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Faleceu Frei Arnaldo Taveira de Araújo, OFM Sacerdote Franciscano

No dia 8 de outubro de 2019, pelas 7h30, no Hospital de Vila Real, faleceu o Frei Arnaldo Taveira de Araújo. Tinha 90 anos de idade, 71 de profissão religiosa e 64 de sacerdócio.

Está depositado em câmara ardente na Igreja do Convento de São Francisco em Lamego, onde foi celebrada Eucaristia pelas 18h00 de hoje (8 de outubro de 2019)

Amanhã, pelas 11h30, serão celebradas Solenes Exéquias de corpo presente, presididas pelo Senhor D. António Couto, Bispo Diocesano, com a presença do Ministro Provincial e dos irmãos. Seguirá, após a Missa, para Calvelo sua terra natal, onde será celebrada Eucaristia às 17h00 e sepultado no cemitério local.

Arnaldo Taveira de Araújo

Nasceu em Calvelo, Ponte de Lima, a 7 de fevereiro de 1929, filho de Manuel José de Araújo e de Maria Virgínia Taveira; tomou hábito a 7 de setembro de 1947, fez a profissão temporária a 8 de setembro de 1948 e a profissão solene a 7 de setembro de 1951 e recebeu a ordenação sacerdotal a 29 de junho de 1955.

No terceiro ano de Teologia, com o Guardião e Reitor do Seminário da Luz, P. José do Nascimento Barreira, ajudou na recuperação da igreja de Telheiras (Lisboa), que se tinha transformado numa carpintaria. Foi o despertar da sua vocação pastoral. Na igreja de Nossa Senhora das Portas do Céu de Telheiras havia de celebrar a Missa Nova a 3de julho de 1955. Após um ano de Pastoral no convento de Varatojo, foi enviado em missão, em final de 1956, para Moçambique e foi colocado na Missão de João Belo (Xai-Xai) a 21 de dezembro de 1956. Em 1961, foi transferido para Mavila (Missão de Santo António de Zavala). Em meados de 1962 foi colocado como Pároco em Santo António da Polana (Lourenço Marques/Maputo). Por ocasião da inauguração da igreja, a 13 de junho de 1963, manifestando uma grande sensibilidade musical e humana, criou o grupo coral dos Pequenos Cantores da Polana, e em 1964 introduziu na paróquia o Escutismo católico.

Após a independência de Moçambique, em 1975, voltou para Portugal. Chegou na véspera do Natal. Em março de 1976, foi colocado na Paróquia da Pontinha, com residência no Seminário da Luz. Em 1979, também na Pontinha, criou um novo Grupo Coral de Pequenos Cantores. Em 1995 foi transferido para Vila Real como Pároco da paróquia de São Pedro.

 

Publicações

Em 2001 publicou “Memórias da Paróquia de São Pedro de Vila Real”. Além de historiar o serviço pastoral dos franciscanos na Paróquia de São Pedro (100 anos ininterruptos), e de Santo António da Araucária, a partir de 15 de dezembro de 1995 até hoje, referiu em particular a criação da Fraternidade Franciscana de Vila Real, que aconteceu em 23 de Maio de 1916, bem como a entrega, à Fraternidade, dos cuidados pastorais da mesma Paróquia, primeiro ao Fr. Domingos Gonçalves Sanches, como Encarregado, a 13 de junho de 1917 e, depois, como pároco, a 3 de janeiro de 1918.

Por ocasião dos 8 séculos de presença franciscana em Portugal e 500 anos da presença dos Franciscanos em Vila Real, Frei Arnaldo Taveira de Araújo brindou-nos com uma publicação sobre a “Vida e ação dos Franciscanos em Vila Real”.

Em 2018 publicou a História dos Franciscanos em Lamego “Vida e ação dos Franciscanos em Lamego” pelos 100 anos de presença na Igreja de São Francisco e um pequeno livro com o título Igreja de São Francisco em Lamego (visita guiada à Igreja de São Francisco, Lamego).

 

Em 30 de setembro de 2013 foi transferido da Fraternidade de Vila Real para a de Lamego, onde viveu e trabalhou até ao fim dos seus dias.

O Senhor lhe dê o eterno descanso.

