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Posts Tagged ‘Hospital de Lamego’

Dia Internacional do Voluntariado no Hospital de Lamego

No dia 5 de Dezembro, celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. A Liga dos Amigos do Hospital de Lamego, associação especialmente vocacionada para o apoio voluntário aos doentes hospitalizados, pretendeu valorizar esta data, sobretudo para manifestar aos seus Voluntários o muito apreço que lhe merece o seu trabalho altruísta, generoso e abnegado.

Houve um primeiro evento celebrativo, no próprio dia 5 de Dezembro, no qual a Direção e alguns Voluntários visitaram todos os doentes internados a quem deixaram, para além de uma palavra de conforto e de ânimo, uma pequena lembrança.

O momento mais forte destas comemorações, foi a Missa, celebrada na Igreja Catedral, no dia 9 de Dezembro, presidida pelo Senhor Cónego José Ferreira, em representação do Senhor Bispo da Diocese, e concelebrada pelo Monsenhor José Guedes. Nela agradecemos a Deus por todos, os vivos e os já falecidos, que contribuíram ou continuam a contribuir para a realização dos objetivos da Liga. Durante a cerimónia religiosa, foram impostas batas a novos Voluntários. O Coro da Liga abrilhantou, com a perfeição da sua interpretação, a Eucaristia. Ler mais…

Dia Mundial do Doente no Hospital de Lamego

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No passado dia 15 de fevereiro a Diocese de Lamego celebrou, pela primeira vez e com a presença do Sr. Bispo D. António Couto, o Dia Mundial do Doente. Envolvidos pelo tema que o Papa Francisco propôs para o dia 11 de fevereiro, Dia Mundial do Doente: “Admiração pelo que Deus faz: o Todo Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc, 1,49), viveu-se a celebração deste dia no Hospital de Proximidade de Lamego. A celebração do Dia Mundial do Doente foi proposta pelo Papa João Paulo II e celebrado pela primeira vez em 1992. Este é já o 25º Dia Mundial do Doente.

O serviço da Pastoral da Saúde da Diocese de Lamego, coordenado pelo P. José Fernando e em parceria com o P. Ricardo Silva, do Serviço de Capelania do Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro, decidiram celebrar o Dia do Doente na Unidade Hospitalar de Lamego. Os hospitais, lares de idosos, centros de dia e os serviços de internamento dos cuidados paliativos ou de cuidados continuados, são as catedrais onde habitam as pessoas fragilizadas pela doença ou idade. Por isso, faz todo o sentido que o Dia Mundial do Doente, seja celebrado na proximidade daqueles que cuidam e dos que se encontram doentes. Ler mais…

Amigos do Hospital de Lamego celebra Dia Internacional Voluntariado

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O dia 3 de dezembro marcou o arranque das celebrações do Dia Internacional do Voluntariado, comemorado em todo o mundo no dia 5 de dezembro. A iniciativa, que decorreu nas instalações do Hospital de Lamego, é da Liga dos Voluntários do Hospital que, para além de celebrar a efeméride, assinalou o importante papel que a associação tem tido no funcionamento do hospital.

O dia começou com uma Eucaristia, celebrada na Capela do Hospital de Lamego. Presidida pelo Pró-Vigário João Carlos Morgado, e coadjuvado pelo Cónego José Ferreira, pelo Monsenhor José Guedes e pelo Capelão Ricardo Pinto e animada pelo Grupo Coral da paróquia de Ferreirim, contou com a presença de mais de 80 pessoas, entre voluntários, sócios, familiares, tendo ainda contado com a presença do Senhor José Pinto, Vice-presidente da Câmara Municipal de Lamego e da Senhora Enfª. Olga Cardoso, Adjunta da Direção de Enfermagem do Hospital de Lamego.

Durante a Eucaristia receberam a Bata amarela de voluntariado, Agostinha Assunção e João Cabral. Já os voluntários Cândida Carvalho, Luís Teixeira, Manuel Adrega e Maria José Pereira receberam os “Vês”, denominação atribuída ao alfinete em forma de V, colocado na bata após um ano de atividade. Ler mais…

Capela do Hospital de Lamego. Espaço para a generosidade

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Num hospital vivem-se momentos decisivos e perturbantes da vida de todos nós; uns mais felizes que outros, alguns causadores de sofrimento, outros de alívio, mas sempre momentos muito intensos.

