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Posts Tagged ‘Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima’

ROTEIRO DA GLÓRIA | Virgem Peregrina na Diocese de Lamego | 1950

Távora - Rui de Carvalho (6)

À porta do gabinete de Voz de Lamego assomou um rosto conhecido e que, breves momentos depois, desdobrou um exemplar do nosso jornal, aquele em que se fala de uma jovem Acólita que escreveu uma carta ao Santo Padre, pois gostava de estar em Roma e acolitar numa Eucaristia celebrada pelo Papa Francisco; é sua sobrinha!

Ditas as palavras julgadas convenientes para o caso, outras também sobre a família e a terra onde agora vive a D. Leonor, ela tirou da sua mala um livro de que se falou antes da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese de Lamego e que tem por título aquele que damos a este artigo: «Roteiro de Glória». Houve quem quisesse saber alguma coisa do que se passou em 1950 e a pergunta também chegou aos nossos ouvidos; era o livro, o que nele se descrevia, o quê e o como ali se desenvolvia o tema. Houve respostas, não da nossa parte, pois pensamos ter o livro, mas onde se encontra ele?

O jovem daquele tempo ainda retém na sua memória muito do que viveu naqueles dias, deslocou-se à terra vizinha onde a Senhora pernoitou, voltou a sua casa, mas não parou enquanto a Senhora não passou à terra para onde caminhava e que era e é limite de freguesias, concelhos e até distritos. Sempre a pé, horas e horas, com outros companheiros, entusiasmados também com o que se passava.

A Senhora pernoitou em Sebadelhe, no dia seguinte atravessou a Horta, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e dali seguiu para os Pereiros, já no concelho de S. João da Pesqueira.

Uma palavra ouvida em Sebadelhe, uma pergunta ao Pároco que estava de saída das suas paróquias: «porque é que Nossa Senhora não faz aqui um milagre?» E o Padre Magalhães respondeu: «querem outro além do das pombas que não largam o andor de Nossa Senhora?»

Efectivamente duas ou três pombas acompanhavam sempre o andor e não saíam dali, com todo o barulho que se fazia a cantar e a rezar, o movimento de passagem do andor de ombro para ombro de todos os que queriam pegar no mesmo, o que eu fiz também já no caminho, estrada para os Pereiros.

Mas, dizia a D. Leonor: «porque não se fez (ou faz) outro livro da passagem e peregrinação deste ano»? A resposta não pode ser minha e, hoje, pouco mais se poderá dizer para além do que foi relatado para Voz de Lamego. Sabemos que houve uma palavra do Pró-Vigário da Diocese ao Secretariado do Movimento da Mensagem de Fátima, não sabemos se ainda se pensa no caso, mas ao folhear o livro sobre a passagem de 1950, dei conta da riqueza histórica que ele contém para a vida da nossa Diocese.

A conversa já se alargou e soubemos que dos sacerdotes da Diocese naquele ano só vivem três; pudemos ver nomes e rever rostos de alguns que depois conhecemos pessoalmente, de quem fomos amigos e que já partiram; de outros, ficou-nos apenas o nome e a alegria interior de um acontecimento mariano que provocou tanto entusiasmo na Diocese, percorrida de modo diferente, por caminhos e estradas, em pleno verão de calor intenso, com o andor aos ombros dos cristãos lamecenses, as autoridades a consagrar concelhos e distritos a Maria, crianças, jovens e adultos a colaborar alegremente nas celebrações, a querer pegar no andor. Todos a rezar e a cantar os louvores da Senhora, estrada fora, pelos caminhos que também eram da Mãe e Rainha, muitas famílias a assinar o compromisso de rezar o terço todos os dias, e muito, muito mais que os Padres Bento da Guia e Rodrigues da Cunha nos puderam e bem souberam transmitir. No tempo da escrita à mão, da tipografia letra a letra, da fotografia em zincogravura que tinha de ser preparada em oficinas próprias, fez-se um livro pelo qual se pergunta e se gostava de ter. Daqui a sessenta e cinco anos o que se lembrará ou perguntará da nova passagem da Virgem Peregrina pela Diocese de Lamego?

