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Posts Tagged ‘Dia Mundial das Missões’

Editorial Voz de Lamego: Um mês extraordinariamente missionário

Ou talvez não.

A Igreja em Portugal procurou que o mês sugerido pelo Papa se traduzisse num ano especialmente missionário. A nossa diocese sintonizou com a decisão, procurando que Lamego se sentisse chamada e enviada em missão. É uma marca que os planos pastorais têm sempre presente. Também no ano pastoral que ora se inicia, a Igreja em Lamego é chamada a caminhar, a fomentar a comunhão. Esta tem um duplo movimento, é gerada pela missão, mas, por sua vez, leva à missão evangelizadora.

Na Sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, no próximo dia 20 deste mês – Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo – o Santo Padre justifica o propósito: “Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado”.

A Igreja é missionária através de cada batizado. “A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca individual: da comunhão com Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina é uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Lumen gentium, 48)”.

Desde a primeira hora, o Papa convocou a Igreja a sair ao encontro do mundo, dos outros, a ir até às periferias existenciais, para levar o Evangelho da Alegria, para partilhar os dons de Deus, para alimentar a esperança, para cuidar dos mais frágeis, para efetivar a caridade de Deus no serviço aos pobres e desprotegidos.

Os batizados são sempre missionários. O que recebemos é para anunciar, viver e partilhar. Não vivemos para nós próprios. “Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus”.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/41, n.º 4528, 1 de outubro de 2019

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2017

Queridos irmãos e irmãs!

O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão? Ler mais…

MISSÃO . PEREGRINOS | Editorial Voz de Lamego | 17 de outubro

MISSÃO . PEREGRINOS

 

O próximo domingo, penúltimo de Outubro, é Dia Mundial das Missões e, como habitualmente, o Papa escreveu uma mensagem, este ano intitulada “A missão no coração da fé cristã”, na qual convida todos a serem protagonistas na missão eclesial de anunciar o Evangelho e testemunhar Jesus Cristo. Porque uma fé que não influencia a vida do crente, os seus gestos e opções está adormecida e precisa acordar para assumir a adesão e concretizar o seguimento.

A missão da Igreja funda-se sobre “o poder transformador do Evangelho” e apresenta o Salvador e Senhor da Vida que continua a missão do bom samaritano nos nossos dias.

O convite não é novo, mas apela para uma missão sempre nova e exigente, a cumprir-se num mundo em devir, onde o sofrimento põe em causa a existência de Deus, as guerras adiam sonhos e encurtam vidas e as quimeras abundam e confundem.

Por outro lado, a mensagem papal sublinha também a espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos que a missão inspira. Isto é, a missão ajuda-nos a perceber que estamos de passagem e, nessa medida, desinstala-nos e provoca-nos a olhar as exigências do caminho, a dependência diante de Deus, a brevidade da vida e a necessidade de dar frutos.

A consciência de que somos peregrinos, convidados a ultrapassar dificuldades e a socorrer quem está no caminho, leva-nos a evitar parar, a olhar para o lado ou a perder tempo, a saber ver os sinais, a aproveitar dons e oportunidades, a não desperdiçar graças, a relativizar o acessório, a construir pontes…

Todo o baptizado é um missionário a caminho. E enquanto caminha tem sempre oportunidade de testemunhar as “razões da sua esperança” ao mundo que o cerca e aos irmãos que encontra.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Vigília Missionária – 29 de outubro – Vila da Ponte

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Como sabem estamos a viver o Mês das Missões e por isso queremos convidar-vos a participar na Vigília Missionária que se vai realizar no dia 29 de outubro (sábado) a partir das 20h45 na Igreja Paroquial de Vila da Ponte.

Depois do momento de oração grupo JSF Vila da Ponte promoverá um convívio missionário na residência paroquial onde haverá tempo para algumas dinâmicas e saborear alguns “petiscos” 🙂

Para mais informações podem contactar-nos através deste e-mail ou do chat do Facebook “DDPJ Lamego”.

Será o primeiro “EM ORAÇÃO…” deste ano! Muitos mais virão… pois, uma vez por mês, iremos convidar-vos a participar nesta atividade, mas sempre num lugar diferente da nossa diocese e com temas variados 😉

Jovens de Lamego, Cristo conta convosco!

Abraço amigo, Luís Rafael,

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016

Queres ser missionário?

