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Posts Tagged ‘Funeral’

Falecimento da Mãe do Pe. Carlos Carvalho

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Senhor da vida e da morte, Deus chamou à Sua presença a Sra. D. Ermelinda de Jesus Rodrigues, Mãe do reverendo Pe. Carlos Manuel Rodrigues de Carvalho, Pároco de Antas (São Miguel), de Aveloso (Nossa Senhora do Pranto), da Beselga (Santa Cruz), de Ourozinho (Senhora da Assunção), de Prova (São João Baptista), de Seixo (Santa Maria Madalena) e de Sernancelhe (São João Baptista).

O Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, em nome do Presbitério de Lamego que encabeça e da Diocese de Lamego a que preside no pastoreio, manifesta a comunhão com o reverendo Padre Carlos e com os restantes familiares e amigos, confiando a D. Ermelinda à misericórdia benevolente de Deus Pai.

O funeral realizar-se-á no sábado, 13 de outubro, pelas 10h30, na Igreja Paroquial do Souto.

Unimo-nos em oração ao Pe. Carlos e, com  fé na ressurreição, confiamo-la a Deus na eternidade.

Homilia na Missa exequial de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto

Irmãos caríssimos

Surpreendido ainda pelo súbito falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, nosso irmão e amigo, correspondo à indicação que me foi feita para presidir a esta Santa Missa Exequial.

Com simplicidade e emoção o faço. Longos anos de amizade, a coincidência de idade e de percurso eclesial, tudo me aproximou do Senhor D. António Francisco, em muitos encontros institucionais e pessoais, projetos e desafios das nossas missões e tarefas. Sempre nele encontrei disponibilidade e competência, além da muita estima recíproca.

Num momento como este, são muitas as palavras possíveis, como aliás têm sido proferidas por grande número de pessoas da Igreja e da sociedade, não faltando o depoimento de altas figuras da vida nacional e local. Todas aliam sentimentos de admiração e já saudade pela grande figura pessoal, eclesial e social que entre nós viveu e verdadeiramente conviveu, pois grande e marcante era a sua capacidade de estar com os outros e, ainda mais, de estar para os outros. Ler mais…

Falecimento da Irmã do Pe. Albano de Almeida Pereira

O Senhor, Deus de Misericórdia, chamou à Sua morada a D. Maria Olinda de Almeida, irmã do reverendo Pe. Albano de Almeida Pereira, Pároco do Vacalar, na Zona Pastoral de Armamar.

O Sr. Bispo, D. António Couto, em comunhão e em nome do Presbitério de Lamego, une-se na oração e na amizade com o Pe. Albano, invocando o conforto da caridade divina e a certeza da ressurreição para a glória de Deus Pai. Condolências extensíveis a todos os familiares e amigos.

Será celebrada Missa de corpo presente, 22 de julho, pelas 15h30, na Igreja da Graça, na Paróquia de Almacave. O cortejo fúnebre seguirá para a Paróquia da Panchorra, onde irá a sepultar.

Confiemo-la à misericórdia divina.

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Monsenhor Cândido Azevedo nas Mãos de Deus |1927-2015

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(Em Tabuaço, na casa do Pe. Manuel Pinto Afonso, entretanto também falecido em 2011)

14 de maio de 1927 – 13 de dezembro de 2015

A sua saúde tinha vindo a deteriorar-se nos últimos meses. Em junho último estivera internado e fora-lhe diagnosticado um tumor cancerígeno. Apesar dos tratamentos efectuados no IPO de Coimbra, a sua vida terrena extinguiu-se no domingo passado, dia da memória litúrgica de Sta. Luzia e ocasião de festa na Sarzeda, uma das suas paróquias. Na sexta-feira, dia 11, fora a Coimbra para mais uma consulta, mas ficou internado, tal a sua debilidade, e ali faleceu dois dias depois.

Cândido António Lemos de Azevedo nasceu em Sernancelhe, no dia 14 de Maio de 1927, e era filho de António de Deus Azevedo e de Maria Augusta Vieira de Lemos. Frequentou os nossos seminários diocesanos, em Resende e Lamego, e foi ordenado presbítero por D. João da Silva Campos Neves, na capela do Seminário, a 22 de Julho de 1951.

A sua missão pastoral levou-o, nos primeiros anos de sacerdócio, às paróquias de Casteição, Paipenela, Vila da Ponte, Granjal e Penso. Em 1962 deixa esta última e toma posse de Ferreirim. No dia 19 de Abril de 1973 foi nomeado arcipreste de Sernancelhe por três anos, mas os mandatos foram sendo sucessivamente renovados. No dia 02 de Outubro de 1979 foi nomeado pároco de Sernancelhe, onde se manteve até à sua morte.

