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Posts Tagged ‘Monsenhor Joaquim Dias Rebelo’

Transumância: a sua última rota

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O tema parecia condenado a um fracasso, mesmo depois de uma exposição no Museu Diocesano de Lamego, propaganda feita em desdobráveis, palavras sobre o tema, mas… ele tinha desaparecido com o tempo e a memória dos homens parece muito curta. Assim não pensou Albino José Poças, que em Castro Daire procura reavivar uma memória que fala de rebanhos que vinham de longe, ou para longe se dirigiam, à procura de melhores pastos, quando estes faltavam no seu ambiente natural.

Imagens, música e palavras juntaram-se e um belo sarau foi realizado e bem conseguido no Auditório do Museu Diocesano, em Lamego; as imagens iam aparecendo projectadas no «écran», a música, toda ela de carácter tão simples como belo, ressoou aos ouvidos dos presentes, privilegiando o tema da ovelha ou do cordeirinho, se bem que um poema de Fausto José sobre o Doiro e musicado pelo P.e Dr. Marcos Alvim fosse o tema de abertura, depois de uma entrada do Grupo do Coro da Universidade Sénior, sob a regência do seu Maestro, José Resende; foi este Coro que preencheu a primeira parte musical do Sarau, mas o «Cordeirinho Branco», com  letra de Fausto José e música do P.e Marcos Alvim, depressa entrou no ouvido dos presentes, bem como outras peças musicais, a que sucedeu a voz e a guitarra do P.e Marcos, onde um pequeno poema e música inéditos foram logo assimilados pelos presentes.

À palavra inicial de apresentação do P.e Dr. João Carlos juntou-se a de Albino Poças, o grande entusiasta do tema da Transumância, que nos deu a conhecer muitos dos meandros de que se ouvia falar, mas que se ignorava nas suas raízes e razões de ser. Tema antigo que não se limitava a rebanhos de ovelhas que vinham de longe para a Serra do Montemuro, pois se estendia ao gado bovino e num movimento que era um vai-vém, de harmonia com as necessidades de alimentação de bovinos ou ovelhas.

Só que os milhares de ovelhas, mais visíveis do que as pachorrentas vacas, foram rareando por vários motivos até que, em finais do século passado, teve lugar a «última rota», a que deu lugar ao trabalho agora desenvolvido por Albino Poças e que ele pretende reorganizar no espaço restrito de Castro Daire, juntando rebanhos ainda existentes na zona, dando lugar a um evento já conhecido além fronteiras e que se realiza em finais de Julho, para o qual teve a gentileza de convidar os presentes.

As suas palavras provocaram o interesse, que não só curiosidade, dos presentes que fizeram perguntas e desfizeram dúvidas, mesmo as que dizem respeito ao «lobo mau», que não podia faltar em temas de conversa e diálogo sobre cordeiros, ovelhas e rebanhos, a «pastorinha por ele comida e… aparecida viva no dia seguinte»; jornais do tempo, à mistura com as notícias dadas e desmentidas, mas que ainda hoje fazem parte das nossas histórias à volta de cordeiros e ovelhas, rebanhos e pastores, onde não pode faltar o tal «lobo mau», que até aparecia e assaltava ovelhas e cabras no meu pátrio Douro, onde os rebanhos não abundavam, mas onde uns e outros eram bem conhecidos.

E com o poema e música do «Cordeirinho branco de macio arminho, perfumado em rosas e a rosmaninho…» se encerrou o sarau que encantou pela sua beleza, leveza e, também, conhecimentos que nem sempre aparecem em momentos de verdadeira riqueza cultural como este. Encerrou o sarau o P.e Dr. Joaquim Rebelo, Vigário-Geral da diocese, e deixou um «obrigado» aos responsáveis e participantes no Sarau.

E agora, amigo leitor, se ainda a não fez, faça uma visita à Exposição patente no Museu Diocesano da Lamego, frente à Sé; há-de gostar, como eu gostei.