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Vivendo o mês de outubro que é o mês das Missões, tendo desde o passado mês de agosto a Responsabilidade das Obras Missionárias Pontifícias na nossa diocese, não poderia deixar de refletir um pouco sobre a Missão que cada cristão deve ter na Igreja. Neste sentido escrevo-vos estas palavras de incentivo para que formemos uma Igreja cada vez mais missionária à semelhança da Comunidade dos discípulos de Jesus.

Todos os membros da Igreja têm a missão de evangelizar, conforme o apelo das circunstâncias e a vocação pessoal de cada um. Os clérigos e os leigos formam uma única categoria de batizados com a mesma missão de evangelizar e fazer discípulos onde se encontram.

Existem muitos métodos e formas de evangelizar. A igreja local é o melhor lugar para transmitir a palavra de Deus, pois ela transforma-se numa agência evangelizadora através de ações que envolvem pessoas. Os cristãos devem agir como transmissores do que ouvem e aprendem na Igreja. Para esta ação não nos podemos nunca esquecer da oração, tantas vezes ultrapassada pelo “apenas fazer”. Rezar é o ponto de partida, para que toda a missão possa ser bem sucedida.

Os cristãos leigos têm uma missão especial na sociedade. Pelo batismo, receberam a vocação que devem viver intensamente para o serviço do Reino de Deus. A constituição Lumen Gentium (38) afirma que cada leigo deve ser perante o mundo, testemunha da ressurreição e da vida do Senhor Jesus e um sinal de Deus vivo. Todos em conjunto, e cada um por sua parte, devem alimentar o mundo com frutos espirituais e nele difundir aquele espírito que anima os pobres, mansos e pacíficos, que o Senhor no Evangelho proclamou Bem-aventurados.

O testemunho consiste no compromisso de uma vida autenticamente cristã. Ser testemunha é algo que abrange toda ação que possa tornar presente e perceptível o desígnio divino diante do mundo. Os cristãos são chamados à santidade nas condições, tarefas e circunstâncias da própria vida (LG 41). Cada cristão deve esforçar-se para sua santificação. O apóstolo Paulo afirma que esta é a vontade de Deus (1Th 4, 3).

A palavra de Deus deve ser o canal pelo qual entendemos a vontade de Deus na nossa vida. Os seguidores de Cristo devem fazer a palavra de Deus ser o alimento diário de sua vida. O Senhor espera que todos os batizados creiam Nele, aceitem o seu Evangelho eterno e vivam em harmonia com seus termos e suas condições. Não cabem a eles escolher alguns princípios do Evangelho e obedecer aos que lhes são agradáveis e esquecer-se do resto.

Portanto, o papa chama todos os cristãos a serem conscientes de sua missão evangelizadora através de uma vivência autêntica da vida cristã conforme o Evangelho. O sumo pontífice chama a comunidade dos fiéis (os cristãos) a ser uma Igreja “em saída”. Ela deve saber tomar, sem medo, a iniciativa de ir ao encontro dos afastados e de chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos.

Apelo, também, à generosidade de cada um de vós no Ofertório da Eucaristia do próximo dia 23 que reverterá em prol desta causa missionária. Que o Senhor vos recompense por todo o bem que fazeis.

Ser missionário é uma responsabilidade de todos nós. Não tenhamos medo de anunciar Jesus Cristo ao mundo.

 

Pe. Fabrício Pinheiro

Director Diocesano das Obras Missionárias Pontifícias (OMP)

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016

Possibilidades e necessidades | Editorial Voz de Lamego

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No próximo domingo, 23 de outubro, é o Dia Mundial das Missões. A propósito a edição da Voz de Lamego desta semana dá-lhe o devido destaque, a começar pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego. Muitos outros temas, notícias reflexões. Destaque também para a Visita Pastoral de D. António Couto a Pendilhe, na Zona Pastoral de Vila Nova de Paiva, e a homenagem a Monsenhor Bouça Pires, 25 anos ao serviço da Paróquia de Cambres.

POSSIBILIDADES E NECESSIDADES

No próximo domingo celebramos o 90.º Dia Mundial das Missões.