De então se disse: «… Antes de o cortejo chegar ao Rossio, a cidade estava rendida ao Coração de Maria! Gentes de Mazes, Perafita, Lazarim, Lalim, Salzedas, Melcões, Meijinhos, Britiande, Moimentinha, Várzea de Abrunhais, Alvelos, Samodães, Ferreiros de Avões, Régua, Cambres, Sande, Valdigem, Armamar, Magueija, Arneiroz, Lamelas, Póvoa, Juvandes, Ferreirim, Gralheira, Panchorra, Gozende, Penajóia, etc, etc, ali estavam para referendar, na moção do seu querido Bispo, um VOTO de confiança no GOVERNO da Suave e Formosa RAINHA.»

Dá gosto ler, impossível tudo reproduzir, percorrer estradas agora conhecidas, atravessar serras e vales, rezar e cantar com todos os povos, aldeias, vilas e a cidade por onde a Virgem passou, onde pousou para alegria dos naturais e descanso de quem A acompanhava de terra em terra.

Ao livro não posso chamar «meu», pelo que não me vou descuidar de o ler antes de o entregar a quem mo confiou; não tem discursos nem outras palavras que não se gravaram, mas lembra cânticos de então e de sempre, como fala de Avè Marias rezadas com amor Àquela que o Anjo saudou, Isabel recebeu em sua casa e nós gostaríamos de fazer, a Igreja perpetuou em orações e amor e muitos de nós sentimo-nos herdeiros dos que, então, acompanharam Maria através da nossa Diocese.

Façamos silêncio; a Senhora voltou, chegou e partiu; esteve connosco e levou-nos consigo; é o amor da Mãe que está sempre com os Seus filhos. E tristes daqueles que não têm nem querem Maria na sua vida; mas não se esqueçam de, um dia, dizer: Avè , Maria. Ela ouvirá.

Pe. Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 85/48, n.º 4335, 27 de outubro

Virgem Peregrina de Fátima | Zona Pastoral de Resende

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Ter a mãe por perto é sempre ocasião de alegria atendendo ao renovar do seu carinho e afeto que todos, independentemente da idade, apreciamos. Sentimo-nos sossegados e tranquilos como nos recorda o salmo 130 “antes fico sossegado e tranquilo como criança ao colo da mãe”. Foi certamente este ternurento sentimento que a comunidade da zona pastoral de Resende viveu nos passados dias 7 e 8 de agosto quando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima esteve presente no concelho de Resende.

A imagem peregrina chegou por volta das 18:30 à comunidade de Santa Luzia de Caldas de Aregos acompanhada pelas gentes da zona pastoral de Cinfães. Aí já esperavam algumas centenas de devotos de Nossa Senhora que numa belíssima celebração de acolhimento louvaram a Deus por intermédio de Sua Mãe, Maria Santíssima, contando com a animação da banda de música “A Velha” de São Cipriano. Personificando os três pastorinhos, três crianças saudaram a imagem de Maria juntamente com cânticos, orações e a proclamação do Santo Evangelho.

Terminado este momento, a imagem peregrina seguiu em verdadeira procissão até à comunidade de Santíssimo Salvador de Resende, onde mais uma vez um grande número de devotos aguardava a chegada da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Após uma breve saudação à imagem peregrina, a mesma manteve-se na igreja da Imaculada Conceição até ao dia seguinte.

Pelas 21:30 as gentes de Resende, que durante os dias que antecederam este acontecimento prepararam as ruas da vila, tiveram a oportunidade de realizar, talvez, a maior procissão de velas que alguma vez percorreu as ruas da vila. O carinho e agradecimento à Mãe do Céu fez acorrer esta incontável multidão que em oração seguiu o andor de Maria assumindo em seu coração o exemplo de Nossa Senhora no modo como Ela viveu o projeto de vida proposto por Deus. As ruas estavam muito belas com as flores de papel e outros ornamentos organizados para a visita da imagem de Maria, assim como os dois quadros que procuravam recriar com as pequenas crianças o momento da visita do Anjo na Loca do Cabeço e de Nossa Senhora na Cova da Iria.

