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Posts Tagged ‘Música Cristã’

À conversa com o Padre Victor Silva

Presença habitual nos meios de comunicação social, este sacerdote do nosso presbitério, e pároco de Avões e Samodães, lançou mais um disco e actuou, recentemente, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. O nosso jornal, felicita-o pelo trabalho desenvolvido, agradece-lhe também as palavras que nos dirigiu e que aqui publicamos.

O que é, para ti, a música?

Música acima de tudo é arte. Para mim é um complemento enquanto ser em relação. Música preenche vazios de silêncios nas nossas vidas. Música é uma forma de exprimir o que nos vai no interior.

Como tens conseguido conciliar a actividade musical e a missão sacerdotal?

Nem sempre é fácil pelas obrigações que o dia a dia coloca na minha vida. Isso obrigou-me a aprender a gerir o tempo de forma mais correta, precisa e concisa. A não descuidar nenhuma das partes do que faço todos os dias. Em 2009 no lançamento do álbum PALAVRAS foi mais difícil porque tinha ensaios em Aveiro todas as semanas. Obrigou-me a uma ginástica de estrada. Agora torna-se mais fácil porque há um entrosamento entre todos os elementos da banda e do projeto. Ler mais…

Uma noite de Música & Missão, com o Pe. Marcos Alvim

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No dia 18 de Junho, decorreu o II DOREMIssão – Concerto Orante organizado pelos Jovens Sem Fronteiras de Vila da Ponte.

Inspirados e criativos, como sempre, os JSF de Vila da Ponte voltaram a criar o cenário ideal para mais uma noite memorável na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Amial. Para que este Concerto Orante fosse possível, foi indispensável a presença do Padre Marcos Alvim, que abrilhantou e animou esta noite com várias músicas da sua autoria que puseram toda a gente a cantar e a rezar. Para além disso, outro factor decisivo para o sucesso desta atividade foi a forte presença da comunidade, de algumas pessoas do concelho e da diocese, bem como de outros JSF que vieram de grupos mais distantes, tais como Godim (Régua) e Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia).

É de louvar todo o esforço necessário dos JSF de Vila da Ponte, seja para a criação do cenário, seja para a logística da atividade, principalmente porque os fundos angariados são destinados a uma causa missionária. Desta vez, esta atividade tinha como objetivo apoiar o Projeto de Desenvolvimento de Curta Duração que irá ocorrer em Kalandula (Angola), durante o mês de Agosto. Neste projeto, estarão presentes 11 JSF de todo o país, acompanhados por um Padre Espiritano.

Para guiar os jovens missionários foi escolhido o seguinte lema: “Construir Pontes de Misericórdia”, que pretende relembrar os vários projetos de voluntariado que os JSF/Solsef fizeram em Angola e, nomeadamente, em Kalandula. E Misericórdia, porque estamos de coração aberto para o povo que vamos encontrar.

O nosso muito obrigado a todos os que nos têm ajudado a dar cor a este projeto, de modo especial àqueles que tornaram possível a realização deste evento: à organização, ao Padre Marcos, aos colaboradores, a todos os que estiveram presentes e também aos que adquiriram o bilhete mesmo sabendo que não poderiam participar.

Diogo Azevedo, JSF Santo Ovídio e Pontista 2016

in Voz de Lamego, ano 86/32, n.º 4368, 21 de junho de 2016

Apresentação do CD “Tu, Senhor” do Pe. Marcos Alvim

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Não foi um mero espetáculo musical, uma festiva apresentação de cânticos agradáveis, nem uma saudável distração noturna de fim de semana; o que presenciamos no dia 28, sábado, ás 21 horas no Centro Paroquial de Almacave, perante um auditório repleto de gente, onde novos e menos novos se acomodavam para que, com espírito fraterno, “coubesse sempre mais um”, e quando já se viam crianças  e jovens ocupando todo e qualquer cantinho de chão (felizmente alcatifado, que a noite estava fria!), o que presenciamos foi um autêntico ATO DE EVANGELIZAÇÃO, mais de 2 horas de LOUVOR e ADORAÇÃO, ouvindo e cantando, rindo (muito) e dando graças ao nosso Deus, enquanto comungávamos da alegria de estarmos juntos, cristãos e amigos, unidos pela Fé e pela felicidade que um dia todos tivemos de nos cruzarmos com alguém muito especial – alguém que transmite o Amor de Deus com alegria, pureza, paciência, boa disposição , sabedoria, disponibilidade, companheirismo… bom, nunca mais acabaria…

O mentor desta autêntica “migração” para o CPA foi o nosso amigo Pe. Marcos, que, com os jovens das paróquias da Sé e de Almacave, e a colaboração de muitos amigos (que a quem o é não lhe faltam!) lançou oficialmente o seu 4.º CD “TU SENHOR”.

