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Posts Tagged ‘Oração’

TEMPO DE QUARESMA: Um tempo com características próprias.

A Quaresma é o tempo que precede e dispõe à celebração da Páscoa. Tempo de escuta da Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do Batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos, de recurso mais frequente às “armas da penitência cristã”: a oração, o jejum e a esmola (Mt 6,1-6.16-18).

Tal como o povo de Israel que peregrinou durante quarenta anos pelo deserto para chegar à terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, afastarmo-nos de tudo aquilo que separa do Plano de Deus, e por conseguinte, da nossa felicidade e realização pessoal. Ler mais…

Vigília Missionária – Vila da Ponte – 29 de outubro de 2016

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“Com Maria, Missionários na Misericórdia”, foi o tema escolhido para a vigília missionária que se realizou no passado dia 29 se Outubro em Vila da Ponte.
Esta vigília dividiu-se em duas grandes partes: a primeira, foi um belíssimo momento de oração, que se desenvolveu a partir do tema “Missão”; e a segunda foi a Adoração ao Santíssimo.

Durante a primeira parte da vigília, podemos ver algumas encenações realizadas pelo grupo JSF de Vila da Ponte, e escutar diversas orações e pensamentos sempre acompanhados de belíssimos cânticos Marianos. É também importante salientar, todo o trabalho que os JSF tiveram a nível de decoração da igreja, pois estava um espaço muito bonito e acolhedor, o que nos fazia entrar logo no espírito de vigília.

Tivemos ainda a oportunidade, de escutar o testemunho de dois jovens que realizaram uma “ponte” no mês de Agosto em Angola. (Para quem não tem conhecimento do termo, ponte é o nome dado à missão de ir para outro país, durante um determinado tempo, para poder ajudar quem mais precisa, seja a nível de saúde, educação, cidadania, etc). Pessoalmente acho que foi o momento que mais nos tocou no coração. Posso dizer que ao ouvir aqueles dois jovens fiquei com vontade de um dia fazer uma missão do género, pois acho que todos temos o dever de ajudar o próximo, nem que seja apenas ao levar uma palavra de esperança e de fé.

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No final da vigília, houve um momento de descontração e convívio, onde todos os grupos presentes, bem como a comunidade da paróquia, puderam partilhar um pequeno lanche.

Que tenhamos sempre presente no nosso dia-a-dia, o espírito de Missão, para que assim possamos com a ajuda de Deus, ajudar o próximo.

Márcia Ribeiro, Grupo de Jovens de Tabuaço

in Voz de Lamego, ano 86/49, n.º 4385, 1 de novembro de 2016

Vigília Missionária – 29 de outubro – Vila da Ponte

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Como sabem estamos a viver o Mês das Missões e por isso queremos convidar-vos a participar na Vigília Missionária que se vai realizar no dia 29 de outubro (sábado) a partir das 20h45 na Igreja Paroquial de Vila da Ponte.

Depois do momento de oração grupo JSF Vila da Ponte promoverá um convívio missionário na residência paroquial onde haverá tempo para algumas dinâmicas e saborear alguns “petiscos” 🙂

Para mais informações podem contactar-nos através deste e-mail ou do chat do Facebook “DDPJ Lamego”.

Será o primeiro “EM ORAÇÃO…” deste ano! Muitos mais virão… pois, uma vez por mês, iremos convidar-vos a participar nesta atividade, mas sempre num lugar diferente da nossa diocese e com temas variados 😉

Jovens de Lamego, Cristo conta convosco!

Abraço amigo, Luís Rafael,

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016

Mensagem de Francisco para o Dia Mundial do Cuidado pela Criação

DiaMundialOraçãoCuidadoCriaçãoMENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 de setembro de 2016

Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum

Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outras Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A ocorrência tem como objetivo oferecer «a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».[1] Ler mais…

SANTO AGOSTINHO | Padroeiro secundário | DIOCESE DE LAMEGO

santo-agostinho-de-hiponaSanto Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja, é o Padroeiro Secundário da nossa Diocese de Lamego. Recorde-se que o Padroeiro Principal é São Sebastião, Mártir.

Santo Agostinho, um dos personagens mais importantes da história do cristianismo, mormente no que concerne à filosofia e teologia cristãs.
Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste
, no dia 13 de novembro de 354. Foi bispo, escritor, teólogo, filósofo, Doutor da Igreja, conhecido como o Doutor da Graça. É uma das figuras mais importantes da história da Igreja.
Aos 11 anos de idade, foi enviado para uma escola, em Madaura, familiarizando-se com a literatura latina, e com as práticas e crenças pagãs. E aos 17 anos, o pai, enviou-o para Cartago, para aí continuar a sua educação na retórica.