P.e Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 87/04, n.º 4389, 29 de novembro de 2016

Nomeações de D. António Couto para o ano pastoral 2016-2017

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NOTA DA VIGARARIA GERAL

DIOCESE DE LAMEGO

A Vigararia Geral da Diocese de Lamego informa que o Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo da Diocese, procedeu às seguintes alterações nos ofícios eclesiásticos:

  • DISPENSAR o Rev. Pe. José Alves de Amorim da Paroquialidade de S. João Baptista de Quintela da Lapa, na zona pastoral de Sernancelhe, mantendo os restantes encargos pastorais e NOMEAR, como Pároco, o Rev. Pe. Tiago André Bernardino Cardoso, até à presente data, Vigário Paroquial.

Relativamente aos ofícios da Cúria Diocesana:

  • TRANSFERIR, para a Comissão para a Missão e Nova Evangelização, o Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Duarte Freire de Andrade de Sousa Lara da Comissão Diocesana para a Missão e Nova Evangelização, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Cón. Manuel Jorge Leal Domingues do Serviço Diocesano para as Obras Missionárias Pontifícias, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Bráulio Manuel Félix Carvalho de Director do Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens e nomeá-lo como Responsável do Serviço Diocesano dos Convívios Fraternos, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Francisco de Almeida Marques de Presidente da Comissão para a Educação Cristã e Doutrina da Fé, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Paulo Jorge Pereira Alves de Presidente da Comissão Diocesana para o Laicado e Família e de Director do Departamento Diocesano da Pastoral Familiar.

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Vasco de Oliveira Pedrinho de Director do Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional e reconduzi-lo como Formador do Seminário Maior de Lamego, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • RECONDUZIR o Rev. Pe. Joaquim Proença Dionísio como Reitor do Seminário Maior de Lamego e como Director do Jornal Voz de Lamego, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • RECONDUZIR Rev. Cón. Manuel Jorge Leal Domingues como Administrador do Jornal Voz de Lamego, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • RECONDUZIR o Rev. Pe. Hermínio Manuel Lopes como Designer Gráfico do Jornal Voz de Lamego,mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Diamantino José Alvaíde Duarte como Presidente da Comissão Diocesana para a Missão e Nova Evangelização, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Fabrício António Pinheiro Correia como Responsável do Serviço Diocesano das Obras Missionárias Pontifícias, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Luís Rafael Teles Azevedo como Director do Departamento Diocesano da Pastoral de Jovens.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Manuel Pereira Gonçalves como Presidente da Comissão Diocesana para a Educação Cristã e Doutrina da Fé, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. Adriano Filipe Assis como Presidente da Comissão Diocesana para o Laicado e Família, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Sr. Eduardo Augusto Rodrigues de Seixas e a sua esposa a Sra. D. Maria Natália Leandro Rodrigues de Seixas, como Directores do Departamento Diocesano da Pastoral Familiar.

  • NOMEAR o Rev. Pe. José Miguel Loureiro Almeida como Director do Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional, mantendo os restantes encargos pastorais.

  • NOMEAR o Rev. Pe. José Fernando Duarte Mendes como Director do Departamento Diocesano da Pastoral da Saúde e das Pessoas com Deficiência, mantendo os restantes encargos pastorais.

Todas estas nomeações são feitas por um período de três anos.Os restantes titulares de ofícios da Cúria Diocesana que não são nomeados nesta Nota são reconduzidos nos seus cargos, também por um triénio.

A Diocese agradece a disponibilidade generosa de todos os sacerdotes e a sua inestimável dedicação aos vários ofícios eclesiais, aos quais entregam a sua vida sacerdotal.

Lamego, 4 de Agosto de 2016, dia litúrgico de S. João Maria Vianney

Mons. Joaquim Dias Rebelo,

Vigário Geral da Diocese de Lamego

Sernancelhe e Sarzeda com novos Párocos

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A paróquia de Sernancelhe acolheu, no passado domingo, os seus novos párocos, Pe. Carlos Carvalho e Pe. Francisco Marques. Os novos responsáveis desta paróquia sucedem assim a Mons. Cândido Azevedo, falecido há dois meses. Também a paróquia de Sarzeda acolheu o seu novo pároco, Pe. Guilherme Pinto que ali já celebrava há algum tempo, ficando agora oficializada a sua nomeação. Presidiu às cerimónias de tomada de posse e às celebrações eucarísticas Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário geral.

