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VIVER AGORA | Editorial Voz de Lamego | 31 de janeiro de 2017

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A partir da capa da edição desta semana da Voz de Lamego, o destaque para o Dia Mundial do Doente, no interior outros destaques tais como a Semana do(s) Consagrado(s) ou a Visita Pastoral de D. António Couto a Parada de Ester, na Zona Pastoral de Castro Daire. Como sempre, muitas outras notícias da diocese e da região, bem assim como uma variedade de reflexões que nos provocam, nos desafiam, nos envolvem…

O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, no Editorial, parte da festa da Apresentação de Jesus no Templo, a 2 de fevereiro, 40 dias depois do Natal, sugerindo-nos que aproveitemos o Agora para vivermos…

VIVER AGORA

Na quinta-feira, dia 2 de fevereiro, a Igreja celebra a festa da Apresentação de Jesus no Templo, também conhecida como festa da Candelária, da Senhora das Candeias ou Festa da Purificação.

A celebração recorda um facto narrado no Evangelho de Lucas 2, 22-40. Quarenta dias após o seu nascimento de Jesus, Maria vai ao Templo, em Jerusalém, para a purificação prescrita e, juntamente com José, apresentam o Menino ao Senhor, de acordo com a lei judaica. Ali chegados, encontram Simeão, que “sobrevivia” na expectativa de ver o Messias antes de morrer.

Já com o Salvador nos braços, o “piedoso e justo” judeu entoa um hino que a Liturgia das Horas convida a rezar na última oração do dia, as Completas. “Nunc dimittis servum tuum, domine”, que pode traduzir-se por “despede agora o teu servo, Senhor” e se recita “Agora, Senhor, deixareis ir em paz o vosso servo”.

Deus concedera ao velho Simeão a graça de contemplar o Messias e da sua boca saíram palavras de alegria e de gratidão, motivadas pelo encontro vivido, pela promessa cumprida, pela meta atingida… pela vida cumprida!

Numa “tradução” influenciada pelo som das palavras, talvez o ouvinte seja tentado a traduzir “nunc” por “nunca”, esquecendo o “agora” devido.

Tal como neste latim mal traduzido, também a vida pode permanecer “incumprida” quando se adiam decisões e caminhos, inviabilizando o “agora” e protagonizando um contínuo “nunca”.

Na verdade, há vidas que “nunca” estão no sítio certo, à hora certa, disponíveis para amar, contemplar, acolher, aclamar, rezar, seguir, cumprir, etc, apesar de continuamente serem destinatários do “agora” que acontece e da oportunidade que pode não voltar.

A exemplo do velho Simeão, nunca é tarde para corresponder aos convites, sinais e situações que o agora (presente) concede.

in Voz de Lamego, ano 87/12, n.º 4397, 31 de janeiro de 2017

Apresentação do CD “Tu, Senhor” do Pe. Marcos Alvim

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Não foi um mero espetáculo musical, uma festiva apresentação de cânticos agradáveis, nem uma saudável distração noturna de fim de semana; o que presenciamos no dia 28, sábado, ás 21 horas no Centro Paroquial de Almacave, perante um auditório repleto de gente, onde novos e menos novos se acomodavam para que, com espírito fraterno, “coubesse sempre mais um”, e quando já se viam crianças  e jovens ocupando todo e qualquer cantinho de chão (felizmente alcatifado, que a noite estava fria!), o que presenciamos foi um autêntico ATO DE EVANGELIZAÇÃO, mais de 2 horas de LOUVOR e ADORAÇÃO, ouvindo e cantando, rindo (muito) e dando graças ao nosso Deus, enquanto comungávamos da alegria de estarmos juntos, cristãos e amigos, unidos pela Fé e pela felicidade que um dia todos tivemos de nos cruzarmos com alguém muito especial – alguém que transmite o Amor de Deus com alegria, pureza, paciência, boa disposição , sabedoria, disponibilidade, companheirismo… bom, nunca mais acabaria…

O mentor desta autêntica “migração” para o CPA foi o nosso amigo Pe. Marcos, que, com os jovens das paróquias da Sé e de Almacave, e a colaboração de muitos amigos (que a quem o é não lhe faltam!) lançou oficialmente o seu 4.º CD “TU SENHOR”.

