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Márcio Pereira: ambiciono sucesso, não a fama

Entrevista para a Voz de Lamego conduzida por Andreia Gonçalves

Márcio Pereira, natural da Penedono, é um cantor nacional, que já deu a conhecer o seu talento, voz e estilo próprio no primeiro álbum. Arrojado, aposta em vídeos para o lançamento das suas músicas e nos palcos não deixa ninguém indiferente.

Márcio, tens uma imagem forte e uma voz que marca. O que talvez poucos saibam é que, para além de arquiteto, também és professor de dança. Conta-nos tudo!

É verdade. Além de cantor sou também arquiteto e instrutor de zumba. Apesar de estar no mundo da música desde muito novo, foi no final do meu mestrado que surgiu a ideia/oportunidade de gravar o meu primeiro single. Desde aí, a minha carreira evoluiu naturalmente, obrigando-me a deixar a arquitetura em stand-by. Felizmente tenho conseguido conciliar com as aulas de Zumba, embora com um horário bem mais reduzido. Mas a vida é mesmo assim. Cada experiência no seu devido tempo e amanhã tudo pode mudar. Portanto todas as portas estão em aberto.

As rádios passam as tuas músicas, as televisões dão-te muitas possibilidades para te mostrares ao país. Gosta da exposição a que estás sujeito?

Tenho noção de que a minha música chega a muitas pessoas diariamente e a televisão leva também a minha imagem. Mas, para já, não sinto que esteja exposto nem que seja reconhecido em qualquer lugar. Acontece pontualmente o que para já é pacificamente suportável. Sinceramente tenho algum receio do mediatismo pois considero-me uma pessoa bastante reservada. No bom português, adoro estar no meu canto. Ainda recentemente uma grande artista portuguesa expôs a sua situação publicamente, o que acaba por mostrar às pessoas que os músicos também são pessoas “normais”. Por outro lado, a fama é o preço do sucesso. Ambiciono sucesso, não a fama.

Uma das tuas características é que tu não te iludes. Tens os pés assentes na terra. Isso faz de ti um sonhador com peso e medida em relação ao mundo musical?

Sem dúvida. Não vivo obcecado em fazer por fazer ou fazer porque tenho que ter sucesso naquele momento.

Todas as minhas músicas, todos os meus trabalhos surgem no tempo que eu acho que deve ser e quando tenho possibilidades para o fazer. Nunca devemos dar um passo maior do que a perna. Sou feliz a fazer o que gosto desta forma e quem gostar de mim irá certamente esperar e, acima de tudo, respeitar o meu tempo.

Obviamente não posso negar, gostava de dar muito mais a quem me ouve e me segue, mas nos dias que correm apresentar algo com qualidade não é fácil. E quem gosta de mim não merece algo “assim-assim”.

A vida é uma constante aprendizagem e na música não é exceção. Depois de algum tempo decides viver novas experiências, outras produções, outras composições, outro produtor. Como é que tudo aconteceu e como está a ser esta nova experiência?

Minha amiga, Andreia, obviamente teria que ser contigo que iria falar disto publicamente pela primeira vez. É verdade. Depois de muito tempo a gravar com o meu amigo Jorge do Carmo, resolvi experimentar algo novo, diferente. Como tu sabes, surgiu tudo muito naturalmente, como em tudo na minha carreira. Uma amiga incentivou-me a conhecer e gravar algo com uma das pessoas que foi uma referência durante a minha infância. Que por sua vez trouxe para a minha vida um profissional e ser humano fantástico. Não vou referir o nome, vou antes deixar em aberto pois quero surpreender todos os que seguem e ouvem o meu trabalho. Quero expressões de admiração no dia que a minha página oficial publicar “este é o novo single do Márcio Pereira”. Acho que vou conseguir, não concordas?

Claro que sim, concordo e confio. Já agora, para quando está marcada a estreia desses novos temas?

Infelizmente esta é uma questão que não te consigo responder. Por mim teria sido ontem. Mas todo este processo de publicação de um novo single não depende apenas e só de mim. Mas prometo que durante fevereiro ou início de março todos irão poder conhecer o meu novo trabalho.

Para além da tua carreira a solo, geres uma banda, os SPS. Como tem sido fazer estrada com essa família que tu escolheste?

É fantástico. A banda SPS é o meu projeto de criança. Comecei com 15, 16 anos. E tem vindo a crescer a um ritmo alucinante. Juntos este mês tivemos 6 espetáculos. É um complemento fantástico ao “Márcio Pereira-artista” e juntos temos imenso para oferecer ao público. E cada vez mais iremos trabalhar para surpreender. Convido todos os leitores a pesquisar nas redes sociais “SPS band”. Sigam esta equipa e a mim também para estarem sempre a par das novidades. Mas o principal convite é mesmo para virem assistir aos nossos espetáculos.

Este ano de 2020, começou com espetáculos que têm acontecido todos os fins de semana. O ano promete a nível de trabalho. Certo?

