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Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe e Tabuaço: Jornada da Família

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No Domingo da Divina Misericórdia este Arciprestado (Moimenta da Beira, Sernancelhe, Tabuaço) sentiu com muita intensidade a Misericórdia do nosso Bom Deus.

Os casais deste pedaço do Povo do Senhor celebraram a Jornada Arciprestal da Família.

Dezenas de Famílias reuniram-se no Santuário de Nossa Senhora da Lapa para louvar, bendizer e agradecer a vida vivida a dois.

Com a fé, a alegria e o amor das Religiosas Servas de Maria do Coração de Jesus vivemos momentos maravilhosos de abertura ao transcendente e ao Outro.

Tivemos ainda uma prestimosa ajuda dum jovem casal de Tarouca que nos deu um bom testemunho de união, compreensão, mas sobretudo de perdão, perdão mútuo.

Para terminar em Festa de Comunhão Celebramos a Santa Missa, presidida pelo Senhor Arcipreste Padre Manuel.

E, porque não somos Anjos e precisamos de nos alimentar, ficamos saciados com o almoço servido pelas Irmãs do Santuário da Lapa.

Com muita sinceridade, agradeço a todos os que participaram e ajudaram. Do fundo do meu coração sai um grande bem-haja aos promotores deste belíssimo evento.

Lucília Carvalho, in Voz de Lamego, ano 86/20, n.º 4357, 5 de abril de 2016

Papa FRANCISCO quer proposta positiva sobre a família e o matrimónio

El papa Francisco habla en el Encuentro Mundial de Familias, en Filadelfia, el sábado 26 de septiembre de 2015. (Foto AP/Matt Rourke, Pool)

Encontro das famílias

O Papa pediu, em Filadélfia, um discurso católico mais centrado na proposta positiva sobre a família, em particular junto dos jovens, que vivem num “medo inconsciente” do matrimónio e da vida conjugal. “Enganar-nos-íamos se interpretássemos a desafeição, que a cultura do mundo atual tem pelo matrimónio e a família, só em termos de puro e simples egoísmo. Há muitos que adiam o matrimónio à espera das condições ideais de bem-estar e, entretanto, a vida é consumida, sem sabor”, afirmou, num encontro com cerca de 300 bispos católicos que participam no 8.º Encontro Mundial das Famílias (EMF), na capela do Seminário de São Carlos Borromeu, em Filadélfia.

A uma semana de dar início a uma nova assembleia do Sínodo dos Bispos, Francisco pediu que os responsáveis católicos concentrem energias “não tanto para explicar uma vez e outra os defeitos da condição atual e os valores do cristianismo”, mas como sobretudo para “convidar com audácia os jovens a ser ousados na opção do matrimónio e da família”.

O Papa admitiu que a cultura contemporânea “empurra e convence os jovens a não formar uma família”, seja por falta de meios, seja por excesso de recursos e comodismo. “A cultura atual parece incentivar as pessoas para entrarem na dinâmica de não se prender a nada nem a ninguém. Não confiar, nem fiar-se”, acrescentou.

Francisco alertou para a tendência, também a nível religioso, de “correr atrás da última tendência”, assumindo que vive um “difícil período de transição”, por causa da “profunda transformação do contexto atual, que incide sobre a cultura social – e lamentavelmente também legal – dos laços familiares”, atingindo crentes e não-crentes. “Indo atrás do que «me agrada», olhando ao aumento do número de «seguidores» numa rede social qualquer, as pessoas seguem a proposta oferecida por esta sociedade contemporânea. Uma solidão com medo do compromisso, numa busca frenética de sentir-se reconhecido”, assinalou.

Face a uma cultura que adquiriu uma “dinâmica competitiva” e transformou a sociedade numa “imensa vitrina multicultural, atenta apenas aos gostos de alguns «consumidores»”, a Igreja não pode “condenar” os jovens por terem crescido neste contexto. “Devemos anematizá-los porque vivem neste mundo? Será necessário ouvirem da boca dos seus pastores frases como estas: «dantes era melhor», «o mundo está um desastre e, se continuar assim, não sabemos como iremos acabar»?”, questionou.

O Papa disse que este discurso de lamento “parece um tango argentino”, desafiando os bispos a, pelo contrário, “procurar, acompanhar, erguer, curar as feridas” dos dias de hoje. “Atrevo-me a dizer que uma das principais pobrezas ou raízes de muitas situações contemporâneas é a solidão radical a que se vêem forçadas muitas pessoas”, insistiu.

Francisco recordou que, sem famílias, a Igreja não existiria, elogiando todos os que, mesmo nas mais “duras provas”, honram as suas promessas e guardam a fé. “Deus nos conceda o dom de uma nova proximidade entre a família e a Igreja. A família é o nosso aliado, a nossa janela aberta para o mundo, a evidência duma bênção irrevogável de Deus”, concluiu o Papa.

in Voz de Lamego, ano 85/44, n.º 4331, 29 de setembro