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TERTÚLIAS DE OUTONO: Aprender para saber, saber para viver

No dia 14 de Outubro corrente, o Museu Diocesano de Lamego promoveu uma Tertúlia de formação para o que juntou a palavra do P.e Anselmo Borges e do Dr. José Carlos Gomes da Costa, que dissertaram sobre os temas do «Diálogo Inter-Religioso» e «O Rosário e a Família Dominicana» respectivamente.

A D.ra Júlia Lourenço, com uma bela colecção de Terços em exposição numa das Salas do Museu Diocesano, foi a causa próxima desta Tertúlia, que, por estar escrita no plural, nos faz pensar que outras se seguirão e com mais adesão de lamecenses. Alguém dizia antes que Lamego, com fama de pequena Cidade, tinha bons motivos para a cultura de tantos que a visitaram nesse dia. Ainda bem! Ler mais…

Contas de Rezar | de um terço do douro para o mundo

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DIOCESANO DE LAMEGO

 

A exposição “Contas de Rezar”, da autoria da Engenheira e Professora Universitária Júlia Lourenço, foi inaugurada no dia 1 de Setembro, pelas 18h no Museu Diocesano de Lamego.

Júlia Lourenço sempre teve uma paixão por terços e a sua coleção começou com uma oferta especial em 1993. Após D. Lucília Lobo, então Presidente da Junta do Pinhão, ter oferecido a Júlia Lourenço uma caixa de prata contendo o terço em filigrana de prata que tinha pertencido ao seu pai (tendo sido este o primeiro presidente da Junta de Freguesia do Pinhão), mal sabia Júlia Lourenço que estava a dar início a uma coleção que atualmente contém mais mil e quinhentos terços, rosários e contas de rezar das mais variadas tradições religiosas. “Na altura é óbvio que não queria aceitar este presente, porque era uma jóia de família, e não fazia sentido. Mas a filha dele insistiu e eu senti-me obrigada a aceitar. A partir do momento em que aceitei o que ela me estava a propor, ficar com aquela jóia de família, achei que tinha de fazer alguma coisa com isso”, explicou Júlia Lourenço.

No início, apenas foi comprando terços católicos semelhantes ao primeiro. Depois a sua coleção foi aumentando através de compras e de diversas doações e ofertas de terços não só católicos mas também hindus, budistas e ortodoxos. Ao longo da sua carreira na Universidade do Minho, a colecionadora visitou vários continentes, tendo adquirido diversos exemplares de valor artístico em países tão distantes como o Nepal ou a China. A propósito disto, Júlia Lourenço cita “Viajar muito, por razões profissionais, abriu outras portas. Acho que foi quando visitei o Nepal que me apercebi que também existem belíssimos contas de rezar budistas. E a partir daí, alarguei a coleção a outras religiões como a religião budista, hindu e também ortodoxa. Acabando por ganhar família um pouco por todo o mundo…”

 Sendo assim, a origem destas exposições “Contas de Rezar” tem uma história bastante interessante com mais de 20 anos de diversas vivências da sua vida. A primeira exposição da professora foi uma exposição privada, juntando familiares e amigos, em que puderam observar os mais de 100 terços católicos e cerca de 20 não católicos que foi adquirindo pessoalmente. Após esta exposição privada, em 2012, Júlia Lourenço desejava realizar a sua primeira exposição pública no Pinhão, mas devido a vários condicionalismos a mesma não foi possível. Mas, como se costuma dizer, “Há males que vêm por bem!” e assim aconteceu.

O objetivo de Júlia Lourenço é que a sua coleção chegue aos cinco mil exemplares, de modo a chegar a um record mundial pois “Quem sabe, talvez esta coleção se junte ao restante património português pela qual somos conhecidos lá fora (os Fs de Portugal: Fado, Futebol, Família e Fátima!) ” e com certeza que o seu desejo se concretizará no futuro.

O Museu Diocesano de Lamego conta consigo de terça a domingo das 9h às 13h e das 14h às 18h, venha fazer-nos uma visita!

Letícia Mendonça Branco, Museu Diocesano de Lamego

in Voz de Lamego, ano 87/41, n.º 4426, 5 de setembro 2017

Exposição no Museu Diocesano: Romarias AQUI no Coração da Vida

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No passado dia 25 o Museu Diocesano inaugurou a exposição “Romarias AQUI no Coração da Vida” da autoria da artista Ana Teixeira, natural de Lamego, filha do falecido Professor Teixeira, ilustre lamecense, a quem a filha quis homenagear pelo seu testemunho de fé, como regista na dedicatória que abre o catálogo da exposição.

