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Paróquia das Monteiras celebrou o seu Padroeiro: Espírito Santo

Hoje, domingo de Pentecostes celebrou-se a festa religiosa do Divino Espírito Santo, padroeiro da paróquia de Monteiras.
As cerimónias iniciariam às 11:15, com a celebração da Santa Missa, pelo Rev. Pe. Valentim Fonseca. Pela primeira vez, esta solenidade contou com a animação do Grupo de Folclore da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa Relvense, quer nos cânticos litúrgicos assim como nas respetivas leituras. No final da Santa Missa, o pároco proferiu uma oração de bênção sobre a bandeira do respetivo Grupo de Folclore.
Deu-se encerramento às cerimónias religiosas, com a procissão em honra do Santíssimo Sacramento, no seu percurso tradicional na aldeia de Monteiras.
No contexto recreativo programado para o festival de folclore procedeu-se à cerimónia solene do hastear das bandeiras, pelas 15:00, com a presença do Sr. Presidente do Município de Castro Daire, Fernando Carneiro, Sra. Presidente da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa Relvense, Dra Helena Magueija, Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Monteiras, Américo Silva, Pároco de Paróquia Monteiras , Valentim Manuel Moreira Fonseca e Sr. Major, Serafim Esteves. Contamos também com a presença do Sr. Vereador da Educação e da Cultura, Dr. Rui Braguês.
O festival contou também com a participação de outros grupos tais como:
– Rancho Folclórico da Associação Independente de Sanfins de Ferreira (Paços de Ferreira)
– Rancho Folclórico Flores do Campo (Nazaré)
Por motivos de força maior não foi possível a presença do Rancho Folclórico do Paraíso de Santa Eufémia (Entre os Rios).
A festividade contou com a presença dos nossos conterrâneos e a adesão de um grande público, onde se sentiu a partilha dos verdadeiros aromas da Freguesia de Monteiras, num grandioso jantar convívio.

Lurdes Maravilha, in Voz de Lamego, ano 87/30, n.º 4415, 6 de junho 2017

DONS PARA FRUTIFICAR | Editorial Voz de Lamego | 19 de maio

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O destaque da capa da Voz de Lamego, nesta edição, vai para a XXX Jornada Diocesana da Juventude, com o desenvolvimento nas páginas interiores; chamada de atenção para as comemorações de Portugal, a 10 de junho, na cidade de Lamego. No interior, diversas propostas de reflexão, sobre temas variados, as habituais notícias da Diocese e da região. Além das jornadas juvenis, também as Visitas Pastorais de D. António Couto, a Cambres e a Valdigem, merecem uma atenção particular.

O melhor mesmo é folhear a Jornal, ver os temas de primeiro interesse, ler e/ou refletir, alargando a leitura aos outros textos. Comecemos pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, que em vésperas da solenidade do Pentecostes, nos faz refletir sobre o Espírito Santo e os DONS que Deus nos dá para colocarmos ao serviço uns dos outros, da Igreja e do mundo:

DONS PARA FRUTIFICAR

A Igreja celebrará, no próximo domingo, a festa do Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade e expressão do amor do Pai e do Filho, anunciado e prometido por Cristo para defender, acompanhar e guiar os seus discípulos, levando-os a participar no amor de Deus.

O Antigo Testamento fala do “Espírito de Deus”, força divina que se vislumbra em alguns homens, tornando-os capazes de pensamentos, palavras e gestos que manifestam a intervenção do próprio Deus. Estes enviados são profetas e reis de quem se diz serem “ungidos” do Espírito de Deus. Tudo culmina com o Messias, o “ungido” por excelência, que poderá dizer “o Espírito do Senhor está sobre mim…”

Deus concede dons ao homem para o ajudar no exercício e crescimento das virtudes teologais e humanas. Tomando por base um texto profético (Is 11, 2-3), eis os sete dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus (CIC 1831).

Pela sua parte, o homem deve trabalhar para fazê-los crescer, tal como a frágil semente exige cuidados e atenção para se tornar planta. É pelo esforço e perseverança que tais dons produzirão frutos, cuja lista se inspira em São Paulo: caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade (CIC 1832).

Neste particular, é significativo que a tradição da Igreja tenha retido uma lista de doze frutos do Espírito Santo, um número pleno de simbolismo. Face aos sete dons, símbolo da recriação do homem, os doze frutos representam a fecundidade da vida do Espírito. A lista, inspirada em Gal 5, 22-23, sublinha o esforço humano para traduzir na vida os dons recebidos.

Como na parábola dos talentos, cabe a cada um mostrar que tais dons não lhe foram concedidos em vão.

 

in Voz de Lamego, n.º 4314, ano 85/27, de 19 de maio de 2015