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ESPERANÇA E SENTIDO | Editorial Voz de Lamego | 14 de março

O Jornal Diocesano é a Voz da Diocese de Lamego e da região, com notícias, reflexões, eventos. Nesta edição destaque para a figura de São José e para o Dia do Pai, lembrando que liturgicamente este ano a solenidade ocorre no dia 20, pois no dia 19 de março celebra-se o 3.º Domingo da Quaresma, para o Centenário das Aparições, com a presença da Irmã Ângela Coelho em Moimenta da Beira e na cidade de Lamego, Caminhada da Quaresma, Semana Nacional Cáritas…

O Pe. Joaquim Dionísio, no Editorial desta semana desafia à esperança que nos renova, abrindo-nos ao futuro…

ESPERANÇA E SENTIDO

Na passada semana, aqui se escrevia sobre a necessidade de acolher e conceder o perdão para libertar do passado menos conseguido, mas também como ocasião para fortalecer a esperança, a tal virtude teologal que o apóstolo Pedro dizia ser importante testemunhar (1 Pd 3, 15)

Pode ser angustiante assumir a irrevogabilidade do passado e a imprevisibilidade do futuro, a experiência do envelhecimento e a perspectiva da morte. Contudo, apesar das circunstâncias, contratempos, provocações, derrotas, pecados… a esperança renova, afastando o cenário sombrio e ajudando a interpretar os acontecimentos à luz da eternidade que os transcende.

A esperança pode ser entendida como um “olhar aberto sobre o futuro”, apesar da ignorância que nos acompanha, um impulso, uma boa disposição… A sua presença exprime confiança de quem a protagoniza e dá alento a quem a testemunha. Não se trata, pois, de uma espécie de distracção sobre o presente doloroso para “aliviar” a pesada carga, uma ilusão ou falta de bom senso.

A Bíblia não cessa de referir a esperança, de sublinhar a alegria e a confiança de quem a mantém viva, com perseverança e paciência, e de recordar o seu fundamento: Deus. A verdadeira esperança tem em Deus e nas Suas promessas o seu fundamento e n´Ele se sustenta.

A esperança em Deus não dispensa a participação de cada um, o compromisso e o pôr a render dos talentos, como recorda o último Concílio: “a Igreja ensina que a importância das tarefas terrenas não é diminuída pela esperança escatológica, mas que esta antes reforça com novos motivos a sua execução” (GS 21).

A esperança não aliena nem se apresenta como um “seguro contra todos os riscos”, mas como um dom que nos concede a certeza de que a vida tem sentido, independentemente das quedas ou contratempos.

in Voz de Lamego, ano 87/18, n.º 4403, 14 de março de 2017

(Reposição de notícia): Tomada de Posse do Pe. Manuel João

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No dia em que FALECEU o Pe. Manuel João repomos, em jeito de comunhão com as paróquias que lhe foram confiadas, o dia em que com alegria e esperança entrada nas paróquias que lhe foram então confiadas:

“O dia 18 de Setembro vai ficar na memória das comunidades de Vale de Figueira a Velha, Valongo dos Azeites e Vilarouco, pois hoje acolheram um novo Pároco: o P. Manuel João Nogueira Amaral.

Na parte da manhã, seja Vale de Figueira, seja Valongo dos Azeites acolheram com muita alegria o recém ordenado sacerdote, apresentado pelo Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral da Diocese.

Na parte da tarde, foi a vez de Vilarouco receber o novo Pároco. Na sua homilia, o Mons. Joaquim Dias Rebelo recordou o P. Samuel Teixeira da Silva, a quem Deus chamou para Si, no passado mês de Janeiro, de modo repentino e inesperado. Incentivou também a que todos recebessem com alegria o novo Pároco, procurando colaborar com ele nas actividades paroquiais.

Mereceu uma especial palavra de reconhecimento o Mons. Henrique Paulo, bem como os outros sacerdotes do Arciprestado de S. João da Pesqueira que, nos últimos meses, com generosidade e abnegação, asseguraram a assistência religiosa naquelas Paróquias.

Na tomada de posse, marcaram presença os Arciprestes de S. João da Pesqueira, Mêda e Penedono, para além de outros sacerdotes vizinhos e amigos do P. Manuel João. Também os seus pais e irmão estavam presentes.

Ao terminar a Eucaristia, o P. Manuel João agradeceu a todos as boas vindas com que o receberam e pediu que todos estivessem disponíveis para colaborar na propagaçãoo do Evangelho.

