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D. António Couto em São João da Pesqueira: A Igreja em Missão

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Citando Sua Santidade Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, “O Bispo deve favorecer sempre a comunhão missionária na sua Igreja diocesana, seguindo o ideal das primeiras comunidades cristãs em que os crentes tinham um só coração e uma só alma. Para isso, às vezes pôr-se-á à frente para indicar a estrada e sustentar a esperança do povo, outras vezes, manter-se-á simplesmente no meio de todos com a sua proximidade simples e misericordiosa e, em certas circunstâncias, deverá caminhar atrás do povo para ajudar aqueles que se atrasaram e sobretudo porque o próprio rebanho possui o olfacto para encontrar novas estradas”.

Foi com estas palavras e grande regozijo que São João da Pesqueira, no dia 21 de janeiro, às 21:00 no Auditório da Biblioteca Municipal, deu as boas vindas a Sua Excelência Reverendíssima Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto e ao Reverendíssimo Senhor Pró Vigário, Pe. João Carlos.

Coração do Douro, as suas gentes e o seu rebanho, que brinda com a formosa natureza e faz submergir na colossal beleza de compreender e, também, de aceitar a grandeza de um povo que com o suor no rosto, mãos calejadas, com a vontade e força por um mosto desbravou as montanhas e criou um lugar encantado, venerado e coroado. Ler mais…

A MISSÃO PAÍS EM SÃO JOÃO DA PESQUEIRA

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Entre os dias 22 e 29 de fevereiro, um grupo de cerca de quarenta universitários católicos da Faculdade de Direito da Universidade do Porto alojaram-se no quartel dos Bombeiros Voluntários de São João da Pesqueira com um objectivo simples: levar a palavra de Deus a São João da Pesqueira. Inspirados pelo lema “Alegra-te, foste encontrado!”, inspirado na parábola do Filho Pródigo, estes jovens missionaram, animaram e apoiaram várias instituições espalhadas pelo concelho. Desde lares de idosos a escolas, passando pelo porta-a-porta, estes missionários quiseram deixar uma marca bem vincada na população local, neste que foi o terceiro e último ano de Missão por estas bandas.

A Missão País é um movimento universitário católico, que quer transmitir a alegria de Jesus às povoações mais descentralizadas e desfavorecidas de Portugal, através do testemunho da fé, do serviço e da caridade. Partem logo no final dos exames do primeiro semestre, e passam uma semana diferente, que mexe com inúmeros corações, tanto seus, como dos locais. O grande objectivo é inspirar gerações que vivam a fé católica em missão.

Acompanhados por um fantástico orientador espiritual, o Sr. Padre Bráulio Carvalho, acabamos a nossa Missão com o coração cheio. Cheio pelo carinho, pela amizade e pelo amor que encontramos nos idosos dos lares, nas crianças das escolas e creches, mas também nos mais desfavorecidos e deficientes. Ganhamos muito mais do que conseguimos dar, e é isso que move a Missão País. A alegria de dar o pouco que temos, ou melhor, o pouco que somos, e receber tanto em troca, faz de nós as pessoas mais felizes que se possa imaginar. Deus, com todo o seu amor, faz-nos ver nesta semana de entrega que, acima de tudo, a felicidade está na oração, no serviço e na caridade que se presta ao próximo.

Agradecemos a hospitalidade com que nos habituaram e prometemos que esta bela terra Duriense não será esquecida pelas dezenas de missionários que por cá passaram nos últimos três anos. Um bem-haja a todos os que proporcionaram esta semana inesquecível, especialmente ao Sr. Padre Filipe, por se ter mostrado incansável para connosco.

Alexandre Cabral Campello, in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016

LEIGOS DA BOA NOVA – Testemunho

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I.M. – Ao falar da experiência missionária que teve este verão no Chibuto, Moçambique, é inevitável que o Pedro fale dos Leigos da Boa Nova.

