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Posts Tagged ‘Livros’

Dia dos Santos ou Halloween?

Conhecer para compreender e poder discernir

As festividades associadas à denominação de Halloween são simples brincadeiras, ou melhor, simples pretextos lúdicos? Será isto que a maioria das pessoas pensa sobre esta efeméride também conhecida por «Dia das Bruxas»?

O livro, “Halloween – a travessura do Diabo” – é o resultado do trabalho de investigação sobre este tema a que se dedicou Aldo Buonaiuto, o qual pode contribuir para um melhor conhecimento do contexto histórico, desde o seu surgimento até à actualidade.

Através de uma séria pesquisa, o autor defende um poderoso argumento que prova estarmos em presença de um reavivar de cultos pagãos, de origem europeia e não americana, como comummente se admite e que agora, a pretexto da festividade do Dia de Todos os Santos e dos fiéis defuntos de origem cristã, se pretende reimplantar, por reinterpretação simbólica, essas ancestrais celebrações, aproveitando-se da ausência de conhecimentos religiosos como consequência da secularização das últimas décadas e pelas novas e ditas «suaves e propiciadoras» correntes espiritualistas do New Age.

Esclarecendo a faceta incógnita do Halloween e das práticas maléficas a que este fenómeno está ligado, sobretudo de modo inconsciente para muitos que nele participam, o autor conduz-nos de forma simples e esclarecedora, pelos meandros das suas origens até à magia da doçura ou travessura, nos dias de hoje.

“A festa das abóboras é, na realidade, uma festa para abóboras ocas. A travessura do demónio é doçura mortal para a alma”.

Miguel Ataíde, in Voz de Lamego, ano 89/44, n.º 4531, 22 de outubro de 2019

Livro do Pe. Fabrício: Pastoral do Encontro e nova Evangelização

Análise da Paróquia de Penajóia

Vivemos num tempo marcado pela pobreza relacional onde o anonimato, a solidão, a individualidade e a incomunicabilidade se fazem sentir.

No trabalho (livro) apresentado pelo bispo da nossa Diocese, D. António Couto), no passado dia 16 de dezembro, tive como objetivo, abordar a Nova Evangelização como a capacidade de ir ao encontro de todos, dos homens e das mulheres do nosso tempo, para dar continuidade ao anúncio de Jesus Cristo.

Para tal tive a preocupação de analisar alguns conceitos que deveremos ter em conta, nomeadamente, o conceito de Ação Pastoral, de Evangelização e de Encontro. Conceitos estes que, de algum modo, são para nós desafios, os quais, nos foram propostos pelo Concílio Vaticano II e que nunca chegarão ao seu termo, pois são estímulos que devem estar sempre em constante desenvolvimento e atualização, em permanente aggiornamento como tão, belamente, caracterizava Sua Santidade João XXIII.

A Ação Pastoral e, neste caso, a Pastoral do Encontro é a ação de quem tem de guiar, de abrir caminhos, de orientar, de velar, de cuidar, de acolher e de preservar o homem e o mundo como nos diz o Papa Francisco na sua última Carta Encíclica Laudato Si.

Num último momento do trabalho apresento algo mais concreto de uma realidade particular que é a Análise à realidade da Paróquia de Santíssimo Salvador de Penajóia, no desejo de dar a conhecer os seus vários dinamismos, os seus vários vetores de ação pastoral no que diz respeito à prática da Pastoral do Encontro à Nova Evangelização.

É necessária uma grande atitude de humildade e de abertura à renovação da Igreja, sem medos nem preconceitos, é urgente uma transformação do coração do Homem para que este possa, aberta e alegremente aderir a novas renovações que o futuro possa proporcionar.

O Encontro de ontem não é o mesmo de hoje, nem será o mesmo de amanhã. O Encontro deve acompanhar sinais dos tempos, de modo a que prolifere as ações necessárias à Nova Evangelização.

O meu contributo neste trabalho é apenas abrir horizontes de reflexão e ajudar a entender o modo como devemos estar sempre atentos às realidades que nos circundam, de tal forma que sejamos capazes de conseguir fazer chegar a todos os corações a verdadeira Palavra da Salvação que, pela Fé acreditamos ser o próprio Jesus Cristo Encarnado para todos e por cada um de nós.