 

Lisboa, Cúria Provincial, 8 de outubro de 2019

Falecimento da Mãe do Pe. Carlos Carvalho

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Senhor da vida e da morte, Deus chamou à Sua presença a Sra. D. Ermelinda de Jesus Rodrigues, Mãe do reverendo Pe. Carlos Manuel Rodrigues de Carvalho, Pároco de Antas (São Miguel), de Aveloso (Nossa Senhora do Pranto), da Beselga (Santa Cruz), de Ourozinho (Senhora da Assunção), de Prova (São João Baptista), de Seixo (Santa Maria Madalena) e de Sernancelhe (São João Baptista).

O Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, em nome do Presbitério de Lamego que encabeça e da Diocese de Lamego a que preside no pastoreio, manifesta a comunhão com o reverendo Padre Carlos e com os restantes familiares e amigos, confiando a D. Ermelinda à misericórdia benevolente de Deus Pai.

O funeral realizar-se-á no sábado, 13 de outubro, pelas 10h30, na Igreja Paroquial do Souto.

Unimo-nos em oração ao Pe. Carlos e, com  fé na ressurreição, confiamo-la a Deus na eternidade.

Homilia na Missa exequial de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto

Irmãos caríssimos

Surpreendido ainda pelo súbito falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, nosso irmão e amigo, correspondo à indicação que me foi feita para presidir a esta Santa Missa Exequial.

Com simplicidade e emoção o faço. Longos anos de amizade, a coincidência de idade e de percurso eclesial, tudo me aproximou do Senhor D. António Francisco, em muitos encontros institucionais e pessoais, projetos e desafios das nossas missões e tarefas. Sempre nele encontrei disponibilidade e competência, além da muita estima recíproca.

Num momento como este, são muitas as palavras possíveis, como aliás têm sido proferidas por grande número de pessoas da Igreja e da sociedade, não faltando o depoimento de altas figuras da vida nacional e local. Todas aliam sentimentos de admiração e já saudade pela grande figura pessoal, eclesial e social que entre nós viveu e verdadeiramente conviveu, pois grande e marcante era a sua capacidade de estar com os outros e, ainda mais, de estar para os outros. Ler mais…

Falecimento da Irmã do Pe. Albano de Almeida Pereira

O Senhor, Deus de Misericórdia, chamou à Sua morada a D. Maria Olinda de Almeida, irmã do reverendo Pe. Albano de Almeida Pereira, Pároco do Vacalar, na Zona Pastoral de Armamar.

O Sr. Bispo, D. António Couto, em comunhão e em nome do Presbitério de Lamego, une-se na oração e na amizade com o Pe. Albano, invocando o conforto da caridade divina e a certeza da ressurreição para a glória de Deus Pai. Condolências extensíveis a todos os familiares e amigos.

Será celebrada Missa de corpo presente, 22 de julho, pelas 15h30, na Igreja da Graça, na Paróquia de Almacave. O cortejo fúnebre seguirá para a Paróquia da Panchorra, onde irá a sepultar.

Confiemo-la à misericórdia divina.

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Monsenhor Cândido Azevedo nas Mãos de Deus |1927-2015

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(Em Tabuaço, na casa do Pe. Manuel Pinto Afonso, entretanto também falecido em 2011)

14 de maio de 1927 – 13 de dezembro de 2015

A sua saúde tinha vindo a deteriorar-se nos últimos meses. Em junho último estivera internado e fora-lhe diagnosticado um tumor cancerígeno. Apesar dos tratamentos efectuados no IPO de Coimbra, a sua vida terrena extinguiu-se no domingo passado, dia da memória litúrgica de Sta. Luzia e ocasião de festa na Sarzeda, uma das suas paróquias. Na sexta-feira, dia 11, fora a Coimbra para mais uma consulta, mas ficou internado, tal a sua debilidade, e ali faleceu dois dias depois.

Cândido António Lemos de Azevedo nasceu em Sernancelhe, no dia 14 de Maio de 1927, e era filho de António de Deus Azevedo e de Maria Augusta Vieira de Lemos. Frequentou os nossos seminários diocesanos, em Resende e Lamego, e foi ordenado presbítero por D. João da Silva Campos Neves, na capela do Seminário, a 22 de Julho de 1951.

A sua missão pastoral levou-o, nos primeiros anos de sacerdócio, às paróquias de Casteição, Paipenela, Vila da Ponte, Granjal e Penso. Em 1962 deixa esta última e toma posse de Ferreirim. No dia 19 de Abril de 1973 foi nomeado arcipreste de Sernancelhe por três anos, mas os mandatos foram sendo sucessivamente renovados. No dia 02 de Outubro de 1979 foi nomeado pároco de Sernancelhe, onde se manteve até à sua morte.

