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Posts Tagged ‘Eucaristia’

PRIMEIRA COMUNHÃO NA PARÓQUIA DA SÉ

As crianças do 3.º ano celebraram este domingo a sua Primeira Comunhão; ocasião especialmente festiva porque, para além da já habitual celebração do Dia da Mãe e do Mês de Maria, que na nossa paróquia fazemos sempre coincidir com este marcante momento da vida cristã, estas crianças receberam Jesus pela primeira vez a apenas uma semana do Centenário da primeira aparição da Senhora de Fátima, da chegada do Papa Francisco na sua primeira visita a Portugal, e da Canonização dos Pastorinhos, crianças como eles, que são o grande exemplo de amor a Jesus e a Sua Mãe.

O clima era, claro, de festa.

Famílias alargadas partilharam da alegria e emoção das crianças e seus pais; as crianças da catequese vibraram com os seus colegas, umas revivendo o seu “dia especial”, outras antecipando-o; irmãos , primos e amigos mais novos encheram a Sé de palreios e gorjeios, cumprindo o pedido de Jesus – “Deixai vir a Mim as criancinhas”; toda a comunidade se sentiu unida e feliz, apesar de muitos terem assistido em pé e um bocadinho mais desconfortavelmente, tão numerosa era a assembleia.

Depois, na catequese do 4º ano, tivemos oportunidade de meditar sobre o que significou para cada um de nós o facto de recebermos Jesus, e o que mudou na nossa vida:

Somos mais amigos uns dos outros ?

Somos mais cumpridores da vontade de Deus?

Vamos á Missa com mais vontade? Estamos mais atentos?

Respeitamos mais pais e professores?

Trabalhamos com mais afinco?

Confiamos em Deus?

Esta é uma oportunidade de rever o que temos que melhorar na nossa vida.

O Espirito Santo  tocou o nosso coração e o de todos os presentes, não O ignoremos.

IM, in Voz de Lamego, ano 87/26, n.º 4411, 9 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 2.º Domingo da Quaresma

O segundo domingo da Quaresma traz-nos à reflexão a saída de Abraão da sua terra, por vontade expressa de Deus, que o manda partir. Daí que a nossa caminhada proponha a colocação de um par de sandálias e um globo terrestre, junto à cruz.

A palavra solidão, por sua vez, remete-nos para aquele que é um dos dramas do nosso tempo, que torna a cruz de muitas vidas mais pesada, mas que o Evangelho deste domingo nos ajuda a resolver. A afirmação de Pedro: “Senhor, como é bom estarmos aqui” (Mt 17, 4), demonstra bem que a solidão não é uma questão de lugar ou de ausência de gente, mas falta de reconhecimento da presença de Deus no meio de nós.

2.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Arranjar um par de sandálias e um globo terrestre ou um mapa mundo
Momentos da Eucaristia: – No final da primeira leitura

– Após a leitura do Evangelho

Gesto: Imediatamente a seguir à primeira leitura colocar o globo terrestre no chão (por debaixo da cruz) ou colar na cruz o mapa mundo (a significar a saída de Abraão da sua terra) e as sandálias em frente ao globo.

Após a leitura do Evangelho, antes da homilia, colar na cruz a palavra: SOLIDÃO

in Voz de Lamego, ano 87/17, n.º 4402, 7 de março de 2017

DIOCESE DE LAMEGO EM CAMINHADA – QUARESMA 2017

caminhada-quaresma-pascoa_2016-2017

PREPARAÇÃO: Construir uma cruz de madeira. A cruz deve permanecer inclinada (apoiada num dos braços), num local visível da Igreja. Tanto quanto possível deve ser pintada ou revestida de preto de um dos lados e de branco do outro. Deve estar segura e de fácil acesso, por forma a poderem ser coladas algumas palavras ao longo dos domingos. Pode ser colocada logo na Quarta-feira de cinzas, ou então no início da Eucaristia do Primeiro Domingo da Quaresma, com a parte preta virada para a frente.

OBJETIVO DA CAMINHADA:

– Dar realce aos textos litúrgicos que são propostos para cada domingo da Quaresma e da Páscoa, já que cada gesto, símbolo e palavra tem a ver sempre com as leituras do dia;

– Procurar que, durante este tempo, as pessoas levem consigo uma mensagem visual ou um símbolo material que as faça recordar a celebração dominical;

– Acentuar, através dos pequenos gestos da liturgia, a importância destes dois tempos litúrgicos e a sua diferença em relação ao tempo comum;

– Envolver o maior número de pessoas, grupos e estruturas da paróquia na preparação dos gestos, das palavras a colar, dos símbolos a distribuir ao longo dos vários domingos;

– Sem alterar a o fundamental da estrutura da celebração, nem a tornar mais demorada, fazer com que esta se torne mais participativa e envolvente.