O evento teve a parceria do Museu Diocesano, da Câmara Municipal de Lamego e do Núcleo do Porto da Associação de Antigos Estudantes de Lamego. Pelas 11h30 o Teatro Ribeiro Conceição acolheu os participantes para uma sessão solene onde usou da palavra o Dr. José Manuel Pinheiro da Mota, em nome da associação dos antigos estudantes, para dar as boas vindas aos presentes e saudar a Mesa de Honra composta pelo Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego, a Srª Vereadora da Cultura, Drª Andrea Santiago, o director do Museu Diocesano e o Doutor Agostinho Ribeiro, director do Museu Grão Vasco que proferiu uma brilhante palestra sobre “ O Sagrado e o profano no património edificado e artístico de Lamego.” Encerrou a sessão o Sr. D. Jacinto para homenagear o Professor Teixeira, relatando episódios da relação pessoal que manteve com o homenageado, que conheceu desde este presidiu ao júri do seu exame da antiga “Quarta Classe”.

De seguida, no Museu Diocesano, procedeu-se à inauguração da exposição, onde depois das palavras de acolhimento do director, Ana Teixeira apresentou as peças, expôs as motivações da temática, da escolha do local, da fé que recebeu do seu pai e das recordações da infância associadas à romaria de Nossa senhora dos Remédios. Agradeceu aos autores dos textos do catálogo, fazendo uma referência especial às homilias do Sr. D. António Couto na Festa de Nossa Senhora dos Remédios.

A mostra apresenta fotomontagens das romarias do Senhor da Boa Morte; de Nossa Senhora de Alcamé; de Nossa Senhora do Almurtão; de Nossa Senhora da Atalaia; de Nossa Senhora da Boa Viagem; da Romaria a Cavalo e, com particular destaque, de Nossa Senhora dos Remédios.

Neste ano jubilar em que as peregrinações e as romarias encontram um significado particular, foi gratificante acolher, no dia seguinte, um conjunto de 80 peregrinos da paróquia de São Tiago de Sande, conduzidos pelo seu Pároco que vindos a pé em romagem à Porta Santa da Catedral, visitaram as exposições do Museu Diocesano como preparação próxima para a entrada na porta jubilar. A mostra está patente ao público até ao dia 11 de Setembro, todos são bem-vindos e acolhidos com alegria como peregrinos que somos, aqui, no coração da vida.

Director do Museu Diocesano de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

Museu Diocesano: a MEMÓRIA DOS DIAS

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No fim-de-semana passado, o Museu Diocesano, acolheu mais uma exposição de pintura, desta vez do pintor António de Matos Ferreira, residente na Lousã. “ Voltar a olhar os quadros de deMatos é como regressar à infância que não foi nossa, ou ao lugar onde a utopia se desmoronou.(…) A sua escola, ganhou-a insistindo, repetindo, alterando, destruindo, reconstruindotrabalho solitário, onde aprendeu a conviver dentro de si, com a arte.” – Carlos Carranca, catálogo da exposição.

Depois de ter passado pela mesma sala deste Museu, a exposição de fotografia Mutações (I) do autor Fausto Marsol, este ao apreciar muito o espaço, foi o elo de ligação entre deMatos e o Museu Diocesano, sendo ele a propor ao pintor a vinda a Lamego para expor algumas das suas obras. DeMatos sem hesitação e com confiança aceitou este desafio.

Foi esta a origem desta exposição “A Memória dos Dias”, título sugerido pelo pintor deMatos explicando que existem quadros pintados antes e depois de problemas de saúde graves que o afectaram de tal forma que ele quis fazer “memória”.

Pela primeira vez desde a sua inauguração, este Museu tem patente uma exposição que teve uma pré-inauguração e uma inauguração oficial e poder-se-á afirmar que foi um sucesso.

A pré-inauguração foi no dia 6, sexta-feira, integrada nas “Tertúlias Gastronómicas – conversas ao redor da mesa”, organizadas pela Confraria Gastronómica de Lamego, pelas 18horas, onde os convidados e participantes puderam disfrutar dos belíssimos quadros expostos. Pelas 20horas seguiu-se um jantar onde o convívio e a fraternidade se fez sentir entre os participantes e confrades de várias confrarias. Enquadrado com as “conversas ao redor da mesa” e como não só de alimentos se sustenta o corpo, Fausto Marsol com o seu saber de escrita e culinária deixou os presentes presos às suas palavras, seguindo-se deMatos, fazendo também uma ligação entre a pintura e a gastronomia.

Já no dia seguinte, sábado dia sete, foi então inaugurada a exposição com abertura ao público em geral. Esteve presente nesta inauguração o Sr. José Redondo, administrador da empresa do Licor Beirão, que patrocinou o catalogo da exposição, onde antes de se subir à sala da exposição, utilizou o auditório do Museu e numa pequena palestra acerca do “Licor de Portugal” criou água na boca para saborear aquele delicioso licor, que foi servido, aquando da tão aguardada abertura.

Esta exposição estará patente ao público no Museu Diocesano até ao dia 7 de junho, juntamente com as exposições “Iconóstase” e “Oração e Misericórdia”.

Aguardamos a sua visita.

