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Posts Tagged ‘Missões’

Editorial: Anunciar o que vimos e ouvimos

O cristianismo não se expande pelo proselitismo e/ou pela imposição, mas pela atração. É uma expressão conhecida do Papa Bento XVI e reiterada em diversas ocasiões pelo Papa Francisco, invocando também a atração maternal da Virgem Mãe. “Maria, a primeira discípula missionária, faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14)”.

Iniciámos o mês de outubro, reconhecido como um mês especialmente missionário. A abrir, a evocação da memória litúrgica de Santa Teresa de Menino Jesus. Embora não tenha saído do convento, para o qual entrou em tenra idade, foi proclamada pelo Papa Pio XII como Padroeira das Missões. Ela própria manifesta este propósito: “Não obstante a minha pequenez, quereria iluminar as almas como os Profetas, os Doutores, sentia a vocação de ser Apóstolo… Queria ser missionário, não apenas durante alguns anos mas queria tê-lo sido desde o princípio do mundo e continuar até à consumação dos séculos”.

Nesta ânsia, Teresa do Menino Jesus encontra a sua vocação: “Compreendi que a Igreja tem coração, um coração ardente de amor; compreendi que só o amor fazia atuar os membros da Igreja… compreendi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo e que abrange todos os tempos e lugares, numa palavra, que o amor é eterno… Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja… no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho”.

O sonho de ser missionária realiza-se no amor!

Na mensagem para o Dia Mundial das Missões (a 24 de outubro, penúltimo Domingo de outubro), o Santo Padre recentra-nos no amor de Deus, acolhido, vivido e partilhado. “Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a Sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos. A relação de Jesus com os seus discípulos, a sua humanidade que nos é revelada no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias… O tema do Dia Mundial das Missões deste ano – «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (Atos 4, 20) – é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração. Esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: «ela existe para evangelizar» (São Paulo VI, Evangelii nuntiandi, 14). No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão; por sua própria dinâmica, exige uma abertura crescente, capaz de alcançar e abraçar a todos… Apraz-me pensar que «mesmo os mais frágeis, limitados e feridos podem [ser missionários] à sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades»”.

O Papa Francisco deixa claro que o anúncio se faz com a vida, na oração, com o coração, na ajuda concreta aos mais necessitados, procurando constituir e contruir fraternidade. Anunciar o Evangelho é chamar outros para a família. “Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão… Viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã”.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 91/45, n.º 4627, 6 de outubro de 2021

Editorial da Voz de Lamego: Eis-me aqui, envia-me

Este é o tema escolhido pelo Papa Francisco para sua Mensagem do Dia Mundial das Missões, no próximo domingo, 18 de outubro. (A mensagem encontra-se na página sete do jornal e na nossa página: http://www.diocese-lamego.pt).

O Senhor questiona: quem enviarei? «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6, 8). É a resposta do Profeta Isaías, clarificador e resoluto, apesar do ambiente adverso.

O Santo Padre parte das tribulações e desafios que nos coloca a pandemia do covid-19, convocando-nos à esperança e ao compromisso solidário. A oração, diz-nos o Papa, abre-nos o coração aos outros, sintonizando-nos com o coração de Deus, que nos ama a todos. “Celebrar o Dia Mundial das Missões significa também reiterar que a oração, a reflexão e a ajuda material das vossas ofertas são oportunidades para participar ativamente na missão de Jesus na sua Igreja. A caridade manifestada nas coletas das celebrações litúrgicas do terceiro domingo de outubro tem por objetivo sustentar o trabalho missionário, realizado em meu nome pelas Obras Missionárias Pontifícias, que acodem às necessidades espirituais e materiais dos povos e das Igrejas de todo o mundo para a salvação de todos”.

Na cruz, Jesus realiza a Sua missão, revelando que Deus nos ama a todos e a cada um, pedindo-nos a disponibilidade para sermos enviados. “Por amor dos homens, Deus Pai enviou o Filho Jesus (cf. Jo 3, 16). Jesus é o Missionário do Pai: a sua Pessoa e a sua obra são, inteiramente, obediência à vontade do Pai (cf. Jo 4, 34; 6, 38; 8, 12-30; Heb 10, 5-10). Por sua vez, Jesus – crucificado e ressuscitado por nós –, no Seu movimento de amor atrai-nos com o seu próprio Espírito, que anima a Igreja, torna-nos discípulos de Cristo e envia-nos em missão ao mundo e às nações”.