Sernancelhe

Ao final da manhã, acompanhados pela neve que caía com pouca intensidade, chegaram os novos párocos, a quem os fiéis saudaram alegremente, entregando-lhes flores. O Pe. Carlos e o Pe. Francisco são conhecidos por estas terras, já que são párocos da Beselga há perto de 30 anos, bem como de outras paróquias ali à volta, nomeadamente Seixo.

Na homilia, antes da qual foi lida a Provisão de nomeação feita por D. António Couto, Mons. Joaquim Dias Rebelo falou das tentações que Jesus sofreu e que continuam na vida dos fiéis. A missão de cada um é enfrentar o mal e descobrir caminhos novos. Depois falou dos novos párocos, de quem disse que vinham “trazer notícias de Deus”, convidando todos a acolhe-los e a estimá-los. E agradeceu o trabalho e dedicação de Mons. Cândido Azevedo que, ao longo de 39 anos, foi pároco de Sernancelhe e que fez questão de permanecer até ao fim. Agradeceu também aos sacerdotes que acompanharam a paróquia nos últimos dois meses e a todos os fiéis que, neste período, sempre estiveram persentes.

A propósito dos novos párocos e das diversas paróquias que já tinham, o nosso Vigário geral enalteceu a sua pronta disponibilidade diante do pedido do Sr. Bispo, garantindo que vão gostar de todos, sem deixar de gostar de todos os paroquianos que já tinham, “vão dedicar-se a esta com a mesma alegria que os acompanha nas outras”. E convidou todos os fiéis a assumirem a paróquia como algo de todos e a Igreja como “um nós”.

Antes da bênção final, o Pe. Carlos tomou a palavra para saudar, em nome dos dois, os novos paroquianos, afirmando-se disponível para servir e abraçar o novo desafio com total humildade, conscientes das dificuldades. Referindo-se ao texto evangélico do dia e às tentações ali descritas, afirmou que a missão dos novos párocos procurará dar a conhecer o verdadeiro pão (Cristo), fazendo do serviço atento a sua maneira de estar, tratando todos com a mesma disponibilidade e sem qualquer pretensão a uma fama passageira, já que “Jesus Cristo é o centro da nossa vida”.

Sarzeda

Neste mesmo dia, mas ao princípio da tarde, também a paróquia de Santa Luzia de Sarzeda, escutou a leitura da Provisão de nomeação do Pe. Guilherme como seu novo pároco. Ao longo dos últimos meses tinha já assumido a missão de acompanhar estes fiéis, pelo que a sua nomeação a ninguém surpreendeu.

Mons. Dias Rebelo enalteceu a sua disponibilidade para acompanhar esta paróquia, deslocando-se do Souto, onde reside. Não havendo padres disponíveis, o Pe. Guilherme aceitou esta missão. Porque é “um sacerdote dedicado à Igreja e disponível para ajudar. E convidou todos os paroquianos a participarem activamente na vida da paróquia, colaborando com o novo pároco, já que na Igreja todos são actores e não expectadores. A esse propósito citou o Papa Francisco que não cessa de apelar a uma “Igreja em saída” para marcar este tempo e encontrar todos.

O novo pároco também tomou a palavra para reafirmar a sua disponibilidade para servir todos, prontificando-se a estar presente e a acompanhar todos, apesar dos quase 80 anos que já conta.

in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Paróquia de Alvarenga acolhe novo pároco: Pe. Jorge Henrique

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Na tarde outonal do último domingo de setembro, esta paróquia de Santa Cruz de Alvarenga movimentou-se e acorreu à Igreja Matriz para receber festivamente o seu novo pároco, Pe. Jorge Henrique Gomes Saraiva.

Chegou pelas cinco horas, acompanhado pelo Sr. Vigário Geral, Monsenhor Joaquim Dias Rebelo, e pelos colegas dos arciprestados de Cinfães e Castro Daire e também de Lamego. Da comitiva faziam parte familiares e amigos.

Tudo foi organizado à volta da Igreja e integrado na Missa Paroquial. A Igreja estava cheia de fiéis contentes pela chegada do seu novo pároco que, por isto mesmo – apesar de ser já nosso vizinho em Ester, Parada de Ester e Cabril – despertava muita curiosidade. Todos, em bicos de pés, por cima das cabeças dos circunstantes, queriam ver, com os próprios olhos, quem chegava. O coral abrilhantava a solenidade do cortejo, que subia pela Igreja, com o maior entusiasmo.

