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Posts Tagged ‘Jesus Cristo’

Editorial Voz de Lamego: O Papa e o cansaço

No passado sábado, 4 de junho, o Santo Padre recebeu um grupo de 160 crianças, que participaram no “Comboio das Crianças”, algumas a viverem em situação de fragilidade pessoal e/ou social. Entre elas, também crianças ucranianas. O encontro com o Papa permitiu um diálogo muito expressivo. Uma das crianças, Catherine, perguntou-lhe se era cansativo ser Papa. Antes, um outro menino, Edgar, perguntou como se sentia sendo Papa. A resposta é clarificadora: “O importante, em qualquer profissão em que a vida nos coloca, é que nunca deixemos de ser nós próprios… como pessoa, se tenho este trabalho, devo tentar fazê-lo da maneira mais humilde e mais de acordo com minha personalidade, sem tentar fazer coisas que sejam estranhas a quem eu sou”.

Veio então a pergunta sobre o cansaço. O Papa respondeu dizendo que qualquer tarefa que realizamos tem uma parte de fadiga, de esforço, sublinhando, por exemplo, que ser pai e mãe é também um trabalho que exige esforço, dedicação, é um trabalho árduo. Porém, “Deus dá força para carregar as próprias fadigas” e é preciso realizá-las “com honestidade, com sinceridade e com trabalho”.

Nem todo o cansaço é igual. Pode ser mais físico ou mais espiritual. Pode ser consequência do esforço ou do desencanto em relação ao trabalho, à vida. Depois de uma jornada de apostolado, Jesus convoca os seus discípulos para o descanso: «vinde a sós para um lugar deserto e descansai um pouco». Na verdade, conclui o evangelista, “eram tantos os que chegavam e partiam que eles nem tinham tempo para comer” (Mc 6, 31).

É bem conhecido o episódio em que Jesus entra em casa de Marta, que se atarefa para Lhe proporcionar, a Ele e aos apóstolos, uma boa refeição, aprimorando o espaço para que possam também descansar. A sua irmã, Maria, senta-se aos Seus pés e escuta a Sua palavra. Perante esta atitude, Marta reclama a Jesus da inação da irmã. Jesus, então, responde-lhe: «Marta, Marta, estás preocupada e alvoroçada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada» (Lc 10, 38-42).

Aos discípulos, a ti e a mim, Jesus dir-nos-á para procurarmos, primeiro, o Reino de Deus e a sua justiça, concluindo: «Não vos preocupeis com o amanhã, porque o amanhã preocupar-se-á consigo próprio. A cada dia bastam os seus males» (Mt 6, 33-34). O ideal, e o compromisso, assenta na busca de equilíbrios, entre o descanso, a festa, a descontração e o esforço, trabalho e mesmo sacrifício. Fica sempre mais fácil se, o que fazemos e vivemos, for feito e vivido com gosto, convicção, por amor.

As dificuldades físicas do Papa Francisco e, certamente, como aconteceu com Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, muitos assuntos sensíveis a refletir, rezar e resolver, têm-se tornado evidentes. Víamos o Papa a caminhar com dificuldade, ultimamente temo-lo visto em cadeira de rodas. A pergunta, a que nos referimos, fixa-se mais na missão que no estado físico, mas a resposta abrange a pessoa como um todo e neste caso a pessoa do Papa. Nas dificuldades e contratempos, a certeza que Deus dá a força para resistir, lutar, para prosseguir e, por conseguinte, temos visto o Papa presente, a intervir, a rezar, a rir, a interagir, com a convicção de que todos os momentos são oportunos para expressar a bondade de Jesus Cristo.

