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Departamento Diocesano de Música Sacra: Formação coral em Leomil

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No passado dia 10 de novembro, o grupo coral paroquial de São Tiago de Leomil recebeu a visita do senhor padre Marcos Alvim, responsável pelo departamento de música sacra da diocese de Lamego.

Esta visita serviu para dar formação ao jovem coro que se formou em março, aquando da visita pastoral do senhor D. António Couto à paróquia de Leomil.

O senhor padre Marcos falou da importância do coro na animação litúgica. O coro deve estar ao serviço da liturgia e esta função não deve ser entendida como um concerto. O coro pode dar concertos, mas em encontros entre coros ou em apresentações ao público. Salientou bem a importância do compromisso que cada membro do coro tem de assumir, ou seja, participar em todos os ensaios que são marcados.

A nível mais prático, ensinou o significado de alguns sinais que aparecem nas pautas e o valor de algumas notas musicais.

O grupo coral paroquial de São Tiago de Leomil agradece ao seu maestro, Joel Valente, que organizou esta formação e ao senhor padre Marcos Alvim pela sua disponibilidade.

 

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

“BEIRA DOIRO” – Novo trabalho discográfico de Marcos Alvim

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Foi apresentado, no passado mês de setembro, o novo trabalho discográfico de Marcos Alvim. Um disco com poemas de Fausto José (1903-1975), poeta de Aldeias, Concelho de Armamar (distrito de Viseu) e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Armamar.

O concerto de apresentação do CD teve lugar na Praça da República, em frente ao edifício da Câmara Municipal.

“Beira Doiro” é um trabalho de homenagem ao poeta Fausto José e que conta com a participação de vozes juvenis e o Orfeão da Universidade Sénior de Armamar.

Este é o quinto trabalho discográfico de Marcos Alvim e que assinala dez anos de carreira artística deste jovem compositor, desde a edição do primeiro CD, em 2006.

Marcos Alvim é natural de Aldeias-Armamar, licenciado em Teologia e Mestre em Ensino da Música, compositor de música religiosa de inspiração cristã, litúrgica e de música profana. É professor de Música e Canto Coral na Universidade Sénior de Armamar, professor de Expressão Musical no Jardim de Infância de Armamar, professor de Formação Musical e Classe de Conjunto (Coro) no Conservatório Regional de Música de Ferreirim, Maestro do Coro da Catedral de Lamego e Diretor do Departamento de Música Sacra da Diocese de Lamego.

Aquilino Pinto, in Voz de Lamego, ano 86/48, n.º 4384, 25 de outubro de 2016

À CONVERSA COM O PADRE MARCOS ALVIM

Marcos Alvim 4

No próximo dia 28 deste mês, no Centro Pastoral de Almacave, em Lamego, o Padre Marcos Alvim apresenta o seu novo disco com cânticos originais para animar a celebração da Eucaristia. Padre há 11 anos, natural de Fontelo, Armamar, integra a equipa sacerdotal da Sé e é o responsável do Coro da Catedral e do Departamento Diocesano de Música Sacra.

  1. Como apresentaria este novo CD, intitulado “Tu Senhor”, aos nossos leitores?

R.: O CD “Tu, Senhor” é um trabalho com uma finalidade pastoral e com uma sensibilidade mais litúrgica. Contém 10 cânticos e mais 10 bases instrumentais: Entrada; Senhor, tende piedade; Glória; Aleluia; Apresentação dos dons; Santo; Pai nosso; Cordeiro de Deus; Comunhão e Final. Este CD surgiu da necessidade de colocar ao serviço da Igreja mais um subsídio para os grupos corais, juvenis e litúrgicos, cânticos para a Celebração da Eucaristia.

O CD é acompanhado com um livro de partituras que apresenta as melodias de uma forma simples, com as cifras, e também harmonizadas, a 3 ou 4 vozes mistas, para os coros com mais preparação.