Resistiu sempre a santa Mónica, sua mãe, para se converter ao cristianismo. Juntou-se a uma mulher, de quem teve um filho, Adeodato. Entretanto, foi para Milão, onde viria a mudar de vida.

Santo Ambrósio,
Bispo de Milão, de quem Santa Mónica tomava conselhos, teve uma influência decisiva na conversão de Agostinho. Nesse tempo, Agostinho mandou a amada de volta para a África e deveria esperar dois anos para contrair casamento legal, mas não esperou, ligando-se a uma segunda concubina.
Durante o Verão de 386, leu um relato da vida de Santo António do Deserto e de Santo Atanásio de Alexandria, deixando-se inspirar por eles. Um dia enquanto passeava nos seus jardins em Milão ouviu uma voz: “Tolle, lege”; “tolle, lege”, ou seja, “toma e ler”; “toma e ler”. Abriu a Bíblia ao acaso e leu a passagem de Romanos 13,13-14: nada de comezainas e bebedeiras, nada de devassidão e libertinagens, nada de discórdias e invejas. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus desejos.
Na Vigília Pascal, do ano de 387, fez-se baptizar, por Santo Ambrósio, Bispo de Milão, juntamente como o filho. Regressa a África. No caminho morre a mãe e pouco tempo depois o filho. Vendeu o património e distribuiu pelos pobres. Foi ordenado sacerdote em 391 e em 396 eleito bispo coadjutor de Hipona, donde se tornou Bispo pouco tempo depois.

Morreu em 430, pelo dia 28 de Agosto.

Oração (de coleta):

Renovai, Senhor, na vossa Igreja o espírito com que enriquecestes o bispo Santo Agostinho, para que, animados pelo mesmo espírito, tenhamos sede só de Vós, única fonte de sabedoria, e só em Vós, origem do verdadeiro amor, descanse o nosso coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Das Confissões de Santo Agostinho, bispo

Oh eterna verdade, verdadeira caridade, cara eternidade!

Sentindo-me estimulado a reentrar dentro de mim, recolhi-me na intimidade do meu coração, conduzido por Vós, e pude fazê-lo porque fostes Vós o meu auxílio. Entrei e vi, com o olhar da minha alma, uma luz imutável que brilhava acima do meu olhar interior e acima da minha inteligência. Não era como a luz terrena e visível a todo o ser humano. Diria muito pouco se afirmasse apenas que era uma luz muito mais forte do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era deste género aquela luz; era completamente distinta de todas as luzes do mundo criado. Não estava acima da minha inteligência como o azeite sobre a água nem como o céu sobre a terra; era uma luz absolutamente superior, porque foi ela que me criou; e eu sou inferior porque fui criado por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

Oh eterna verdade, verdadeira caridade e cara eternidade! Vós sois o meus Deus; por Vós suspiro dia e noite. Quando Vos conheci pela primeira vez, elevastes me para Vós, a fim de que eu pudesse apreender a existência do que via, e que, por mim só, não seria capaz de ver. Deslumbrastes a fraqueza da minha vista com a intensidade da vossa luz; e tremi com amor e horror. Encontrava me longe de Vós numa região desconhecida, como se ouvisse a voz lá do alto: «Eu sou o pão dos fortes; cresce e comer-Me-ás. Não Me transformarás em ti como o alimento do teu corpo, mas tu é que serás transformado em Mim».

Eu procurava o caminho onde pudesse adquirir a força necessária para saborear a vossa presença; mas não o encontraria enquanto não me abraçasse ao Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, que está acima de todas as coisas, Deus bendito pelos séculos dos séculos, que me chamava e dizia: «Eu sou o caminho da verdade e a vida»; não o encontraria enquanto não tomasse aquele Alimento, que era demasiado forte para a minha fraqueza, mas que Se uniu à carne – porque o Verbo Se fez carne – a fim de que a vossa Sabedoria, pela qual criastes todas as coisas, Se tornasse o leite da nossa infância.

Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Chamastes, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei Vos, e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes me e agora desejo ardentemente a vossa paz.

FONTE: Secretariado Nacional da Liturgia.

Para aprofundar: REFLEXÕES de BENTO XVI sobre SANTO AGOSTINHO, em 2008,

nas Audiências Gerais das Quartas-feiras, por exemplo AQUI.