Um retiro de Advento em que o Grupo de Jovens da Sé participou em 2013, um testemunho missionário dado por um jovem, outros jovens que o ouvem … há um que fica curioso, quer saber mais, quer alargar as suas vivências religiosas, quer conhecer outros modos de viver a Fé; daí a contactar os L.B.N. foi um instantinho, certo Pedro?

PEDRO – Sim, logo que voltei para casa contactei-os para saber como poderia juntar-me a eles porque achei muito interessante o seu trabalho; de repente o que fazia pareceu-me muito limitado; quer dizer, cresci numa família cristã e sempre frequentei a catequese e o Grupo de Jovens da Sé (o que não é pouco, porque são muito activos!), fiz vários retiros e já passei uma Páscoa em Taizé com a minha família (foi fenomenal!); tento ser um bom cristão, mas faltava-me sair deste meio protegido, crescer interiormente e fortalecer a minha própria Fé ao ir ter com os outros que estão em condições diferentes e tentar que a minha presença e acções lhes levasse Deus, que eu próprio fosse um veículo da Palavra de Deus.

I.M. Foi difícil a integração?

PEDRO – Foi muito fácil! Colheram-me e integraram-me logo nas suas actividades e fui participando em tudo o que podia, porque algumas vezes era complicado uma vez que a sede é em Cucujães e havia actividades em Braga, Fátima, etc, mas também nisso foram compreensivos. É uma equipa muito simpática e coesa, senti-me em família.

I.M. – Tiveste a tua primeira missão em Portugal?…

PEDRO – Sim, no verão de 2014. Foi uma preparação para a missão deste ano, porque apesar dos destinatários e o trabalho serem diferentes, me preparou para lidar melhor com as pessoas e vê-las como filhos de Deus, seja qual for a sua proveniência, e a fazer tudo com alegria porque sei que Jesus está comigo.

I.M. O facto de esta missão em Portugal ter corrido bem foi decisivo para a missão em Moçambique?

PEDRO – Claro! Eu fiquei com mais vontade de participar, e também permitiu aos L.B.N. conhecerem-se melhor e verem se eu tinha perfil para participar lá fora, porque se vou para uma missão no exterior a ideia é ajudar, não atrapalhar!

I.M. – Como surgiu a Missão do Chibuto como opção para o teu trabalho?

PEDRO – Os L.B.N. têm Missões em Angola, Moçambique, Brasil, Guiné-Bissau. Cada uma delas (alguns países têm mais do que uma) tem um grupo específico de destinatários e projectos bem estruturados de ajuda relacionados com o desenvolvimento pessoal, social e económico, além de levar, claro, a Palavra de Deus e apoiar a Igreja local e a população em geral em tudo o que for necessário.

Os conhecimentos que os dirigentes dos L.B.N. tinham sobre mim foram importantes para decidirem aonde poderia ajudar mais. Adorei quando soube que iria para Moçambique.

Tenho ainda muito para contar, mas para terminar por agora quero apelar aos jovens que têm vontade de fazer trabalho humanitário que não hesitem, vão em frente, não é tão complicado como parece e vale mesmo a pena.

in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

MISSA DE ENVIO DE JOVEM MISSIONÁRIO DA SÉ

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FESTA MISSIONÁRIA EM CUCUJÃES

A Festa Missionária em Cucujães é sempre uma celebração “em grande”! Reúne anualmente em convívio informal paroquianos, missionários de passagem por Portugal ou já reformados, jovens leigos, seminaristas, familiares, amigos e todos os que a eles se quiserem juntar. Este ano a festa, celebrada em dia de Pentecostes, foi muito especial – a Família Boa Nova espalha o Evangelho há oitenta e cinco anos! Desde 1930! Sem parar, sem desanimar, sem baixar os braços!