«Vinde a Mim todos os que estais fatigados e oprimidos, e Eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas vidas, pois o Meu sugo é suave e a minha carga é leve» (Mt 11, 28-30). Quando faltarem as forças, confiemo-nos a Jesus, pedindo-Lhe que venha em auxílio das nossas fraquezas.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 92/30, n.º 4661, 8 de junho de 2022

Editorial Voz de Lamego: A paz que Eu vos deixo

O Papa Paulo VI convocou o mundo para celebrar o Dia Mundial da Paz: “Dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o ‘Dia da Paz’, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro”.

Ao longo do ano, existem dias mundiais, internacionais, dias dedicados a uma causa, para relembrar um acontecimento, para promover um valor, uma atitude, um compromisso. Estas comemorações existem para colmatar um défice, um esquecimento, alguma injustiça ou desigualdade. Mesmo que evoquem um acontecimento, têm o propósito de assinalar uma vitória, uma conquista para a humanidade ou para determinado povo, uma personalidade que marcou a história ou, em sentido contrário, para que não seja esquecido aquele dia, aquele acontecimento, aquela pessoa, para que não se caia no mesmo erro.

O Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, alerta para as muitas desigualdades que ainda existem entre homens e mulheres, no trabalho e na lida doméstica, sendo também uma chamada de atenção para a violência doméstica em que a maioria das vítimas são mulheres. O Dia Mundial da Árvore, a 21 de junho, evidencia o cuidado a ter com o meio ambiente, com o excesso de poluição, com a desflorestação, com os incêndios, mostrando como o descuido da natureza a todos afeta. O Dia Mundial do Pobre, no penúltimo Domingo do Tempo Comum, remete para a opção preferencial dos mais pobres e que a erradicação da pobreza que continua a ser uma miragem, mas também um compromisso urgente, como se viu em tempo de pandemia, como se está a ver em tempo de guerra. São apenas alguns exemplos!

Se não houvesse guerra, não precisaríamos de um Dia Mundial da Paz ou um Dia Mundial da Não Violência, ou da Não discriminação. Mas, infelizmente, continuam a existir diferentes focos de guerra, em Cabo Delgado ou Myanmar, e, agora, entre a Rússia e a Ucrânia. A guerra traz o pior da humanidade, pela matança de pessoas, pelo rasto de tristeza e de luto que deixa, semeando ódios e desejo de vingança nas gerações mais novas, que deveriam estar a cultivar a paz, a fraternidade, uma vida saudável, com esperança no futuro. Por outro lado, os recursos usados por uma guerra serviriam muito para a erradicação da pobreza, mas no caso multiplicam-na exponencialmente.

Paulo VI enumera os muitos perigos que persistem: “da sobrevivência do egoísmo nas relações entre as nações… das violências, a que algumas populações podem ser arrastadas pelo desespero de não verem reconhecido e respeitado o próprio direito à vida e à dignidade humana… do recurso a terríveis armas exterminadoras, de que algumas potências dispõem… de fazer crer que as controvérsias internacionais não podem ser resolvidas pelos meios da razão, isto é, das negociações fundadas no direito, na justiça e na equidade, mas só por meio de forças aterradoras e exterminadoras”.

O compromisso pela paz há de corresponder ao empenho pelo desenvolvimento dos povos, à luta pela igualdade social, pela liberdade e pela justiça. Não basta não haver paz, é urgente que as pessoas, as famílias, os povos vivam em ambiente de segurança e lhes sejam assegurados direitos e garantias fundamentais, habitação, educação, cultura, saúde.

Diz Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; Eu não vo-la dou como a dá o mundo» (Jo 14, 27). A paz que nos vem de Jesus alicerça-se, não no egoísmo, mas no amor, não no poder, mas no serviço, não na violência, mas na ternura, não rivalidade, mas na compaixão, não na inveja, mas na partilha, não no ódio, mas na comunhão, não na força, mas na humildade! É este o caminho da verdadeira paz, a que brota do coração.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 92/17, n.º 4648, 9 de março de 2022