RAZÕES PARA A CAMINHADA:

– Realizar as propostas do plano pastoral diocesano, no seguimento do que já vem sendo feito ao longo do ano;

– Dar cumprimento ao lema pastoral deste ano, proposto pelo nosso bispo, relevando a urgência de ir a toda a criatura levar o Evangelho.

 

1.º DOMINGO DA QUARESMA

Momentos da Eucaristia: Admonição inicial e profissão de fé

Gesto: Após a saudação inicial da Eucaristia deve ser lida a admonição.

– No fim da homilia, antes do Credo, colar na cruz a palavra: TENTAÇÕES

Admonição inicial:

Estamos no início de um tempo litúrgico, particularmente importante para a vivência da fé do povo cristão. São quarenta dias de uma caminhada intensa e profunda de significado, que nos conduzirão à Páscoa da Ressurreição.

Para podermos mergulhar mais seriamente neste mistério salvífico da paixão, morte e ressurreição de Jesus, vamos este ano prolongar a nossa caminhada não só pela Quaresma, mas também pelo Tempo Pascal.

O destaque será dado à Cruz. A cruz que nos fala do sofrimento atroz de Cristo, da sua dolorosa caminhada até ao Clavário e da sua arrepiante morte, entre dois malfeitores. A cruz que nos fala do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, nas escaladas íngremes das suas vidas. A cruz que nos fala das nossas próprias angústias e dores. Refletiremos, durante a Quaresma, sobre aquilo que a torna mais pesada e mais penosa.

Mas a cruz não é derrota, é essencialmente vitória! Por isso, ao longo do Tempo da Páscoa, teremos oportunidade de nos deixar envolver pelas consequências gloriosas da Cruz redentora de Cristo. Vamos ornamentá-la, de domingo a domingo, para que se nos afigure uma verdadeira árvore de Vida.

in Voz de Lamego, ano 87/16, n.º 4401, 28 de fevereiro de 2017

IV Congresso Eucarístico | Viver a Eucaristia, fonte de misericórdia

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Iniciou-se em Fátima, no passado dia 10 de junho, com a celebração da Missa da Peregrinação das Crianças, o IV Congresso Eucarístico Nacional, prolongando-se até ao dia 12. Este é o primeiro a realizar-se neste santuário mariano, no âmbito da celebração do centenário das aparições do Anjo e de Nossa Senhora em Fátima, bem como da mensagem eucarística presente nelas (assim como nas aparições de Tui e Pontevedra). Os três Congressos Eucarísticos anteriores realizaram-se em Braga em 1924, 1974 e 1999.

Dentro do contexto do Ano Jubilar da Misericórdia, as reflexões desenvolveram-se à volta do tema: “Viver a Eucaristia, fonte de misericórdia”. Estiveram presentes vários oradores, entre os quais, o nosso Bispo, que desenvolveu o tema: “Maria, Mãe de Misericórdia, mulher eucarística”. Estiveram ainda presentes: D. Piero Marini, antigo mestre das cerimónias pontifícias dos papas São João Paulo II e Bento XVI e presidente do Pontifício Comité para os Congressos Eucarísticos Internacionais, com uma conferência sobre “a Eucaristia, experiência de misericórdia e conversão”; a irmã Ângela Coelho, Postuladora da Causa da Canonização dos Pastorinhos de Fátima com o tema “a Eucaristia na Mensagem de Fátima”; o Prof. José Eduardo Borges de Pinho, falou da “Mensagem de Fátima, Profecia de Misericórdia” e ainda o enviado especial do Papa Francisco o Cardeal D. João Braz de Avis, Prefeito da Congregação da Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica que se dirigiu aos participantes sobre “a misericórdia na missão da Igreja”. Foi importante ainda o momento dos testemunhos sobre a vivência eucarística, que nos desafiaram a vivermos verdadeiramente uma vida eucarística, ou seja, focarmo-nos no momento da adoração como encontro pessoal com Deus, mas também levá-l’O aos nossos irmãos. E nisto também é exemplo Nossa Senhora e os Pastorinhos, adoradores do Senhor, mas que se preocupam em levá-l’O aos irmãos.

Um Congresso Eucarístico, não é, porém apenas um ciclo de conferências. A celebração da Missa é o primeiro ato de adoração no dizer do Papa Bento XVI, e o lugar onde melhor se experimenta, a par com o Sacramento da reconciliação, a misericórdia de Deus. As celebrações da Eucaristia, bem como a experiência de adoração ao Santíssimo Sacramento na Basílica de Nossa Senhora do Rosário foram verdadeiros encontros com o Senhor.