No seguimento no que referi atrás, sim, promete. Temos imensos espetáculos, imensas propostas para este ano. Tem sido uma verdadeira loucura. Mas o público é sempre tão fantástico que a palavra cansaço não existe no nosso dicionário. Por isso certamente nos iremos encontrar por aí.

Deixa-me apenas, antes de acabar esta entrevista, agradecendo-te a ti, Andreia, pela amizade, e ao jornal Voz de Lamego pela oportunidade e a todos os leitores, fãs e amigos por todo o carinho que alimenta esta minha força para continuar. Sejam felizes!

in Voz de Lamego, ano 90/08, n.º 4543, 21 de janeiro de 2020

Pe. Victor Silva cantou em Lamego

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Pároco no Arciprestado de Lamego, era maior a possibilidade de este Sacerdote da nossa Diocese cantar para o público lamecense; tendo trabalhado noutra Diocese durante alguns anos, com o seu trabalho pastoral foi espalhando a sua música, que o tornou e se tornou mais conhecida, de modo particular pelo mundo jovem, a quem dedicou uma atenção especial.

Lamego pôde ouvi-lo no dia 11 de Fevereiro, tendo ele aceitado o convite que lhe foi dirigido através dos serviços competentes da Câmara Municipal/Teatro Ribeiro Conceição. Lamego ouviu e encheu a plateia da sua sala de espectáculos, onde acorreram muitos paroquianos do Pe. Victor, muitos lamecenses, jovens e não jovens que aplaudiram os diversos números musicais apresentados.

Acompanhado dos elementos do seu Grupo Musical, foi apresentando os números preparados para este evento artístico-musical, que ele próprio anunciava como autor e, depois executava com o grande à-vontade que foi adquirindo ao longo dos anos em que se empenhou nesta actividade, que lhe granjeou a notoriedade de que já goza no mundo da música. E alguns dos números apresentados eram acompanhados pelos assistentes mais jovens, sinal e garantia de que a sua música é apreciada e já bem conhecida.

À pergunta sacramental que me tem sido dirigida, recordando a minha palavra de há anos sobre a sua actuação na Avenida e Festas dos Remédios, tenho de responder, sem rodeios, quão diferente é a actuação de um Grupo Musical na Avenida ou numa Sala; o próprio Pe. Victor me perguntou se gostei, e o meu «sim» não foi nem é de adulação ou desculpa pela palavra de há anos; aqui, como noutras actividades e ocasiões, tudo tem o seu tempo e o seu lugar. E se, e porque gostei, dou os parabéns ao Pe. Victor pela sua atuação no Ribeiro Conceição, fazendo votos para que continue a espalhar uma mensagem amiga para todos, através dos dons que Deus lhe deu e pela alegria que a sua música transmite a quem o ouve e lhe agradece pela suas palmas e pelo trautear de uma ou outra canção que fez levantar alguns assistentes e que viviam mais intensamente o espetáculo proporcionado pelo Pe. Victor e membros do seu Grupo. Parabéns e esperamos outras oportunidades para vos aplaudir.

Pe. Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 87/14, n.º 4399, 14 de fevereiro de 2017

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

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“A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo”. (François Guizot)

  1. O Dia Mundial da Música comemora-se, anualmente, a 1 de outubro. A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música. Tem como objetivo, levar música de todo o tipo a todo o tipo de pessoas, dentro dos ideais de paz e respeito fomentados pelo braço da ONU. A Música faz e sempre fará parte da identidade cultural dos países de todo o mundo.

 

  1. A música é o Homem! É a música que se coloca no apogeu das descobertas e invenções humanas. A música toca os nossos sentimentos mais profundamente do que a maioria das palavras e faz-nos responder com todo o nosso ser. A música liberta-nos do nosso “eu”, fala-nos do Homem em paz consigo mesmo e com Deus.

 

  1. Será pertinente dizer, hoje e sempre, que devemos dar o devido valor à nossa música, à música portuguesa, que, no dizer do Lopes-Graça, sendo “expressão e documento da vida, sentimentos, aspirações e afetos do nosso povo, a canção portuguesa faz parte do património espiritual da nação portuguesa (…) Amá-la, é conhecermo-nos no que em nós existe de mais fundo e enraizado no solo natal; defende-la, é defender portanto uma parcela de nós mesmos, da nossa individualidade, da nossa história íntima. Verdadeiras e preciosas relíquias artísticas…”

 

  1. Ouçamos música de qualidade! Que saibamos apreciar a Arte, a poesia, a dança, o teatro, a pintura, o artesanato, mas especialmente a música, mãe de todas as artes, tão presente no nosso dia-a-dia.

 

  1. Viva a Música!

 

Pe. Marcos Alvim, in Voz de Lamego, ano 86/44, n.º 4380, 27 de setembro de 2016

Álbum Beira Doiro foi apresentado em Armamar

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Poemas de Fausto José em disco

Foi lançado este fim de semana o álbum “Beira Doiro”, um disco de poemas de Fausto José, poeta Armamarense, contemporâneo de Torga, Régio, entre outros vultos da Literatura Portuguesa.