Com originais da sua autoria (e colaboração em algumas letras) o Pe. Marcos pretendeu oferecer aos cristãos um guia musical para celebração eucarística, com cânticos apropriados a todos os momentos, solenes mas alegres, fáceis de aprender e de cantar, com conteúdo adequado e mensagem clara e apelativa, atrativo para todas as faixas etárias, de modo a alargar as opções disponíveis na animação das nossas celebrações.

A abertura esteve a cargo do Pe. Zé Guedes, seu conterrâneo, que lembrou os tempos de infância do “ Marquitos” e a sua precoce queda musical, e deixou umas palavras de homenagem a seus Pais, senhor João e D. Maria do Céu.

D. António Couto, sempre presente no meio do seu rebanho, amigo e bem disposto, honrou-nos com algumas palavras inspiradoras e apelou á união, especialmente dos jovens, em torno da evangelização pela musica, pois “o ser humano é fundamentalmente um ser musical”, pelo que é um método congregador da juventude, tão tentada por “outras musicas” muito pouco aconselháveis.

Também contamos com a presença de D. Jacinto, Bispo Emérito, do Vigário Geral. Dr. Joaquim Rebelo, do Pró – Vigário, Dr. João Carlos, do Reitor do Seminário de Lamego, Dr. Joaquim Dionísio, e de inúmeros sacerdotes da nossa Diocese e não só.

A “grande festa” terminou com a filmagem do vídeo-clip da música “Caminho, Verdade e Vida”, com todo o público e artistas envolvidos – aguardamos o resultado e a possível descoberta de novos talentos…

Era já tarde quando a interminável fila de “fãs” que aguardava o autógrafo do autor se diluiu, e entre abraços, risos e despedidas voltamos para casa com o coração cheio, como só o sentimos quando o Amor de Deus nos preenche o coração em comunhão com os irmãos.

Obrigada Pe. Marcos! Por nós pode ser assim todas as semanas…

Dr.ª Isilda Montenegro, in Voz de Lamego, ano 85/53, n.º 4340, 1 de dezembro

À CONVERSA COM O PADRE MARCOS ALVIM

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No próximo dia 28 deste mês, no Centro Pastoral de Almacave, em Lamego, o Padre Marcos Alvim apresenta o seu novo disco com cânticos originais para animar a celebração da Eucaristia. Padre há 11 anos, natural de Fontelo, Armamar, integra a equipa sacerdotal da Sé e é o responsável do Coro da Catedral e do Departamento Diocesano de Música Sacra.

  1. Como apresentaria este novo CD, intitulado “Tu Senhor”, aos nossos leitores?

R.: O CD “Tu, Senhor” é um trabalho com uma finalidade pastoral e com uma sensibilidade mais litúrgica. Contém 10 cânticos e mais 10 bases instrumentais: Entrada; Senhor, tende piedade; Glória; Aleluia; Apresentação dos dons; Santo; Pai nosso; Cordeiro de Deus; Comunhão e Final. Este CD surgiu da necessidade de colocar ao serviço da Igreja mais um subsídio para os grupos corais, juvenis e litúrgicos, cânticos para a Celebração da Eucaristia.

O CD é acompanhado com um livro de partituras que apresenta as melodias de uma forma simples, com as cifras, e também harmonizadas, a 3 ou 4 vozes mistas, para os coros com mais preparação.

O trabalho enfatiza o tema do pão da vida. Jesus, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14, 6), é o “pão vivo que desceu do Céu” (Jo 6, 51), Ele é a fonte de água viva. É o nosso alimento espiritual, que dá força e alento ao nosso peregrinar. Pretende, também, transmitir uma realidade vocacional. Tanto o primeiro cântico, “Caminho, Verdade e Vida”, como o último cântico, “Tu, Senhor”, que dá o nome ao CD, retratam isso mesmo, Ele continua a chamar, homens e mulheres do nosso tempo, para o serviço da Sua Igreja.

  1. Como foi chegar até aqui?

R.: O caminho não foi fácil! Mas, por não ser fácil, é que agora, depois de ver o trabalho concluído, sinto uma grande alegria em poder ter o meu quarto CD editado e ao serviço da Igreja. Não faço da música um passa-tempo, mas sim um serviço. Serviço que é exigente e muito útil no exercício do meu ministério.