Com o encerramento, ficou o desafio de vivermos melhor uma vida eucarística, lembrando-nos que a Eucaristia faz a Igreja e é a vida da Igreja.

João Pereira, II Ano | Diogo Rodrigues, VI Ano

in Voz de Lamego, ano 86/31, n.º 4367, 14 de junho de 2016

CAPELA DO SENHOR DOS ENFERMOS: OBRAS DE RESTAURO

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No segundo domingo de Páscoa, dia três de abril, a paróquia de São Martinho de Fornelos, no concelho de Cinfães, vivenciou momentos de grande alegria com a reabertura da capela do Senhor dos Enfermos, no lugar de Macieira, após as obras de conservação e restauro a que foi sujeita. A capela foi pequena para acolher todos os fiéis que quiseram estar presentes, sinal de grande fé no Senhor dos Enfermos.

A cerimónia foi presidida pelo Senhor Vigário Geral, Monsenhor Joaquim Dias Rebelo, em representação do Senhor Bispo da Diocese de Lamego, Dom António Couto. O evangelho do dia falava em São Tomé, apóstolo que, perante a notícia da ressurreição de Jesus, negou-se a acreditar. “Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma acreditarei.” Perante a presença de Jesus, vivo, diante dos seus olhos, Tomé rendeu-se e, movido pela poderosa fé que sentia no coração, disse o que até aí não tinha descoberto: “Meu Senhor e meu Deus.” Jesus responde-lhe:Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” E foi esta mesma fé, este acreditar sem ter visto, que encheu a capela do Senhor dos Enfermos, num desejo de partilhar aquele momento com toda a comunidade e, acima de tudo, partilhá-lo com Deus, naquela que é a sua casa agora renovada.

Já quase no final da cerimónia, a presidente da Irmandade do Senhor dos Enfermos, professora Cristina Miranda, leu um discurso de agradecimento a todos aqueles que deram o seu contributo, tornando esta obra uma realidade. As entidades políticas locais, designadamente os presidentes da Câmara Municipal de Cinfães e da Junta de Freguesia de Fornelos, não deixaram de estar presentes, tendo ambas as entidades subsidiado a obra. A presidente fez também uma breve alusão a todo o processo percorrido e o que há ainda a percorrer, mencionando a preciosa colaboração dos Senhores Padres Vítor Pinto e José Augusto Cardoso enquanto anteriores párocos da freguesia, e do Senhor Padre Fabrício Pinheiro, atual pároco.

De entre todos os agradecimentos, o mais marcante foi, certamente, a menção aos antepassados que ergueram a capela e cujos nomes foram agora postos a descoberto com o restauro do teto. “Foram eles os primeiros e principais responsáveis por tudo isto que agora vemos, sendo que, se hoje esta capela é uma realidade, acolhendo anualmente milhares de fiéis, é a eles que o devemos. Estejam onde estiverem, as suas almas estarão certamente em paz, e aqui fica o nosso sincero agradecimento e um grande bem hajam por todo o legado que nos deixaram.”

Terminada a cerimónia, os participantes partilharam um lanche, fruto da colaboração de todos, ficando o desejo de que o santuário do Senhor dos Enfermos seja, e continue a ser, um local de muita fé, de oração e de encontro com Deus.

A Presidente da Irmandade:

Cristina Miranda, in Voz de Lamego, ano 86/21, n.º 4358, 12 de abril de 2016

Comunhão Pascal no Estabelecimento Prisional de Lamego

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ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

UMA PORTA SANTA

NO ESTABELECIMENTO PRISIONAL REGIONAL  DE LAMEGO

 

“Esta é a porta do Senhor: por ela entramos para alcançar a misericórdia do Senhor”

Foi com esta aclamação que o Senhor D. António Couto, Bispo de Lamego, abriu a Porta Santa  da Misericórdia no Estabelecimento Prisional Regional de Lamego, no dia 9 de Abril, na Festa da Comunhão Pascal dos seus reclusos.

A cerimónia iniciou-se num espaço exterior do Estabelecimento com os ritos iniciais propostos para o Jubileu Extraordinário. Depois de ter sido lido por uma recluso o início da Bula de promulgação do Jubileu, todos se incorporaram na Procissão solene em direção a uma porta, já no interior de edifício, devidamente ornamentada, que, a partir de agora, se tornará para todos os que ali residem e trabalham a Porta Santa, o ícone do coração misericordioso de Deus, revelado em Cristo. Era indizível a grande emoção e a alegria expressas, no momento em que cada um atravessava o limiar desta Porta, cantando o Salmo 89.