A Missa Campal recebeu todos os que, pelo seu elevado número, não caberiam na Igreja do Seminário; deste, saiu em procissão o andor da Senhora da Boa Nova levado pelos escuteiros e acompanhado por padres, seminaristas e o numeroso povo que rezou e cantou louvores enquanto atravessavam o arvoredo que iria levar ao local da Missa.

Celebrada pelo Superior da Ordem, o Padre Adelino Ascenso, animada pelo Grupo de Jovens da paróquia, amplamente participada por toda a assembleia, a Eucaristia teve o seu momento alto na chamada ao palco dos quatro jovens e um adulto que irão ser brevemente enviados em Missão para países africanos (dois para Maputo, dois para Chibuto e um para Angola); não puderam participar desta celebração duas jovens (a Sofia e a Diana), que já se encontram desde Abril em Chibuto, mas foram lembradas nesta bênção.

Após os missionários terem feito as suas promessas e lido o seu compromisso, o Padre Adelino abençoou-os e enviou-os com a Força do Espírito Santo e o Amor de Deus para que com confiança e entusiasmo dessem Dele testemunho junto aos Irmãos. Lembrou-lhes as condições difíceis que irão encontrar e o desânimo que por vezes poderá atacar, mas exortou-os a que confiassem sempre na força do Espírito para lhes indicar o caminho.

Com muito orgulho, a paróquia da Sé vê partir neste grupo um dos seus jovens – pertencente ao GJS, o Pedro manifestou logo no primeiro contacto com os Leigos da Boa Nova (há já dois anos, num retiro de Advento) a vontade de levar longe a Palavra, através da acção e do exemplo. Após uma primeira missão em território nacional (na Serra de Leomil, de que este jornal deu o seu testemunho no Verão passado), o Pedro sente-se preparado para vôos mais longínquos e o Centro Educativo de Chibuto, no Sul de Moçambique, aguarda-o já este Verão.

É uma missão vocacionada para o apoio aos mais pequeninos, e conta com creche e infantário, frequentados por crianças da zona que não têm mais ajuda a que possam recorrer para terem um dia-a-dia digno, em que sejam educadas, tratadas e valorizadas como seres humanos, filhos de Deus. De certeza que no regresso virão muitas histórias, experiências e aprendizagens para partilhar.

A Missão é partir… sempre. Como diz o Papa Francisco: “A Igreja deve estar sempre de saída.” Neste dia de Pentecostes faz todo o sentido, pois foi o verdadeiro início da Igreja Missionária, da abertura aos outros, da saída para evangelizar, missionar, levar a Boa Nova pelo Mundo fora.

O cântico “Juntos no Caminho da Missão” do nosso bispo D. António Couto, também ele missionário, encerrou brilhantemente a Eucaristia, mas não a festa nos nossos corações.

Deixo, para meditação e para que rezeis pelo bom sucesso destes jovens, a oração de Envio com que pediram a protecção do Senhor:

Senhor, nosso Pai, nós vos agradecemos porque nos chamastes a viver este amor. Estamos felizes por sermos Vossos filhos e integrarmos o Vosso Povo.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos agradecemos por Nos terdes enviado em missão como Vossas testemunhas até aos confins da Terra.

Deus Espírito Santo, nós Vos agradecemos, presença amorosa de Deus que une pessoas e povos e nos envia a evangelizar.   

Derramai sobre nós os Vossos dotes e guardai-nos até ao fim.

Maria, Mãe, Senhora nossa, pedimos a Vossa bênção e intercessão. Estrela da Evangelização, ensinai-nos a levar Jesus a todas as pessoas.

Amén.  

in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015

Jornadas Missionárias 2014 | III Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil

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Realizaram-se em Fátima, de 20 – 21 deste mês, sob o tema “FAMÍLIA, UM PROJECTO”, as Jornadas Missionárias 2014 que este ano se juntaram às III Jornadas Nacionais da pastoral Juvenil.