A eucaristia exequial, na igreja matriz de Sernancelhe, na tarde do dia 14, foi presidida por D. Jacinto Botelho e contou com cerca de 40 sacerdotes e muitos fiéis que encheram por completo aquela igreja que o Padre Cândido tão bem conhecia e a quem dedicou uma importante publicação. Na homilia, o nosso bispo emérito enunciou muitas das qualidades que todos lhe reconheciam: o seu amor à Igreja, a sua dedicação a Sernancelhe, a sua devoção mariana, os seus dotes oratórios, o enorme saber acumulado, a sua frontalidade e generosidade.

O nosso jornal Voz de Lamego publicou muitos artigos deste seu colaborador, para alegria dos seus leitores e amigos, ficando sempre o desejo de ler mais. Bem haja.

Nos próximos dias talvez venhamos a receber textos de homenagem e saudade enviados por amigos e admiradores que nos poderão ajudar a recordar e a agradecer os seus dons.

A nossa oração.

in Voz de Lamego, ano 85/54, n.º 4341, 15 de dezembro

Pe. Filipe Gonçalves da Fonseca nas Mãos de Deus | 1932-2015

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(Pe. Filipe à esquerda de D. Jacinto Botelho)

Ser esbanjador dos dons de Deus

Padre Filipe da Fonseca (14/10/1932 – 06/11/2015)

Na passada sexta-feira, dia 6 de novembro, faleceu o padre Filipe Gonçalves da Fonseca, sacerdote do nosso presbitério e sobre quem havíamos dado a notícia do seu internamento hospitalar na passada semana.

O Padre Filipe era natural de Penude, onde nasceu no dia 14 de outubro de 1932, e era filho de Francisco Rodrigues da Fonseca e de Emília Gonçalves. Após ter frequentado os nossos Seminários, foi ordenado Diácono no dia 18 de dezembro de 1954, na capela do Seminário, na Casa do Poço, onde actualmente está instalado o Museu e arquivos diocesanos, frente à Sé. No mesmo espaço foi ordenado Presbítero, no dia 15 de agosto de 1955, por D. João da Silva Campos Neves.

Dois meses depois da ordenação, 15 de outubro de 1955, foi nomeado pároco de vale de Figueira a Velha, S. João da Pesqueira. Após quatro anos, no dia 19 de Setembro de 1959, recebeu a nomeação para pároco de Pretarouca (Lamego) e de Feirão (Resende). Três anos depois, em 1962, saiu deste espaço pastoral e foi nomeado para a zona de Tabuaço, mais concretamente para as paróquias de Paradela e Granjinha. Mais tarde acumulou também a paroquialidade de Távora e de Aldeia de Sendim. Quando as forças foram faltando, saiu das paróquias e assumiu a missão de capelão num lar de idosos de Barcos, Tabuaço, residindo nesta vila duriense.

As cerimónias exequiais desenrolaram-se em dois momentos: às 9h foi celebrada uma Eucaristia na igreja paroquial de Tabuaço, a que presidiu o Padre João Carlos Morgado, Pró-Vigário Geral, e às 11h uma outra na igreja matriz da sua paróquia natal, Penude, presidida por D. António Couto. O seu corpo foi sepultado no cemitério de Penude.

Na homilia, lembrando que estamos sempre diante de Deus, o nosso bispo falou da missão do padre como administrador dos dons de Deus. E, nessa linha, convidou todos os presentes a serem “esbanjadores das riquezas de Deus”, porque ser esbanjador dos bens recebidos de Deus, é ser “bom, excelente administrador”. Passa por aqui a missão do sacerdote, que o Padre Filipe procurou cumprir ao longo da sua vida.

A nossa oração.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/50, n.º 4337, 10 de novembro

Falecimento do Pai do Pe. Manuel João Amaral

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O Senhor Deus, Pai de insondável Sabedoria, na Sua clemente misericórdia, chamou a Si, o Senhor Luís Amaral, Pai do Padre Manuel João Amaral, que faleceu no mês anterior.

O Funeral será amanhã, 22 de outubro, na Igreja Paroquial de Penedono, pelas 17h00.

Unimo-nos em oração a toda a família, pedindo que a fé e a palavra de Deus conforte os seus corações. A proximidade dos acontecimentos multiplica a dor pela perda de dois familiares em tão curto espaço de tempo.

Numa hora tão delicada, que sobrevenha a força da fé e da esperança em Deus, na certeza que nos dá Jesus no Evangelho: vou preparar-vos um lugar para que onde Eu estou, estejais vós também.