 

O Autor do Livro: Pe. Fabrício Pinheiro,

in Voz de Lamego, ano 88/06, n.º 4443, 9 de janeiro de 2018

Lançamento do livro Retábulos na Diocese de Lamego

Teve lugar no passado sábado, dia 22 de Julho, o lançamento do livro Retábulos na Diocese de Lamego, resultante de uma parceria entre a Diocese de Lamego e a Universidade do Algarve. A obra de autoria de Francisco Lameira, Pedro Vasconcelos Cardoso e José João Loureiro, aborda a história e temática do retábulo na Diocese, com especial incidência entre os séculos XVI a XX.
O evento começou com uma visita guiada à capela de Nossa Senhora do Desterro, em Lamego, orientada por um dos co-autores do livro – Pedro Vasconcelos Cardoso. Aquando da análise formal daquele espaço, foi referida a possibilidade de se tratar de uma “obra de arte total”, conferida pelo conjunto de elementos constitutivos do interior daquele espaço, destacando-se a importância da talha na sua concepção.
Da capela, local de paramentação dos bispos de Lamego, seguiu-se para a Sé onde, este co-autor abordou, de novo, a temática dos retábulos, dando especial relevo à ideia da Mitra ser o principal introdutor das novidades da retabulística na Diocese, a par de alguns mosteiros da região. Esse facto é manifestado pela datação do altar-mor, ou do altar de São Miguel no transepto, ambos a comportarem-se como importantes introdutores na região do Tardobarroco e Rococó respectivamente. Seguiu-se uma outra intervenção, esta proferida por José João Loureiro, também co-autor do livro, que abordou a pintura do retábulo-mor da Sé. Nela falou sobre a atribuição da autoria da tela e do aspecto curioso de o pintor se ter feito retratar na mesma.
Posteriormente ocorreu o lançamento do livro Retábulos na Diocese de Lamego no auditório do Museu Diocesano, apresentado pelo Cónego José Paulo Leite de Abreu. Foi enaltecida a grande qualidade gráfica da edição, acrescida pela excelência dos registos fotográficos, e igualmente foram louvadas a clareza e sistematização dos conteúdos que, desta forma, se tornam acessíveis a qualquer indivíduo. A intervenção daquele Cónego pautou-se pela boa disposição sem deixar de referir os aspectos importantes que o livro levanta, quer para o estudo da história da arte do retábulo, quer para a investigação e conhecimentos de outras expressões da história da arte em geral.
Coube de seguida aos três autores do livro a vez de exporem algumas considerações sobre o percurso da obra, as principais novidades que levanta e agradecer a total colaboração da Diocese no processo de investigação, destacando-se o papel desempenhado pelo Pró-Vigário Geral no processo.
O Senhor Padre João Carlos Morgado, enquanto Pró-Vigário Geral e coordenador de todo o evento, presidiu à sessão, e, antes do encerramento, destacou a importância desta obra como um documento, ou registo global, que fica sobre o retábulo na Diocese de Lamego, tornando-se, a par de outras edições de importantes investigadores locais, uma obra de referência para o estudo da arte sacra da região.

in Voz de Lamego, ano 87/37, n.º 4422, 25 de julho 2017

Apresentação de Livro de Mons. Arnaldo Cardoso

Num lugar favorecido de beleza e adornado de silêncio (só o murmúrio das águas que passam caminhando no leito de um regato o parecem querer quebrar), num templo opulento em arte e recheado de história, beleza que nos encanta, silêncio que nos tonifica, história que nos educa e arte que nos tira quase a respiração, reuniram-se na passada quinta-feira, dia 30, pelas 16 horas, umas dezenas de interessados para assistirem à apresentação de mais uma obra notável de Mons. Arnaldo Cardoso, esta como título “Representações Artísticas do Cântico dos Cânticos em Portugal”.

A presidir, na mesa de honra, para além do autor, D. António Couto, Bispo da Diocese, a quem coube a tarefa da apresentação do livro, o Presidente da Câmara de Tarouca, Valdemar Pereira, D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito, Mons. Joaquim Rebelo, Vigário-Geral, e Zita Seabra, proprietária e directora da Alêtheia Editores, a quem pertence a edição. Ler mais…

CONVERSAS FINAIS | Editorial Voz de Lamego | 21 de março de 2017

A peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, nos próximos dias 12 e 13 de maio, vai tomando conta das notícias, ocupando um espaço cada vez maior e mais frequente. A Voz de Lamego tem procurado fazer o seu trabalho de informação e e formação à volta da Peregrinação Papal, do Centenário das Aparições, da Mensagem de Fátima.