A missão deriva do amor de Deus. Deus, porque nos ama, é um Deus em movimento, em saída.

“Deus é sempre o primeiro a amar-nos e, com este amor, vem ao nosso encontro e chama-nos. A vida humana nasce do amor de Deus, cresce no amor e tende para o amor. Ninguém está excluído do amor de Deus e, no santo sacrifício de seu Filho Jesus na cruz, Deus venceu o pecado e a morte (cf. Rom 8, 31-39). Para Deus, o mal – incluindo o próprio pecado – torna-se um desafio para amar, e amar cada vez mais (cf. Mt 5, 38-48; Lc 23, 33-34). A Igreja, sacramento universal do amor de Deus pelo mundo, prolonga na história a missão de Jesus e envia-nos por toda a parte para que, através do nosso testemunho da fé e do anúncio do Evangelho, Deus continue a manifestar o seu amor e possa tocar e transformar corações, mentes, corpos, sociedades e culturas em todo o tempo e lugar”.

A concluir, parte da letra do Hino Outubro Missionário 2020, da Banda Jota: “Senhor… Envia-me a anunciar o Teu amor / Deixarei o meu egoísmo para partir / Serei um pedaço de Ti no outro / Serei um discípulo, irei servir / Uma mão cheia e aberta para dar / Serei um abraço a viver em missão / Procurarei o outro para Te encontrar / Deixarei que sejas Tu a viver em mim / SEREI UM SIM por dentro do Teu sim”.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/44, n.º 4579, 13 de outubro de 2020

Editorial Voz de Lamego: Um mês extraordinariamente missionário

Ou talvez não.

A Igreja em Portugal procurou que o mês sugerido pelo Papa se traduzisse num ano especialmente missionário. A nossa diocese sintonizou com a decisão, procurando que Lamego se sentisse chamada e enviada em missão. É uma marca que os planos pastorais têm sempre presente. Também no ano pastoral que ora se inicia, a Igreja em Lamego é chamada a caminhar, a fomentar a comunhão. Esta tem um duplo movimento, é gerada pela missão, mas, por sua vez, leva à missão evangelizadora.

Na Sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, no próximo dia 20 deste mês – Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo – o Santo Padre justifica o propósito: “Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado”.

A Igreja é missionária através de cada batizado. “A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca individual: da comunhão com Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina é uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Lumen gentium, 48)”.

Desde a primeira hora, o Papa convocou a Igreja a sair ao encontro do mundo, dos outros, a ir até às periferias existenciais, para levar o Evangelho da Alegria, para partilhar os dons de Deus, para alimentar a esperança, para cuidar dos mais frágeis, para efetivar a caridade de Deus no serviço aos pobres e desprotegidos.

Os batizados são sempre missionários. O que recebemos é para anunciar, viver e partilhar. Não vivemos para nós próprios. “Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus”.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/41, n.º 4528, 1 de outubro de 2019

Editorial Voz de Lamego – Novidade do Evangelho e da evangelização

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O tom está dado. Viveremos um ano missionário extraordinário. O Papa definiu outubro de 2019 como mês missionário extraordinário. Os bispos portugueses, não querendo ficar atrás, propõem-nos um ano inteiro, de outubro a outubro.

Quanto tempo é necessário para tomarmos consciência da missão evangelizadora que a todos diz respeito enquanto batizados? A resposta seria: a vida toda! Na sua Carta Pastoral para este ano, o nosso Bispo dá o mote: “Anunciar o Evangelho é a vocação própria da Igreja”. Não há outro jeito, anunciar o Evangelho é uma “obrigação” de todo o cristão. Não há cristão que não esteja comprometido com a missão, isto é, com o anúncio do Evangelho. Somos discípulos missionários.

