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Ainda as FESTAS DOS REMÉDIOS 2014

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De 21 de Agosto a 09 de Setembro | Festas em Lamego

A celebração das festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios marca as últimas semanas de Agosto e as primeiras de Setembro na cidade de Lamego e nas terras vizinhas. Atrevemo-nos a dizer que marca também o ritmo de muitas pessoas que vivem longe e vêm até Lamego nesta época. Mais uma vez, as gentes desta região viveram com alegria e com fé estes dias.

Novena

A novena sempre ocupou um lugar central na preparação da festa, congregando centenas de féis peregrinos e proporcionando o encontro destes com Deus, com os irmãos e com os próprios. A Palavra de Deus, a oração e meditação, mas também o sacramento da reconciliação sempre marcaram a vida do santuário nestes dias.

O horário madrugador marca a novena e o ritmo diário de todos quantos nela participam, seja porque para ali se deslocam, seja porque despertam para acompanhar as celebrações pela rádio. Também este ano, entre os dias 30 de Agosto e 07 de Setembro, a partir das 06h, muitos foram aqueles marcaram presença. No entanto, a emigração, a idade e a falta de forças vai fazendo com que o número de peregrinos sofra alterações. O pregador da novena foi novamente o Reitor do Santuário, Pe. João António Teixeira, que teve como referência para a reflexão e meditação que partilhou os Dez Mandamentos da Lei de Deus.

No dia 06 de Setembro, após a novena, os peregrinos acompanham a imagem de Nossa Senhora dos Remédios até à cidade, onde permanece até ao final da procissão do dia 08. Nesse dia, presidiu à Eucaristia e à procissão o nosso bispo, D. António Couto. O canto, a oração vocal ou silenciosa, a alegria e a dor estão presentes em todos os que participam e se integram. Não temos dúvidas em dizer que é uma procissão diferente daquela que na tarde do dia 08 atravessa a cidade. Nesta há mais para ver e muitos vêm para ver; naquela apenas se olha a Mãe, se reza e se caminha com a Mãe.

Natividade de Nossa Senhora

A Igreja celebra, no dia 08 de Setembro, a Festa da Natividade de Maria, numa data fixada pela sagração da igreja construída em Jerusalém no local onde, segundo a tradição, viveram Maria e os seus pais, Sta. Ana e S. Joaquim. Podemos ler algo mais sobre o assunto na homilia do Sr. Bispo, publicada neste jornal.

A Eucaristia foi presidida por D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto e mais de uma dezena de sacerdotes e por uma igreja repleta de fiéis. Durante a homilia, expressando a comunhão com todos os cristãos da Palestina, o nosso bispo convidou a assembleia a cantar a Ave Maria, a mesma oração que, em Jerusalém, se reza neste dia na igreja dedicada a Nossa Senhora.

À tarde, tal como é tradição, os andores saíram da zona de Almacave e percorreram diversas ruas até chegarem à igreja de Santa Cruz, onde também os nossos militares honraram Nossa Senhora dos Remédios, antes da sua imagem ser acompanhada até ao santuário, donde tinha saído no dia 06.

Como sempre, muita fé em muitos rostos, gestos e preces. Os passeios, onde alguns deixaram cadeiras a marcar lugar muitas horas antes, cheios de gente de perto e de longe que não perdem a oportunidade de olhar aquela que, no monte de Sto. Estêvão, não cessa de olhar por todos com cuidados de Mãe solícita e disponível. Para muitos dos presentes, já pouco habituados a ver animais por perto, a presença das juntas de bois que puxam os cinco andores também causa algum impacto.

Programa diversificado

O nosso jornal, em tempo oportuno, publicou o programa das festas e todos puderam confirmar a diversidade de iniciativas, de presenças, de grupos e de actividades de modo a ir ao encontro de todos. E nunca é fácil satisfazer o gosto de todos. Mas sempre se alcança o desejado, ou seja, proporcionar tempos de festa, de convívio e de encontro entre os que por aqui vivem todo o ano e para aqueles que nos visitam nesta época estival.

A diminuição da população, a ausência dos mais novos em certas actividades e a crise financeira parecem ter marcado também as festas. Não se viam muitos compradores e isso era visível nos rostos tristes dos vendedores que, pareceu, eram menos do que em outros anos.

Mas houve tempo e oportunidade para todos se divertirem ou irem até alguma das barracas confraternizar. Como sempre, quem optou por comer alguma coisa na avenida, foi bem servido. Uma avenida onde o artesanato esteve bem representado e onde abundaram esplanadas para acalmar a sede ou para retemperar forças da caminhada.

O trânsito

Ouvimos alguns automobilistas, de outras terras, apreciar negativamente as condições actuais de trânsito que, não fora a presença diligente da PSP, seria muito pior. Mas a dificuldade em transitar ou em arranjar estacionamento era visível.

Não restam dúvidas de que o centro da cidade tem agora outras possibilidades para os que caminham e descobrem esta zona de Lamego. Mas faltam estacionamentos próximos, rápidos e cómodos para quem deseja ir a alguma loja ou serviço da zona.

JD, in VOZ DE LAMEGO, 9 de setembro de 2014, n.º 4279, ano 84/41