão de Cristo, desejando colaborar com Ele na redenção do mundo.

O Apostolado da Oração é também uma rede mundial de oração ao serviço dos desafios da humanidade e da missão da igreja, expressos nas intenções mensais de oração do Papa. Esta rede mundial de oração conta com mais de 40 milhões de pessoas, presentes em 86 países.

O que faz e o que distingue o Apóstolo da Oração?

– Vive diariamente os três momentos de oração, para se colocar junto a Jesus ressuscitado e oferecer-lhe a sua vida em disponibilidade apostólica.

– Compromete a sua vida em oração e serviço, em resposta aos desafios para a humanidade e para a missão da Igreja presentes nas intenções mensais do Papa.

– Participa na rede mundial e nacional do AO, em contacto com o Secretariado Nacional, através das suas publicações, propostas de oração e formação e dos seus sites e redes sociais na internet.

Vive apoiado nas práticas fundamentais da vida cristã

– A Eucaristia, que o conduz à experiência interna do Coração de Jesus e o dispõe a viver com Ele e ao seu estilo, ao serviço da sua missão. A entrega de Jesus pela humanidade que se faz realidade em cada Eucaristia é, para o AO, o modelo de oferecimento e disponibilidade.

– O amor e a devoção a Maria, modelo de disponibilidade apostólica, cujo coração está cheio de Jesus e dos seus projectos.

– Participação num grupo de vida, em união com outras pessoas que vivem o AO, quando possível e onde estes grupos existam ou possam ser formados.

Como se põe em prática o caminho do Apostolado da Oração?

Um escriba instruído sobre o Reino dos Céus é como um dono de casa que do seu tesouro sabe tirar coisas novas e velhas (Mateus 13. 52).

As práticas espirituais do AO têm sido muito variadas. Hoje, em “fidelidade criativa” à intuição original do AO, procuramos, no tesouro da nossa tradição, práticas antigas e outras novas que desejamos propor.

Clicktopray3Os três momentos de oração ao longo do dia

– Com Jesus pela manhã.

Ao iniciar o dia, peço ao Pai que me faça disponível à missão do Seu Filho para este novo dia, oferecendo o que sou e o que tenho. Posso expressar este oferecimento usando palavras minhas ou recorrendo a uma oração de oferecimento escrita. Peço ao Espírito Santo que abra o meu coração às necessidades e desafios da humanidade e da missão da igreja, e rezo por eles segundo as intenções do Papa para este mês.

– Com Jesus durante o dia.

Em vários momentos, mais ou menos longos, em caminho ou em repouso, em casa ou no trabalho, tomo consciência de estar na presença do Senhor e renovo-Lhe a minha disponibilidade.

– Com Jesus à noite.

No final do dia, num momento de silêncio, peço ao Espírito Santo que me ajude a reconhecer a presença de Jesus comigo durante esse dia e pergunto-me de que modo fui disponível à sua missão. Vejo como fui obstáculo à sua acção na minha vida e peço-Lhe que, na sua misericórdia, transforme o meu coração. Peço-Lhe ajuda para viver outro dia unido a Ele.

Cada um escolherá aquilo que mais o ajude a viver estes momentos de oração: uma imagem de Jesus, um crucifixo, um lugar especial, usando meios digitais, etc.

O que significa oferecer o dia pelas intenções do papa?

Oferecer o dia pelas intenções do Santo Padre é fazer com que tudo o que nos acontece ao longo do dia passa, na forma misteriosa que apenas Deus conhece, tocar as pessoas a quem se dirige a nossa oração. É fazer da própria vida uma oração de intercessão.

O Santo Padre confia ao Apostolado da Oração duas intenções de oração para cada mês, que expressam as suas grandes preocupações pela humanidade e pela igreja: uma chamada Universal  e outra Pela Evangelização (ou “de Evangelização”).

As intenções Universais recolhem temáticas que apelam a todos os homens e mulheres de boa vontade, não só aos católicos. As intenções Pela Evangelização tocam desafios da vida própria da igreja, e expressam o desejo de fazer dela um melhor instrumento para a evangelização.

Além de se comprometer a orar por estas intenções, o AO é responsável por as divulgar no mundo inteiro e fazer com que mais pessoas acompanhem o Papa na sua oração. Orar com ele é o primeiro símbolo ou expressão do compromisso do AO em favor da missão da igreja universal.

São desafios para a nossa vida pessoal, pois somos chamados a viver em coerência com aquilo por que estamos a rezar. São também convites para nos aproximarmos de outras pessoas ou instituições que trabalham no âmbito da intenção pela qual se está a rezar, sejam ou não da igreja, para procurar iniciativas de colaboração em favor de algo que é preocupação comum.

