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Pastoral Juvenil | ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO | Sim?

IMG_2142Sábado 27 de setembro, dia da Igreja diocesana, marcou o início do novo  ano de atividades e o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) de Lamego  aproveitou esta ocasião para apresentar a programação anual com uma noite de adoração ao Santíssimo, no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, pois a melhor forma de iniciarmos a nossa caminhada é estarmos com Ele, já que sem Ele nada faz sentido.

Foi este o testemunho de comunhão que deram mais de 120 jovens que participaram na atividade. Com efeito, muitos foram os que abdicaram do descanso depois ou antes de um dia intenso de vindima ou da apanha da maçã, outros ainda tinham festas na Paróquia e preferiram chegar mais tarde para poderem estar com Ele, isto sem contar com os quilómetros e a hora tardia.

Esta noite testemunhou, neste retomar das atividades, que os jovens ainda dizem sim, ainda são loucos, loucos da loucura de Deus, do amor de Deus, deste amor que nos transforma, este amor que nos faz deixar de lado o nosso egoísmo para nos encontramos com Ele e com os outros.

A adoração que foi sucessivamente orientada pelos Arciprestados do Varosa, Távora e Alto Douro e finalmente pelo Arciprestado de Lamego seguiu as temáticas adotadas pelo SDPJ de Lamego para esta temporada de 2014-2015. Num primeiro momento, o tema da Família constituiu o fio condutor, tema que será aliás o fio condutor de toda a ação diocesana como propõe D. António Couto na Carta Pastoral “Ide e construi  com mais amor a família de Deus”. Num segundo momento, o ambiente próprio às orações de Taizé encheu a Igreja dos Remédios num tempo de preparação para a festa dos 75 anos da Comunidade de Taizé e dos 100 anos do seu fundador, o Irmão Roger.

Para finalizar, uma pequena ceia permitiu um momento de convívio e a entrega do documento com a programação anual da Pastoral Juvenil, programação que só tem razão de ser com a dedicação de cada jovem, fortemente demonstrada nesta noite de adoração ao Santíssimo.

Com Ele, contigo, juntos vamos conseguir crescer, crescer na fé, basta dar o nosso sim ou não…Sim?

Anthony Nascimento, VOZ DE LAMEGO, 30 de setembro de 2014, n.º 4282, ano 84/44

Ainda as FESTAS DOS REMÉDIOS 2014

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De 21 de Agosto a 09 de Setembro | Festas em Lamego

A celebração das festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios marca as últimas semanas de Agosto e as primeiras de Setembro na cidade de Lamego e nas terras vizinhas. Atrevemo-nos a dizer que marca também o ritmo de muitas pessoas que vivem longe e vêm até Lamego nesta época. Mais uma vez, as gentes desta região viveram com alegria e com fé estes dias.

Novena

A novena sempre ocupou um lugar central na preparação da festa, congregando centenas de féis peregrinos e proporcionando o encontro destes com Deus, com os irmãos e com os próprios. A Palavra de Deus, a oração e meditação, mas também o sacramento da reconciliação sempre marcaram a vida do santuário nestes dias.

O horário madrugador marca a novena e o ritmo diário de todos quantos nela participam, seja porque para ali se deslocam, seja porque despertam para acompanhar as celebrações pela rádio. Também este ano, entre os dias 30 de Agosto e 07 de Setembro, a partir das 06h, muitos foram aqueles marcaram presença. No entanto, a emigração, a idade e a falta de forças vai fazendo com que o número de peregrinos sofra alterações. O pregador da novena foi novamente o Reitor do Santuário, Pe. João António Teixeira, que teve como referência para a reflexão e meditação que partilhou os Dez Mandamentos da Lei de Deus.