ESCÂNDALO E PERDÃO | Editorial Voz de Lamego | 20 de outubro

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A Igreja vive um momento de extraordinária graça, a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, entre 4 e 25 de outubro, refletindo a família, com as suas potencialidades e as suas dificuldades. Por conseguinte, é um tema que está presentes em diferentes páginas das comunidades, paroquiais, diocesanas, nacionais. Também a Voz de Lamego vai dando voz a esta temática premente. O mês de outubro, por outro lado, é o mês das missões. E também, sintonizado com este compromisso de toda a Igreja e da Igreja como um todo, a Voz de Lamego dá-lhe esta semana o maior destaque, a começar pela primeira página. Canonização dos Pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, no passado dia 18 de outubro, Dia Mundial das Missões.

O Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial desta semana, faz ressonância das palavras do papa, na Audiência Geral da passada quarta-feira, 14 de outubro, em que Francisco pede perdão pelos escândalos e por todo o mal feito, especialmente às crianças.

ESCÂNDALO E PERDÃO

Partindo da palavra de Jesus, que convida a evitar o escândalo e critica quem o provoca (Lc 17, 1), o Papa Francisco iniciou a sua catequese do dia 14 com um pedido de perdão: “Antes de dar início à catequese, em nome da Igreja, gostaria de vos pedir perdão pelos escândalos que nestes últimos tempos ocorreram tanto em Roma como no Vaticano; eu peço-vos perdão!”

O escândalo é a reação provocada em alguém, causada pelo mau exemplo, e surge como sinónimo de coisa indecorosa e contrária aos bons costumes. Nesse sentido, é fruto de um mau procedimento ou de um acto reprovável e irresponsável que faz sofrer. E aumenta quando provem de pessoas ou ambientes onde tal pareceria difícil de acontecer. Mas a verdade é esta: com os nossos gestos, palavras e silêncios podemos ser motivo de escândalo.

As palavras do Papa são claras e o seu alcance facilmente percebido. Mas o importante é a atitude protagonizada. Responsável pela Igreja, sentiu-se na obrigação de pedir perdão por todos aqueles que, chamados a dar bom testemunho, não foram capazes de evitar o mau exemplo. Não escondeu os factos, não se perdeu em justificações nem gastou tempo a escolher as palavras. É preciso coragem para reconhecer o erro e humildade para pedir perdão.

Quantos líderes, governantes ou gestores, responsáveis por pessoas e bens, têm sido capazes de reconhecer o erro e protagonizar um acto tão humano e tão digno como é pedir perdão pelas mortes provocadas, pelas más opções tomadas, pelo prejuízo causado ou pelo escândalo divulgado?

O ideal será sempre evitar o mal e o escândalo, mas quando acontece é de grande nobreza reconhecer e pedir perdão. As palavras não devolvem vidas nem fazem esquecer lágrimas, mas contribuem para o reencontrar da dignidade e o restabelecer da confiança.

 in Voz de Lamego, ano 85/47, n.º 4334, 20 de outubro

Retiro de Lamego | 2015

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Realizou-se, entre o dia 26 e 30 de Agosto, no Colégio de Lamego, pelo terceiro ano consecutivo o retiro anual organizado pela Comissão para a Missão e Nova Evangelização, a Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus e grupo de Oração Nossa Senhora dos Remédios. Mais uma vez, este foi um tempo de muita graça e amor, vivido por toda a comunidade e por muitas pessoas de variadíssimos cantos de Portugal.

Deus, na Sua infinita misericórdia, quer salvar a todos e podemos dizer que, neste retiro encontramos muitas “ferramentas” para que esta salvação aconteça na vida de muitos irmãos, de forma a que todos cheguem ao conhecimento da verdade, se convertam e se salvem.

Desde riquíssimos ensinamentos, partilhas de vida, testemunhos, terços, adorações ao Santíssimo, confissões,…culminando no auge da Santa Missa, vivenciamos intensamente momentos de verdadeiro Céu na terra, onde, muitas vezes, ambos se uniam e Jesus se mostrava realmente presente na vida de tantos e tantos irmãos.

“Jesus Amor de todos os Amores”, foi o tema do retiro deste ano, onde Jesus nos quis mostrar que, de facto, Ele deve ser o centro das nossas vidas e das atividades do nosso dia. Agindo assim, tudo se vai encaixando na perfeição como um puzzle onde não sobram nem faltam peças. Cada um de nós foi, neste retiro, concerteza, uma peça única nas mãos de Deus que encaixou com a peça do irmão, dando a cada um uma vida nova no Espírito.

Graça sobre graça muitos comentavam no final, um “mega” projeto de Deus, que contou com a ajuda de mais de 100 voluntários e várias instituições de Lamego, e onde cada momento de louvor, pregação, oração, música, teatro… foi tocando cada um naquilo que mais precisava.