Na Homilia festiva da comunhão Pascal, o Senhor Bispo saudou todos os reclusos, a Senhora Diretora, os Senhores Guardas prisionais, O Capelão, os sacerdotes presentes, e o grupo de Jovens da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave que solenizou liturgicamente esta celebração. No decorrer da homilia, o Senhor D. António lembrou que, a partir de agora, entrar por aquela Porta significa descobrir e saborear a profundidade da misericórdia do nosso Deus que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um no seu pecado. Que o cruzamento desta Porta Santa nos faça sentir participantes deste mistério de Amor profundo e visceral do nosso Deus. Apelou para que nos soltemos, sim, das verdadeiras prisões que enclaustram o homem dentro de si próprio, afastando-o de Deus e dos outros: as injustiças, os medos, a mentira, a indiferentismo, as rixas, as vinganças, os preconceitos… tudo o que gera morte e trevas à nossa volta. São essas as prisões que, sem grades visíveis, privam o homem da verdadeira liberdade que nos vem de Deus. Apropriando para aquele momento as palavras do Papa Francisco nas orientações dadas para a celebração do Jubileu, o Senhor Bispo pediu aos reclusos que experimentem também esse amor do Pai, revelado e concretizado em Cristo, todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai e, que neste gesto, sintam que a misericórdia de Deus muda os corações mesmo merecedores de punição e consegue transformar as grades da prisão em experiências de liberdade, ajudando-os a inserirem-se de novo na sociedade e a contribuir honestamente para que ela seja melhor.

Antes da Eucaristia, os reclusos tiveram a oportunidade de celebrar o Sacramento da Penitência junto dos sacerdotes presentes. Não podemos deixar de reconhecer e agradecer tanta dedicação e entrega da Irmã Fernanda Antunes SNS, ajudada pela D. Alcina Ferraz, a todos estes homens que refazem a sua vida neste Estabelecimento Prisional. Ao mesmo tempo, agradecer também à Senhora Diretora, Drª Maria José Ferreira, Chefe José Coelho e todos os Guardas Prisionais o acolhimento que dão à presença da Igreja e da Paróquia de Almacave, em particular, nesta casa que a partir de agora é também um local jubilar.

SA, in Voz de Lamego, ano 86/21, n.º 4358, 12 de abril de 2016

HOMILIA DE D. ANTÓNIO COUTO NA MISSA CRISMAL

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O ÓLEO DA ALEGRIA QUE DEVEMOS DERRAMAR COM ABUNDÂNCIA

1. «O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu para anunciar o evangelho aos pobres», assim se diz a si mesmo o profeta de Isaías 61,1. «O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu para anunciar o evangelho aos pobres», repete Jesus na sinagoga de Nazaré (Lucas 4,18), acrescentando um «Hoje» que ainda hoje retine nos nossos ouvidos: «Hoje foi plenificada (peplêrôtai: perf. pass. de plêróô) (passivo divino ou teológico!) esta Escritura nos vossos ouvidos» (Lucas 4,21). Escritura plenificada por Deus, por Deus enchida até ao cimo da letra, até ao Espírito. Escritura a transbordar e a inundar como uma enchurrada a nossa vida! Jesus Cristo não vem depois da Escritura. Rebenta como um bolhão do meio da Escritura. Transborda da Escritura. Banho de água batismal, caudal de óleo crismal a escorrer pela cabeça, pelo rosto, pelas vestes deste povo todo sacerdotal e santo (Êxodo 19,6; Apocalipse 1,4-6).

2. Povo Santo de Deus, aí está a tua bela e funda identidade: povo batizado, crismado, cristificado. Encharcado em Cristo, de Cristo. Por isso, diz bem São Paulo aos Coríntios: «Vós sois de Cristo (tu és de Cristo), e Cristo é de Deus» (1 Coríntios 3,23). «Porque o Senhor me ungiu», diz o profeta. «Porque o Senhor me ungiu», diz Jesus Cristo. «Porque o Senhor nos ungiu», digamos nós também. Significa isto, antes de mais, que, para nos ungir com o seu óleo perfumado, Deus se aproxima tanto de nós, que toca em nós com a sua mão carinhosa! Exatamente como fazemos nós, ou como Deus faz por nós, quando ungimos com o óleo do crisma os recém-batizados, os crismados, os sacerdotes, os bispos, o corpo da igreja e os altares no dia da sua dedicação; com o óleo dos catecúmenos, aqueles que se preparam e dispõem para o batismo; com o óleo dos enfermos, aqueles que procuram alívio para as suas dores.