No dia 06 de Setembro, após a novena, os peregrinos acompanham a imagem de Nossa Senhora dos Remédios até à cidade, onde permanece até ao final da procissão do dia 08. Nesse dia, presidiu à Eucaristia e à procissão o nosso bispo, D. António Couto. O canto, a oração vocal ou silenciosa, a alegria e a dor estão presentes em todos os que participam e se integram. Não temos dúvidas em dizer que é uma procissão diferente daquela que na tarde do dia 08 atravessa a cidade. Nesta há mais para ver e muitos vêm para ver; naquela apenas se olha a Mãe, se reza e se caminha com a Mãe.

Natividade de Nossa Senhora

A Igreja celebra, no dia 08 de Setembro, a Festa da Natividade de Maria, numa data fixada pela sagração da igreja construída em Jerusalém no local onde, segundo a tradição, viveram Maria e os seus pais, Sta. Ana e S. Joaquim. Podemos ler algo mais sobre o assunto na homilia do Sr. Bispo, publicada neste jornal.

A Eucaristia foi presidida por D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto e mais de uma dezena de sacerdotes e por uma igreja repleta de fiéis. Durante a homilia, expressando a comunhão com todos os cristãos da Palestina, o nosso bispo convidou a assembleia a cantar a Ave Maria, a mesma oração que, em Jerusalém, se reza neste dia na igreja dedicada a Nossa Senhora.

À tarde, tal como é tradição, os andores saíram da zona de Almacave e percorreram diversas ruas até chegarem à igreja de Santa Cruz, onde também os nossos militares honraram Nossa Senhora dos Remédios, antes da sua imagem ser acompanhada até ao santuário, donde tinha saído no dia 06.

Como sempre, muita fé em muitos rostos, gestos e preces. Os passeios, onde alguns deixaram cadeiras a marcar lugar muitas horas antes, cheios de gente de perto e de longe que não perdem a oportunidade de olhar aquela que, no monte de Sto. Estêvão, não cessa de olhar por todos com cuidados de Mãe solícita e disponível. Para muitos dos presentes, já pouco habituados a ver animais por perto, a presença das juntas de bois que puxam os cinco andores também causa algum impacto.

Programa diversificado

O nosso jornal, em tempo oportuno, publicou o programa das festas e todos puderam confirmar a diversidade de iniciativas, de presenças, de grupos e de actividades de modo a ir ao encontro de todos. E nunca é fácil satisfazer o gosto de todos. Mas sempre se alcança o desejado, ou seja, proporcionar tempos de festa, de convívio e de encontro entre os que por aqui vivem todo o ano e para aqueles que nos visitam nesta época estival.

A diminuição da população, a ausência dos mais novos em certas actividades e a crise financeira parecem ter marcado também as festas. Não se viam muitos compradores e isso era visível nos rostos tristes dos vendedores que, pareceu, eram menos do que em outros anos.

Mas houve tempo e oportunidade para todos se divertirem ou irem até alguma das barracas confraternizar. Como sempre, quem optou por comer alguma coisa na avenida, foi bem servido. Uma avenida onde o artesanato esteve bem representado e onde abundaram esplanadas para acalmar a sede ou para retemperar forças da caminhada.

O trânsito

Ouvimos alguns automobilistas, de outras terras, apreciar negativamente as condições actuais de trânsito que, não fora a presença diligente da PSP, seria muito pior. Mas a dificuldade em transitar ou em arranjar estacionamento era visível.

Não restam dúvidas de que o centro da cidade tem agora outras possibilidades para os que caminham e descobrem esta zona de Lamego. Mas faltam estacionamentos próximos, rápidos e cómodos para quem deseja ir a alguma loja ou serviço da zona.