Editorial da Voz de Lamego: Os extremismos segregam e desumanizam

Ainda focados na pandemia, mas com temáticas que emergem na sociedade e na cultura como tsunamis que destroem, criando divisões, perpetuando guerrilhas, ódios e vinganças, deixando vir ao de cima o lado lunar do ser humano, o seu lado mais instintivo e selvagem. Refira-se, como ponto permanente, que a vida não é branco e preto, não é linear, mas são várias as matizes que enformam cada pessoa e, por conseguinte, não há duas pessoas iguais e uma pessoa não é a mesma ao longo da vida. Por vezes, parece que a pessoa tem várias caras, ou máscaras! Não. É precisamente a mesma pessoa, mas com matizes e mutações várias.

Isto, todavia, não nos afasta de refletirmos sobre nós e de procurarmos ter um chão mais ou menos seguro, raízes e referências que nos permitem ser pessoas confiáveis (em quem se pode confiar). Há pessoas que nunca sabemos para que lado estão viradas, pois a variação de disposição, de humor, de trato é doentia. Não nos referimos aqui a pessoas com depressão, cuja doença é verdadeiramente desumanizadora, mas às pessoas ditas “sãs”! Destas, todos conhecemos, algumas que não são confiáveis, ora nos metem no coração ora nos rotulam, denegrindo-nos generosamente.

Um parêntesis, para dizer que a palavra “denegrir” nada tem de racista, ainda que alguns digam que deveria ser banida da língua portuguesa, pois pode ferir suscetibilidades! Nesse caso não poderíamos falar em trevas, em escuridão ou em obscuro, ou lado lunar ou em eclipse! Há pessoas a lutar contra o racismo que são verdadeiramente extremistas, racistas disfarçados e violentos, além de serem desmemoriados e aculturais.

Quem não vive como pensa acabará por pensar como vive (Gabriel Marcel). Para dialogarmos com alguém precisamos de estar seguros do nosso ponto de vista, de contrário será um “diálogo de surdos” em que ninguém se entende. Obviamente, se estamos seguros do caminho que percorremos e se sabemos para onde nos encaminhamos é mais fácil perceber o caminho dos outros e respeitar o percurso que eles escolheram. A intolerância e a arrogância convivem demasiado bem com a ignorância. Esta faz-me autocentrar-me, contando só o que eu digo, o que faço, tudo o que possa vir de diferente dos outros é estorvo ou é armanço.

Vem à memória aquele dia em que os discípulos proibem um homem que estava a falar e a curar em nome de Jesus só por não pertencer ao grupo dos discípulos. As palavras de Jesus são taxativas: “Não o impeçais, porque não há ninguém que faça um milagre em Meu nome e vá logo dizer mal de Mim” (Mc 9, 40).

O ideal de uma aldeia global, facilitada pelos meios de comunicação e pela mobilidade viária, aérea e marítima, está longe de ser um sonho cumprido. Globalizou-se a indiferença, mas também a violência, os extremismos, os nacionalismos. Os “ismos” ideológicos são segregadores, fazem com que as fronteiras sejam muros que excluem, afastam, dividem, e não lugares de encontro e de relação. À esquerda ou à direita, vanguardistas ou retrógrados, desengane-se quem pensa que um extremismo é mais saudável que outro só por estar no extremo oposto. Nestes extremismos, palavras “liberdade” ou “segurança” não passam disso mesmo. E isso vê-se entre nós, a liberdade apregoada radicaliza e expulsa do grupo quem discorda, não é possível a opinião própria. A segurança apregoada é fautora de ameaça e violência, combatemos com as mesmas armas!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/31, n.º 4566, 30 de junho de 2020