O trabalho enfatiza o tema do pão da vida. Jesus, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14, 6), é o “pão vivo que desceu do Céu” (Jo 6, 51), Ele é a fonte de água viva. É o nosso alimento espiritual, que dá força e alento ao nosso peregrinar. Pretende, também, transmitir uma realidade vocacional. Tanto o primeiro cântico, “Caminho, Verdade e Vida”, como o último cântico, “Tu, Senhor”, que dá o nome ao CD, retratam isso mesmo, Ele continua a chamar, homens e mulheres do nosso tempo, para o serviço da Sua Igreja.

  1. Como foi chegar até aqui?

R.: O caminho não foi fácil! Mas, por não ser fácil, é que agora, depois de ver o trabalho concluído, sinto uma grande alegria em poder ter o meu quarto CD editado e ao serviço da Igreja. Não faço da música um passa-tempo, mas sim um serviço. Serviço que é exigente e muito útil no exercício do meu ministério.

Perante o trabalho que é normal na vida paroquial e conciliando os estudos do ensino da música, foi preciso tempo para pensar nas letras, isto é, refletir naquilo que elas me dizem, porque, fazer a composição de uma melodia para os textos sagrados, é uma responsabilidade muito grande, para já porque é sempre um texto sagrado, depois porque é preciso ter em conta muitos aspetos importantes como a métrica das palavras, as acentuações, o sentido e o enquadramento do texto. A melodia terá de se ajustar à palavra de uma forma simples, mas bonita. Foi preciso tempo para que a inspiração musical me envolvesse, tempo para escrever a melodia que surgisse no momento, tempo para fazer uma primeira gravação das músicas, tempo para ouvir essa gravação e fazer as correções que achava oportunas, tempo para gravar de novo e voltar a ouvir e tempo para escrever as partituras. Depois de tudo isto, arranjar os apoios para toda a edição e reprodução do CD. Juntar os dois grupos de jovens das paróquias da cidade de Lamego, Almacave e Sé, fazer a gravação em estúdio e do videoclip! As gravações foram feitas, quase todas, à noite, umas durante a semana e outras ao fim de semana. Não foi fácil, porque os horários nem sempre eram compatíveis uns com os outros, mas foi muito gratificante ver a alegria, a vivacidade e a disponibilidade destes jovens.

  1. Enquanto responsável pelo Departamento de Música Sacra, que desafios se colocam, neste âmbito, aos grupos corais das nossas paróquias, aos fiéis leigos e aos sacerdotes?

R.: Que cada Coro sinta e viva realmente o que canta. A finalidade do Coro é o serviço da liturgia e, por isso, os que fazem parte de um Grupo Coral desempenham um ministério litúrgico. O gosto pela música ou o interesse em fazer parte de um Grupo Coral não é motivo suficiente para se pertencer a um Coro. Torna-se evidente que, quem dele faz parte, deve ser cristão de fé vivida, praticada e testemunhada. Que o Grupo Coral tenha sempre a preocupação de primar pela qualidade, tanto no que se refere aos textos como às melodias. Para Deus não podemos dizer “cantamos qualquer coisa”, nem se canta de improviso, é preciso ter a preocupação de preparar bem as celebrações. A propósito disto, o Pe. Manuel Luís dizia que “se não podemos, com palavras banais, exprimir coisas belas, como poderemos, com música banal, exprimir realidades transcendentes?”

Que os fiéis leigos, tal como os coristas, se deixem envolver pelo canto, pela música, que os ajuda a estar mais intimamente unidos a Deus na oração. Procurem, também, envolver as crianças e os jovens.

Que os sacerdotes tenham sempre a preocupação de apoiar, estimular e formar os seus coristas.

  1. Para terminar, como vai ser o próximo disco?

R.: Tenho já dois trabalhos pensados, bastante diferentes um do outro! Será mais um desafio que tenho pela frente! Estou cá para isso!