Perante o trabalho que é normal na vida paroquial e conciliando os estudos do ensino da música, foi preciso tempo para pensar nas letras, isto é, refletir naquilo que elas me dizem, porque, fazer a composição de uma melodia para os textos sagrados, é uma responsabilidade muito grande, para já porque é sempre um texto sagrado, depois porque é preciso ter em conta muitos aspetos importantes como a métrica das palavras, as acentuações, o sentido e o enquadramento do texto. A melodia terá de se ajustar à palavra de uma forma simples, mas bonita. Foi preciso tempo para que a inspiração musical me envolvesse, tempo para escrever a melodia que surgisse no momento, tempo para fazer uma primeira gravação das músicas, tempo para ouvir essa gravação e fazer as correções que achava oportunas, tempo para gravar de novo e voltar a ouvir e tempo para escrever as partituras. Depois de tudo isto, arranjar os apoios para toda a edição e reprodução do CD. Juntar os dois grupos de jovens das paróquias da cidade de Lamego, Almacave e Sé, fazer a gravação em estúdio e do videoclip! As gravações foram feitas, quase todas, à noite, umas durante a semana e outras ao fim de semana. Não foi fácil, porque os horários nem sempre eram compatíveis uns com os outros, mas foi muito gratificante ver a alegria, a vivacidade e a disponibilidade destes jovens.

  1. Enquanto responsável pelo Departamento de Música Sacra, que desafios se colocam, neste âmbito, aos grupos corais das nossas paróquias, aos fiéis leigos e aos sacerdotes?

R.: Que cada Coro sinta e viva realmente o que canta. A finalidade do Coro é o serviço da liturgia e, por isso, os que fazem parte de um Grupo Coral desempenham um ministério litúrgico. O gosto pela música ou o interesse em fazer parte de um Grupo Coral não é motivo suficiente para se pertencer a um Coro. Torna-se evidente que, quem dele faz parte, deve ser cristão de fé vivida, praticada e testemunhada. Que o Grupo Coral tenha sempre a preocupação de primar pela qualidade, tanto no que se refere aos textos como às melodias. Para Deus não podemos dizer “cantamos qualquer coisa”, nem se canta de improviso, é preciso ter a preocupação de preparar bem as celebrações. A propósito disto, o Pe. Manuel Luís dizia que “se não podemos, com palavras banais, exprimir coisas belas, como poderemos, com música banal, exprimir realidades transcendentes?”

Que os fiéis leigos, tal como os coristas, se deixem envolver pelo canto, pela música, que os ajuda a estar mais intimamente unidos a Deus na oração. Procurem, também, envolver as crianças e os jovens.

Que os sacerdotes tenham sempre a preocupação de apoiar, estimular e formar os seus coristas.

  1. Para terminar, como vai ser o próximo disco?

R.: Tenho já dois trabalhos pensados, bastante diferentes um do outro! Será mais um desafio que tenho pela frente! Estou cá para isso!

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

Retiro de Lamego 2015 | Pe. Marcos Alvim | música cristã

Concerto Marcos Alvim

No passado dia 28 de agosto, no Retiro “Jesus Amor de todos os Amores”, que decorreu no Colégio de Lamego, o Pe. Marcos Alvim foi convidado a presentear os participantes com um concerto de música de inspiração religiosa. Depois de uma apresentação do artista, o mesmo entra em palco e faz um brilharete a cada música que canta. Com a sua doçura característica e com o seu sentido de humor apurado encheu o coração de todos quantos o ouviam. Cantou músicas do seu repertório, em que alguns dos temas figurarão no seu próximo álbum. Desta forma deu a conhecer o seu próximo trabalho discográfico e o público foi muito colaborante. Foi gratificante ver todo o Gimnodesportivo do Colégio de Lamego cantar cada tema com um sorriso nos lábios. Realmente o Amor de Jesus deixa-nos felizes e em comunhão com todos.

O concerto terminou em modo de oração em que todos os presentes rezaram cantando o novo tema do Pe. Marcos Alvim, “Eu sou o pão vivo que desceu do céu, quem dele comer viverá eternamente: tomai e comei”, inspirado em São João, capítulo 6, versículo 51. Toda a plateia entoou este cântico com grande fervor e Amor ao próximo, realmente Jesus é o Amor de todos os Amores!

Ao Pe. Marcos Alvim agradecemos a sua presença no meio de nós, agradecemos o seu talento e pedimos a Deus que o ajude na sua missão e o continue a inspirar para nos deliciar com os seus temas melódica e harmonicamente ricos e espiritualmente profundos!