3. O Salmo articula bem a comunidade viva com o fruto da oliveira: «Como é bom, como é belo, viverem unidos os irmãos. É como azeite sobre a cabeça, descendo pela barba, a barba de Aarão, descendo sobre as suas vestes» (Salmo 133,1-2). Comunidade bela e forte, unida, oleada, perfumada. Trata-se de azeite de oliveira, perfumado com mirra, cinamomo, cálamo e cássia (Êxodo 30,22-33), a encharcar a cabeça e o cabelo de Aarão, a descer pela barba, e sobre as suas vestes sacerdotais, encharcando o humeral (ʼephod), uma espécie de roquete ou sobrepeliz que desce sobre os ombros, e, descendo sempre, encharca depois o peitoral (hoshen), bolsa quadrada, com 25 cm de lado, aplicada sobre o humeral, cobrindo o peito. O azeite encharca o tecido que está sobre os ombros e sobre o peito do sacerdote. Sobre os ombros, nas duas alças do humeral, traz o sacerdote incrustradas duas pedras de ónix, uma sobre cada ombro, cada uma gravada com seis nomes das doze tribos de Israel (Êxodo 28,1-14). E, sobre o peito, no peitoral, traz o sacerdote doze pedras preciosas diferentes, e em cada uma delas está gravado o nome de uma das doze tribos de Israel (Êxodo 28,15-30), irmanadas, como se fosse uma jóia em unidade harmónica. Extraordinária simbologia! O sacerdote carrega aos ombros (Êxodo 28,12) e leva sobre o coração (Êxodo 28,29) todos e cada um dos filhos de Israel! A releitura por excelência do Livro da Sabedoria diz admiravelmente que «sobre as vestes sacerdotais é transportado o mundo inteiro» (18,24). É assim que se vê bem a missão do sacerdote. Mas vê-se igualmente bem que se trata de um povo todo ungido, todo sacerdotal e aromático. Portanto, todo empenhado no serviço da evangelização, de modo a mudar verdadeiramente a vida e a vivência eclesial como sonhou São João Paulo II (Redemptoris missio, n.º 2).

4. «O Espírito do Senhor sobre mim, porque o Senhor me ungiu para anunciar o evangelho aos pobres». Guardemos connosco, Hoje, amados irmãos no sacerdócio, reunidos em unum prresbyterium, esta unção e esta missão sacerdotal. Unção e missão. Unção para a missão. Torrente que vem de Deus e que envolve, por graça, as nossas mãos, entranhas e coração. Não nos esqueçamos do óleo da alegria que nos deve inundar as entranhas, o coração e a missão (Salmo 45,8; Isaías 61,3; Hebreus 1,9). Não nos esqueçamos também que a missão deste Evangelho do óleo da alegria se destina aos pobres. Quem são os pobres? São aqueles que se sentem tão batidos e abatidos pelas desilusões da vida, que já não têm mais coração para tentar de novo; são aqueles que se sentem tão presos e incapacitados, que consideram a libertação e a liberdade uma miragem cruel; são aqueles que pensam que Deus se esqueceu deles, e que nunca mais terão um dia de alegria; são aqueles que pensam que a sua vida já não vale mais do que saco e cinza e lágrimas, e que por companhia têm o duro farnel do desespero. É a estes que Isaías e Jesus anunciam boas notícias vindas de Deus!

5. Caríssimos irmãos no sacerdócio, são estes pobres que deveis carregar aos ombros e no coração. É este mundo hostil ou apenas indiferente ou enlatado, a esvaziar-se de sentido, são estas crianças que ainda sonham, estes jovens desiludidos, estes casais preocupados, estas famílias desconstruídas, estes idosos tantas vezes sós, que devemos transportar sobre as nossas vestes sacerdotais. É a estes irmãos e irmãs concretos que nos devemos entregar ou «super-entregar» (ekdapanêthêsomai), para usar a expressão da Segunda Carta aos Coríntios e do Decreto Presbyterorum ordinis (2 Coríntios 12,15; Presbyterorum ordinis, n.º 15). A nossa vida bela não pode ser vivida assim-assim, de qualquer maneira, ou de uma maneira qualquer. Nas nossas atividades pastorais, devemos, amados irmãos, ter sempre a noção clara de que não somos e não podemos ser simples animadores ou monitores, mas transparência fiel da presença viva e operante do próprio Senhor no meio da comunidade.

