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Posts Tagged ‘Luís Rafael’

Ordenações sacerdotais – 2 de julho – 16h00 – Sé de Lamego

À conversa com os nossos Diáconos Ângelo, Diogo e Luís Rafael

Para os nossos leitores, quem sois vós?

Ângelo: “Porque eu sou, junto de Vós, um peregrino, um caminhante como os meus antepassados” (Sl 38,13). Um peregrino em rumo à pátria do amor trinitário. Frequentei o Seminário Maior de Lamego durante seis anos (2009-2015). No período de 2015-2016 fiz uma paragem para uma etapa diferente no percurso vocacional. Durante esta etapa estive ligado a uma Organização Não-Governamental de inspiração cristã, chamada Leigos para o Desenvolvimento.

Diogo: Bem, penso que nós não somos os melhores a falar de nós mesmos… Sou um diácono, natural de um lugar chamado Mazes, pertencente à Paróquia de S. Miguel de Lazarim. Depois de ter frequentado os Seminários da nossa Diocese, estou a fazer o estágio pastoral com o Pe. Bráulio Carvalho e o Pe. Jorge Giroto, nas Paróquias de Alvite, Leomil e Sever. E, juntamente com dois diáconos da nossa Igreja de Lamego, preparo-me para a Ordenação Presbiteral.

Luís: Sou aquele menino que cresceu junto às águas do Távora, em Vila da Ponte. Sou aquela criança irrequieta que nem sempre se portava bem na catequese mas gostava muito de vestir a alva e ajudar o Senhor Padre na Missa. Sou aquele adolescente aventureiro que encontrou no Seminário de Resende uma nova casa. Sou aquele Jovem Sem Fronteiras que sempre procurou “estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Sou aquele estudante de teologia… seminarista… filho… amigo… diácono… discípulo-missionário… embalado pelo Amor de Deus.

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SACERDÓCIO E COMUNHÃO | Editorial Voz de Lamego | 27 de junho

A edição desta semana da Voz de Lamego dá grande destaque às Ordenações Sacerdotais que se aproximam rapidademente. O Pe. Joaquim Dionísio, nosso Diretor, faz eco deste acontecimento importante para a vida da Igreja, em particular da Igreja na Diocese de Lamego…

SACERDÓCIO E COMUNHÃO

No próximo domingo, primeiro de julho, a nossa diocese alegra-se com a ordenação sacerdotal dos três diáconos que o nosso jornal apresenta, nesta edição, aos nossos leitores. Em simultâneo, damos graças ao Senhor da Messe pelo dom da vocação e felicitamos estes jovens pela generosa resposta ao chamamento, o caminho percorrido e a decisão tomada.

A propósito, vale a pena recordar uma passagem que o Concílio Vaticano II dirigiu aos padres: “Os presbíteros, tirados dentre os homens e constituídos a favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecerem dons e sacrifícios pelos pecados, convivem fraternalmente com os restantes homens” (PO 3).

No Antigo Testamento, o sacerdote é o “homem do sagrado”, separado dos irmãos. Uma separação que visa recordar-lhe que está ao serviço de Deus, o “totalmente Outro”. O sacerdote faz parte de uma tribo, a tribo de Levi, que não tem território e o sumo-sacerdote deve separar-se do povo para entrar sozinho no santuário.

O sacerdote (padre) do Novo Testamento é o homem da comunhão, o irmão sobre quem o último concílio insiste longamente no que respeita às suas relações com o bispo, com os outros padres e com todos os baptizados. Ele é o irmão, sinal de um Deus que quis incarnar-se, e o coração do seu ministério é a Eucaristia, mistério da união entre a humanidade e Deus. E toda a sua vida deve manifestar o essencial.

Os padres, tal como os demais cristãos, são chamados a não viverem para si próprios, mas a saberem, segundo as exigências da lei da caridade, colocar ao serviço dos outros os dons recebidos (cf. PO 6).

Rogando a Deus pelos esperados membros do nosso presbitério, felicitamos os futuros Padres Ângelo Santos, Diogo Rodrigues e Luís Rafael, a quem desejamos uma vivência plena e apaixonada da missão sacerdotal.

 

in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

Diácono Luís Rafael: Dissertação de mestrado | Anunciar Deus

No passado dia 15, pelas 10 horas da manhã, na faculdade de teologia de Braga, começou, na sala D. Eurico, a defesa de dissertação, que iria ser o culminar e a recompensa de todo o trabalho desenvolvido pelo sr. diácono Luís Rafael Teles Azevedo ao longo de dois anos. Durante este período de tempo, o novo mestre em teologia procurou encontrar uma abordagem exegético-pastoral para uma passagem de 18 versículos de um dos livros da Bíblia: o discurso de Paulo no Areópago (Atos 17, 16-34).

O nosso diácono mostrou-nos, com estes dois anos de profundo estudo, que só um Deus desconhecido se pode ir fazendo um “Deus-conhecido”. De outra forma não se entenderia um Deus-Amor que se quer relacionar connosco, com a nossa inconstância, as nossas mudanças, as nossas pluralidades. Assim, torna-se necessário o nosso envolvimento na economia da Revelação. Torna-se necessária a nossa presença nos Areópagos hodiernos, onde já não se conhece Deus e onde se quer escolher, fazendo-nos testemunhas vivas de Cristo Ressuscitado.

Por fim, sublinha-se que o orientador deste trabalho foi o professor doutor João Alberto Correia e contou também com a avaliação dos professores doutores Bernardo Corrêa d’Almeida e Luís Miguel Rodrigues. O trabalho foi magistralmente avaliado com 18 valores.

Diogo Martinho, in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017