Em vésperas do Dia Mundial das Missões, a Diocese de Lamego, através da CEFÉCULT (Centro de Estudos Fé e Cultura), organiza uma conferência com D. António Couto, para esta sexta-feira, subordinada ao tema “Todo o cristão tem uma missão, todo o cristão é uma missão”.

No último ano pastoral, a acentuação foi colocada na caridade, como rosto indelével da Igreja. É uma acentuação inclusiva. A caridade leva-nos a anunciar Jesus e a libertação que Ele nos traz. E vice-versa, o anúncio do Evangelho agrafa a caridade, o serviço ao outro.

Queremos uma Igreja em saída, dessedentada, em busca das ovelhas dispersas e perdidas, uma Igreja que segue o Seu Senhor, que veio precisamente para aquelas multidões que eram como ovelhas sem pastor, para as reunir e congregar. É o mandato de Jesus: Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura.

Voltando-se mais para a Igreja, em três anos sucessivos, a Diocese não deixará de ser anunciada e rezada em prisma missionário, pois é a única forma de ser Igreja. É chamada e enviada em missão, aos de dentro, mobilizando-os e convertendo-os, e aos de fora, testemunhando a alegria do encontro com Jesus. Não em lógica prosélita, mas em dinâmica de desafio, interpelação, por atração! A todos, em todo o tempo, em toda a parte, a todas as pessoas.

Então é sempre a mesma coisa? Claro que não. É sempre a novidade de Jesus, do Seu Evangelho, da Sua vida como dom, vida oferecida e partilhada, e elevada. Quando os e-namorados repetem milhentas vezes “eu amo-te”, nunca é repetição, é sempre novo, é sempre música para os ouvidos e para o coração da pessoa amada. Preciso de ti! Vai correr tudo bem! Acredita em ti. Porquê dizer a mesma coisa, porquê a necessidade de ouvir o mesmo todos os dias ou várias vezes ao dia? Não bastava uma vez para sempre! E a Mãe ao dizer ao filho, a toda a hora, o quanto gosta dele, será uma repetição enfadonha?! Claro que não, a Mãe sente-o e precisa de o exprimir e o filho pode até achar de mais, mas ganha confiança, autoestima, sabe que pode sempre regressar aos braços e ao colo da mãe.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4481, 16 de outubro de 2018

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2017

Queridos irmãos e irmãs!

O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão? Ler mais…

MISSÃO . PEREGRINOS | Editorial Voz de Lamego | 17 de outubro

MISSÃO . PEREGRINOS

 

O próximo domingo, penúltimo de Outubro, é Dia Mundial das Missões e, como habitualmente, o Papa escreveu uma mensagem, este ano intitulada “A missão no coração da fé cristã”, na qual convida todos a serem protagonistas na missão eclesial de anunciar o Evangelho e testemunhar Jesus Cristo. Porque uma fé que não influencia a vida do crente, os seus gestos e opções está adormecida e precisa acordar para assumir a adesão e concretizar o seguimento.

A missão da Igreja funda-se sobre “o poder transformador do Evangelho” e apresenta o Salvador e Senhor da Vida que continua a missão do bom samaritano nos nossos dias.

O convite não é novo, mas apela para uma missão sempre nova e exigente, a cumprir-se num mundo em devir, onde o sofrimento põe em causa a existência de Deus, as guerras adiam sonhos e encurtam vidas e as quimeras abundam e confundem.

Por outro lado, a mensagem papal sublinha também a espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos que a missão inspira. Isto é, a missão ajuda-nos a perceber que estamos de passagem e, nessa medida, desinstala-nos e provoca-nos a olhar as exigências do caminho, a dependência diante de Deus, a brevidade da vida e a necessidade de dar frutos.

A consciência de que somos peregrinos, convidados a ultrapassar dificuldades e a socorrer quem está no caminho, leva-nos a evitar parar, a olhar para o lado ou a perder tempo, a saber ver os sinais, a aproveitar dons e oportunidades, a não desperdiçar graças, a relativizar o acessório, a construir pontes…

Todo o baptizado é um missionário a caminho. E enquanto caminha tem sempre oportunidade de testemunhar as “razões da sua esperança” ao mundo que o cerca e aos irmãos que encontra.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Vigília Missionária em Vila da Ponte | 2017

Missionários da Paz!