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4291, ano 84/53, de 2 de dezembro de 2014

SEMANA DOS SEMINÁRIOS | Mensagem de D. António Couto

Mensagem_D. António Couto - Cópia

SERVIDORES DA ALEGRIA DO EVANGELHO

  1. Evangelii Gaudium do Papa Francisco constitui uma imensa provocação para a nossa Igreja. Os nossos hábitos adquiridos saem abalados, as pautas por que habitualmente nos regemos ficam caducas, a nossa maneira de viver assim-assim entra em derrocada. Sim, a força do Evangelho rebenta os nossos vestidos e odes velhos. A alegria não se serve mais em moldes velhos. É urgente um coração novo para acolher esta enxurrada de alegria. Precisamos de Pastores novos à medida da Alegria e do Evangelho.
  1. É neste contexto que vamos viver mais uma vez a Semana das Vocações e Ministérios, que este ano acontece de 9 a 16 de novembro, subordinada ao tema que o Papa Francisco trouxe pata a cena «Servidores da Alegria do Evangelho». Rezemos ao Senhor da colheita para que seja Ele, Bom e Belo Pastor, a velar sempre pelo rebanho, e para que nos ensine a ser Pastores e formar Pastores segundo o seu coração de Pastor e Pai premuroso.
  1. E sejamos generosos no Ofertório de Domingo, dia 16, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários de Lamego e Resende, e também para o Seminário Interdiocesano de São José, sediado em Braga, onde se formam os seminaristas maiores das quatro Dioceses do nosso interior norte: Lamego, Guarda, Viseu e Bragança-Miranda.
  1. Esta deslocação para junto de um dos polos da Faculdade de Teologia da UCP, neste caso, Braga, acarreta naturalmente despesa extra, mas tornou-se necessária devido ao decréscimo dos seminaristas nestas quatro Dioceses do nosso interior. O baixo número de seminaristas maiores destas quatro Diocese, atualmente reduzido a cerca de 20, não justifica e até desaconselhava que se mantivesse em atividade o Instituto de estudos Teológico que estas quatro Dioceses mantinham em Viseu.

Que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.

Lamego, 26 de outubro de 2014, Dia do Senhor.

+ António

Tema de fundo da Voz de Lamego: EVANGELHO | MAGIA E DEMÓNIOS

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O Evangelho é melhor antídoto para estas formas de neopaganismo

MAGIA E DEMÓNIOS

 Acaba de aparecer, em língua portuguesa, uma Nota Pastoral da Conferência Episcopal da Toscânia, cuja publicação inicial data de 1997. O tema é oportuno e a sua leitura proveitosa para, numa linguagem acessível, instruir os leitores sobre uma realidade que nunca deixou de estar presente e que, nos nossos dias, parece ocupar largo destaque, ao mesmo tempo que pode provocar a necessária evangelização.

A leitura da Sagrada Escritura não deixa dúvidas: a magia sempre foi condenada de forma constante e inequívoca. Da mesma forma, o ensinamento da Igreja, ao longo dos séculos, sempre afirmou a incompatibilidade entre magia e fé. O cristão “não pode aceitar a magia porque não pode aceitar que Deus passe a um segundo plano perante as falsas crenças”. Um ensinamento que podemos colher ainda no Catecismo da Igreja Católica (n.os 2115, 2116 e 2117).

O autêntico sentido da fé não necessita desse tipo de referências, já que “ser discípulo de Cristo, segundo o que nos diz o Evangelho, requer um encontro simples e autêntico com Jesus Cristo, Senhor e Mestre, colocando de parte todas as demais maneiras de procurar o ‘extraordinário’”.

A Nota, que ocupa cerca de trinta páginas, é assinada por dezoito bispos daquela região e quer ser uma “intervenção exclusivamente de natureza teológica e pastoral”. No final da leitura, rapidamente se conclui, com os autores, que a melhor forma de combater tais práticas será sempre “uma obra de evangelização inteligente que previna e prepare os fiéis e os ilumine para os perigos”.

Retorno ou maior visibilidade?

As práticas mágicas estão por todo o lado e os cristãos não estão imunes à sua influência. Multiplicam-se as “ofertas de serviços” que se propõem resolver tantas situações que causam sofrimento. Os meios de comunicação social divulgam currículos, muitos deixam-se seduzir e alguns não têm dificuldade em rodear-se de símbolos cristãos para dar maior credibilidade à sua arte de adivinhar, prever ou solucionar. E aqueles autores da Nota não têm dúvidas em escrever que entre as causas da difusão da magia está “uma grave carência de evangelização que não possibilita aos fiéis assumir uma atitude crítica”.

E quantas vezes, até os que religiosamente se apresentam como cépticos se prestam às “consultas” para tentar assegurar-se sobre a oportunidade, as motivações ou previsões de determinado passo, escolha ou investimento. Há uns anos, quando morreu aquele que foi Presidente de França durante catorze anos, F. Mitterrand, um agnóstico assumido, a sua “vidente” particular escreveu um livro onde divulgou pormenores das visitas frequentes que recebia daquele político!

Religião e magia

A confusão entre religião e magia pode instalar-se e até os cristãos protagonizam certos comportamentos que assentam na superstição e não na fé, mais próprios da magia do que da religião.

O texto começa por fazer uma breve distinção:

– religião refere-se directamente a Deus e à sua acção, isto é, tudo tem a sua referência a Deus;

– a magia implica uma visão do mundo que acredita na existência de forças ocultas que exercem uma influência sobre a vida do homem.

Dentro deste pormenor, ficamos também a saber que podemos observar uma “magia imitativa”, ou seja, o semelhante produz o semelhante (verter água sobre a terra trará chuva, furar os olhos de uma boneca produzirá sofrimento nos olhos de alguém…). Também se fala da “magia contagiosa”, que acredita que o contíguo actua sobre o contíguo, isto é, colocando duas realidades em contacto, uma força maléfica ou benéfica transmite-se a outra (atirar sal…). Por último a “magia encantadora”, que atribui um poder especial a fórmulas ou acções simbólicas. Ler mais…

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