“Quem tem sede venha, quem o deseja, receba gratuitamente a água da vida” (Ap. 22, 17).

Agradecemos a Deus e a todos os que tornaram possível este toque de amor de Jesus na vida de tantos irmãos.

Bem haja! Nossa Senhora dos Remédios, rogai por nós!

Ana de Jesus, in Voz de Lamego, ano 85/40, n.º 4327, 1 de setembro

MISSA DE ENVIO DE JOVEM MISSIONÁRIO DA SÉ

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FESTA MISSIONÁRIA EM CUCUJÃES

A Festa Missionária em Cucujães é sempre uma celebração “em grande”! Reúne anualmente em convívio informal paroquianos, missionários de passagem por Portugal ou já reformados, jovens leigos, seminaristas, familiares, amigos e todos os que a eles se quiserem juntar. Este ano a festa, celebrada em dia de Pentecostes, foi muito especial – a Família Boa Nova espalha o Evangelho há oitenta e cinco anos! Desde 1930! Sem parar, sem desanimar, sem baixar os braços!

A Missa Campal recebeu todos os que, pelo seu elevado número, não caberiam na Igreja do Seminário; deste, saiu em procissão o andor da Senhora da Boa Nova levado pelos escuteiros e acompanhado por padres, seminaristas e o numeroso povo que rezou e cantou louvores enquanto atravessavam o arvoredo que iria levar ao local da Missa.

Celebrada pelo Superior da Ordem, o Padre Adelino Ascenso, animada pelo Grupo de Jovens da paróquia, amplamente participada por toda a assembleia, a Eucaristia teve o seu momento alto na chamada ao palco dos quatro jovens e um adulto que irão ser brevemente enviados em Missão para países africanos (dois para Maputo, dois para Chibuto e um para Angola); não puderam participar desta celebração duas jovens (a Sofia e a Diana), que já se encontram desde Abril em Chibuto, mas foram lembradas nesta bênção.

Após os missionários terem feito as suas promessas e lido o seu compromisso, o Padre Adelino abençoou-os e enviou-os com a Força do Espírito Santo e o Amor de Deus para que com confiança e entusiasmo dessem Dele testemunho junto aos Irmãos. Lembrou-lhes as condições difíceis que irão encontrar e o desânimo que por vezes poderá atacar, mas exortou-os a que confiassem sempre na força do Espírito para lhes indicar o caminho.

Com muito orgulho, a paróquia da Sé vê partir neste grupo um dos seus jovens – pertencente ao GJS, o Pedro manifestou logo no primeiro contacto com os Leigos da Boa Nova (há já dois anos, num retiro de Advento) a vontade de levar longe a Palavra, através da acção e do exemplo. Após uma primeira missão em território nacional (na Serra de Leomil, de que este jornal deu o seu testemunho no Verão passado), o Pedro sente-se preparado para vôos mais longínquos e o Centro Educativo de Chibuto, no Sul de Moçambique, aguarda-o já este Verão.

É uma missão vocacionada para o apoio aos mais pequeninos, e conta com creche e infantário, frequentados por crianças da zona que não têm mais ajuda a que possam recorrer para terem um dia-a-dia digno, em que sejam educadas, tratadas e valorizadas como seres humanos, filhos de Deus. De certeza que no regresso virão muitas histórias, experiências e aprendizagens para partilhar.

A Missão é partir… sempre. Como diz o Papa Francisco: “A Igreja deve estar sempre de saída.” Neste dia de Pentecostes faz todo o sentido, pois foi o verdadeiro início da Igreja Missionária, da abertura aos outros, da saída para evangelizar, missionar, levar a Boa Nova pelo Mundo fora.

O cântico “Juntos no Caminho da Missão” do nosso bispo D. António Couto, também ele missionário, encerrou brilhantemente a Eucaristia, mas não a festa nos nossos corações.

Deixo, para meditação e para que rezeis pelo bom sucesso destes jovens, a oração de Envio com que pediram a protecção do Senhor:

Senhor, nosso Pai, nós vos agradecemos porque nos chamastes a viver este amor. Estamos felizes por sermos Vossos filhos e integrarmos o Vosso Povo.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos agradecemos por Nos terdes enviado em missão como Vossas testemunhas até aos confins da Terra.

Deus Espírito Santo, nós Vos agradecemos, presença amorosa de Deus que une pessoas e povos e nos envia a evangelizar.   

Derramai sobre nós os Vossos dotes e guardai-nos até ao fim.