Foi no passado sábado, dia 28 de Outubro, que os JSF Vila da Ponte nos acolheram para a já “tradicional” Vigília Missionária. Ali nos juntamos, mais de 80 jovens e adultos, para em conjunto com aquela comunidade paroquial rezarmos pelas missões, tendo como principal intenção a oração pela paz nos 5 continentes.

Ao entrarmos na Igreja deparamo-nos com um cenário pouco habitual: um grande muro feito com rede, blocos de cimento, arame farpado, correntes fechadas com um cadeado. Estava tudo demasiado cinzento! Porquê? Porque na parte inicial da Vigília íamos ser alertados para os muros que existem à nossa volta: “Muros que separam países… Muros que dividem famílias… Muros que nos envergonham…”

No entanto, depois de uma dinâmica penitencial, um jovem quebrou aquelas fronteiras abrindo o cadeado e permitindo que surgisse diante dos nossos olhos a palavra PAZ. Depois, à medida que rezávamos pela paz em cada continente, todo o cenário foi ganhando cor. Seguidamente escutamos um texto do Papa Francisco e uma passagem do Evangelho que nos alertavam para a necessidade de sermos anunciadores da paz de Jesus: ”A paz esteja convosco. Assim com o Pai me enviou também eu vos envio a vós!”

Entretanto, era hora de escutarmos o testemunho da Ana Pereira, uma Jovem Sem Fronteiras, que este ano partiu em voluntariado missionário para Cabo Verde. Pudemos ver algumas imagens da missão realizada e ouvi-la partilhar connosco alguns dos momentos que mais a marcaram. Para terminar, ela desafiou-nos a abraçar as pessoas que estavam ao nosso lado, mas a abraçar com o “coração”, quebrando os muros que existem à nossa volta.

Seguiu-se a Adoração ao Santíssimo, que é sempre um momento reflexão, uma forma de ”calar a nossa boca” que nos permite descobrir as nossas próprias barreiras e nos fortalece para conseguirmos construir juntos a paz mundial que todos tanto ansiamos.

Depois da Vigília não faltou um lanche de convívio que já é tão característico desta atividade.

Não posso terminar sem acrescentar uma nota pessoal quanto à organização em geral: se entramos num ambiente que à partida seria de guerra, à medida que fomos orando tudo mudou e conseguiram que sentíssemos como é urgente sermos missionários da paz!

Parabéns, mais uma vez, pelos pequenos pormenores que fazem a diferença.

Gisela Barreiro, JSF Godim, in Voz de Lamego, ano 87/48, n.º 4434, 31 de outubro 2017

Voluntariado missionário: 1403 portugueses partem em 2017

18 pessoas deixam o seu emprego e 10 pedem licença sem vencimento para partir em missão

 

A Fundação Fé e Cooperação (FEC), organismo da Igreja Católica em Portugal, anunciou hoje que 1403 pessoas vão dedicar-se a ações de voluntariado missionário em 2017.

“389 jovens e adultos realizam projetos de voluntariado missionário em países em vias de desenvolvimento e 1014 desenvolve atividades de voluntariado/missão em Portugal”, refere um comunicado da instituição, enviado hoje à Agência ECCLESIA.

Este é um número global mais alto do que em 2016, verificando-se um aumento no número de voluntários que parte para missões fora da Europa, segundo dados estatísticos da Rede de Voluntariado Missionário coordenada pela FEC – Fundação Fé e Cooperação.

O elenco inclui voluntários que abdicam dos seus empregos e salários para partir em missão

“Com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, 18 pessoas deixam o seu emprego e 10 pedem uma licença sem vencimento para partir este ano para países em desenvolvimento”, assinala a nota de imprensa.

A este número somam-se 10 desempregados que vão dedicar-se a experiências de voluntariado missionário. Ler mais…

Categorias:Testemunho, Vida, Vocações Etiquetas:, ,

Vigília Missionária – 29 de outubro – Vila da Ponte

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Como sabem estamos a viver o Mês das Missões e por isso queremos convidar-vos a participar na Vigília Missionária que se vai realizar no dia 29 de outubro (sábado) a partir das 20h45 na Igreja Paroquial de Vila da Ponte.