Editorial da Voz de Lamego: Descobrir e viver a Páscoa

A vida não se repete. Nem os acontecimentos. Nem as celebrações. Não há duas pessoas iguais. Não há dois momentos iguais. Por vezes ouvimos dizer: “bom, isto já aconteceu, não é nada que já não tivéssemos visto”, numa espécie de eterno retorno, como se situações do passado se pudessem voltar a repetir, quase milagrosamente. Em relação a esta pandemia, vamos ouvindo que não é novidade, já houve outras e até mais perigosas. É preciso ler a história e procurar compreender e relativizar as adversidades e tempestades do tempo atual! Sim, mas essa é apenas uma visão parcelar, que, obviamente, nos deve levar a retirar ensinamentos, a relativizar, ou a não absolutizar, a não dramatizar a situação atual como se fosse algo nunca visto que nos faça vislumbrar o fim do mundo. Em todo o caso, é uma situação nova, concreta, pela rapidez do contágio, e pelo facto de ter surpreendido as autoridades e as populações, quase como um tsunami ou um terramoto, além de todas as consequências que está a provocar na vida social, familiar, económica e eclesial.

Também não há duas Páscoas iguais e a deste ano é, seria, inevitavelmente diferente por todo o contexto que nos envolve e nos vai mantendo mais ou menos afastados com sucessivos apelos aos outros para que fiquem em casa, mesmo que, da nossa parte, arranjemos algumas formas de arejar, mais não seja em passeios, caminhadas ou corridas ditas higiénicas.

Páscoa, na verdade, há só uma, a morte e a ressurreição de Jesus, acontecida há dois mil anos, em Jerusalém. No decorrer da Última Ceia, Jesus antecipa e explica o mistério pascal e, preparando o futuro, faz-nos saber que oferece a vida por todos, o Seu corpo e o Seu sangue, para nos remir e reunir, para nos salvar e congregar, como família, na certeza de que sempre  que em Sua memória nos reunirmos e dissermos/fizermos o que Ele fez, nos tornaremos verdadeiramente participantes da Sua morte, oferenda por nós ao Pai, e da Sua ressurreição, certeza de que a Sua vida não foi em vão e não culminou no vazio!

Não repetimos a Páscoa de Jesus, mas tornámo-la atual, presente. Cristo, na Eucaristia, e demais sacramentos, torna-Se nosso contemporâneo. Ele deu-nos o Espírito Santo, agora o Espírito Santo dá-nos Jesus, torna-O presente, não como uma recordação histórica, longínqua, mas com uma Presença atual, com o mesmo mandato de então: Fazei isto em memória de Mim… como Eu fiz, fazei-o uns aos outros. A Missa leva-nos à missão. A oração conduz-nos ao serviço. O louvor a Deus agrafa-nos no cuidado aos irmãos. Celebrar Páscoa, hoje, é deixar-nos envolver pelo mistério de Deus, pela ação do Espírito Santo na Igreja e no mundo, cooperando para que Cristo que vive em nós viva nos outros também.

Os sinais da Páscoa podem ser ténues, mas estão aí, em cada um que faz o bem, que cumpre a missão de animar, transmitir confiança, ajudar os mais vulneráveis.

Não deixemos também nós, eu e tu, de mostrar os sinais e transparecer a certeza de que Cristo vive, em mim e em ti, no que dizemos e no que fazemos, sejamos portadores da alegria e da esperança, da fé e da caridade, do serviço e da bondade. Se mais não pudermos fazer, um sorriso, uma palavra de ânimo, um telefonema, uma mensagem enviada, a partilha do que os outros fazem de bem.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/20, n.º 4555, 14 de abril de 2020

PADRES PARA SERVIR | Editorial Voz de Lamego | 23 de setembro

Padres_servirO jornal da Diocese procura ser VOZ de Lamego, para toda a região que atravessa esta porção do povo de Deus, tratando de refletir a fé e a vida, testemunhando como pessoas e comunidades gastam a vida a favor de outros, fazendo sobressair o que de importante acontece nesta região, nesta Diocese e um pouco do que acontece pelo mundo fora. A preocupação é levar mais longe a Mensagem do Evangelho, trazer para mais perto os que estão longe, fazer com que os distantes se sintam irmãos, acalentar os que se dedicam a fazer o bem, desafiar os que possam estar na praça desocupados, sem nada para fazer, dizendo-lhes e mostrando-lhes que na vinha do Senhor continuam a ser precisas mais mãos, mais corações, mais voz e mais vida, de mais pessoas. Muitas mais. Em Igreja, e no mundo, para dizer bem e bem fazer, nunca há pessoas a mais.