JD, in VOZ DE LAMEGO, 9 de setembro de 2014, n.º 4279, ano 84/41

NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS | Homilia de D. António Couto

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A IGREJA DE SANTA MARIA ONDE ELA NASCEU

 

  1. Neste dia 8 de setembro, o calendário litúrgico assinala a Festa da Natividade da Virgem Santa Maria. Dito por outras palavras: celebramos hoje o dia do nascimento de Nossa Senhora. Sem esquecer esta tonalidade festiva do aniversário natalício de Maria, a Diocese de Lamego, no âmbito deste Santuário e da cidade de Lamego que o envolve, tem motivos acrescidos para fazer subir os índices da sua alegria, pois celebra hoje também a Solenidade de Nossa Senhora dos Remédios, Padroeira principal da nossa cidade.
  1. Sendo a Padroeira principal da nossa cidade, Ela é também a Casa, a Mesa, o Pão, a Porta principal da nossa cidade. Ela é a Senhora da nossa cidade. Ela é a Mãe. Ela é o Coração. Ela é até, está bom de ver, o ganha-pão da nossa cidade. Ela é figura e porta-voz do essencial. Ela tem cumprido bem a sua missão de Padroeira, velando todos os dias por esta cidade, acolhendo aqui todos os que a ela acorrem com as suas dores e… com as suas flores. Ela tem honrado e dignificado o Padroado. Amados irmãos e irmãs desta nobre cidade, vamos ter de nos perguntar também se temos feito tudo o que devíamos fazer para honrar e dignificar a nossa Padroeira, figura e porta-voz do essencial, ou se andamos por aí perdidos e entretidos, figuras e porta-vozes do acidental.
  1. Queridos peregrinos, irmãos e irmãs, que hoje, vindos de perto e de longe, demandastes este Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, sede bem-vindos. Rezo para que encontreis aqui, no regaço maternal de Nossa Senhora dos Remédios, o alívio e o alento que procurais. Mas permiti, amados irmãos e irmãs, dado que passa hoje o dia do aniversário natalício de Maria, que vos convide a fazer comigo, agora mesmo, uma peregrinação ao local onde ela terá nascido. Estamos já na cidade santa de Jerusalém. Entrai comigo pela Porta oriental da cidade velha, chamada «Porta dos Leões», mas também chamada pelos cristãos «Porta de Santo Estêvão» [o seu martírio aconteceu ali nas imediações, fora da cidade], e pelos árabes e cristãos Bab Sittna Maryam, que significa «Porta de Nossa Senhora Maria».
  1. Acabados de entrar por esta «Porta de Nossa Senhora Maria», estamos no quarteirão muçulmano da cidade velha de Jerusalém, e estamos também no início da bem conhecida Via Dolorosa. Entrada a «Porta de Nossa Senhora Maria» e postos os pés na Via Dolorosa, vemos logo à nossa direita e mesmo à flor da Via Dolorosa, um grande edifício que transporta nas suas entranhas uma longa, dorida e bela história. Entrai então comigo no átrio desse edifício. Mal entramos, damos logo com os olhos na Igreja românica de Santa Ana, uma construção dos Cruzados, que remonta ao ano 1130, que os muçulmanos ocuparam em 1192, e não destruíram, pois a transformaram em escola corânica. O sultão turco otomano Abdul Megid doou-a ao Governo francês em 1856, após a guerra da Crimeia. E em 1878, o governo francês confiou-a aos cuidados dos chamados Padres Brancos ou Padres de África, em cuja posse e desvelo ainda hoje se encontra. Entrai comigo então na Igreja de Santa Ana, e cantemos ali uma Ave-Maria: primeiro, porque Santa Ana é, como sabeis, a mãe de Nossa Senhora, e é nesta Igreja austera, mas espaçosa, que a memória do nascimento de Maria é evocado; segundo, porque estamos na Igreja com a melhor acústica do mundo, e cantar ali é um privilégio; terceiro, porque com o nosso canto, à nossa maneira, manifestamos também a nossa comunhão com os sofridos cristãos palestinianos (e de todo o Médio Oriente), que hoje, rodeados por muitos peregrinos idos do mundo inteiro, celebram ali, ao jeito oriental, com explosiva alegria, a Festa da Natividade de Nossa Senhora.

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