A capela do hospital é um oásis de paz no frenesim de consultas, cirurgias, doenças, acidentes, de percalços na vida de quem recorre aos cuidados hospitalares e na vida de que os presta.

Sim, porque se encontramos na capela doentes e familiares, também encontramos os profissionais que deles cuidam e que muitas vezes procuram aí as forças para continuar a cuidar, apesar das dificuldades, das condições que não são as melhores e dos seus próprios problemas e limitações – afinal todos somos humanos.

Numa igreja ou capela católica todos são bem-vindos, seja qual for o credo, crentes ou ateus, todos podem encontrar um refúgio e buscar a paz interior tão necessária para encarar e ultrapassar o sofrimento.

O Hospital de Lamego, ainda chamado “hospital novo” pelos poucos anos que leva aberto, dispõe duma capela acolhedora, não muito grande, mas suficiente para as necessidades, completamente equipada com tudo o que é necessário ao culto litúrgico.

Mas nem sempre foi assim.

Quando o Hospital abriu, havia apenas um espaço e muitas promessas; com boa vontade, mas sem verbas, apenas havia bancos, altar, armários e uma secretária na sacristia. Da Régua vieram três imagens (Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Conceição expostas na capela, e uma terceira na sacristia), vasos, toalhas, o Sacrário e respectiva coluna, e a Via Sacra; Crucifixo e peanhas chegaram pelas mãos do Padre Ricardo, capelão do CHTMAD; a imagem de Cristo (no Crucifixo) veio da antiga casa mortuária. Mas faltava tudo o resto… Como faríamos? A Gráfica de Lamego emprestou a imagem da Nossa Senhora dos Remédios (entretanto já devolvida) e para a Consagração da Capela e primeira Comunhão Pascal no novo hospital (tradição antiga da comunidade hospitalar no “velhinho” D. Luiz) a paróquia da Sé emprestou tudo o que foi necessário (até os acólitos!).

Mas o problema não chegou a ser problema! A mensagem espalhou-se e a generosidade fez o resto: a segunda Comunhão Pascal foi já celebrada sem necessidade de empréstimos, pois os donativos de entidades e benfeitores individuais, superando todas as expectativas, tinham permitido adquirir tudo o que estava em falta.

Assim, agradecemos à Liga dos Amigos do Hospital, à Casa do Pessoal e aos inúmeros funcionários hospitalares que a título individual responderam ao apelo, pelas duas opas vermelhas, uma alva, e todas as alfaias litúrgicas; à Irmandade Militar de Nossa Senhora da Conceição, paróquia da Almacave e particulares (Prof. Isabel Rebelo, D.ª Lúcia Marinho, Eng. Francisco Lopes, Dr. Carrapatoso, Dr. José Alberto Montenegro e Padre Ricardo) pelo Leccionário completo; à paróquia da Sé pelas velas e candelabros.

Estas doações são, por vontade dos benfeitores, propriedade da paróquia da Sé, onde se integra o Hospital, não podendo ser retiradas desta capela.

Um enorme agradecimento a todos os funcionários que contribuem para a manutenção da capela (em particular D. Onória) e que ajudam a dar dignidade e beleza às celebrações que nela ocorrem. Obrigado aos anónimos que com as suas ofertas permitem fazer face aos gastos comuns – hóstias, cera líquida, velas, flores… Tudo é necessário.

Todos estão convidados para virem celebrar connosco a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital, sempre em Maio. Fiquem atentos, que o dia será conhecido em breve e serão muito bem-vindos.

I.M., in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016

COMUNHÃO PASCAL | HOSPITAL DE LAMEGO

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Mais uma vez se cumpriu a tradição.

Sábado, 30 de Maio, o Hospital de Lamego entrou em festa, e mais uma vez corredores e átrios se encheram de flores em ramos, arranjos e magníficos tapetes que receberam todos quantos iam chegando para se juntar a doentes e funcionários e celebrar a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital de Lamego.

Honrou-nos com a sua presença D. António Couto, acompanhado pelo Vigário Geral, Monsenhor Joaquim, pelo Pro-Vigário, Dr. João, Cónego José Ferreira, Pe. Joaquim Dionísio e o nosso capelão Pe. Ricardo, ainda convalescente de um grave acidente, mas a recuperar bem, graças a Deus.

A Leandra, acólita na Sé, deu mais uma vez o seu generoso contributo, disponível como uma boa cristã.