A celebração comunitária findou com o momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, tão próprio da mensagem de Nossa Senhora de Fátima aos Pastorinhos e, por eles, a todo o povo cristão. Contudo, se o momento de oração comunitária terminava, as diferentes comunidades da zona pastoral de Resende não deixaram passar a oportunidade de prestarem a sua oração junto da imagem peregrina. A comunidade de São Martinho de Mouros, o agrupamento de Escuteiros de Resende, o grupo missionário de Santa Maria de Barrô, o grupo dos Cursistas, as comunidades de São Miguel de Anreade e de Miomães, as irmãs da Casa de São José de Lamego, os grupos corais da paróquia do Santíssimo Salvador de Resende, entre outros devotos particularmente, velaram a imagem da Mãe durante toda a noite e manhã rezando, cantando e meditando, fazendo companhia à Mãe que os esperava.

A igreja da Imaculada Conceição foi, mais uma vez, pequena para o número de devotos que acorreram para celebrar os mistérios da fé cristã no sacramento da Eucaristia, a qual foi preparada, durante o dia, mediante o sacramento da Reconciliação.

De seguida, a imagem peregrina foi encaminhada para a paróquia de Santa Maria de Barrô, percorrendo diversos lugares cujos habitantes tiveram o cuidado de engalanar para a sua passagem. No largo de São Domingos, em Barrô, realizou-se a celebração de despedida de Nossa Senhora de Fátima da zona pastoral de Resende, contando com a presença da Banda de Musica “A Nova” de S. Cipriano, onde as gentes de Resende entoaram sentidamente o cântico do Adeus de Fátima.

Sem dúvida, esta oportunidade da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, possibilitou, a estes filhos de Maria, uma experiência tocante de fé e de renovação espiritual. Ninguém ficou indiferente, pois, na verdade, quem o poderia ficar quando foi a nossa própria Mãe que nos visitou?

Pe. Miguel Peixoto, in Voz de Lamego, ano 85/40, n.º 4327, 1 de setembro

Virgem Peregrina de Fátima | Zona Pastoral de Cinfães

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Nos dias seis e sete de Agosto, a zona pastoral de Cinfães teve a dita honra de ser presenteada com a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, cumprindo-se assim mais uma etapa do programa definido pela Diocese de Lamego, no quadro do plano definido pelo Santuário de Fátima para preparação da celebração do centenário das aparições em que todas as dioceses serão agraciadas com a Sua presença.

A imagem da Virgem de Fátima, vinda de Castro Daire, foi acolhida, pelas 18H00,  nas Portas do Montemuro, por uma vasta multidão de crentes fervorosos de rostos comoventes.

Após a celebração de acolhimento, seguiu-se a caminhada processional num cortejo apreciável de automóveis até a Igreja Matriz de Cinfães onde foi rezado o santo rosário. No percurso, nas localidades de Fermentãos, Meridãos, Mourelos e Marcelim o cortejo automóvel teria de fazer uma breve paragem em razão das pessoas que se reuniram junto à estrada para com cânticos e flores saudarem a passagem da imagem peregrina.

O ponto alto deste dia aconteceu noite dentro, que teve o seu início, ás 21 horas, com a celebração da Eucaristia em recinto preparado para o efeito, no largo da Feira em Cinfães,  concelebrada por todos os párocos desta zona pastoral, contando-se com a presença de alguns milhares de pessoas das dezoito paróquias, devidamente enquadradas pelos respetivos estandartes e bandeiras de associações e movimentos paroquiais.

Após a Santa Missa, e a procissão de velas seguiram-se horas de veneração á Santíssima Virgem para que intercedesse junto do Seu Filho Jesus Cristo as bênçãos de que todos necessitam, com orações e cânticos apropriados e cuja responsabilidade coube a diversas equipas pastorais do arciprestado, terminado altas horas da madrugada.

No dia seguinte e após a Santa Missa na Igreja de Cinfães, a Imagem da Santíssima virgem rumou até á paróquia de Nespereira, passando por Vilar de Peso e Ervilhais, com as pessoas reunidas e ladeando as estradas, exprimindo a sua devoção filial a Maria.