6. Neste Ano Jubilar da Misericórdia, não deixemos Deus por mãos alheias e coração alheio. Empenhemo-nos no anúncio do Evangelho, que é «a primeira caridade» para este mundo (Novo millennio ineunte, n.º 50; Evangelii gaudium, n.º 199). E não nos esqueçamos nunca que só «a caridade das obras garante uma força inequívoca à caridade das palavras» (Novo millennio ineunte, n.º 50).

7. Derramemos, pois, com abundância, amados irmãos no sacerdócio e no batismo, este óleo da alegria, que Deus nos confiou.

Senhor Jesus, faz da tua Igreja uma sarça
Ardente de amor diante dos nossos olhos,
Alimenta-lhe o fogo com o teu óleo sagrado que abrasa de amor a terra inteira,
Faz que aquela chama dia a dia nos incendeie e nos chame
E que nós saibamos responder sempre: “Eis-me aqui”.

Dá à tua Igreja ternura e coragem e aragem:
A coragem da ternura e a aragem que nos limpa o coração e o olhar.

Aceita, Senhor, as nossas lágrimas e sorrisos,
E torna-nos próximos e acolhedores de quem está só, triste e sem esperança.
Faz uma fogueira com as nossas maldades,
E mesmo que nos desviemos de Ti,
Quando para Ti voltarmos,
Cobertos de lama e de pó,
Lava com sabão de amor o nosso coração,
Ainda antes de Te pedirmos perdão.

Lamego, 24 de março de 2016, Quinta-Feira Santa, Homilia na Missa Crismal

+ António, vosso bispo e irmão

Apresentação do CD “Tu, Senhor” do Pe. Marcos Alvim

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Não foi um mero espetáculo musical, uma festiva apresentação de cânticos agradáveis, nem uma saudável distração noturna de fim de semana; o que presenciamos no dia 28, sábado, ás 21 horas no Centro Paroquial de Almacave, perante um auditório repleto de gente, onde novos e menos novos se acomodavam para que, com espírito fraterno, “coubesse sempre mais um”, e quando já se viam crianças  e jovens ocupando todo e qualquer cantinho de chão (felizmente alcatifado, que a noite estava fria!), o que presenciamos foi um autêntico ATO DE EVANGELIZAÇÃO, mais de 2 horas de LOUVOR e ADORAÇÃO, ouvindo e cantando, rindo (muito) e dando graças ao nosso Deus, enquanto comungávamos da alegria de estarmos juntos, cristãos e amigos, unidos pela Fé e pela felicidade que um dia todos tivemos de nos cruzarmos com alguém muito especial – alguém que transmite o Amor de Deus com alegria, pureza, paciência, boa disposição , sabedoria, disponibilidade, companheirismo… bom, nunca mais acabaria…

O mentor desta autêntica “migração” para o CPA foi o nosso amigo Pe. Marcos, que, com os jovens das paróquias da Sé e de Almacave, e a colaboração de muitos amigos (que a quem o é não lhe faltam!) lançou oficialmente o seu 4.º CD “TU SENHOR”.

Com originais da sua autoria (e colaboração em algumas letras) o Pe. Marcos pretendeu oferecer aos cristãos um guia musical para celebração eucarística, com cânticos apropriados a todos os momentos, solenes mas alegres, fáceis de aprender e de cantar, com conteúdo adequado e mensagem clara e apelativa, atrativo para todas as faixas etárias, de modo a alargar as opções disponíveis na animação das nossas celebrações.

A abertura esteve a cargo do Pe. Zé Guedes, seu conterrâneo, que lembrou os tempos de infância do “ Marquitos” e a sua precoce queda musical, e deixou umas palavras de homenagem a seus Pais, senhor João e D. Maria do Céu.

D. António Couto, sempre presente no meio do seu rebanho, amigo e bem disposto, honrou-nos com algumas palavras inspiradoras e apelou á união, especialmente dos jovens, em torno da evangelização pela musica, pois “o ser humano é fundamentalmente um ser musical”, pelo que é um método congregador da juventude, tão tentada por “outras musicas” muito pouco aconselháveis.

Também contamos com a presença de D. Jacinto, Bispo Emérito, do Vigário Geral. Dr. Joaquim Rebelo, do Pró – Vigário, Dr. João Carlos, do Reitor do Seminário de Lamego, Dr. Joaquim Dionísio, e de inúmeros sacerdotes da nossa Diocese e não só.

A “grande festa” terminou com a filmagem do vídeo-clip da música “Caminho, Verdade e Vida”, com todo o público e artistas envolvidos – aguardamos o resultado e a possível descoberta de novos talentos…

Era já tarde quando a interminável fila de “fãs” que aguardava o autógrafo do autor se diluiu, e entre abraços, risos e despedidas voltamos para casa com o coração cheio, como só o sentimos quando o Amor de Deus nos preenche o coração em comunhão com os irmãos.