Wilson Teixeira, in Voz de Lamego, ano 86/23, n.º 4362, 10 de maio de 2016

ORAÇÃO E MISERICÓRDIA – Exposição no Museu diocesano

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Encontra-se patente ao público, no Museu Diocesano (Casa do Poço), a exposição “Oração e Misericórdia.” A temática da mostra liga-se ao tema do ano pastoral em curso: “Ide e fazei da Casa de meu Pai, casa de oração e misericórdia” e ao Ano Santo que estamos a viver.

O núcleo expositivo divide-se em três módulos: “Revestidos de Cristo”; “Casa e Escola de Oração” e “Misericordiosos como o Pai”. Pretende-se através deste “itinerário” levar os visitantes a (re)descobrir a função e diversidade das vestes litúrgicas, diferenciadoras dos diversos ministérios litúrgicos; as diferentes cores litúrgicas que ajudam a compreender o ano litúrgico e a tomar consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do mesmo. A beleza das vestes sagradas contribui para manifestar externamente a beleza da acção sagrada.

Passamos depois aos objectos litúrgicos utilizados na celebração dos mistérios da fé: cálice, patena, píxide, turibulo, prato de oferendas, sagrada custódia, âmbulas com os santos óleos e outros elementosusados, na Casa de Deus, para o culto divino que manifesta a “unção” de Deus ao seu povo.

As imagens de vários santos recordam-nos aqueles que, ao longo dos séculos, foram rostos da misericórdia de Deus ao longo da História. A presença de alguns relicários lembram-nos como as casas dos homens pretenderam, pela devoção popular, serigrejas domésticas, com espaços devocionais, que transportam para as nossas casas a presença da Casa de Deus e um prolongamento da mesma.

A rematar as peças expostas, temos uma cruz processional e lanternas que nos transportam do templo para o tempo. Elas abrem os cortejos litúrgicos nas igrejas e conduzem o Povo de Deus, nas procissões pelas ruas das cidades e aldeias. No átrio do Museu a acolher-nos e a enviar-nos as imagens de Nossa Senhora da Esperança e de Santo António.

A exposição é composta por um total de 45 peças, num arco temporal que vai do Séc. XV ao Séc. XX; de materiais diversificados: tapeçaria, ourivesaria, pintura e escultura; provenientes da Catedral, do Seminário, do Paço Episcopal, do Arquivo Diocesano e de sete paróquias.

A presente iniciativa pretende ser um subsídio cultural e pastoral, para a vivência do plano pastoral diocesano, sob a luz do Jubileu da Misericórdia. Deste modo, nas peregrinações a organizarem-se pelas paróquias, zonas pastorais ou movimentos à Porta Santa da Catedral, estas poderão incluir uma visita prévia à exposição, seguida de celebração na Igreja Jubilar e uma visita ao Coro Alto da Sé, onde, no cadeiral, estão pintadas as 14 obras de misericórdia. Aproveitemos, pois, este rico e simbólico património material, para nos ajudar a assimilar todo o património de fé que o suporta e ao qual o Ano Santo da Misericórdia confere uma actualidade acrescida.

Pe. João Carlos Morgado, in Voz de Lamego, ano 86/09, n.º 4344, 5 de janeiro de 2016

MEMÓRIAS DE TIMOR EM LAMEGO | Exposição

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Até 31 de maio…

O Museu de Lamego e o Museu Diocesano de Lamego inauguraram este sábado, 2 de maio, mais uma exposição ao abrigo do projeto [EM]COMUM. “Memórias de Timor em Lamego” constitui uma oportunidade de viajar pelo artesanato tradicional timorense e por um conjunto de peças habitualmente conservadas nas reservas do Museu de Lamego.

Durante a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do coordenador da exposição e técnico do Museu de Lamego, José Pessoa, do Diretor do Arquivo-Museu Diocesano, Pe. João Carlos Morgado e de Artur Pombinho, da Associação dos Amigos do Povo de Timor Lorosae de Lamego, foi unanimemente recordado o lamecense Mário Lemos Pires, General e último governador português de Timor Leste, a quem se deve, em última instância, esta exposição, pela doação ao Museu de Lamego de uma réplica miniatural em filigrana de prata da casa tradicional de Lospalos pela sua viúva em 2012.

Desde então, anualmente, o Museu de Lamego assume o compromisso de expor esta peça por ocasião do aniversário da independência de Timor.

Em 2015, juntam-se à Casa de Lospalos doações mais antigas, estas feitas por “um homem deslumbrado pela beleza oriental”, o Comandante Humberto Leitão, como destacaram os presentes. Mais uma vez, os agradecimentos também se direcionaram para a família Mascaranhas Gaivão que voltou a abrir as portas da sua coleção particular e a partilhar com o público as suas próprias memórias.

Todos os contributos reunidos dão origem a “Memórias de Timor em Lamego”, patente até dia 31 de maio, no Museu Diocesano de Lamego.

in Voz de Lamego, n.º 4312, ano 85/25, de 5 de maio de 2015