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Posts Tagged ‘Doentes’

Encontro de Jovens: Vigília de Oração em Tabuaço

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Vivemos no passado dia 11 a XXV Jornada Mundial do Doente. Nesse espírito, uma semana depois, na paróquia de Tabuaço mas a nível diocesano, aconteceu, como resposta à proposta do Departamento Diocesano da Pastoral dos Jovens de Lamego (DDPJ) uma vigília de oração pelos doentes. Esse momento de oração foi preparada pelas gentes de Tabuaço, especialmente pelo Grupo de Jovens (GJT). Nessa vigília, motivados pela ação global de recordação e oração em favor daqueles onde o próprio Cristo se diz Presente, fomos convidados à meditação nessa dura realidade: a doença. Porém, como Filhos do Deus Vivo, não ficámos nesse plano, fomos até ao “Médico dos corpos e das almas” e encontrámo-nos com Ele, na certeza de que Ele está onde dois ou três estiverem reunidos em Seu Nome.

O momento de oração foi presidido pelo sr. diácono Luís Rafael Azevedo, presidente do DDPJ e contou com a presença de jovens de outras paróquias que se quiseram associar à dinâmica. A iniciativa teve início pelas 21h00 e terminou cerca de uma hora depois.

Toda a temática da vigília (“O Médico que é Hóspede”) apontou para a integralidade do doente, em que este, estando doente não é doente, mas sim uma pessoa com uma história de vida e uma dignidade inalienável que, naquela fase da vida, tem uma doença. Neste aspeto todos aqueles que acompanham os doentes são essenciais para manter a dignidade destes imaculada. No final, foi entregue uma oração a todos os que estiveram presentes com o intuito de a rezarem nos momentos de maior provação e sofrimento, estando doentes ou acompanhando-os em verdadeira comunhão.

Nesta dinâmica de amparo e união, houve depois da vigília tempo para um “chazinho” no Centro Paroquial para todos aqueles que quiseram conviver um pouco mais. Está de parabéns o GJT pela organização e todos os presentes pela fiel participação. A doença é uma realidade que mais direta ou indiretamente nos toca. Que todos os doentes encontrem a Paz no Deus da Vida.

Diogo Martinho

Seminarista / Grupo de Jovens de Tabuaço

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

M Mensagem de Fátima | Doentes e deficientes físicos em retiro

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Nos dias 1,2,3 e 4 de junho decorreu em Fátima o retiro de doentes e deficientes físicos da Diocese de Lamego, juntamente  com os da Diocese de Lisboa.

O Santuário de Fátima continua a proporcionar aos doentes e deficientes físicos, dias inesquecíveis de oração, reflexão e compromisso. Durante três dias o orientador do retiro, o Sr. Padre Francisco, fez um apelo constante ao silêncio, à oração e reconciliação com Deus, connosco e com os irmãos, apontou caminhos,  entre outros, o cumprimento dos primeiros sábados… um pedido feito à Irmã Lúcia por Nossa Senhora. A Via Sacra nos Valinhos a oração do Terço na Capelinha, a visita guiada à Basílica da Santíssima Trindade, foram momentos que  nos interpelaram e convidaram a louvar a Deus por tanta beleza! Regressámos mais enriquecidos e aliviados das nossas dores e sofrimentos e ficámos a compreender que o sofrimento entendido e assumido à luz da fé, é uma oportunidade para nos aproximarmos mais de  Deus. Aceitar doença ou o sofrimento e oferecê-los em ato de reparação dá-nos a esperança de que Deus e Nossa Senhora nunca nos abandonam.

A Responsável Diocesana pelos Doentes,

in Voz de Lamego, n.º 4318, ano 85/31, de 16 de junho de 2015

Visita Pastoral em Lamego |> Unidade Hospitalar de Lamego

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Integrado num programa alargado de Visita Pastoral às Paróquias da Sé e Almacave, o Sr. Bispo de Lamego manifestou a vontade de estar com os doentes e com os colaboradores da Unidade Hospitalar de Lamego do CHTMAD E.P.E, no dia 4 de março de 2015, pelas 15.00h. Depois de recebido na porta do Hospital pelos representantes do Conselho de Administração na Unidade Hospitalar de Lamego e outras pessoas que o esperavam, o Sr. D. António Couto visitou os diversos serviços do Hospital, cumprimentando, dando a sua bênção e a sua palavra amiga a todos os doentes e colaboradores que foi encontrando na sua caminhada.

Foi percetível a satisfação e alegria com que muitos doentes sentiram a presença próxima e solidária do seu Bispo, ouviram as suas palavras e se sentiram reconfortados na sua dor. Como disse D. António Couto, são pessoas que doem e temos que lhes acudir. Na sua dor física, mas também na sua dor espiritual. E por isso, demoradamente, afavelmente, um por um e a cada um abriu as suas mãos e, com o seu irmão, se fez solidário.