Às 10.30 horas foi concelebrada a Eucaristia no recinto da gruta de Nossa Senhora de Lurdes com celebração mariana.

Dali a imagem peregrina da Virgem  foi transportada até á Paróquia de Souselo, passando por Fornelos, Moimenta, Travanca, Ponte da Bateira e  Couto. De Souselo partiu, pelas 15h00 para Oliveira do Douro passando por Espadanedo, Tarouquela, Piães e São Cristóvão de Nogueira.

Neste locais foi lindo ver grupos corais e movimentos das paróquias envolvidas, com carismas diferentes, prestarem culto á Virgem, com emoção, demonstrando cada um á sua maneira, uma inabalável confiança na mensagem que Nossa Senhora nos deixou em Fátima e paira nos céus deste país á beira mar plantado e abençoado por Ela.

Em Souselo e Oliveira do Douro tiveram lugar celebrações eucarísticas e marianas não havendo possibilidades de satisfazer todas as pessoas de outras localidades para estarem mais tempo junto da imagem por imperativos de horário.

Pelas 18h20 do dia 7 deste Agosto a imagem da Mãe de Cristo chegou a Aregos onde foi recebida pela zona pastoral de Resende do Arciprestado de Resende Cinfães.

A peregrinação que a zona pastoral de Cinfães fez por todo o concelho com a Virgem a presidir calou fundo nos corações de todos que viveram momentos emocionantes espelhados no rosto dos devotos que em número tão significativo prestaram vassalagem à Nossa Rainha em todos os locais por onde passou.

V. M., in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima | Balanço

Barcos (2)

Nossa Senhora do Rosário de Fátima: ao Movimento da Mensagem da Fátima foi concedida a honra e alegria de te conduzir pelos caminhos  difíceis desta nossa Diocese de Lamego.

Contigo, Senhora, subimos montanhas,  descemos aos vales e em todos os lugares o povo te louvou, rezou e cantou agradecido  pela tua presença  no meio de nós.

Ninguém ficou indiferente, todos te aclamaram como Rainha, Mãe de Deus e nossa Mãe e em todos esses momentos estiveram mais perto de teu Filho, Jesus.

Sorrisos e lágrimas, cânticos de louvor e de súplica… tudo te foi oferecido.

Os doentes, os idosos, os jovens e as crianças, todos quiseram estar presentes nesta visita rápida, mas cheia de significado! Todos os filhos desta Diocese te estão para sempre agradecidos! Alguns devem ter exclamado como tua prima Isabel “De onde me é dada a honra de receber na minha terra a Mãe do meu Senhor?”

As flores que atapetaram as ruas, as colchas brancas que engalanaram as janelas e varandas, são um sinal exterior da alegria  que sentimos  pela tua presença; fazei  Senhora que os nossos corações se encontrem também agradecidos e voltados para  o teu Filho, Jesus.

Aos zeladores da tua imagem que noite e dia sempre te acompanhamos, confiados na tua proteção, nada de mal nos aconteceu. Aos  motoristas  que, com delicadeza e perícia, conduziram o  carro que te transportou, o nosso muito obrigado! Abençoa-os,  Senhora  do Rosário de Fátima.

A todos aqueles que de algum modo nos ajudaram,  olha por eles Senhora com o teu  olhar de Mãe.

Aos Mensageiros que têm o dever de conhecer, viver e difundir  a Mensagem da Fátima, deixada por teu Filho Jesus e lembrada em Fátima,  concede-lhe  a graça de continuarem a ser  verdadeiros  arautos da Boa Nova.

Protege  com teu manto maternal o Papa Francisco, o nosso Bispo António,  todo o clero e fiéis da Diocese de Lamego. Intercede Senhora por todos estes teus filhos junto de Deus . Obrigada Mãe  pela tua visita! Parte a tua Imagem,  mas continuarás sempre nos nossos corações!