Na homilia, o Sr. Vigário Geral teve uma palavra de gratidão para o anterior pároco, Pe. José Miguel Loureiro de Almeida, e uma outra de apoio e confiança para o Pe. Jorge Henrique. Resumiu o seu percurso de vida numa versão de fé: sabe levar a água ao seu moinho. Nós, fiéis de Alvarenga e habituados como ele ao ambiente do rio Paiva, compreendemos melhor que ninguém: sabe orientar as almas até Deus. O lugar onde estávamos apontava para esta leitura de fé, que o celebrante confirmou.

E teve mais uma terceira palavra para a assembleia dos paroquianos, muito oportuna e como eco das leituras da missa: o Espírito de Deus sopra onde quer, quando quer e como quer, não por capricho gratuito, mas por Providência Amorosa. Procuremos aqui o constrangimento que obriga a diocese de Lamego a confiar quatro paróquias desta margem direita do rio Paiva a um único pároco. É uma pergunta ao jeito de uma resposta. Nós perguntamos e Deus responde ou Deus pergunta e nós respondemos? A conclusão é pertinente e atual e está na responsabilização pessoal e coletiva dos leigos.

Depois de lida pelo Sr. Arcipreste de Cinfães, Pe. Adriano Pereira, a Provisão canónica da nomeação, uma paroquiana saudou, à nossa maneira de Alvarenga, o nomeado, pedindo-lhe emprestadas as palavras do lema sacerdotal que é este: “Eis-me aqui, Senhor, podes enviar-me.” Saudou assim: Deus ouviu a sua oração e enviou-o até nós. A casa é sua! Entre em sua casa! Sinta-se bem nela! Tudo faremos para que assim aconteça!

Já no final da Missa, falou também o pároco e dirigiu palavra de agradecimento a todos e cada um dos grupos de familiares, colegas, amigos e paroquianos.

Esta é uma das quatro paróquias que serve, mas servi-la-á com a mesma disponibilidade e consideração que teria se só paroquiasse Santa Cruz de Alvarenga, não se dividindo, mas sonhando, pedindo e implorando de Deus o dom, o milagre e o mistério da ubiquidade.

Momento expressivo foi no adro, junto à porta da sacristia, por onde ìa saindo a comitiva. À curiosidade atencionada só para o pároco, seguiu-se uma espontânea manifestação de popularidade, com grupinhos, aqui e além, a cumprimentar, a trocar simpatia e cortesias, a falar, a perguntar por este e por aquele. Todos se envolveram num agradável ambiente cordial. Havia amigos e conhecidos para todos os conhecidos e amigos. E os que não se conheciam apresentavam-se, e logo nasciam interesses, trocas de sorrisos, velhos amigos que já eram mais que de simples circunstância.

Este ambiente transferiu-se para o salão paroquial e manteve-se por mais uns momentos, à volta de uma mesa alongada, coloridamente sortida de doces variados e bebidas finas, à maneira de um chamado Porto de Honra. Não tanto para comer e beber, mas par adoçar mais as palavras de circunstância, inspirar o convívio e honrar as nossas visitas. Só os menos simpáticos relógios – que se haviam infiltrado sem convite – vieram perturbar a serenidade e pôr fim à boa disposição.

Registamos a presença dos pais, irmãos e familiares do Sr. Pe. Jorge Henrique. Voltem muitas vezes, vivemos todos na margem direita do rio Paiva. É fácil chegar cá. O rio orienta bem e ensina o caminho.

R.M., in Voz de Lamego, ano 85/44, n.º 4331, 29 de setembro

Paróquia de Cabaços acolhe novo Pároco: Pe. Diamantino Alvaíde

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Foi com muita alegria que a comunidade paroquial de Santo Adrião de Cabaços recebeu o Senhor Padre Diamantino José Alvaíde Duarte como Pároco, no dia 20 de setembro de 2015.

A cerimónia começou com a procissão de entrada no exterior da Igreja. Dois jovens, em nome de toda a comunidade, entregaram um ramo de flores ao novo pároco e outro ao senhor Padre Manuel Abrunhosa, que vai continuar connosco. Deu-se as boas vindas e começou a Eucaristia presidida pelo Vigário Geral da diocese de Lamego, Cón. Joaquim Dias Rebelo.