O ato teve lugar na noite de sábado em Armamar, na Praça da República em frente ao edifício da Câmara Municipal. Num cenário que tinha como pano de fundo a Igreja Matriz de São Miguel de Armamar, ouviram-se temas cantados e tocados ao vivo.

Beira Doiro é um trabalho de homenagem, com trechos musicais compostos e cantados ao sabor do talento do Padre Marcos Alvim, conterrâneo de Fausto José, e que conta com a participação de outras vozes como é o caso do Órfeão da Universidade Sénior de Armamar.

João Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Armamar, falou do legado deixado pelo poeta e do interesse da Autarquia em promover e apoiar iniciativas de salvaguarda da obra e da memória de Fausto José. Também Cláudia Damião, Vereadora da Cultura, falou aos presentes na cerimónia, para além dela própria ter dado voz nessa noite, e no álbum, ao poema “Escreve”.

Fausto José dos Santos Júnior (1903-1975) deixou uma vasta obra literária, sobretudo poesia, cujo valor é inegável para Aldeias, para Armamar e para o Douro. Esteve entre os nomes do núcleo fundador da Revista “Presença”, órgão impulsionar do movimento modernista português no onício do Séc. XX.

Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Armamar

in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Recital de inauguração do novo órgão da Igreja das Chagas

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A Igreja do Convento das Chagas revelou-se pequena para acolher todos aqueles que quiseram assistir ao “Concerto para Soprano e Órgão”que decorreu na noite da última sexta-feira e que marcou a inauguração do novo órgão que a partir de agora vai animar as celebrações que vão decorrer nesta jóia do património arquitetónico da cidade de Lamego. Centenas de pessoas aceitaram o convite da Misericórdia de Lamego para se associarem a este momento simbólico, entre as quais D. António Couto, Bispo da Diocese de Lamego. Com o templo de portas abertas, esta elevada adesão obrigou, no entanto, algumas pessoas a permanecer no exterior.

Num recital memorável, protagonizado por dois intérpretes de vulto (Fabiana Magalhães/soprano e Rui Soares/ organista), foi interpretado um vasto reportório de composições de autores internacionais: Dubois, Vivaldi, Lemmens, Mozart, R. Hahn, Saint-Saens e Widor. Um concerto de excelência que enriqueceu a programação deste ano das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios, conforme fez questão de enaltecer António Marques Luís, Provedor da Misericórdia de Lamego, reforçando ainda a convicção que vai aumentar, no futuro, o contributo desta instituição para o engrandecimento da vida cultural da cidade. Em breve, a magnífica sonoridade e versatilidade do novo órgão, de uma marca de referência mundial (Ahlborn), também começará a animar as eucaristias dominicais.

Datada do século XVI, a Igreja do Convento das Chagas mostrou ser um notável espaço cénico e acústico para acolher este tipo de recitais. Recorde-se que recentemente este templo religioso sofreu importantes trabalhos de restauro que visaram a sua requalificação, nomeadamente da estrutura de madeira e de todo o recheio artístico interior, incluindo a talha dourada, as esculturas dos santos e o mobiliário eclesiástico, entre outros.

Assessoria de Imprensa

Santa Casa da Misericórdia de Lamego

in Voz de Lamego, ano 86/41, n.º 4377, 6 de setembro de 2016

1 de outubro > DIA MUNDIAL DA MÚSICA

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A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição”. (Aristóteles)

  1. O Dia Mundial da Música comemora-se, anualmente, a 1 de Outubro. A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música. Tem como objetivo, levar música de todo o tipo a todo o tipo de pessoas, dentro dos ideais de paz e respeito fomentados pelo braço da ONU. A Música faz e sempre fará parte da identidade cultural dos países de todo o mundo.
  1. É importante defender um conceito plural de Música: não há uma Música igual para todos os povos e para todos os tempos. Há, sim, várias músicas: a dos povos orientais e a dos africanos, a dos ameríndios e a dos europeus. E, mesmo dentro do velho continente, a música popular e a música erudita, da atualidade, nada têm a ver com a música popular medieval e com a música dos salões aristocráticos da Renascença.
  2. A música é a nossa mais antiga forma de expressão, mais antiga do que a linguagem ou a arte; começa com a voz e com a nossa necessidade preponderante de nos dar aos outros.
  3. A música é o Homem! É a música que se coloca no apogeu das descobertas e invenções humanas. A música toca os nossos sentimentos mais profundamente do que a maioria das palavras e faz-nos responder com todo o nosso ser. A música liberta-nos do nosso “eu”, fala-nos do Homem em paz consigo mesmo e com Deus.
  4. Viva a Música!

Pe. Marcos Alvim, VOZ DE LAMEGO, 30 de setembro de 2014, n.º 4282, ano 84/44