As razões desta união são óbvias, mas ficaram ainda mais claras na Sessão de Abertura em que os responsáveis das Comissões Episcopais e os Diretores das OMP, Pe. António Lopes, e DNPJ, Pe. Eduardo Novo, frisaram o papel central da Família como primeiro lugar de Missão, centro de evangelização, onde crianças e jovens (estes últimos constituem a maioria dos missionários leigos) se iniciam no Amor a Jesus e na responsabilidade de todos os cristãos de levar esse Amor ao Outro, primeiro aos que nos rodeiam, depois, se sentirem chamamento e coragem, aos mais distantes.

Não se é Missionário sem o importante apoio familiar, em particular no caso dos jovens que necessitam ainda muito da família como referência de valores, incentivo psicológico e até monetário, pois as Missões não são, como muitos pensam, “uma férias de graça”, mas um acto de amor ao Outro que não se pode tornar um peso para a Instituição Missionária e que é desenvolvido em condições desconfortáveis (no mínimo!) para os nossos padrões europeus.

Seguiu-se a apresentação do painel “Família hoje…” moderado pelo Cónego João Aguiar com o posterior debate.

Na tarde deste sábado é que foi problemático… vários workshops, todos eles apelativos, deixaram-nos com vontade de ter o poder de estar em 6 salas ao mesmo tempo:

  • Pastoral familiar no contexto da evangelização
  • Como enfrentar situações difíceis: uniões de facto, recasados…
  • Jovens e namoro: descoberta vocacional
  • Família e voluntariado missionário
  • Abertura á Vida: natalidade, fecundidade, trabalho
  • Desafios sociais e políticas familiares

A Eucaristia que se seguiu permitiu-nos meditar melhor em tudo o que ouvimos.

Terminamos os nossos trabalhos com uma fantástica actuação dos “Figo Maduro”, um grupo de música religiosa e não só, constituído por uma família (mãe e 4 filhos) intercalada com testemunhos de jovens missionários leigos que nos deixaram empolgados e com vontade de partir já em missão!

No domingo, D. António Couto, o nosso querido Bispo, brindou-nos com uma palestra que nos prendeu a atenção até à última palavra: “Evangelho e missão da Família”. Mais uma vez ficou patente o importantíssimo papel das famílias cristãs como primeiros agentes missionários dos seus filhos e da comunidade onde se inserem.

A Eucaristia foi no Santuário, em comunhão com todos os peregrinos, nacionais e estrangeiros que se quiseram encontrar com a Senhora de Fátima.

E para encerrarmos os dois dias de trabalho, oração e meditação, nada como um momento mais descontraído: durante duas horas os grandes agentes da comunicação Jorge Gabriel (apresentdor) e Tozé Martinho (actor e argumentista), e a escritora Ana Maria Magalhães (co – autora dos livros “Uma Aventura”) partilharam connosco as suas experiências, memórias e percalços, permitindo-nos entrar nas suas vidas pessoais, familiares e religiosas com a franqueza que só se permite entre uma grande Família.

A Doutora Inês Bolinhas (docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UCP) deu-nos uma visão antropológica e filosófica da família, tema que à primeira vista poderia parecer complicado, mas que expôs com tanta clareza e dinamismo que nos deixou empolgados ao ponto de a assistência pedir ao moderador (Pe. Manuel Vilas Boas) que lhe desse mais tempo para falar do que o que estava inicialmente previsto, ao que ele simpaticamente acedeu.

E finalmente o ENVIO! Momento de reforço do que ouvimos e aprendemos, permitiu-nos regressar às nossas comunidades com a nossa Fé reforçada e prontos para sermos melhores cristãos e melhores missionários, aonde quer que estejamos.