Com originais da sua autoria (e colaboração em algumas letras) o Pe. Marcos pretendeu oferecer aos cristãos um guia musical para celebração eucarística, com cânticos apropriados a todos os momentos, solenes mas alegres, fáceis de aprender e de cantar, com conteúdo adequado e mensagem clara e apelativa, atrativo para todas as faixas etárias, de modo a alargar as opções disponíveis na animação das nossas celebrações.

A abertura esteve a cargo do Pe. Zé Guedes, seu conterrâneo, que lembrou os tempos de infância do “ Marquitos” e a sua precoce queda musical, e deixou umas palavras de homenagem a seus Pais, senhor João e D. Maria do Céu.

D. António Couto, sempre presente no meio do seu rebanho, amigo e bem disposto, honrou-nos com algumas palavras inspiradoras e apelou á união, especialmente dos jovens, em torno da evangelização pela musica, pois “o ser humano é fundamentalmente um ser musical”, pelo que é um método congregador da juventude, tão tentada por “outras musicas” muito pouco aconselháveis.

Também contamos com a presença de D. Jacinto, Bispo Emérito, do Vigário Geral. Dr. Joaquim Rebelo, do Pró – Vigário, Dr. João Carlos, do Reitor do Seminário de Lamego, Dr. Joaquim Dionísio, e de inúmeros sacerdotes da nossa Diocese e não só.

A “grande festa” terminou com a filmagem do vídeo-clip da música “Caminho, Verdade e Vida”, com todo o público e artistas envolvidos – aguardamos o resultado e a possível descoberta de novos talentos…

Era já tarde quando a interminável fila de “fãs” que aguardava o autógrafo do autor se diluiu, e entre abraços, risos e despedidas voltamos para casa com o coração cheio, como só o sentimos quando o Amor de Deus nos preenche o coração em comunhão com os irmãos.

Obrigada Pe. Marcos! Por nós pode ser assim todas as semanas…

Dr.ª Isilda Montenegro, in Voz de Lamego, ano 85/53, n.º 4340, 1 de dezembro

XLI ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL LITÚRGICA

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Comunicar na liturgia

Pela 41ª vez, entre os dias 27 e 31 de julho, reuniu-se em Fátima um grupo de cerca de 1100 participantes em mais uma Semana Nacional da Pastoral Litúrgica, este ano subordinada ao tema “A comunicação na liturgia”. Durante a semana foram vários os momentos que nos ajudaram a refletir e compreender o modo como a liturgia é fonte e meio para o encontro com Deus.

Os vários oradores procuraram apresentar vários prismas referentes à relação entre Homem e Deus na celebração litúrgica. Nas várias apresentações, evidenciou-se a liturgia como o momento auge e incontornável de toda a vida da Igreja, onde é possível o encontro corporal entre Deus e os homens, quer pela presença corpórea no pão e vinho consagrados, quer pela voz do celebrante e dos leitores que proclamam a mensagem salvífica para toda a assembleia.

Foi discutida também a importância de uma correta postura dos fiéis e do presidente para que se criem as condições necessárias para a consciencialização da real presençade Deus e para que esta possa ser sentida por toda a assembleia celebrante: “A liturgia não reclama uma presença de espectadores, não, a liturgia reúne um corpo vivo” (Prof. Dr. José Frazão) e celebranteque é o corpo eclesialcujo a cabeça é Cristo. Apontou-se ainda a importância de todos se abrirem ao Espírito Santo que é quem nos pode fazer sentir Deus, nos ensina quem Ele é e a sua vontade, apontando-se a demasiada catequese como irrelevante quando essa abertura não se verifica: “O centro do cristianismo não é compreender Jesus Cristo, mas sim ser encontrado por Ele” (Ibidem) e esse encontro só é possível na Eucaristia “onde podemos ser tocados e tocar o corpo real de Cristo” (Ibidem).

Temas como “o canto como comunicação”, “a liturgia e as novas tecnologias”, “as artes ao serviço da liturgia” foram alguns dos assuntos também tratados no variado leque de apresentações e de oradores, que sem dúvida, proporcionaram aos participantes mais atentos, novos horizontes úteis para as várias missões que cada um desempenha na vida comunitária da Igreja.