Obrigada Pe. Marcos! Por nós pode ser assim todas as semanas…

Dr.ª Isilda Montenegro, in Voz de Lamego, ano 85/53, n.º 4340, 1 de dezembro

Eucaristia de Encerramento do Sínodo | Homilia do Papa Francisco

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SANTA MISSA DE ENCERRAMENTO
DA XIV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica Vaticana
XXX Domingo do Tempo Comum, 25 de Outubro de 2015

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As três leituras deste domingo apresentam-nos a compaixão de Deus, a sua paternidade, que se revela definitivamente em Jesus.

O profeta Jeremias, em pleno desastre nacional, enquanto o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que «o Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel» (31, 7). E por que o fez? Porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos, acompanha-os ao longo do caminho, sustenta «o cego e o coxo, a mulher grávida e a que deu à luz» (31, 8). A sua paternidade abre-lhes um caminho desimpedido, um caminho de consolação depois de tantas lágrimas e tantas amarguras. Se o povo permanecer fiel, se perseverar na busca de Deus mesmo em terra estrangeira, Deus mudará o seu cativeiro em liberdade, a sua solidão em comunhão: e aquilo que o povo semeia hoje em lágrimas, recolhê-lo-á amanhã com alegria (cf. Sal 125, 6).

Com o Salmo, também nós manifestámos a alegria que é fruto da salvação do Senhor: «A nossa boca encheu-se de sorrisos e a nossa língua de canções» (125, 2). O crente é uma pessoa que experimentou na sua vida a acção salvífica de Deus. E nós, pastores, experimentamos o que significa semear com fadiga, por vezes em lágrimas, e alegrar-se pela graça duma colheita que sempre ultrapassa as nossas forças e as nossas capacidades.

O trecho da Carta aos Hebreus apresentou-nos a compaixão de Jesus. Também Ele «Se revestiu de fraqueza» (cf. 5, 2), para sentir compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro. Jesus é o Sumo Sacerdote grande, santo, inocente, mas ao mesmo tempo é o Sumo Sacerdote que tomou parte nas nossas fraquezas e foi provado em tudo como nós, excepto no pecado (cf. 4, 15). Por isso, é o mediador da nova e definitiva aliança, que nos dá a salvação.

O Evangelho de hoje liga-se directamente à primeira Leitura: como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus. Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51). Poderia parecer uma pergunta inútil: que poderia um cego desejar senão a vista? E todavia, com esta pergunta feita «face a face», directa mas respeitosa, Jesus manifesta que quer escutar as nossas necessidades. Deseja um diálogo com cada um de nós, feito de vida, de situações reais, que nada exclua diante de Deus. Depois da cura, o Senhor diz àquele homem: «A tua fé te salvou» (10, 52). É belo ver como Cristo admira a fé de Bartimeu, confiando nele. Ele acredita em nós, mais de quanto acreditamos nós em nós mesmos.

Há um detalhe interessante. Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu. Estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho. Primeiro, dizem-lhe «coragem!», uma palavra que significa, literalmente, «tem confiança, faz-te ânimo!» É que só o encontro com Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo directamente a Ele sem fazer sermões. A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!

Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O Evangelho de hoje põe em evidência pelo menos duas. Nenhum dos discípulos pára, como faz Jesus. Continuam a caminhar, avançam como se nada fosse. Se Bartimeu é cego, eles são surdos: o seu problema não é problema deles. Pode ser o nosso risco: face aos contínuos problemas, o melhor é continuar para diante, sem se deixar perturbar. Desta maneira, como aqueles discípulos, estamos com Jesus, mas não pensamos como Jesus. Está-se no seu grupo, mas perde-se a abertura do coração, perdem-se a admiração, a gratidão e o entusiasmo e corre-se o risco de tornar-se «consuetudinários da graça». Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma «espiritualidade da miragem»: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante de olhos. Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos.

Há uma segunda tentação: cair numa «fé de tabela». Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como «muitos» do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças (cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Jesus.

E, no fim, Bartimeu põe-se a seguir Jesus ao longo da estrada (cf. 10, 52). Não só recupera a vista, mas une-se à comunidade daqueles que caminham com Jesus. Queridos Irmãos sinodais, nós caminhámos juntos. Agradeço-vos pela estrada que compartilhámos tendo o olhar fixo no Senhor e nos irmãos, à procura das sendas que o Evangelho indica, no nosso tempo, para anunciar o mistério de amor da família. Continuemos pelo caminho que o Senhor deseja. Peçamos-Lhe um olhar são e salvo, que saiba irradiar luz, porque recorda o esplendor que o iluminou. Sem nos deixarmos jamais ofuscar pelo pessimismo e pelo pecado, procuremos e vejamos a glória de Deus que resplandece no homem vivo.