Esta edição do Jornal, com as suas reflexões adentra-nos no coração, leva-nos a Jesus, traz-nos a memória do Salvador que se visualiza em nós, nas nossas comunidades e nos acontecimentos do tempo presente. Leva-nos a Penedono, à Romaria de Santa Eufémia. Leva-nos a Castro Daire, à tomada de posse do Pe. Jorge Henrique, em Ester e Parada de Ester. Introduz-nos na temática da catequese e testemunha o trabalho missionário e caritativo dos Mensageiros de Fátima, de a outras iniciativas de manifesta solidariedade com pessoas idosas. A Voz de Lamego traz-nos a Voz da Igreja e da região, traz-nos a Voz do Papa nas diversas intervenções durante a semana precedente.

Para já o EDITORIAL. Leitura obrigatória para quem entranha no Jornal da Diocese:

PADRES PARA SERVIR

Os padres diocesanos são cooperadores do bispo para a edificação da Igreja. Após a necessária formação, os candidatos chamados são ordenados e enviados em missão pastoral para junto das comunidades cristãs, razão da sua ordenação. Podem, ocasionalmente, assumir outras missões, mas a primeira será sempre o estar no meio dos fiéis, em nome do pastor, para servir.

A diminuição de paroquianos e de sacerdotes leva a que o mesmo padre possa assumir a responsabilidade de várias paróquias. E, de vez em quando, há mudanças: por nomeação do bispo diocesano deixa-se um determinado espaço ou função e assume-se novo encargo.

Na nossa diocese, por estes domingos, há comunidades que se despedem de quem as serviu e que acolhem quem de novo chega para cumprir idêntica missão. Um movimento que se compreende, se aceita e que, às vezes, também se deseja.

A este propósito, porque não referir tantos párocos que, acompanhados por catequistas, responsáveis de grupos e movimentos ou membros de concelhos diversos, sem saírem das suas aldeias e de forma discreta, nos dão verdadeiros exemplos de “uma Igreja em saída” de que fala o Papa?

E quantas vezes essa missão e esse testemunho não se concretizam no meio de dificuldades para as quais Jesus já havia prevenido, quando alertou os seus discípulos para o facto de não serem “superiores ao Mestre” e os comparando a “ovelhas no meio de lobos”?

O pároco é sempre um alvo fácil para a pontaria comum. E se algumas críticas são justas e oportunas, muitas há que podem ofuscar o ardor e o exemplo de tantos que, por essas paróquias fora, no meio do povo, se doam até ao fim.

Pe. Joaquim Dionísio, VOZ DE LAMEGO, 23 de setembro de 2014, n.º 4380, ano 84/43

Faleceu o Pai do Pe. Agostinho Ramalho

morte-ressurreiçãoO Senhor Deus, Pai de Misericórdia, chamou à Sua presença o Pai do reverendo Pe. Agostinho Ramalho, o senhor Vasco Matança.

O funeral realiza-se na segunda-feira, dia 14 de julho, pelas 9h30, na Igreja Paroquial de Bigorne, no concelho e Zona Pastoral de Castro Daire.

Ao Pe. Agostinho Ramalho, Pároco de Lalim, Lazarim e Cepões, no Arciprestado de Lamego e Capelão da Polícia de Segurança Pública (PSP), e a todos os seus familiares e amigos, a nossa comunhão, associando-nos a este momento de dor e separação, unindo-nos na oração e na confiança em Deus em Quem repousa agora, eternamente, o Sr. Vasco.