Susana Santos, in Voz de Lamego, ano 85/40, n.º 4327, 1 de setembro

XII Festival Diocesano da Canção de Mensagem

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No passado dia 6 de Junho decorreu no Teatro Ribeiro Conceição, o XII Festival Diocesano Jovem da Canção Mensagem, sob o tema “Felizes os puros de coração” e o Grupo de Jovens da Sé (GJS) esteve presente!

Este ano participaram oito grupos, Caminho de Esperança – Salzedas, Grupo de Jovens da Sé – Lamego, Cunha – Ponte do Abade / Sever – Arcas, Grupo de Jovens de Tabuaço, Almacave Jovem – Lamego, Chama de Esperança – Sendim, Arautos da Alegria – Tarouca e Jovens sem Fronteiras Vila da Ponte. O dia foi passado em diversas atividades onde os vários grupos tiveram a oportunidade de se conhecer e de partilhar o mesmo Amor que têm a Jesus Cristo. Um dos momentos altos foi a celebração da Eucaristia, onde todos juntos celebraram a Alegria de serem Cristãos.

E chegou a noite e o espetáculo começou!

Com os “suspeitos” do costume a apresentar passamos um serão cheio de alegria, boa música e principalmente de comunhão com todos os presentes. O público estava ao rubro e o palco a explodir de talento. Todos os grupos tiveram uma excelente prestação, mas existia apenas 6 prémios. Enquanto o Júri deliberava fomos presenteados com a atuação do grupo D’abar de Vila Real que conseguiu envolver toda a plateia e nos proporcionou um momento que nos vai ficar para sempre na nossa memória, depois de um momento de interação com o público rezamos a Oração do Pai Nosso num ambiente de grande partilha e comunhão fraterna! E finalmente chegara o momento da entrega dos prémios, o Prémio Ser foi entregue aos Jovens sem Fronteiras de Vila da Ponte, o Prémio Instrumental foi entregue aos Arautos da Alegria (Tarouca), o Prémio de melhor Letra foi para Almacave Jovem (Lamego), em terceiro lugar ficou Chama de Esperança (Sendim), em segundo lugar ficou o Grupo de Jovens de Tabuaço e no tão afamado primeiro lugar ficou o Grupo de Jovens da Sé (GJS – Lamego) acumulando também o prémio de melhor interpretação. Quando o Sr. Bispo D. António Couto anunciou o vencedor do XII Festival Diocesano Jovem da Canção Mensagem, os restantes elementos do GJS presentes na plateia explodiram de Alegria e orgulho pelos seus sete Magníficos (Ana Rita Guedes – Violino, Francisco Silva – Piano, João Pedro Duarte – Guitarra, Joana Neto – Voz, José Pedro Montenegro – Cajon e Voz, Rui Pedro Monteiro – Flauta Transversal e Tiago Torres – Baixo e Voz)!

E mais um ano o Festival Diocesano Jovem da Canção Mensagem foi um sucesso estando de parabéns toda a sua equipa de organização e os participantes que nos brindaram com bonitas mensagens de Amor, Esperança e Paz!

Susana Santos, in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015

1 de outubro > DIA MUNDIAL DA MÚSICA

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A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição”. (Aristóteles)

  1. O Dia Mundial da Música comemora-se, anualmente, a 1 de Outubro. A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música. Tem como objetivo, levar música de todo o tipo a todo o tipo de pessoas, dentro dos ideais de paz e respeito fomentados pelo braço da ONU. A Música faz e sempre fará parte da identidade cultural dos países de todo o mundo.
  1. É importante defender um conceito plural de Música: não há uma Música igual para todos os povos e para todos os tempos. Há, sim, várias músicas: a dos povos orientais e a dos africanos, a dos ameríndios e a dos europeus. E, mesmo dentro do velho continente, a música popular e a música erudita, da atualidade, nada têm a ver com a música popular medieval e com a música dos salões aristocráticos da Renascença.
  2. A música é a nossa mais antiga forma de expressão, mais antiga do que a linguagem ou a arte; começa com a voz e com a nossa necessidade preponderante de nos dar aos outros.
  3. A música é o Homem! É a música que se coloca no apogeu das descobertas e invenções humanas. A música toca os nossos sentimentos mais profundamente do que a maioria das palavras e faz-nos responder com todo o nosso ser. A música liberta-nos do nosso “eu”, fala-nos do Homem em paz consigo mesmo e com Deus.
  4. Viva a Música!

Pe. Marcos Alvim, VOZ DE LAMEGO, 30 de setembro de 2014, n.º 4282, ano 84/44