À formação aliou-se aindaa oração com os momentos diários de celebraçãoda Eucaristia e da liturgia das horas, mais precisamente das Laudes e Vésperas.

Importa ainda fazer aqui referência aos treze participantes oriundos da Diocese de Lamego, entre os quais leigos(as), sacerdotes, religiosos(as) e seminaristas, procurando desta forma também apelar à participação de mais cristãos da nossa diocese nos próximos encontros.

João Pereira, Diogo Rodrigues e Vítor Carreira, seminaristas

in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

Formação do Clero de Lamego no programa Ecclesia

EVANGELIZAÇÃO E LITURGIA |> Jornadas de Formação do Clero | 2015

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O clero da Diocese de Lamego viveu dois dias de formação, 3 e 4 de fevereiro. O encontro realizou-se na Casa de Retiros de São José, em Lamego, e contou com cerca de 40 sacerdotes, oscilando em conformidade com os dias, as horas e a disponibilidade. 

Depois da oração, nos dois dias, o reverendo Pró Vigário Geral, Pe. João Carlos, apresentou os conferentes: Pe. Jorge Santos, da Diocese de Coimbra, pároco de São João Batista, paróquia criada em 2010, e Vigário Episcopal para a Pastoral, e que veio falar-nos das Células Paroquiais de Evangelização (CPE); Frei Bernardino da Costa, OSB, Abade de Singeverga, convidado para continuar o trabalho do ano anterior, prosseguindo com a temática litúrgica.

Dinâmica missionária do Plano Pastoral

Ide e construí com mais amor a família de Deus. D. António Couto propôs que a Diocese de Lamego vivesse em dinâmica missionária.

Ao Clero de Aveiro, em formação também nestes dias, D. António Couto, um dos oradores, partindo da Evangelii Gaudium, apontou a necessidade da Igreja, toda a Igreja ser missionária, Igreja em saída, em que «o primeiro anúncio é o elemento fundamental de toda a pastoral» e em que «a dimensão missionária tem que ser o horizonte permanente da ação da Igreja». As paróquias hão de ser «casas de portas abertas», «santuários onde os sedentos vão beber» a fim de que «quem encontra a paróquia encontre Cristo, sem glosas e sem filtros»… O Bispo de Lamego elencou mais três chaves de leitura da Evangelii Gaudium: «a evangelização ‘non stop’», «o primado da graça, sem estratégias» e ainda «o Espírito Santo não condicionado». E finalizou, afirmando: «Não podemos deixar transformar a tempestade do Pentecostes em ar condicionado».

Fundamentação bíblica da Evangelização

O primeiro dia de formação esteve a cargo do Pe. Jorge Santos, que nos trouxe a sua experiência como cristão e como sacerdote. “Deus era alguma coisa, mas não era Alguém”. Até aos 20 anos. Num encontro de jovens, do Renovamento Carismático, fez a experiência de encontro com Deus. “Agora Deus passou a ser Alguém”. Sem este primeiro encontro, pessoal, fundante, de primeiro anúncio, “não seria o que sou como crente”.

O primeiro anúncio é essencial, porque é o mandato de Jesus Cristo (1); porque o mundo precisa urgentemente de Cristo e do Seu Evangelho de amor (2); porque quem encontrou Jesus tem necessidade de O comunicar a toda a gente (3). O Evangelho, com os 4 evangelistas, coloca a evangelização como paradigma da vida cristã. Cada um deles faz acentuações diferentes. São Marcos (16, 15): Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho (K –Kerigma); São Mateus (28, 19-20): Ide por todo o mundo e (F) Fazei discípulos; São João (20, 21): como o Pai me enviou, também Eu vos envio, C – Comunhão missionária; São Lucas (24, 48): Vós sois (T) Testemunhas destas coisas.

A Igreja existe para evangelizar. “Deus amou tanto o mundo que lhe entregou o Seu Filho Unigénito” (Jo 3, 16). O mundo de hoje, como o de ontem, precisa de evangelizadores, de quem leve esperança, de quem dê mais, dê Deus. Evangelizar é amar.