Fica uma vez mais uma palavra de sincero agradecimento público a todas as entidades civis e militares presentes na Diocese de Lamego, muito particularmente à GNR e PSP, bem como aos  Bombeiros, que prestaram uma exemplar, inexcedível e eficiente colaboração nesta Peregrinação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima.  Agradecemos também às muitas e diversas instituições religiosas e da sociedade civil; aos grupos de peregrinos, aos muitos voluntários e tantos milhares de pessoas anónimas que, com as suas orações e o seu trabalho tornaram possível este suave vendaval espiritual, na nossa Diocese, como oportunidade de “evangelização e caminho de conversão e para o encontro com Cristo, por meio de Maria”. Enaltecemos todo o carinho,  esforço e interesse do nosso Bispo, dos nossos párocos e sacerdotes em geral; a preciosa ajuda dos nossos seminaristas, dos consagrados e dos leigos.

Fazendo memória da visita da “Veneranda Imagem”, que aconteceu há 65 anos, apraz-nos sublinhar as palavras de D. João da Silva Campos Neves, proferidas na conclusão dessa visita, a 7 de Setembro de 1950: “Não houve em toda a Diocese (e até nos arredores) uma única boca que não pronunciasse muitas vezes o nome de Nossa Senhora de Fátima, uma única inteligência que não pensasse nela. Durante muitos dias, exceptuando, por ventura, os raros que não tenham fé, as inteligências, vontades, corações, olhos, ouvidos, mãos e pés, actividades, força, vida e saúde, e até as próprias economias, tudo esteve ao serviço desta cruzada de glorificação de Nossa Senhora. Quem será capaz de contar as palavras que se pronunciaram ou escreveram, os pensamentos que se tiveram, os passos que se andaram, os trabalhos que se realizaram, as dificuldades que se venceram, as lágrimas que se choraram os sacrifícios e despesas que se fizeram em honra de Nossa Senhora! Cremos que a Nossa Mãe do Céu terá ficado contente!”

Convém, também, e para finalizar, recordar aqui as palavras de D. António Couto, da Nota Pastoral Sobre a Visita da Virgem Peregrina: “Um grande SIM a habita, uma grande Alegria irradia, um grande Amor lhe enche a vida. A bússula da sua vida é o seu Filho Jesus. É Ele que Maria embala e ostenta. É para Ele que aponta sempre. Que seja Jesus também, amados irmãos e irmãs, a bússula da nossa vida, agora e sempre.”

O Secretariado Diocesano do MMF, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

Virgem Peregrina de Fátima | Zona Pastoral da Mêda

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No passado dia 28 de Julho pelas 19H, tivemos a honra da visita da imagem peregrina de Nª Senhora de Fátima, à cidade e à zona pastoral de Mêda. Nossa Senhora chegou à rotunda da estátua de homenagem aos ex-combatentes do Ultramar acompanhada por uma viatura da Guarda Nacional Republicana, motociclistas do Moto Clube de Mêda e uma viatura dos Bombeiros Voluntários locais, onde duas frases humanas a recebiam: “Benvinda ó Mãe” e “Rainha da Paz”. Após o rito de acolhimento à imagem peregrina, seguimos em procissão, com Nossa Senhora rodeada por um terço humano constituído por cerca de 60 crianças e adolescentes da catequese da paróquia da Meda, os 3 pastorinhos e todo um cortejo de pessoas e bandeiras/estandartes representando cada instituição do nosso concelho para honrar a nossa Mãe do Céu: GNR, motociclistas do Motoclube de Mêda, Fanfarra, viaturas e elementos da associação Humanitária do Bombeiros Voluntários, os estandartes das várias freguesias do concelho, Escuteiros, sacerdotes da zona pastoral, autoridades civis e toda uma comunidade da cidade e das paróquias do concelho que dignamente acompanharam e recitaram o terço até ao recinto de festas.

Já no recinto de festas, após Nª Senhora ter sido retirada do carro móvel e colocada no palco preparado para servir de altar, foi celebrada a Eucaristia presidida pelo arcipreste Pe. Basílio e concelebrada pelos sacerdotes desta Zona Pastoral, pelo Pe. Salvador, natural desta cidade, pelo  Pe. Ponciano e pelo recém-ordenado Pe. Fabrício, o qual tendo estado a estagiar nesta comunidade paroquial, foi o pregador. Antes da bênção final, e dado que nesse mesmo dia foi entregue uma ambulância do INEM à corporação dos Bombeiros Voluntários da Meda, junto da imagem da Mãe, Senhora dos Remédios e do Socorro, este veículo foi benzido com a proteção de Maria.