O ponto de partida para esta jornada aconteceu em França, perto de Lyon, sob inspiração de uma jovem leiga, Pauline Jaricot (1799-1862) que, aos 17 anos, decide dar outro rumo à sua vida, associando-se a outros jovens trabalhadores do seu pai para colaborar na propagação do Evangelho através da oração e da animação missionária.

Para o conseguir, inventa um engenhoso sistema que instaura uma rede de oração e recolhe ofertas. Convence dez pessoas a rezar pelas missões e a doar uma moeda por semana para as missões, assumindo cada uma delas o encargo de angariar mais dez pessoas para o mesmo fim, e assim sucessivamente. A iniciativa cresce, qual bola de neve, e reúne somas consideráveis para a época.

Três anos depois, esta “cadeia espiritual e material” já conta com 500 membros e torna-se oficialmente, em 03 de Maio de 1822, a Associação da Propagação da Fé. O facto chamou a atenção da Santa Sé. Mas só um século depois, 03 de Maio de 1922, aparece a Obra da Propagação da Fé, hoje designada “Obras Missionárias Pontifícias” (OMP) e presente em mais de 120 países.

Pio XI, visando ampliar o trabalho das OMP, instituiu o Dia Mundial das Missões, em 1926, para que fosse “a festa da catolicidade e da solidariedade universal”. Tal objectivo reencontra a intuição primeira de Pauline Jaricot: “De todos, segundo as possibilidades, para todos, segundo as necessidades”.

O ofertório desse dia, realizado em todo mundo, é enviado para as OMP, em Roma, e a partilha da soma recolhida é decidida pelos 120 directores nacionais das OPM, numa reunião que acontece anualmente, em Maio.

A criatividade de uns e a partilha de outros ao serviço de todos.

in Voz de Lamego, ano 86/47, n.º 4383, 18 de outubro de 2016

MISSÃO E MISERICÓRDIA | Editorial Voz de Lamego | 11 de outubro

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Como destaque da capa da edição da Voz de Lamego desta semana, a Peregrinação Diocesana do Movimento da Mensagem de Fátima ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa e o Centenário do regresso dos Franciscanos a Lamego, mas basta abrir e folhear o jornal que outros temas, notícias, acontecimentos, eventos, relacionados com a diocese e com a região, com a sociedade e com a Igreja e, riqueza deste semanário, as reflexões que nos apontam a viver melhor.

Porta de entrada, o Editorial da Voz de Lamego, do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, que liga a Missão à Misericórdia, tendo em conta o Ano Santo da Misericórdia e o Dia Mundial das Missões que se aproxima.

MISSÃO E MISERICÓRDIA

No penúltimo domingo de Outubro, a Igreja vive o Dia Mundial das Missões, instituído há 90 anos (1926) pelo Papa Pio XI. “Igreja Missionária, testemunha da misericórdia”é o título da Mensagem papal deste ano.

A Igreja, “missionária por natureza”, não pode ser senão “testemunha da misericórdia” para ser fiel ao Senhor que a convoca e envia. Porque, na sua acção de anunciar Jesus Cristo, de convidar para o Reino, de acolher sem distinção, de ensinar sem descanso… a Igreja é expressão do desejo salvífico de Deus para todos e deve ser no mundo, tal como escreveu o Papa Francisco, “sinal eloquente do amor materno de Deus”.

E como a Igreja é a assembleia de todos os baptizados, então aquilo que se espera dela deve ser encontrado no agir de cada um dos seus membros que, neste “mês missionário”, são particularmente convidados a sair de si, a alargar horizontes e a olhar o mundo inteiro como campo de missão.

Mas o convite para ir mais longe, “fazer-se ao largo”, não significa esquecer o testemunho diante de quem está próximo. Se a preocupação e interesse pelo distante é salutar, não se pode excluir o olhar atento e disponível para quem está perto. A correcta articulação permite evitar uma certa “filantropia telescópica” de que já se falou aqui. Para que não aconteça connosco como com certo escritor, de quem se dizia que gostava da humanidade em geral, mas que não apreciava ninguém em particular!

Por mais discreto e humilde que seja o testemunho de cada cristão, inspirado nas obras de misericórdia, será sempre uma semente que atrairá a atenção de alguém, contribuindo para a edificação de uma Igreja que, por natureza, é missionária e que tem por missão testemunhar a misericórdia divina.

in Voz de Lamego, ano 86/46, n.º 4382, 11 de outubro de 2016