Depois do momento de oração grupo JSF Vila da Ponte promoverá um convívio missionário na residência paroquial onde haverá tempo para algumas dinâmicas e saborear alguns “petiscos” 🙂

Para mais informações podem contactar-nos através deste e-mail ou do chat do Facebook “DDPJ Lamego”.

Será o primeiro “EM ORAÇÃO…” deste ano! Muitos mais virão… pois, uma vez por mês, iremos convidar-vos a participar nesta atividade, mas sempre num lugar diferente da nossa diocese e com temas variados 😉

Jovens de Lamego, Cristo conta convosco!

Abraço amigo, Luís Rafael,

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016

Queres ser missionário?

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Vivendo o mês de outubro que é o mês das Missões, tendo desde o passado mês de agosto a Responsabilidade das Obras Missionárias Pontifícias na nossa diocese, não poderia deixar de refletir um pouco sobre a Missão que cada cristão deve ter na Igreja. Neste sentido escrevo-vos estas palavras de incentivo para que formemos uma Igreja cada vez mais missionária à semelhança da Comunidade dos discípulos de Jesus.

Todos os membros da Igreja têm a missão de evangelizar, conforme o apelo das circunstâncias e a vocação pessoal de cada um. Os clérigos e os leigos formam uma única categoria de batizados com a mesma missão de evangelizar e fazer discípulos onde se encontram.

Existem muitos métodos e formas de evangelizar. A igreja local é o melhor lugar para transmitir a palavra de Deus, pois ela transforma-se numa agência evangelizadora através de ações que envolvem pessoas. Os cristãos devem agir como transmissores do que ouvem e aprendem na Igreja. Para esta ação não nos podemos nunca esquecer da oração, tantas vezes ultrapassada pelo “apenas fazer”. Rezar é o ponto de partida, para que toda a missão possa ser bem sucedida.

Os cristãos leigos têm uma missão especial na sociedade. Pelo batismo, receberam a vocação que devem viver intensamente para o serviço do Reino de Deus. A constituição Lumen Gentium (38) afirma que cada leigo deve ser perante o mundo, testemunha da ressurreição e da vida do Senhor Jesus e um sinal de Deus vivo. Todos em conjunto, e cada um por sua parte, devem alimentar o mundo com frutos espirituais e nele difundir aquele espírito que anima os pobres, mansos e pacíficos, que o Senhor no Evangelho proclamou Bem-aventurados.

O testemunho consiste no compromisso de uma vida autenticamente cristã. Ser testemunha é algo que abrange toda ação que possa tornar presente e perceptível o desígnio divino diante do mundo. Os cristãos são chamados à santidade nas condições, tarefas e circunstâncias da própria vida (LG 41). Cada cristão deve esforçar-se para sua santificação. O apóstolo Paulo afirma que esta é a vontade de Deus (1Th 4, 3).

A palavra de Deus deve ser o canal pelo qual entendemos a vontade de Deus na nossa vida. Os seguidores de Cristo devem fazer a palavra de Deus ser o alimento diário de sua vida. O Senhor espera que todos os batizados creiam Nele, aceitem o seu Evangelho eterno e vivam em harmonia com seus termos e suas condições. Não cabem a eles escolher alguns princípios do Evangelho e obedecer aos que lhes são agradáveis e esquecer-se do resto.

Portanto, o papa chama todos os cristãos a serem conscientes de sua missão evangelizadora através de uma vivência autêntica da vida cristã conforme o Evangelho. O sumo pontífice chama a comunidade dos fiéis (os cristãos) a ser uma Igreja “em saída”. Ela deve saber tomar, sem medo, a iniciativa de ir ao encontro dos afastados e de chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos.

Apelo, também, à generosidade de cada um de vós no Ofertório da Eucaristia do próximo dia 23 que reverterá em prol desta causa missionária. Que o Senhor vos recompense por todo o bem que fazeis.

Ser missionário é uma responsabilidade de todos nós. Não tenhamos medo de anunciar Jesus Cristo ao mundo.

 

Pe. Fabrício Pinheiro

Director Diocesano das Obras Missionárias Pontifícias (OMP)

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016