No final da Eucaristia, com todo o respeito e dignidade, deu-se início à procissão das velas, envolvendo uma enorme multidão que quis seguir Nossa Senhora. Entre cânticos e recitação do terço, Nª Senhora foi levada em ombros até à Igreja Matriz, onde permaneceu durante toda a noite, decorrendo entretanto, vários momentos de oração com exposição do Santíssimo Sacramento, vigílias marianas, recitação do terço, momentos estes organizados pelos diferentes movimentos da nossa comunidade paroquial, pelos funcionários de várias instituições da Meda e pelas crianças do Pré-Escolar do Patronato e dos Tempos Livres e os idosos da Santa Casa da Misericórdia.

A Eucaristia do dia 29, pelas 16 horas marcou o terminus destas celebrações, na qual os fiéis do nosso concelho se reuniram e, unidos na mesma fé, se despedem com o cântico de adeus à Virgem Peregrina, acenando com lenços brancos, impressos com a imagem de Nossa Senhora, mandados elaborar especificamente para estas celebrações. O andor de Nª Senhora foi levado até ao carro móvel, tendo seguido em direção ao concelho de Penedono acompanhada pela GNR, Motociclistas, Bombeiros Voluntários e mais de meia centena de carros particulares.

É de louvar o empenho e carinho de toda a comunidade paroquial da Meda e das várias instituições locais, que de muitas formas participaram, para que Nossa Senhora fosse recebida com a maior dignidade, respeito e alegria, no enfeite de ruas com passadeiras e flores, aplicação de tarjas pela avenida, pelo percurso da procissão e no adro da Igreja, no embelezamento e decoração da igreja e do recinto das festas. Tudo por Maria.

Foram momentos vividos com muito amor e devoção, junto da Mãe de Jesus e nossa Mãe. A imagem peregrina de Nossa Senhora partiu, mas a Mãe permanece connosco nos nossos corações.

Cristina Branco, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

Olhar Maria para seguir Jesus Cristo

Tabuaço - Rui de Carvalho

A passagem desta mesma imagem peregrina pela nossa diocese, em 1950, foi motivo para a aparição de um livro que estará, ainda hoje, em muitas estantes paroquiais e particulares: “Roteiro de Glória”. Numa época onde as notícias não se espalhavam tão rápida e facilmente, as imagens eram escassas e os sons dificilmente gravados, a edição de tal livro registou e divulgou devidamente uma singular vivência eclesial e diocesana.

Passados 65 anos, a diocese de Lamego voltou a movimentar-se para acolher festivamente a Mãe. Sem a capacidade de bem e de tudo dizer e sem as condições para tudo registar e divulgar, o nosso jornal leva a todos algumas imagens e palavras que, para lá das evidentes limitações, ilustram a alegria de uma diocese que caminha ao colo da Mãe.

Ao longo de duas semanas foi conduzida pelos caminhos das nossas terras, num contacto próximo com realidades que nos formam, contemplada por olhares agradecidos ou suplicantes e sendo, certamente, ouvinte de tantas e tantas preces, ao mesmo tempo que todos testemunharam tantos e tantos gestos de ternura e gratidão.

Por essa diocese fora, percorrendo todas as paróquias de algumas zonas pastorais ou parando em locais mais centrais de outras, a passagem da imagem e de todos quantos a acompanharam diariamente foi, sem dúvida, mais um belo momento da nossa história. Os sinos que alertaram e chamaram, as flores que ornamentaram, as procissões que acompanharam, as velas que iluminaram, os cânticos que se entoaram, as orações que louvaram a Deus e pediram a intercessão de Maria, os grupos que se movimentaram, as associações e demais entidades que acompanharam… tudo nos fala de uma ternura filial que, estamos certos, não deixará de produzir frutos, quer de conversão em quem acolheu e rezou, quer na intercessão maternal de Nossa Senhora.