IM, VOZ DE LAMEGO, 30 de setembro de 2014, n.º 4282, ano 84/44

Alvite: Jovens sem Fronteiras na Paróquia

In Voz de Lamego, 21.01.2014

No passado dia 12 de Janeiro, celebrou-se o compromisso de ser Jovem Sem Fronteiras na Paróquia de Alvite, concelho de Moimenta da Beira perante a comunidade e também alguns membros já existentes dos Jovens Sem Fronteiras vindos de outras Paróquias da Região Douro.

Logo pelas 10:30h iniciou-se o acolhimento na Igreja Santo Amaro de Alvite pelos Jovens desta mesma Paróquia, onde de seguida, pelas 11:15h foi presidida a celebração da Eucaristia pelo Padre Bráulio juntamente com o Padre Pedro, o qual é responsável regional por este movimento juvenil.

A celebração foi animada pelos Jovens Sem Fronteiras da Região Douro. Os Jovens da Paróquia de Alvite participaram também em alguns pontos mais elaborados como por exemplo uma pequena encenação “ O chamamento dos 12 apóstolos, por Jesus”; e no momento do Pai Nosso este mesmo grupo teve a ideia de unir a comunidade e os jovens juntando as mãos, em cada ponto diferente da igreja, transmitindo a Fé.

Com o compromisso já realizado, agora estes novos 15 elementos pertencem a uma nova Família: Família JSF!

Os  Jovens Sem Fronteiras são conhecidos a nível Nacional e estão divididos em quatro regiões: Minho, Douro, Centro e Sul, e dentro destas mesmas regiões existem os grupos que estão inseridos em várias Paróquias.

Ser Jovem Sem Fronteiras é servir na comunidade na qual estão inseridos, ser jovem da paróquia é estar disposto ao serviço dos mais necessitados, abrir o coração e entregar um sorriso a cada membro dessa mesma comunidade.

Contudo ser Jovem Sem Fronteiras vai mais além, vai mesmo para lá de qualquer “Fronteira”! Para nós Jovens essas Fronteiras  são inexistentes, não há barreiras que nos separem de outros corações, outras terras nem de outros países!

Ser Jovem sem Fronteiras é partir em missão, amando cada irmão que nos rodeia, com o  Amor que recebemos  de Deus, pois é Ele  que nos une a  todos!

Entretanto chegou a hora do almoço, o qual foi preparado pelos novos Jovens Sem Fronteiras de Alvite, com bastante dedicação e onde nada faltou, para cerca de 55 Jovens!

Encerrou-se esta atividade com o agradecimento por ambas as partes, tanto pelos Jovens de Alvite como também pela região Douro!

Jovens Sem Fronteiras Alvite

Jornada do Refugiado e do Migrante

In Voz de Lamego, 2014.01.14

No próximo dia 19, a Igreja assinala e vive  a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado. A esse propósito, o Vaticano divulgou um texto onde de fala da necessidade uma mudança de “atitude” em relação aos migrantes e refugiados, alertando para os “tráficos de exploração, de dor e de morte” de que estas populações são alvo. “Os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade. Trata-se de crianças, mulheres e homens que deixam ou são forçados a abandonar suas casas por vários motivos”, escreve Francisco numa mensagem intitulada ‘Migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor’.

Segundo o Papa, é necessário passar de “uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização – que, no final, corresponde precisamente à ‘cultura do descartável’ – para uma atitude que tem por base a ‘cultura do encontro’, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno”. “Os meios de comunicação também são chamados a entrar nesta ‘conversão de atitudes’ e a incentivar esta mudança de comportamento em relação aos imigrantes e refugiados”, acrescenta. O Papa mostra a sua preocupação com a migração forçada e com as “várias modalidades de tráfico humano e de escravidão”. “O ‘trabalho escravo’ é hoje uma moeda corrente”, alerta.

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Juventude de Lamego peregrina a N. S. do Sabroso

A Jornada Diocesana da Juventude, encontro anual promovido pelo Departamento Diocesano da Pastoral dos Jovens, realiza-se, este ano, no Santuário de Nossa Senhora do Sabroso, Paróquia de Barcos, Arciprestado de Moimenta da Beira – Sernancelhe – Tabuaço.