No fim da visita pelos serviços do Hospital, reuniu-se com todos os colaboradores que quiseram estar presentes no auditório. Aí, foi proferido um pequeno apontamento formal de boas vindas pelo Enfº. José Manuel Correia que, em nome da Instituição, o saudou e lhe disse que a sua presença era importante para a maior parte das pessoas e dos colaboradores desta casa:

  • Importante porque é Pastor de um rebanho que contém muitas pessoas que connosco estão todos os dias (doentes, familiares, colaboradores);

  • Importante porque é uma pessoa com responsabilidade social acrescida e capacidade de cativar os outros;

  • Importante porque a Igreja não pode deixar de ser parceiro deste “nosso” Hospital na sua missão de “acudir às pessoas que doem”;

  • Importante porque  o  consideramos  nosso  amigo  e  esperamos  que  com  a  sua solidariedade e partilha possamos prestar cada vez mais e melhores cuidados de saúde.

De seguida o Sr. D. António Couto agradeceu o acolhimento e a oportunidade de poder estar perto dos que sofrem e dos que deles cuidam. Enfatizou o seu desejo, a necessidade e a disponibilidade para ajudar a encontrar a melhor assistência religiosa para esta Unidade e, porque estamos todos do lado das pessoas, juntar a sua voz e a sua escrita ao anseio legítimo (das pessoas) de haver cada vez “mais saúde” nesta região e nesta Diocese de população idosa e fragilizada, de menor densidade populacional mas de elevada densidade intelectual e moral, sempre com o objetivo de continuar a prestar-se os melhores cuidados de saúde em proximidade e qualidade.

Terminou com palavras bonitas e sentidas de um poema seu e que nos exorta a saber ver a flor de amendoeira que, do negrume da invernia é a primeira e emergir, nascida bela e harmoniosa, como que a querer dizer-nos: Olhem. Vejam. Vem aí a primavera. Vem aí a esperança. Vamos caminhar em frente…

in Voz de Lamego, n.º 4307, ano 85/20, de 31 de março de 2015

VIVER A FRAGILIDADE | Editorial Voz de Lamego | 10 de fevereiro

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O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, na ambiência da edição desta semana, propõe-nos a reflexão sobre a fragilidade mormente da doença. O dia 11 de fevereiro é o Dia Mundial do Doente. Na edição anterior, a publicação da Mensagem do Papa Francisco, esta semana, o Editorial remete-nos para a fragilidade da doença e, fazendo eco da Mensagem papal, para aqueles e aquelas que cuidam das pessoas mais frágeis, que prestam cuidados, por vocação ou por profissão, para que verdadeiramente sejam “os olhos do cego e os pés do coxo”.

Cada edição do Jornal Diocesano é preenchida com reflexões, notícias, eventos a realizar, propostas. Entre outras informações: Conselho Diocesano de Pastoral; formação do clero de Lamego; função dos tribunais eclesiásticos; entrevista à Ir. Joaquina Vazão, sobre o Centro de Escuta e Aconselhamento; abertura do Ano da Vida Consagrada, em Lamego; a Pastoral Vocacional e a presença do Seminário Menor em mais uma comunidade.

VIVER A FRAGILIDADE

O homem transporta em si o desejo de permanecer vivo, sentindo-se mal diante da possibilidade de deixar de ser, de estar, de sentir ou de fazer. Também o crente, na sua humanidade e apesar de se saber a caminho da eternidade, enfrenta e combate a morte.

E se, diante do sucesso, o homem esquece, momentaneamente, que é mortal, a verdade é que a doença, fácil e rapidamente, lhe recorda a sua fragilidade.

E este é um dos desafios que o ser humano enfrenta e que se prende, precisamente, com o acolher da vida na sua fragilidade no seio de uma sociedade marcada pelo culto da performance, da rentabilidade, do prazer… O que fazer quando o corpo já não corresponde ou é diferente ou não conforme ao padrão publicitado?

Apesar das debilidades e da falta de autonomia, saber-se e sentir-se amado pode proporcionar ao doente a aceitação diante das limitações, trazendo-lhe serenidade e razões para prosseguir. E sentir-se amado é fruto de uma presença e de um contínuo cuidado que se experimentam e que estão muito para lá das palavras ou de uma proximidade ocasional.

Na mensagem para o XXIII Dia Mundial do Doente, o Papa Francisco valorizou o carinho dos que tratam dos doentes. A este sair de si para cuidar do mais frágil e carenciado, o Papa chama “sabedoria do coração”, que não se aprende nos livros nem se paga por transferência bancária, mas que brota da vontade de servir e seguir o exemplo do Senhor.

A dor física pode ser grande, mas o sofrimento provindo do sentir-se abandonado poderá ser ainda maior! Daí que o Papa tenha valorizado todos quantos são “os olhos do cego e os pés do coxo”. E são muitos os que incarnam esta missão. Bem hajam!

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4300, ano 85/13, de 10 de fevereiro de 2015

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Doente |> 2015

Pope Francis visits 'Bambin Gesu' children's hospital

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O XXIII DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 de fevereiro de 2015)

Sapientia cordis.

«Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (Job 29,15)

Queridos irmãos e irmãs,

Por ocasião do XXIII Dia Mundial do Doente, instituído por São João Paulo II, dirijo-me a todos vós que carregais o peso da doença, encontrando- vos de várias maneiras unidos à carne de Cristo sofredor, bem como a vós, profissionais e voluntários no campo da saúde.

O tema deste ano convida-nos a meditar uma expressão do livro de Job: «Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (29,15). Gostaria de o fazer na perspetiva da sapientia cordis, da sabedoria do coração.

1 – Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstrato, fruto de raciocínios; antes, como a qualifica São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3,17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar os nossos dias / para chegarmos à sabedoria do coração» (Sl 90,12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente.

2 – Sabedoria do coração é servir o irmão. No discurso de Job, que contém as palavras «eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo», sublinha-se a dimensão de serviço aos necessitados por parte deste homem justo, que goza duma certa autoridade e ocupa um lugar de destaque entre os anciãos da cidade. A sua estatura moral manifesta-se no serviço do pobre que pede ajuda, bem como no cuidado do órfão e da viúva (cf. 29,12-13).

Também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser «os olhos do cego» e «os pés para o coxo»! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavarem, vestirem e alimentarem. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses, ou até anos, mesmo quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos, pode contar-se de modo particular com a proximidade do Senhor que é também de especial apoio à missão da Igreja.

3 – Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho, que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão» (Mt 20,28). Foi o próprio Jesus que o disse: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22,27).

Com fé viva, peçamos ao Espírito Santo que nos conceda a graça de compreender o valor do acompanhamento, muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo a estas irmãs e a estes irmãos que, graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados. E, pelo contrário, que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a “qualidade da vida” para fazer crer que as vidas gravemente afetadas pela doença não mereceriam ser vividas!

4 – Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão. Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesim do fazer e do produzir, esquecemos a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: «a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40).

Por isso, gostaria de recordar uma vez mais a «absoluta prioridade da “saída de si próprio para o irmão”, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda a norma moral e como o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 179). É da própria natureza missionária da Igreja que brotam «a caridade efetiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove» (Ibidem, 179).

5 – Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar. A caridade precisa de tempo. Tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar. Tempo para estar junto deles, como fizeram os amigos de Job: «Ficaram sentados no chão, ao lado dele, sete dias e sete noites, sem lhe dizer palavra, pois viram que a sua dor era demasiado grande» (Job 2,13). Mas, dentro de si mesmos, os amigos de Job escondiam um juízo negativo acerca dele: pensavam que a sua infelicidade fosse o castigo de Deus por alguma culpa sua. Pelo contrário, a verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro; está livre daquela falsa humildade que, fundamentalmente, busca aprovação e se compraz com o bem realizado.

A experiência de Job só encontra a sua resposta autêntica na Cruz de Jesus, ato supremo de solidariedade de Deus para connosco, totalmente gratuito, totalmente misericordioso. E esta resposta de amor ao drama do sofrimento humano, especialmente do sofrimento inocente, permanece para sempre gravada no corpo de Cristo ressuscitado, naquelas suas chagas gloriosas que são escândalo para a fé, mas são também verificação da fé (cf. Homilia na canonização de João XXIII e João Paulo II, 27 de Abril de 2014).

Mesmo quando a doença, a solidão e a incapacidade levam a melhor sobre a nossa vida de doação, a experiência do sofrimento pode tornar-se lugar privilegiado da transmissão da graça e fonte para adquirir e fortalecer a sapientia cordis. Por isso se compreende como Job, no fim da sua experiência, pôde afirmar dirigindo-se a Deus: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora vêem-Te os meus próprios olhos» (42,5). Também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor, se acolhido na fé, podem tornar-se testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento, ainda que o homem não seja capaz, pela sua própria inteligência, de o compreender até ao fundo.

6 – Confio este Dia Mundial do Doente à proteção materna de Maria, que acolheu no ventre e gerou a Sabedoria incarnada, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e por quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração.

Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.

 

Vaticano, 3 de Dezembro – Memória de São Francisco Xavier – do ano 2014.

FRANCISCUS

Mensagem do Papa em PDF, download: AQUI.