Já depois da Eucaristia, a Associação Cultural, Deportiva e Recreativa Flor d’Amendoeira quiseram brindar o novo Pároco e todos os presentes com algumas danças típicas daquela zona, bem como com uma mensagem de Boas vindas.”

in (antigo blogue) da Diocese de Lamego

FUNERAL e celebrações:

dia 24 de setembro | quinta-feira

17h00 – Missa na Paróquia do Vilarouco

Depois, o VELÓRIO FICARÁ NO QUARTEL DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

19h00 – Celebração de Santa Missa, presidida pelo Pároco

dia 25 de setembro | sexta-feira

10h00 – Levantamento do corpo no Quartel dos Bombeiros

– Missa exequial na Igreja de Penedono, presidida pelo Sr. Bispo de Lamego

ARCA E TITANIC | Editorial da Voz de Lamego | 14 de julho de 2015

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A Viagem Apostólica do Papa Francisco dá o tom à edição da Voz de Lamego desta semana, mas também a Missa Nova do Padre Fabrício, e também as Visitas Pastorais de D. António Couto às Paróquias de Várzea de Abrunhais e de Meijinhos, no Arciprestado de Lamego. Muitos outros temas, reflexões, notícias, eventos preenchem a Voz de Lamego que procura refletir a região e a diocese, a Igreja e o mundo.

A abrir a leitura, a ambientação do Editorial, do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, que nos fala da Arca de Noé e do Titatic, mas também da vida e da esperança e da proximidade.

ARCA E TITANIC

Nos primeiros anos do século passado, com o auxílio de novas técnicas e tecnologias, apoiados por novos materiais e habitados por grandes expectativas, os homens empenharam-se em construir um luxuoso e eficiente barco que ligasse a Europa à América em menos tempo e com maior segurança. Entre os muitos atributos divulgados, o epíteto de “inafundável” parecia o mais chamativo. Quem é que não sonha entrar num meio de transporte sem defeitos e com garantias de chegar “são e salvo”?

Mas, para tristeza de todos, o barco que fora construído com tanto cuidado e mestria para ser cómodo, seguro e rápido afundou-se na viagem inaugural sem nunca ter chegado ao destino.

Muitos séculos antes, sem a técnica e o saber que as gerações acumularam, com meios rudimentares e escassos materiais, a Bíblia diz-nos que Noé construiu uma Arca que lhe permitiu enfrentar o dilúvio.

Talvez a frágil barca não tenha servido para mais nada ou tenha sido desmantelada para edificar nova habitação, mas a verdade é que cumpriu a missão para que fora construída, permitindo salvar a vida e a esperança.

Quando o ser humano é descartável, a técnica monopoliza, o clique (distância) substitui o toque (proximidade), os mercados dominam, os números substituem as pessoas, a eficácia é exaltada, a misericórdia é esquecida, o espiritual perde visibilidade, o efémero e o exterior são endeusados… podemos dizer que a mensagem da Arca se perdeu.

Porque as cómodas instalações não fazem uma paróquia viva, os mais recentes electrodomésticos não fazem uma família feliz, muitas viagens podem não satisfazer os protagonistas, o conhecimento acumulado pode não ser sinónimo de sabedoria…

Só a paixão pode valorizar o simples e discreto, o frágil e aparentemente ultrapassado, a singularidade de cada um e a importância de todos para o cuidar de tudo.

in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

Ano da Vida Consagrada |> Gratidão, paixão e esperança

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Na Carta endereçada ao mundo, a propósito do Ano da Vida Consagrada que já decorre, o Papa Francisco apontou três objectivos gerais: olhar com gratidão o passado, viver com paixão o presente e abraçar com esperança o futuro.

A este propósito, importa recordar palavras de João Paulo II, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita consecrata, n.º 110, de 1996: “Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar convosco grandes coisas”.

  • “Olhar com gratidão” o tempo que passou é oportunidade para contemplar a acção de Deus que chama em vista do bem comum. Ao mesmo tempo, torna-se ocasião para recordar o início e o desenvolvimento histórico da cada família carismática, agradecendo a Deus os dons recebidos e que tudo tornaram possível. Mas é também tempo para avivar a identidade e robustecer a unidade e o sentido de pertença. E, como sempre, neste repercorrer do caminho feito, haverá sempre oportunidade para descobrir incoerências, confessar fraquezas e manifestar confiança no Senhor da Vida.
  • “Viver com paixão” os dias que correm implica escutar atentamente o que o Espírito diz hoje à Igreja, esforçando-se por implementar os aspectos da vida consagrada. Para isso, não basta ler ou meditar o Evangelho, mas pô-lo em prática, tal como Jesus Cristo pede. Nesse sentido, será oportuno um questionamento sobre a fidelidade à missão confiada, destacando e fomentando a comunhão, da qual todos são chamados a tornarem-se peritos. Uma comunhão que se concretiza quando há capacidade para ouvir e coragem para ultrapassar disparidades e tensões.
  • “Abraçar com esperança” o futuro é confiar no Senhor da história que caminha connosco, nos põe à prova, mas que não falha. As dificuldades estão à mostra (diminuição de vocações, envelhecimento, problemas económicos, desafios da internacionalidade e da globalização, o relativismo, a marginalização, a irrelevância social…), mas todos são convidados a manter viva a esperança, fundada numa confiança n’Aquele que não falha. E todos são convidados à vigilância, perscrutando os horizontes da vida e do mundo actual.

JD, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4296, ano 85/09, de 13 de janeiro de 2015