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Queres ser missionário?

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Vivendo o mês de outubro que é o mês das Missões, tendo desde o passado mês de agosto a Responsabilidade das Obras Missionárias Pontifícias na nossa diocese, não poderia deixar de refletir um pouco sobre a Missão que cada cristão deve ter na Igreja. Neste sentido escrevo-vos estas palavras de incentivo para que formemos uma Igreja cada vez mais missionária à semelhança da Comunidade dos discípulos de Jesus.

Todos os membros da Igreja têm a missão de evangelizar, conforme o apelo das circunstâncias e a vocação pessoal de cada um. Os clérigos e os leigos formam uma única categoria de batizados com a mesma missão de evangelizar e fazer discípulos onde se encontram.

Existem muitos métodos e formas de evangelizar. A igreja local é o melhor lugar para transmitir a palavra de Deus, pois ela transforma-se numa agência evangelizadora através de ações que envolvem pessoas. Os cristãos devem agir como transmissores do que ouvem e aprendem na Igreja. Para esta ação não nos podemos nunca esquecer da oração, tantas vezes ultrapassada pelo “apenas fazer”. Rezar é o ponto de partida, para que toda a missão possa ser bem sucedida.

Os cristãos leigos têm uma missão especial na sociedade. Pelo batismo, receberam a vocação que devem viver intensamente para o serviço do Reino de Deus. A constituição Lumen Gentium (38) afirma que cada leigo deve ser perante o mundo, testemunha da ressurreição e da vida do Senhor Jesus e um sinal de Deus vivo. Todos em conjunto, e cada um por sua parte, devem alimentar o mundo com frutos espirituais e nele difundir aquele espírito que anima os pobres, mansos e pacíficos, que o Senhor no Evangelho proclamou Bem-aventurados.

O testemunho consiste no compromisso de uma vida autenticamente cristã. Ser testemunha é algo que abrange toda ação que possa tornar presente e perceptível o desígnio divino diante do mundo. Os cristãos são chamados à santidade nas condições, tarefas e circunstâncias da própria vida (LG 41). Cada cristão deve esforçar-se para sua santificação. O apóstolo Paulo afirma que esta é a vontade de Deus (1Th 4, 3).

A palavra de Deus deve ser o canal pelo qual entendemos a vontade de Deus na nossa vida. Os seguidores de Cristo devem fazer a palavra de Deus ser o alimento diário de sua vida. O Senhor espera que todos os batizados creiam Nele, aceitem o seu Evangelho eterno e vivam em harmonia com seus termos e suas condições. Não cabem a eles escolher alguns princípios do Evangelho e obedecer aos que lhes são agradáveis e esquecer-se do resto.

Portanto, o papa chama todos os cristãos a serem conscientes de sua missão evangelizadora através de uma vivência autêntica da vida cristã conforme o Evangelho. O sumo pontífice chama a comunidade dos fiéis (os cristãos) a ser uma Igreja “em saída”. Ela deve saber tomar, sem medo, a iniciativa de ir ao encontro dos afastados e de chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos.

Apelo, também, à generosidade de cada um de vós no Ofertório da Eucaristia do próximo dia 23 que reverterá em prol desta causa missionária. Que o Senhor vos recompense por todo o bem que fazeis.

Ser missionário é uma responsabilidade de todos nós. Não tenhamos medo de anunciar Jesus Cristo ao mundo.

 

Pe. Fabrício Pinheiro

Director Diocesano das Obras Missionárias Pontifícias (OMP)

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016

Possibilidades e necessidades | Editorial Voz de Lamego

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No próximo domingo, 23 de outubro, é o Dia Mundial das Missões. A propósito a edição da Voz de Lamego desta semana dá-lhe o devido destaque, a começar pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego. Muitos outros temas, notícias reflexões. Destaque também para a Visita Pastoral de D. António Couto a Pendilhe, na Zona Pastoral de Vila Nova de Paiva, e a homenagem a Monsenhor Bouça Pires, 25 anos ao serviço da Paróquia de Cambres.

POSSIBILIDADES E NECESSIDADES

No próximo domingo celebramos o 90.º Dia Mundial das Missões.

O ponto de partida para esta jornada aconteceu em França, perto de Lyon, sob inspiração de uma jovem leiga, Pauline Jaricot (1799-1862) que, aos 17 anos, decide dar outro rumo à sua vida, associando-se a outros jovens trabalhadores do seu pai para colaborar na propagação do Evangelho através da oração e da animação missionária.

Para o conseguir, inventa um engenhoso sistema que instaura uma rede de oração e recolhe ofertas. Convence dez pessoas a rezar pelas missões e a doar uma moeda por semana para as missões, assumindo cada uma delas o encargo de angariar mais dez pessoas para o mesmo fim, e assim sucessivamente. A iniciativa cresce, qual bola de neve, e reúne somas consideráveis para a época.

Três anos depois, esta “cadeia espiritual e material” já conta com 500 membros e torna-se oficialmente, em 03 de Maio de 1822, a Associação da Propagação da Fé. O facto chamou a atenção da Santa Sé. Mas só um século depois, 03 de Maio de 1922, aparece a Obra da Propagação da Fé, hoje designada “Obras Missionárias Pontifícias” (OMP) e presente em mais de 120 países.

Pio XI, visando ampliar o trabalho das OMP, instituiu o Dia Mundial das Missões, em 1926, para que fosse “a festa da catolicidade e da solidariedade universal”. Tal objectivo reencontra a intuição primeira de Pauline Jaricot: “De todos, segundo as possibilidades, para todos, segundo as necessidades”.

O ofertório desse dia, realizado em todo mundo, é enviado para as OMP, em Roma, e a partilha da soma recolhida é decidida pelos 120 directores nacionais das OPM, numa reunião que acontece anualmente, em Maio.

A criatividade de uns e a partilha de outros ao serviço de todos.

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016