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“Silêncio” – filme de Martin Scorsese

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O filme “Silêncio” do realizador Martin Scorsese encontra-se nos nossos cinemas desde o dia 19 deste mês e tem sido propício para diversas discussões, uma vez que representa muito bem um grande marco da nossa história do séc. XVII: a perseguição aos Cristãos do Japão. Como bem sabemos, esta foi uma época bastante conturbada para o Cristianismo, repleta de perseguições, torturas e mortes.

Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe são dois sacerdotes jesuítas que partem para o Japão à procura do seu mestre Cristóvão Ferreira, tendo perfeita consciência dos grandes riscos que corriam. Já no Japão estes sacerdotes procuram, antes de mais, auxiliar os cristãos naquilo de que mais necessitavam, levando-lhes os sacramentos do Batismo, da Eucaristia e da Reconciliação. Por um lado, os cristãos sentiam-se reconfortados pela presença destes dois sacerdotes nas suas comunidades, pois iam percebendo que Deus não os abandonara, que o “Silêncio” de Deus, agora tornara-se presença. Mas, por outro lado, o medo se serem presos estava sempre presente nas suas vidas. Ler mais…

Do «SILÊNCIO» à palavra

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Fui interpelado para uma palavra sobre o «SILÊNCIO», o romance de Shusaku Endo, que serve de base e oferece o argumento para o filme com o mesmo nome (em português) de Martin Scorcese, que esta semana vai aparecer nas salas de cinema em Portugal e que está anunciado para o dia 17 de Fevereiro, em Lamego; assim se pode ler no prospecto do «Ribeiro Conceição» com a simples palavra SILÊNCIO.

Fui interpelado, porque li o livro, depois de ter participado no retiro espiritual do clero lamecense, orientado por um sacerdote que esteve no Japão, de ouvir alguma coisa sobre o seu conselho – pela primeira vez ouvido num retiro espiritual – «lede romances, mas bons»; ele achava, e com razão, que o livro de Shusaku Endo é um bom romance, com uma base histórica, missionária de inspiração católica, onde o nome de Portugal se lê várias vezes, onde os três personagens/protagonistas do livro eram portugueses, se bem que dois deles sejam figuras criadas pelo autor e, como tal, não se pode dizer que sejam daqui ou dali. E refiro, aqui, a palavra escrita e que define Shusaku Endo: ele é católico, não me admirando a mim que ele tenha escrito este romance baseado numa acção tão querida à Igreja: a evangelização, neste caso do Japão, dando seguimento à palavra de Cristo, o «Mestre dos Mestres» como o define outro escritor, hoje muito lido. A palavra é esta: «ide e ensinai…» Ler mais…