A imagem peregrina vai continuar a percorrer os recantos do nosso país, a ser notícia e momento de festa nas paróquias e a movimentar os fiéis. E todos vão tomando consciência de que foi quase há 100 anos (1917-2017) que três crianças, longe dos círculos de poder, pertencentes a uma classe social quase invisível, sem notoriedades públicas, habitando numa região pobre e cumprindo tarefas comuns, foram convidadas a divulgar uma mensagem simples e plena de oportunidade trazida pela Mãe. Muitos anos depois, contemplando tantas e tantas mudanças no mundo, a mensagem continua actual e Maria continua a contar connosco para levar a todos o convite para a conversão a Deus e ao próximo.

Por todo o lado por onde a imagem peregrina passa, nos espaços de culto onde visualizamos as imagens marianas, nos quadros ou pagelas que guardamos e transportamos, o Evangelho está sempre presente, porque nos lábios de Maria continua audível e permanente o apelo: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”. Acreditamos que tais palavras ecoaram em todos quantos a acolheram na sua passagem e a acolhem na veneração que continuamente lhe dedicam. A grande missão de Maria é mostrar-nos Jesus, o nosso Salvador. E foi a Ele que não cessou de mostra-nos quando por aqui passou; é para Ele que continua a apontar sempre que para ela olhamos.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

MARIA PORQUÊ | Editorial da Voz de Lamego | 18 de agosto

editorial

Depois de duas semanas de pausa, a Voz de Lamego volta à nossa comunicação.

Entre os dias 26 de julho e 9 de agosto, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, percorreu a Diocese de Lamego, no âmbito da preparação do Centenário das Aparições de Fátima que se celebra em 2017. A Imagem Peregrina vai percorrer todas as dioceses. Iniciou no passado 13 de maio e irá até 13 de maio de 2016.

A nossa Diocese já teve a dita de acolher a Virgem Peregrina de Fátima, cuja última edição da Voz de Lamego antes desta pausa já tinha dado nota. Em conformidade com as opções pastorais dos Arciprestados, a Imagem de Fátima percorreu ora as paróquias da zona pastoral ora centrando na sede da Zona Pastoral, acolhendo as pessoas das diferentes paróquias e movimentos.

A edição desta semana dá amplo destaque á Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima na nossa Diocese de Lamego, e também assim o Editorial com o qual o Pe. Joaquim Dionísio nos ambienta:

MARIA PORQUÊ

Entre nós, o verão ficou também marcado pela passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, entre os dias 26 de Julho e 09 de Agosto. Apesar dos relatos e das imagens, não será fácil descrever a onda festiva que percorreu as catorze zonas pastorais da diocese, envolvendo com alegria os milhares e milhares de fiéis que saíram de suas casas, do seu repouso ou trabalho e se abeiraram, individualmente e em grupo, para rezar, saudar, agradecer, suplicar, contemplar, fazer silêncio… Porquê?

Nos santuários marianos, maiores ou menores, não têm conta os peregrinos que chegam de longe e de perto sem fazer ruído, que cumprem as suas promessas sem esperarem pela fotografia, que rezam com o coração e com o corpo, indiferentes a quem passa ou olha. Porquê?

Nas nossas paróquias, populosas ou desertificadas, há festas em honra de Maria, invocada sob os mais diversos títulos e nunca faltam flores nos seus altares ou nichos. Porquê?

Entre os membros das nossas comunidades cristãs, há tantos e tantos que, ao longo da vida, não adormecem sem lhe rezar, a sós ou em família, a ela recorrendo nas tribulações e dela esperando a intercessão que acalma e anima. Porquê?

Porque Maria é Mãe. E encontrar a “mãe” é sempre sinónimo de colo e de aconchego, de gratuidade, segurança e paz. Amamos Maria e queremos seguir o seu exemplo. Eclesial e afectivamente, a sua presença é importante para nós. Daí o louvor e o fervor!

E não apenas no verão ou em dias de festa. Tal como em Caná, ao longo de todo o ano, Maria está sempre presente, discreta, para nos conduzir a Cristo. Porque também ela se deixou transformar pelo Espírito para acolher livremente Cristo. E guia-nos nesse caminho de Vida. Porque é Mãe.

in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto