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NATAL, DOM DE DEUS | Editorial Voz de Lamego | 23 de dezembro

VL_23_dezembro_2014Em vésperas de Natal, a edição desta semana da Voz de Lamego, como expectável, é dedicado especialmente ao Natal, nas reflexões propostas, na divulgação de notícias e de eventos. No entanto, outros motivos de relevo, como a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz, a participação de D. António Couto nas Ceias de Natal do Seminário Maior de Lamego e do Seminário Menor de Resende; a instituição de ministérios.

Também o Editorial nos fala de Natal, como Dom do amor de Deus.  Natal uma festa que não conhece fronteiras:

NATAL, DOM DE DEUS

Somos testemunhas da alegria que o nascimento de uma criança suscita numa família. Diante da maravilha que é a vida, tudo ganha um sentido novo e festivo. A atenção dispensada ao novo pequeno ser, tão frágil e o mais belo do mundo, é contínua. E o amor que a sua chegada fez aparecer no coração de todos é acompanhado por uma enorme alegria.

Com a criança que nasce, a nova vida que os seus pais vivem chama-se, de verdade, “esperança”. Não a esperança motivada pelos maus momentos que fazem acreditar em melhores dias. Nem a esperança motivada pela tristeza que nos invade e nos leva a esperar uma eventual felicidade. Aqui trata-se de uma esperança que faz viver aqueles pais e demais familiares o “hoje” de maneira plena.

Com um nascimento, tudo adquire um sentido belo e pleno. E os que rodeiam o novo ser comprometem-se totalmente, aqui e agora, com o que nasce. A criança mobiliza o amor, a atenção, a alegria. Com ela, a esperança verdadeira nasceu.

Eis o mistério do Natal!

A história de Israel é orientada para a vinda do Messias, esperado com paciência e ardor. O Natal é o fim dessa espera, a concretização de uma promessa num hoje que se vive com alegria. O menino que contemplamos na simplicidade e pobreza do presépio mostra-nos que Ele não quer rivalizar com outros bens. Ele é a verdadeira esperança. Com ele vem uma nova vida!

Natal é a festa de uma numerosa família que não conhece fronteiras, espaços ou tempos. Uma família sempre em construção, tais sãos os muros que separam os homens. Uma família que se constrói a partir do acolhimento do amor de Deus, dom concedido a todos pela incarnação do Verbo.

 in VOZ DE LAMEGO, n.º 4294, ano 84/56, de 23 de dezembro de 2014