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Estabelecimento prisional de Lamego – Nossa Senhora das Dores

Dia 15 de Setembro, em que os cristãos celebram a memória de Nossa Senhora das Dores, no Estabelecimento Prisional de Lamego, foi um dia especial. Este ano, além das missas dominicais, também lá celebrámos a memória de Nossa Senhora das Dores e o aniversário natalício do Rev. Pe. Abrunhosa, assistente espiritual deste Estabelecimento.

Ao aproximar-se o dia 15, os reclusos manifestaram desejo de saudar o Pe. Abrunhosa nesse dia, o que lhes foi facilitado. O Senhor Pe. Abrunhosa e o Senhor Pe. Waldemar, Beneditino, Capelão do referido Estabelecimento, concelebraram a Eucaristia, onde participaram cerca de 90% dos reclusos, a Senhora Diretora, Dr.ª Maria José Ferreira, o Chefe, José Coelho e alguns Guardas. O Senhor Pe. Abrunhosa iniciou a homilia com aquela frase do Papa Francisco, em Fátima, dia 13, “Temos Mãe! Temos Mãe!”. Disse que Maria, nossa Mãe, no Calvário assumiu a cruz de seu Filho Jesus, sofreu com Ele o preço da nossa redenção. Hoje a Virgem Maria, carrega connosco a cruz de cada um dos seus filhos, abraça-nos e leva-nos nos seus braços. Nos braços de Maria não há perigo de cairmos, se nos deixarmos conduzir por Ela. Terminou, pedindo para que não nos esquecêssemos de todos os dias falar com Maria, nossa Mãe, dizendo ao menos “Avé Maria”, na certeza que ela nos leva a Jesus.

No fim da Eucaristia, um recluso, em nome de todos, recitou uns versos ao senhor Pe. Abrunhosa, que manifestaram a amizade e gratidão de todos pela sua presença amiga, sempre disponível, quer nas horas boas, quer nas más. Foi realmente uma ocasião para ajudar também estes nossos irmãos, a aliviarem o peso da sua cruz.

Irmã Maria Fernanda R. Antunes

Serva de Nossa Senhora de Fátima

in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

Comunhão Pascal no Estabelecimento Prisional de Lamego

O Senhor Bispo de Lamego, acompanhado pelo Senhor Vigário Geral, Mons. Joaquim Rebelo, quis passar toda a manhã do dia do seu aniversário, 18 de abril, junto dos reclusos do estabelecimento Prisional de Lamego, presidindo também à celebração da Comunhão Pascal. Antes da Eucaristia, os reclusos tiveram a oportunidade de celebrar o Sacramento da Reconciliação.

Na homilia festiva da Comunhão Pascal, o Senhor D. António Couto começou por saudar afetuosamente todos os presentes, a Senhora Diretora, Dra. Maria José Ferreira, Chefe José Coelho e os Senhores Guardas, o Capelão P. Valdemar OSB, a Equipa sacerdotal da Paróquia de Almacave com o Diácono Luís Rafael, o grupo Almacave Jovem e os Escuteiros do Agr. 140 do CNE, que animaram liturgicamente a Eucaristia. Agradeceu ainda tanta abnegação em excesso que a Irmã Fernanda Antunes SNS, com a preciosa ajuda da D. Alcina Ferraz, tem dedicado, semanalmente, a todos estes homens que refazem a sua vida neste Estabelecimento Prisional. Ler mais…

Comunhão Pascal no Estabelecimento Prisional de Lamego

Prisão 3

ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

UMA PORTA SANTA

NO ESTABELECIMENTO PRISIONAL REGIONAL  DE LAMEGO

 

“Esta é a porta do Senhor: por ela entramos para alcançar a misericórdia do Senhor”

Foi com esta aclamação que o Senhor D. António Couto, Bispo de Lamego, abriu a Porta Santa  da Misericórdia no Estabelecimento Prisional Regional de Lamego, no dia 9 de Abril, na Festa da Comunhão Pascal dos seus reclusos.

A cerimónia iniciou-se num espaço exterior do Estabelecimento com os ritos iniciais propostos para o Jubileu Extraordinário. Depois de ter sido lido por uma recluso o início da Bula de promulgação do Jubileu, todos se incorporaram na Procissão solene em direção a uma porta, já no interior de edifício, devidamente ornamentada, que, a partir de agora, se tornará para todos os que ali residem e trabalham a Porta Santa, o ícone do coração misericordioso de Deus, revelado em Cristo. Era indizível a grande emoção e a alegria expressas, no momento em que cada um atravessava o limiar desta Porta, cantando o Salmo 89.

Na Homilia festiva da comunhão Pascal, o Senhor Bispo saudou todos os reclusos, a Senhora Diretora, os Senhores Guardas prisionais, O Capelão, os sacerdotes presentes, e o grupo de Jovens da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave que solenizou liturgicamente esta celebração. No decorrer da homilia, o Senhor D. António lembrou que, a partir de agora, entrar por aquela Porta significa descobrir e saborear a profundidade da misericórdia do nosso Deus que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um no seu pecado. Que o cruzamento desta Porta Santa nos faça sentir participantes deste mistério de Amor profundo e visceral do nosso Deus. Apelou para que nos soltemos, sim, das verdadeiras prisões que enclaustram o homem dentro de si próprio, afastando-o de Deus e dos outros: as injustiças, os medos, a mentira, a indiferentismo, as rixas, as vinganças, os preconceitos… tudo o que gera morte e trevas à nossa volta. São essas as prisões que, sem grades visíveis, privam o homem da verdadeira liberdade que nos vem de Deus. Apropriando para aquele momento as palavras do Papa Francisco nas orientações dadas para a celebração do Jubileu, o Senhor Bispo pediu aos reclusos que experimentem também esse amor do Pai, revelado e concretizado em Cristo, todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai e, que neste gesto, sintam que a misericórdia de Deus muda os corações mesmo merecedores de punição e consegue transformar as grades da prisão em experiências de liberdade, ajudando-os a inserirem-se de novo na sociedade e a contribuir honestamente para que ela seja melhor.

Antes da Eucaristia, os reclusos tiveram a oportunidade de celebrar o Sacramento da Penitência junto dos sacerdotes presentes. Não podemos deixar de reconhecer e agradecer tanta dedicação e entrega da Irmã Fernanda Antunes SNS, ajudada pela D. Alcina Ferraz, a todos estes homens que refazem a sua vida neste Estabelecimento Prisional. Ao mesmo tempo, agradecer também à Senhora Diretora, Drª Maria José Ferreira, Chefe José Coelho e todos os Guardas Prisionais o acolhimento que dão à presença da Igreja e da Paróquia de Almacave, em particular, nesta casa que a partir de agora é também um local jubilar.

SA, in Voz de Lamego, ano 86/21, n.º 4358, 12 de abril de 2016