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Sugestão de Leitura | novo livro de D. António Couto > ano B

SUGESTÃO DE LEITURA DA VOZ DE LAMEGO:

 

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O nosso bispo, D. António Couto, oferece-nos mais uma ajuda para melhor compreendermos os textos bíblicos que escutamos semanalmente. Dando continuidade ao trabalho já publicado para o Ano A, eis que um novo livro chega para nos acompanhar neste Ano B, que estamos a viver desde o primeiro domingo do Advento.

Tal como afirma o próprio autor, na introdução, trata-se de um contributo para “aqueles que gostam de saborear os textos bíblicos que a Liturgia nos oferece”.

A mesma introdução alude ainda ao aparecimento próximo de um livrinho para melhor conhecermos e compreendermos o evangelista deste ano, “Introdução ao Evangelho segundo Marcos” e que, juntamente com este, formará um todo.

Título: Quando Ele nos abre as Escrituras domingo após domingo. Uma leitura bíblica do Lecionário Ano B.

Autor: D. António Couto

Edição: Paulus Editora

Tamanho: 215 x 145 mm, 399 p.

Preço: 20 euros

 in VOZ DE LAMEGO, n.º 4293, ano 84/55, de 16 de dezembro de 2014

Há um ano > D. António Couto: Introdução ao Evangelho de São Mateus

D. ANTÓNIO COUTO. Introdução ao Evangelho segundo Mateus. Paulus Editora. Lisboa 2014. 112 páginas.

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Depois da publicação do “Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo Após Domingo. Uma leitura bíblica do Lecionário (Ano A)”, inteirinho dedicado à liturgia de Domingo, centrado essencialmente no Evangelho, cujo evangelista principal, de domingos e solenidades é são Mateus, eis agora mais uma preciosa ajuda para entender o Evangelho da Igreja, isto é, o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus.

Com a seriedade com que nos habitou, com a profundidade que lhe reconhecemos, D. António faz-nos entrar DENTRO do texto do Evangelho mas também dentro da HISTÓRIA de Jesus Cristo, de uma forma muito, muito, acessível, simples e muito poética. Cada texto traz a sabedoria das Escrituras Sagradas, explicada, exemplificada, com ligações à história de Israel e à história da Salvação. Texto de Mateus mas ligado a outros textos e contextos.

Os grandes discursos de Mateus, diversos acontecimentos que nos “agrafam” a Jesus, levam-nos àquele tempo, ou melhor trazem Jesus até nós, pois que Ele caminha connosco, queiramos nós escutá-l’O e segui-l’O e ainda seremos poucos para a sua seara. Ele diz o Pai, como o Espírito Santo diz o Filho e o Pai, mas também nos diz a nós. Estamos lá à beirinha de Jesus, escutando, interrogando-o, hesitando, duvidando, caminhando, ansiosos, de olhares perdidos que Ele faz questão em encontrar.

O que surpreende sempre nos textos de D. António, para lá da vasta cultura bíblica, é a forma poética e ritmada de dizer, de explicar, de nos envolver nas belíssimas páginas do Evangelho, da Escritura Sagrada. Este é mais um extraordinário exemplo, como quem trabalha a prata e o ouro, ou quem de tosca pedra tira belas estátuas, ainda que aqui a imagem seja desajustada, pois a pérola é o próprio Evangelho. Mas é possível que a beleza do Evangelho se torne ainda mais transparente e acessível com este estudo de D. António. Vale a pena ler, meditar, deixar-nos guiar para dentro das páginas do livro e sobretudo fazer com que as páginas do Evangelho continue a escrever nas nossas vidas, dentro do coração de cada um.

Já recomendámos a leitura dos comentários da Liturgia do DOMINGO: AQUI. Do mesmo modo poderá seguir as reflexões de D. António através do seu blogue pessoal: Mesa de PalavrasAQUI. Embora possam ser textos próximos, o autor e as leituras são as mesmas, mas o blogue permite uma ou outra atualização, que aqui ou acolá mais nos conduz ao Evangelho de Jesus.

A Livraria Fundamentos também recomenda este belíssimo trabalho: AQUI.

Livro sugerido no blogue CARITAS IN VERITATE: Aqui