A eucaristia exequial, na igreja matriz de Sernancelhe, na tarde do dia 14, foi presidida por D. Jacinto Botelho e contou com cerca de 40 sacerdotes e muitos fiéis que encheram por completo aquela igreja que o Padre Cândido tão bem conhecia e a quem dedicou uma importante publicação. Na homilia, o nosso bispo emérito enunciou muitas das qualidades que todos lhe reconheciam: o seu amor à Igreja, a sua dedicação a Sernancelhe, a sua devoção mariana, os seus dotes oratórios, o enorme saber acumulado, a sua frontalidade e generosidade.

O nosso jornal Voz de Lamego publicou muitos artigos deste seu colaborador, para alegria dos seus leitores e amigos, ficando sempre o desejo de ler mais. Bem haja.

Nos próximos dias talvez venhamos a receber textos de homenagem e saudade enviados por amigos e admiradores que nos poderão ajudar a recordar e a agradecer os seus dons.

A nossa oração.

in Voz de Lamego, ano 85/54, n.º 4341, 15 de dezembro

Pe. Filipe Gonçalves da Fonseca nas Mãos de Deus | 1932-2015

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(Pe. Filipe à esquerda de D. Jacinto Botelho)

Ser esbanjador dos dons de Deus

Padre Filipe da Fonseca (14/10/1932 – 06/11/2015)

Na passada sexta-feira, dia 6 de novembro, faleceu o padre Filipe Gonçalves da Fonseca, sacerdote do nosso presbitério e sobre quem havíamos dado a notícia do seu internamento hospitalar na passada semana.

O Padre Filipe era natural de Penude, onde nasceu no dia 14 de outubro de 1932, e era filho de Francisco Rodrigues da Fonseca e de Emília Gonçalves. Após ter frequentado os nossos Seminários, foi ordenado Diácono no dia 18 de dezembro de 1954, na capela do Seminário, na Casa do Poço, onde actualmente está instalado o Museu e arquivos diocesanos, frente à Sé. No mesmo espaço foi ordenado Presbítero, no dia 15 de agosto de 1955, por D. João da Silva Campos Neves.

Dois meses depois da ordenação, 15 de outubro de 1955, foi nomeado pároco de vale de Figueira a Velha, S. João da Pesqueira. Após quatro anos, no dia 19 de Setembro de 1959, recebeu a nomeação para pároco de Pretarouca (Lamego) e de Feirão (Resende). Três anos depois, em 1962, saiu deste espaço pastoral e foi nomeado para a zona de Tabuaço, mais concretamente para as paróquias de Paradela e Granjinha. Mais tarde acumulou também a paroquialidade de Távora e de Aldeia de Sendim. Quando as forças foram faltando, saiu das paróquias e assumiu a missão de capelão num lar de idosos de Barcos, Tabuaço, residindo nesta vila duriense.

As cerimónias exequiais desenrolaram-se em dois momentos: às 9h foi celebrada uma Eucaristia na igreja paroquial de Tabuaço, a que presidiu o Padre João Carlos Morgado, Pró-Vigário Geral, e às 11h uma outra na igreja matriz da sua paróquia natal, Penude, presidida por D. António Couto. O seu corpo foi sepultado no cemitério de Penude.

Na homilia, lembrando que estamos sempre diante de Deus, o nosso bispo falou da missão do padre como administrador dos dons de Deus. E, nessa linha, convidou todos os presentes a serem “esbanjadores das riquezas de Deus”, porque ser esbanjador dos bens recebidos de Deus, é ser “bom, excelente administrador”. Passa por aqui a missão do sacerdote, que o Padre Filipe procurou cumprir ao longo da sua vida.

A nossa oração.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/50, n.º 4337, 10 de novembro

Falecimento do Pai do Pe. Manuel João Amaral

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O Senhor Deus, Pai de insondável Sabedoria, na Sua clemente misericórdia, chamou a Si, o Senhor Luís Amaral, Pai do Padre Manuel João Amaral, que faleceu no mês anterior.

O Funeral será amanhã, 22 de outubro, na Igreja Paroquial de Penedono, pelas 17h00.

Unimo-nos em oração a toda a família, pedindo que a fé e a palavra de Deus conforte os seus corações. A proximidade dos acontecimentos multiplica a dor pela perda de dois familiares em tão curto espaço de tempo.