FONTE: página oficial do VATICANO.

MISSA DE ENVIO DE JOVEM MISSIONÁRIO DA SÉ

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FESTA MISSIONÁRIA EM CUCUJÃES

A Festa Missionária em Cucujães é sempre uma celebração “em grande”! Reúne anualmente em convívio informal paroquianos, missionários de passagem por Portugal ou já reformados, jovens leigos, seminaristas, familiares, amigos e todos os que a eles se quiserem juntar. Este ano a festa, celebrada em dia de Pentecostes, foi muito especial – a Família Boa Nova espalha o Evangelho há oitenta e cinco anos! Desde 1930! Sem parar, sem desanimar, sem baixar os braços!

A Missa Campal recebeu todos os que, pelo seu elevado número, não caberiam na Igreja do Seminário; deste, saiu em procissão o andor da Senhora da Boa Nova levado pelos escuteiros e acompanhado por padres, seminaristas e o numeroso povo que rezou e cantou louvores enquanto atravessavam o arvoredo que iria levar ao local da Missa.

Celebrada pelo Superior da Ordem, o Padre Adelino Ascenso, animada pelo Grupo de Jovens da paróquia, amplamente participada por toda a assembleia, a Eucaristia teve o seu momento alto na chamada ao palco dos quatro jovens e um adulto que irão ser brevemente enviados em Missão para países africanos (dois para Maputo, dois para Chibuto e um para Angola); não puderam participar desta celebração duas jovens (a Sofia e a Diana), que já se encontram desde Abril em Chibuto, mas foram lembradas nesta bênção.

Após os missionários terem feito as suas promessas e lido o seu compromisso, o Padre Adelino abençoou-os e enviou-os com a Força do Espírito Santo e o Amor de Deus para que com confiança e entusiasmo dessem Dele testemunho junto aos Irmãos. Lembrou-lhes as condições difíceis que irão encontrar e o desânimo que por vezes poderá atacar, mas exortou-os a que confiassem sempre na força do Espírito para lhes indicar o caminho.

Com muito orgulho, a paróquia da Sé vê partir neste grupo um dos seus jovens – pertencente ao GJS, o Pedro manifestou logo no primeiro contacto com os Leigos da Boa Nova (há já dois anos, num retiro de Advento) a vontade de levar longe a Palavra, através da acção e do exemplo. Após uma primeira missão em território nacional (na Serra de Leomil, de que este jornal deu o seu testemunho no Verão passado), o Pedro sente-se preparado para vôos mais longínquos e o Centro Educativo de Chibuto, no Sul de Moçambique, aguarda-o já este Verão.

É uma missão vocacionada para o apoio aos mais pequeninos, e conta com creche e infantário, frequentados por crianças da zona que não têm mais ajuda a que possam recorrer para terem um dia-a-dia digno, em que sejam educadas, tratadas e valorizadas como seres humanos, filhos de Deus. De certeza que no regresso virão muitas histórias, experiências e aprendizagens para partilhar.

A Missão é partir… sempre. Como diz o Papa Francisco: “A Igreja deve estar sempre de saída.” Neste dia de Pentecostes faz todo o sentido, pois foi o verdadeiro início da Igreja Missionária, da abertura aos outros, da saída para evangelizar, missionar, levar a Boa Nova pelo Mundo fora.

O cântico “Juntos no Caminho da Missão” do nosso bispo D. António Couto, também ele missionário, encerrou brilhantemente a Eucaristia, mas não a festa nos nossos corações.

Deixo, para meditação e para que rezeis pelo bom sucesso destes jovens, a oração de Envio com que pediram a protecção do Senhor:

Senhor, nosso Pai, nós vos agradecemos porque nos chamastes a viver este amor. Estamos felizes por sermos Vossos filhos e integrarmos o Vosso Povo.

Senhor Jesus Cristo, nós Vos agradecemos por Nos terdes enviado em missão como Vossas testemunhas até aos confins da Terra.

Deus Espírito Santo, nós Vos agradecemos, presença amorosa de Deus que une pessoas e povos e nos envia a evangelizar.   

Derramai sobre nós os Vossos dotes e guardai-nos até ao fim.

Maria, Mãe, Senhora nossa, pedimos a Vossa bênção e intercessão. Estrela da Evangelização, ensinai-nos a levar Jesus a todas as pessoas.

Amén.  

in Voz de Lamego, n.º 4317, ano 85/30, de 9 de junho de 2015