in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro

CANTO CORAL NA CELEBRAÇÃO DO MATRIMÓNIO

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  1. A música, na celebração do sacramento do Matrimónio, não pode ser considerada como um mero elemento decorativo ou expressão externa de pompa ou motivo de circunstância. “Os cânticos a utilizar, devem ser adequados ao rito do Matrimónio e exprimir a fé da Igreja… O que se diz da escolha dos cânticos vale também para a escolha das obras musicais” (Ritual do Matrimónio, Preliminares, 30).
  1. O seu caráter sagrado e a sua adequação à Liturgia do Matrimónio são critérios fundamentais, acima dos gostos e das preferências dos noivos e/ou dos grupos que se apresentam para cantar ou tocar. Estes critérios implicam que os grupos corais e instrumentais possuam um repertório sacro e litúrgico experimentado e que conheçam a liturgia da Igreja, nomeadamente a do Sacramento do Matrimónio.
  1. Enquanto elemento litúrgico, a música deve corresponder ao sentido do mistério celebrado e conduzir os fiéis a participar nele, quer interior quer exteriormente. A música na liturgia é primariamente canto da Palavra de Deus e do louvor da Igreja. Os instrumentos podem ser usados como prolongamento do canto.
  1. Os executantes (cantores, coros e instrumentistas) devem ser competentes técnica e artisticamente, possuir o sentido da Assembleia, ser capacitados para assumir o serviço da Oração da Igreja e participar consciente e ativamente na celebração. Em princípio, dentro do possível, embora não exclusivamente, dever-se-á dar preferência aqueles agrupamentos ou cantores e instrumentistas que, dominicalmente, realizam o serviço litúrgico.
  1. Não se exclui a Música Sacra antiga, coral ou instrumental, que pertence ao tesouro da fé e da arte da Igreja, música nascida e executada na Liturgia, imbuída e configurada pelo mistério celebrado. Tal música possui qualidades de caráter, ao mesmo tempo, estético e espiritual que oferece uma forma muito própria e única de participação.
  1. O programa musical de qualquer celebração litúrgica e a sua execução deve ter a aprovação do Pároco ou do Presidente da celebração. Cabe-lhe, de acordo com os princípios enunciados e atendendo às circunstâncias:

a) discernir a qualidade formal e espiritual, e o enquadramento litúrgico dos cânticos, no que se refere ao rito, ao tempo litúrgico, às possibilidades da Assembleia e às capacidades dos executantes.

b) julgar da oportunidade ou necessidade de omitir ou modificar a escolha de alguns cânticos, em função das circunstâncias pessoais dos nubentes ou do ritmo da celebração.

7. Na preparação para a Celebração, os noivos deverão requerê-lo e dispor-se a oferecer um contributo, para a Paróquia, destinada à formação musical, litúrgica e espiritual dos cantores e dos fiéis.

Pe. Marcos Alvim, (Departamento Diocesano de Música Sacra)

in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

ENCONTRO DE COROS

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“Quem bem canta, duas vezes reza” (Stº. Agostinho)

ENCONTRO DE COROS

Decorreu, no dia 31 de Março de 2015, na Catedral de Lamego, em plena Semana Santa, um Encontro de Coros Litúrgicos, organizado pelo Departamento Diocesano de Música Sacra.00

Participaram neste encontro quatro Coros:

– Grupo Coral da Paróquia de S. Pedro de Castro Daire;

– Grupo Coral da Paróquia de Santíssimo Salvador de Resende;

– Grupo Coral da Universidade Sénior Jerónimo Cardoso-Lamego;

– Coro da Catedral de Lamego.

O acolhimento aos participantes aconteceu no Museu Diocesano, com uma palavra de boas vindas proferida pelo Pe. João Carlos, Pró Vigário Geral.

De seguida todos se dirigiram para a Sé, que estava repleta de gente, para escutar as vozes daqueles que louvam a Deus cantando.

O responsável do Departamento Diocesano de Música Sacra, Pe. Marcos Alvim, na palavra de abertura, falou da importância do canto litúrgico e agradeceu a presença de todos.

Cada coro cantou quatro cânticos de natureza litúrgica.

A palavra final foi dirigida pelo Pe. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral, que se congratulou com a iniciativa, felicitando organizadores e participantes.

No final, todos os elementos cantaram um cântico em conjunto, cuja partitura fora previamente enviada aos diretores de coro para os devidos ensaios.

O objetivo destes encontros é aumentar a partilha e a aproximação entre pessoas que professam a mesma fé e aumentar competências na transmissão da Palavra de Deus pela música e pelo canto.

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015