Numa hora tão delicada, que sobrevenha a força da fé e da esperança em Deus, na certeza que nos dá Jesus no Evangelho: vou preparar-vos um lugar para que onde Eu estou, estejais vós também.

Pe. Manuel João | Juventude dada por Deus e oferecida a Deus

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A notícia correu célere na manhã de 23 de Setembro: o Padre Manuel João fora encontrado sem vida na residência paroquial de Vilarouco, S. João da Pesqueira, onde residia há quatro anos, os mesmos que levava de sacerdócio e de pároco daquela terra, a que se juntava ainda a paroquialidade de Valongo dos Azeites, Pereiros e Vale de Figueira.

As autoridades chamadas ao local e a posterior autópsia confirmaram causas naturais para a sua repentina morte: o Pe. Manuel João terá sido vítima de um ataque de epilepsia que lhe provocou uma morte por asfixia. Também naquela residência, há quatro anos, havia falecido o Padre António Samuel Teixeira da Silva, com 47 anos, vítima de ataque cardíaco. Mas o Pe. Manuel João sentia-se ali bem e era muito acarinhado pelos seus paroquianos, tal como se confirmou nas horas e dias que seguiram ao triste anúncio.

O Pe. Manuel João Nogueira Amaral, nascido a 14 de Julho de 1985, em Penedono, era filho de Luís Duarte Amaral e de Virgínia de Carvalho Nogueira Amaral. Depois de ter frequentado os Seminários diocesanos, foi ordenado Diácono, na Sé de Lamego, a 08 de dezembro de 2010 e presbítero a 17 de julho de 2011, no mesmo local, por D. Jacinto Botelho.

padres novos

No dia 22 de Setembro, o Pe. Manuel João participou em mais um encontro de padres novos, os ordenados nos últimos dez anos, em Vila Nova de Paiva. Um encontro reconfortante para todos, preenchido com momentos de oração e de partilha fraterna. Nessa manhã, aproveitando o bom tempo, fomos até à pista de karting existente naquela vila e divertimo-nos durante meia hora, dando voltas a um circuito que a todos animou. Como sempre, a boa disposição e a simpatia do Pe. Manuel João estiveram presentes e era vê-lo a dominar com destreza a pequena máquina e a ultrapassar concorrentes mais lentos. Seguiu-se o almoço, para o qual convidámos o pároco da terra, Pe. Justino Lopes. A conversa fluiu com normalidade e o Pe. Manuel João, ia dando conta da sua missão pastoral por aquelas terras onde se sentia acarinhado. E depois do café, a partida. O Pe. Manuel João viera à boleia com o Pe. José Filipe e com ele regressou. No dia seguinte a triste notícia. A última refeição do Pe. Manuel João havia sido connosco.

O seu corpo, vindo da medicina legal de Vila Real, chegou a Vilarouco ao início da tarde do dia 24 e ali foi celebrada a Eucaristia em seu sufrágio. O mesmo aconteceu ao fim da tarde, pelas 19h, já na sede da Associação dos Bombeiros Voluntários de Penedono, da qual era membro activo, e onde ficou em câmara ardente até à manhã do dia seguinte, quando dali foi levado aos ombros de bombeiros e sacerdotes para a igreja matriz, onde foi celebrada a Eucaristia exequial. Presidiu D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto Botelho, cerca de cem sacerdotes, alguns das dioceses vizinhas de Guarda, Bragança, Vila Real e Viseu, e uma multidão que encheu a igreja e o adro de Penedono.

Na homilia, o nosso bispo falou do tempo que nos é dado para vivermos de forma intensa, celebrando o amor de Deus. Um tempo mais ou menos longo, mas sempre na dependência do Seu autor que cuida de nós, os Seus “filhinhos”. E sublinhou esta separação, que não é definitiva, mas apenas por algum tempo: em Deus encontrar-nos-emos depois. Até lá, o convite para que cada um, à sua maneira, vá preenchendo os vazios de amor, de afecto e de carinho que que se estabelecem entre nós. A exemplo do Padre Manuel João que, com a sua disponibilidade, alegria e generosidade foi preenchendo vazios e estabelecendo pontes por onde passou e entre quantos conheceu, qual “juventude dada por Deus e oferecida a Deus”.

Antes da caminhada até ao cemitério, em nome dos sacerdotes, o Padre Miguel Peixoto leu um texto da autoria do Pe. Manuel João e um quadro com a sua fotografia foi oferecido à mãe, D. Virgínia.

A nossa oração.

JD,  in Voz de Lamego, ano 85/44, n.º 4331, 29 de setembro