No final da Missa tivemos um almoço partilhado com a comunidade e vieram juntar-se à festa os Senhores Padres de Alvite, Bráulio e Giroto. Os senhores padres, porque tinham outros compromissos, saíram pelas 15h00, mas o convívio continuou até ao fim da tarde.

Damos graças a Deus por este grande dia, em que demos as boas vindas ao Senhor Padre Diamantino Alvaíde e em que homenageamos o senhor Padre Manuel Abrunhosa.

in Voz de Lamego, ano 85/44, n.º 4331, 29 de setembro

Cabaços e de Moimenta da Beira acolhem novo Pároco: Pe. Diamantino

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A paróquia de St. Adrião de Cabaços e de S. João Baptista de Moimenta da Beira acolheram festivamente o Padre Diamantino José Alvaíde Duarte que, chegado de Roma, se junta agora ao Padre Manuel Adelino Abrunhosa, pároco daquelas comunidades há 27 anos. A apresentação foi feita pelo nosso Vigário Geral, Mons. Joaquim Rebelo que, em ambos os locais presidiu à Eucaristia. Em Moimenta da Beira, porque foi à tarde, estiveram outros sacerdotes vizinhos, bem como o Arcipreste e Vice-Arcipreste deste arciprestado que engloba as zonas pastorais de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço.

A igreja matriz encheu-se com fiéis daquela paróquia, mas também com familiares e amigos vindos de outros locais. Os mais novos exibiram um cartaz de boas-vindas e alguém proferiu palavras de acolhimento e alegria, terminando com oferta de flores ao Pe. Diamantino, ao Pe. Manuel e a Mons. Joaquim. O Vice-Arcipreste, Pe. Jorge Giroto, leu a Provisão episcopal que nomeia o Pe. Diamantino para estes espaços, com a missão de moderador, numa equipa sacerdotal “in solidum” que conta com o Pe. Manuel Adelino.

Na homilia, após ter comentado o texto evangélico do dia e depois de ter exortado os fiéis à atitude de serviço recomendada pelo Senhor, Mons. Joaquim Rebelo agradeceu o esforço e dedicação do Pe. Manuel e justificou a nomeação do Pe. Diamantino para este espaço.

Nesse sentido, disse, a opção foi ditada pela vontade de dinamizar esta comunidade, levando-a a “reencontrar a centralidade perdida”, aproveitando a localização estratégica e tornando-a uma referência para esta região diocesana. A diocese confia à nova equipa agora constituída um estatuto semelhante ao de uma “task force”, uma força operacional capaz de crescer e irradiar para outras zonas. A missão não será fácil, mas o objectivo é fazer desta populosa vila um centro dinâmico e dinamizador. Para isso, concluiu, será necessária a presença e disponibilidade de todos os moimentenses.

No final da celebração, o Pe. Diamantino teve uma palavra para todos os presentes e manifestou a sua vontade e empenho em corresponder às espectativas e mostrando-se disponível para servir todos.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/43, n.º 4330, 22 de setembro

COMUNHÃO PASCAL | HOSPITAL DE LAMEGO

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Mais uma vez se cumpriu a tradição.

Sábado, 30 de Maio, o Hospital de Lamego entrou em festa, e mais uma vez corredores e átrios se encheram de flores em ramos, arranjos e magníficos tapetes que receberam todos quantos iam chegando para se juntar a doentes e funcionários e celebrar a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital de Lamego.

Honrou-nos com a sua presença D. António Couto, acompanhado pelo Vigário Geral, Monsenhor Joaquim, pelo Pro-Vigário, Dr. João, Cónego José Ferreira, Pe. Joaquim Dionísio e o nosso capelão Pe. Ricardo, ainda convalescente de um grave acidente, mas a recuperar bem, graças a Deus.

A Leandra, acólita na Sé, deu mais uma vez o seu generoso contributo, disponível como uma boa cristã.