Esta Jornada, integrada no Plano Pastoral da Diocese, inspirado no lema “Vamos construir juntos a Casa da Fé e do Evangelho” pretende ser um momento de vivência do Ano da Fé por parte dos jovens. Estas Jornadas têm como tema: “Ide e fazei discípulos em todas as nações” (Mt 28, 19), e está marcada para os próximos dias 17 e 18 de Maio.

No dia 17 de Maio à noite terá lugar uma Vigília de Oração. Já no dia 18, depois do acolhimento, previsto a partir das 09h30, será proposta uma “Caminhada missionária” aos participantes, de modo a suscitar, em cada um, a vontade de anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo a outros jovens.

Ponto central da Jornada será a celebração da Eucaristia, que contará com a presença celebrante do Sr. D. António Couto, Bispo da Diocese, e dos sacerdotes que acompanharão os seus jovens. Nesta Jornada, participará, ainda, pela primeira vez, a Comunidade dos Servos de Maria do Coração de Jesus, uma comunidade missionária do Brasil que acaba de chegar à Diocese de Lamego.

Na parte da tarde, depois de alguns momentos lúdicos e de evangelização, dar-se-á início às Avalanches de Fé por parte dos jovens, na sequência do desafio que o Sr. D. António Couto lançou a toda a Diocese no início do ano pastoral.

Este evento está a ser divulgado através de várias redes sociais, privilegiando, também, os convites feitos pessoalmente por jovens a outros jovens.

 

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D. António Couto: A missão vai fazer a diferença

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O Papa Francisco é “uma escolha que pode trazer mudança, na maneira de ser e das tradições da Igreja”, antevê ao PÚBLICO o bispo de Lamego, D. António Couto. Para além de ser o primeiro sul-americano, primeiro jesuíta e primeiro Francisco, o novo Papa surpreendeu, às primeiras palavras, ao pedir a bênção do povo e baixar a cabeça para a receber.

D. António Couto, que antes da reunião magna dos cardeais, manifestara o desejo de que o novo líder da Igreja Católica viesse da América Latina, confessa-se “muito feliz” por isso e pela “ideia de missão, muito forte” que acredita que vai trazer. Ao mesmo tempo, mostra-se curioso por saber “qual Francisco” Jorge Bergoglio quis honrar, se o italiano de Assis, se o jesuita Xavier. Provavelmente os dois, por uma comum “forte ideia de missão”. Francisco de Assis, fundador da ordem dos Franciscanos, diz, “mudou o mundo, era próximo das pessoas e dirigia-se-lhes com carinho”. Francisco Xavier, jesuíta que partiu de Lisboa para a Índia, foi o “apóstolo dos tempos modernos, o seu maior missionário, viveu com simplicidade, no Oriente, onde morreu”, acrescenta.

Por seguir o percurso de Jorge Bergoglio, especialmente desde que esteve no conclave que nomeou Bento XVI, o bispo de Lamego sublinha que o novo Papa é um homem “habituado a estar muito perto das pessoas e gosta de estar no meio delas”, está convicto de que “vai quebrar a distância, a barreira de segurança que o separa das pessoas”. Garante que “estar distante não é o seu estilo” e o que vai ser difícil à Igreja será fazê-lo “resistir” a não chegar às pessoas. “Veremos se a Igreja conseguirá manter todos os seus protocolos”, comenta. D. António Couto sublinha ainda que a América Latina é uma das zonas do globo onde a Igreja “está pujante e cheia de vida, onde ficam os dois maiores países católicos do mundo, o Brasil e o México”. Acresce a Argentina, sobretudo depois dos últimos 25 anos, período durante o qual o catolicismo “cresceu muito e foi buscar muita força à ideia de missão”. A mesma que acredita que vai agora fazer a diferença, a partir de Roma.

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