A sessão solene com que se deram as boas-vindas aos participantes contou com um emotivo tributo aos funcionários aposentados em 2014 e a algumas instituições que de modo especial colaboraram com o nosso hospital; um agradável momento musical fez a transição para uma interessantíssima conferência, proporcionada pelo Dr. José Pessoa, que de modo muito claro e que prendeu a atenção de toda a assembleia, nos falou sobre a história dos Hospitais e da Medicina em Portugal e, em particular, do Hospital de Lamego – fica o curioso facto de, nos tempos do Marquês de Pombal, um registo a pedido deste efetuado, revelar que o Hospital de Lamego, então a funcionar no edifício do atual Teatro Ribeiro Conceição, dispunha de “60 camas, 2 médicos e 2 cirurgiões em permanência, 4 enfermeiros e vários serviçais”…um grande hospital, tendo em conta que a população era bastante menor que a atual! Comovente o cuidado (registado!) da Misericórdia que todos os dias enviava um dos Irmãos para provar a comida que era servida aos doentes e vigiar a sua distribuição!

No início do séc. XIX inaugura-se o Hospital de D. Luís nas instalações do “Hospital Velho”, que nos serviu por mais de um século e que muitos dos lamecenses lembram com carinho e saudade – lá encontraram ajuda para os seus males e aflições, lá nasceram muitos deles e seus filhos, lá viram partir para o Pai os familiares que Ele entendeu levar…

Mantém intacta a estrutura inicial, influenciada pelo grande médico português Ribeiro Sanches (mais conhecido por ter sido o médico de confiança de Catarina da Rússia), com realce para os fabulosos azulejos do átrio da entrada que retratam vários personagens da religiosidade popular ligadas à cura e tratamento dos doentes e, entre as quais, em respeito às crenças locais, figura o Heitorzinho do Loureiro, pessoa de grande fé e bondade, que muitos consideram ser intercessor junto de Deus pela saúde dos seus conterrâneos; também as galerias de ferro forjado são dignas de admiração pela beleza e graciosidade com que emolduram o repousante jardim central, local de descanso e relaxe de muitos utentes (a quem a deambulação era possível) e dos seus familiares.

Após a inauguração de um “pequeno museu” no hall de entrada que permitirá o contacto dos visitantes com o passado do Hospital e das instalações da Casa do Pessoal, há muito aguardadas, teve início a Eucaristia celebrada por D. António Couto, concelebrada pelos senhores Padres anteriormente referidos e abrilhantada pelo Coro dos Funcionários do Hospital com ajuda vocal e instrumental de jovens voluntários da cidade. Foi para todos tocante a homilia de D. António Couto que, com notável compreensão do papel, por vezes muito difícil, de quem trabalha neste tipo de instituições, conseguiu fazer-nos pensar no papel que o Espírito Santo tem no coração e na inteligência de cada um de nós ao tornar-nos agentes de compaixão e amor, ao  fazer nos ver a Deus no Outro que sofre, olhar e admirar O filho de Deus no doente, vê-lo nosso irmão e adorar a Deus através da nossa atuação, da nossa doação, dando apoio, carinho e felicidade a quem só tinha dor; fazer deste local, inicialmente de sofrimento, um local de confiança e felicidade, de EUTROPIA!

Estimulados e entusiasmados com estas palavras, o nosso trabalho será mais leve, pois sabemos que o fazemos por Ele, ABBA!

Por Ti Pai, trazemos o Amor e a Ternura da Igreja todos os dias para dentro deste Hospital!

Podíamos ser apenas funcionários, fazer apenas a nossa obrigação, cumprir apenas os nossos contratos…mas os nossos irmãos merecem mais! E por Amor a Deus, vamos dar-lhes o Amor que Ele nos deu a nós! Com esta certeza fortalecida, enchemos os corredores, saímos da capela e, envoltos em cânticos de louvor, seguimos a imagem de Cristo e o nosso Bispo para visitarmos com renovado ânimo os doentes e seus familiares, que receberam Deus com alegria comovente.

Com a felicidade de uma tarde tão bem passada, as conversas e comentários trocaram-se acompanhados por um apetitoso lanche servido no nosso refeitório e que encerrou do melhor modo esta confraternização anual que é, com estas características, única a nível hospitalar.

Até para o ano, e esperamos contar novamente com todos os que estiveram e com muitos mais lamecenses que a nós se quiserem juntar.

Esta é a CASA de todos!

I.M., in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015