A sessão solene com que se deram as boas-vindas aos participantes contou com um emotivo tributo aos funcionários aposentados em 2014 e a algumas instituições que de modo especial colaboraram com o nosso hospital; um agradável momento musical fez a transição para uma interessantíssima conferência, proporcionada pelo Dr. José Pessoa, que de modo muito claro e que prendeu a atenção de toda a assembleia, nos falou sobre a história dos Hospitais e da Medicina em Portugal e, em particular, do Hospital de Lamego – fica o curioso facto de, nos tempos do Marquês de Pombal, um registo a pedido deste efetuado, revelar que o Hospital de Lamego, então a funcionar no edifício do atual Teatro Ribeiro Conceição, dispunha de “60 camas, 2 médicos e 2 cirurgiões em permanência, 4 enfermeiros e vários serviçais”…um grande hospital, tendo em conta que a população era bastante menor que a atual! Comovente o cuidado (registado!) da Misericórdia que todos os dias enviava um dos Irmãos para provar a comida que era servida aos doentes e vigiar a sua distribuição!

No início do séc. XIX inaugura-se o Hospital de D. Luís nas instalações do “Hospital Velho”, que nos serviu por mais de um século e que muitos dos lamecenses lembram com carinho e saudade – lá encontraram ajuda para os seus males e aflições, lá nasceram muitos deles e seus filhos, lá viram partir para o Pai os familiares que Ele entendeu levar…

Mantém intacta a estrutura inicial, influenciada pelo grande médico português Ribeiro Sanches (mais conhecido por ter sido o médico de confiança de Catarina da Rússia), com realce para os fabulosos azulejos do átrio da entrada que retratam vários personagens da religiosidade popular ligadas à cura e tratamento dos doentes e, entre as quais, em respeito às crenças locais, figura o Heitorzinho do Loureiro, pessoa de grande fé e bondade, que muitos consideram ser intercessor junto de Deus pela saúde dos seus conterrâneos; também as galerias de ferro forjado são dignas de admiração pela beleza e graciosidade com que emolduram o repousante jardim central, local de descanso e relaxe de muitos utentes (a quem a deambulação era possível) e dos seus familiares.

Após a inauguração de um “pequeno museu” no hall de entrada que permitirá o contacto dos visitantes com o passado do Hospital e das instalações da Casa do Pessoal, há muito aguardadas, teve início a Eucaristia celebrada por D. António Couto, concelebrada pelos senhores Padres anteriormente referidos e abrilhantada pelo Coro dos Funcionários do Hospital com ajuda vocal e instrumental de jovens voluntários da cidade. Foi para todos tocante a homilia de D. António Couto que, com notável compreensão do papel, por vezes muito difícil, de quem trabalha neste tipo de instituições, conseguiu fazer-nos pensar no papel que o Espírito Santo tem no coração e na inteligência de cada um de nós ao tornar-nos agentes de compaixão e amor, ao  fazer nos ver a Deus no Outro que sofre, olhar e admirar O filho de Deus no doente, vê-lo nosso irmão e adorar a Deus através da nossa atuação, da nossa doação, dando apoio, carinho e felicidade a quem só tinha dor; fazer deste local, inicialmente de sofrimento, um local de confiança e felicidade, de EUTROPIA!

Estimulados e entusiasmados com estas palavras, o nosso trabalho será mais leve, pois sabemos que o fazemos por Ele, ABBA!

Por Ti Pai, trazemos o Amor e a Ternura da Igreja todos os dias para dentro deste Hospital!

Podíamos ser apenas funcionários, fazer apenas a nossa obrigação, cumprir apenas os nossos contratos…mas os nossos irmãos merecem mais! E por Amor a Deus, vamos dar-lhes o Amor que Ele nos deu a nós! Com esta certeza fortalecida, enchemos os corredores, saímos da capela e, envoltos em cânticos de louvor, seguimos a imagem de Cristo e o nosso Bispo para visitarmos com renovado ânimo os doentes e seus familiares, que receberam Deus com alegria comovente.

Com a felicidade de uma tarde tão bem passada, as conversas e comentários trocaram-se acompanhados por um apetitoso lanche servido no nosso refeitório e que encerrou do melhor modo esta confraternização anual que é, com estas características, única a nível hospitalar.

Até para o ano, e esperamos contar novamente com todos os que estiveram e com muitos mais lamecenses que a nós se quiserem juntar.

Esta é a CASA de todos!

I.M., in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015