Maria, Mãe, Senhora nossa, pedimos a Vossa bênção e intercessão. Estrela da Evangelização, ensinai-nos a levar Jesus a todas as pessoas.

Amén.  

in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015

DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA | 27 de junho | Escadório dos Remédios

Vai realizar-se, pela primeira vez nestes moldes, o DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA, no próximo dia 27 de junho de 2015, sábado, na Carreira Central do escadório de Nossa Senhora dos Remédios. Em anos anteriores, o Dia da Igreja Diocesana celebrava-se na solenidade de Cristo Rei, congregando, na mesma celebração, a Dedicação da Igreja Catedral e a apresentação do Plano Pastoral. Neste ano pastoral foi desdobrado em três acontecimentos diferentes: apresentação do Plano Pastoral no final de setembro ou início de outubro, Dia da Igreja Catedral, encostado ao dia 20 de novembro, no domingo seguinte, solenidade de Cristo Rei e o dia propriamente dito da Igreja Diocesana, no verão, como tempo e espaço de encontro, convívio, festa, com as paróquias, movimentos eclesiais, secretariados diocesanos, seminários e consagrados.

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Este ano, o encontro realiza-se nos Remédios, com o apoio logístico do CTOE, onde estacionarão os autocarros.

9h30 – Acolhimento

10h00 – Caminhada do CTOE à Carreira Central

Auto da Família

12h30 – Celebração da Eucaristia

13h30 – Partilha de Farnéis

Tarde mais lúdica… música… Jograis… canções…

16h00 – Celebração mariana / Celebração do Envio

Estas as informações já disponíveis. Haverá tendas temáticas, dedicadas aos Arciprestados, Paróquias, Consagrados, Seminários, Secretariados, Escuteiros… Haverá também “tasquinhas”, facilitando no “comes e bebes”.

OUSAR RESPONDER | Editorial Voz de Lamego | 21 de abril de 2015

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A edição desta semana da Voz de Lamego abre com destaque para os trágicos acontecimentos do Mediterrâneo, com centenas de pessoas a tentar chegar à Europa, à procura de uma vida melhor, também vítimas do tráfico e da ganância, daqueles que com promessas fáceis colocam estas centenas pessoas na rota dos naufrágios, que já matarem milhares de pessoas.

Destaque nas páginas centrais para a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Vila Nova de Souto d’ El Rei (Arneirós), no Arciprestado de Lamego, nesta semana de Oração pelas Vocações, de que o Editorial faz eco. Muitos outros temas, reflexões, notícias, acontecimentos próximos.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52.º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES: Aqui.

Para ambientar a leitura desta edição, o Editorial do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio.

OUSAR RESPONDER

A 52.ª Semana de Oração pelas Vocações, sob o tema “Seguir Jesus, Caminho de Beleza, Vocação & Santidade”, começou antes de ontem. Uma iniciativa anual que data de 1964 e que, desde 1971, termina no IV Domingo de Páscoa, também conhecido como Domingo do Bom Pastor.

Uma iniciativa que convida à reflexão: quando falamos de “vocação” falamos dessa realidade que toca todo o ser humano no mais íntimo da sua liberdade. A vocação, no quadro da vida cristã, é um apelo único e pessoal de Deus, inscrito em cada homem por Ele criado. E todos são convidados a responder-lhe na liberdade do amor, em vista da própria felicidade.

Mas uma iniciativa que apela, também, à oração: para que a liberdade humana, esclarecida e estimulada pela ação do Espírito Santo, descubra o seu caminho.

Por outro lado, e neste contexto, falar de vocações é fazer referência a todos quantos se consagraram de forma particular ao serviço da Igreja que peregrina no mundo, aos religiosos e ministros ordenados que, ao longo dos séculos, foram chamados e enviados. Contemplando a missão protagonizada e o serviço prestado, como não louvar e agradecer, ontem como hoje, tais vidas?

E mesmo se a grande maioria não consta da lista eclesial dos santos, não é tema de livros biográficos ou não está retratada em monumentos humanos, como não agradecer os inumeráveis dons e frutos de santidade?

Apesar dos limites e fragilidades, das dificuldades e do sofrimento na diversidade de vocações assumidas, como não sublinhar tantas vidas doadas de forma discreta e eficiente? Quantos testemunhos protagonizados com alegria e serenidade, em plena disponibilidade e gratuidade?

Por isso, Senhor, aos que chamas para continuar a aventura, concede-lhes discernimento e confiança, para que ousem responder ao Teu apelo e avancem firmemente, servindo todos os que encontram no caminho.

in Voz de Lamego, n.º 4310, ano 85/23, de 21 de abril de 2015