Há, porém, espaço e tempo para outras notícias, outras reflexões, outros temas. O Diretor da Voz de Lamego, o Pe. Joaquim Dionísio, faz eco das Conversas Finais com o Papa (Emérito) Bento XVI, entrevista-livro que agora chega às bancas nacionais.

CONVERSAS FINAIS

Apesar de publicado em setembro último, só hoje aparece, em português, o livro “Conversas finais”, fruto da mais recente entrevista que Bento XVI concedeu ao alemão Peter Seewald. E são já quatro as entrevistas destes protagonistas que deram outros tantos livros.

O título é sugestivo, não porque inviabilize novas conversas, mas porque revela a serenidade do ancião que se sabe mais próximo do encontro com o Criador. Com naturalidade, sem desespero ou saudosismo, Bento XVI sabe que os seus 89 anos o fazem olhar mais de perto a finitude desta vida, ele que vive uma situação inédita: um Papa reformado!

O livro pode ser encarado como uma espécie de balanço do seu pontificado (2005-2013), sem esquecer as razões da renúncia, a opinião sobre o sucessor ou o futuro da Igreja, ao mesmo tempo que surge como oportunidade para Bento XVI falar de si e dos seus, partilhar memórias e explicar opções, recordar pessoas e factos.

Um dos grandes teólogos do nosso tempo que, apesar da personalidade reservada que o caracteriza, soube aliar humildade e sabedoria. Pode discordar-se das suas posições, criticar-se a sua actuação ou questionar opções, mas não poderá negar-se a singularidade do seu pensamento, a forma didáctica como se expressou e a disponibilidade para servir a Igreja.

E serviu-a quando se apresentou como o “humilde servo da vinha do Senhor”, mas também quando resignou, mostrando que sair pode não ser sinónimo de desistir ou abandonar, mas ser uma outra forma de permanecer e de ser fiel (amar).

Após a renúncia, soube preservar-se de qualquer tentação para aparecer ou fazer-se ouvir, não acompanhando aqueles que se opõem à linha do Papa Francisco e que, possivelmente, gostariam de o ter como “porta-voz”.

in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017

Tempo, espaço e vivências de Nossa Senhora dos Remédios

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O rosto de Lamego

A igreja do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios foi escolhida, mais uma vez, para a cerimónia de apresentação de um livro, da autoria do Reitor daquele espaço diocesana, Pe. João António Pinheiro Teixeira. Aconteceu na tarde do passado domingo e contou com muitas presenças, entre as quais as de D. António Couto e de D. Jacinto Botelho.

Rosto que provoca

“O rosto de Lamego. Tempo, espaço e vivências de Nossa Senhora dos remédios”, nas suas mais de 500 páginas, é, segundo o Comissário da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, Dr. Manuel Teixeira, o resultado de um grande esforço de investigação por parte do autor e o fruto de uma enorme dedicação daquele sacerdote, oferecendo a todos uma “história do santuário actualizada”. Ler mais…

Sugestão de Leitura: Contra a Eutanásia

untitled_34235de44Sobre o livro Contra a Eutanásia, Luís Paulino Pereira, médico e autor do prefácio, disse que a obra «é um verdadeiro apelo à vida de um indivíduo que se diz agnóstico. E de que forma faz um apelo à vida? Primeiro, citando as verdadeiras maravilhas da medicina. Depois, tudo aquilo que é preciso fazer para preservar a vida.» Luís Paulino Pereira refere que o livro tem uma linguagem acessível, «que toda a gente entende» e deixou um incentivo a que todos leiam o livro para que cada um tire as suas conclusões.

O livro Contra a Eutanásia é escrito em estilo de entrevista com Lucien Isräel, um não-crente e homem da ciência. Este francês foi médico e professor universitário de Pneumologia e Oncologia. Deu aulas em França, Estados Unidos da América, Canadá e Japão. Fez parte também de várias organizações da área da oncologia e da investigação, chegando mesmo a fundar o Laboratório de Oncologia Celular e Molecular Humana, em Paris. Foi membro da Academia de Ciências de Nova Iorque.

in Voz de Lamego, ano 86/31, n.º 4367, 14 de junho de 2016