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Mensagem de D. Jacinto sobre a morte de D. António Francisco dos Santos

Os parabéns que o Senhor D. Serafim me dava na manhã do dia 11, eram como uma anestesia para a dureza e crueldade da notícia que me transmitia a seguir. Pausadamente foi-me dizendo à medida que a ansiedade crescia dentro de mim: Morreu o Senhor Bispo D. António Francisco dos Santos. Fiquei sem palavras e completamente desorientado. Ocorreu-me de repente o conselho de um grande amigo: “Diz devagarinho, como que saboreando, esta oração forte e viril: «Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e armabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas – Amém. Amém». Eu te asseguro que alcançarás a paz.” (Caminho,691)

Vi o Senhor D. António no sábado passado na TV Angelus em Fátima na peregrinação da Diocese do Porto a partilhar Graça e Felicidade como era a sua maneira habitual de conviver. Que o Senhor converta em Bênção a tremenda dor em que esta perda nos mergulha.

+ Jacinto, bispo emérito de Lamego

 

in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017

Aniversário natalício de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego

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Hoje, dia 11 de Setembro, o Senhor D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo Emérito de Lamego celebra o seu aniversário natalício.

Nasceu em Prados de Cima, freguesia de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira, Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, no ano de 1935, completando 80 anos de idade.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.

Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

Apresentação da obra “A Diocese de Lamego em Três Histórias”

“A Diocese de Lamego em Três Histórias” é referência na História de Lamego

Um extraordinário contributo para a História de Lamego e da sua Diocese. Foi desta forma que este sábado, 10 de junho, unanimemente foi considerada a obra “A Diocese de Lamego em Três Histórias”. Da autoria de Joaquim Correia Duarte, a apresentação decorreu no Museu de Lamego, integrada nas comemorações do Centenário, e esteve a cargo da Presidente da Academia Portuguesa da História, Professora Doutora Manuela Mendonça.

Numa lição de História que percorreu séculos da Diocese e cidade de Lamego, Manuela Mendonça referiu-se ao autor da obra como um viabilizador da História, ao “sinalizar ancestrais, mas relevantes trabalhos” que possibilitam sentir o “pulsar das gentes de Lamego” ao longo dos séculos XVI, XVIII e XIX. Um legado, assinalou, a partir de agora acessível, inscrevendo o nome de Joaquim Correia Duarte no “catálogo de ouro dos historiógrafos portugueses”.

Com pesquisa, leitura, reprodução, organização e anotações de Correia Duarte, ao longo de quase 700 páginas, são transcritos três documentos da maior importância para a História do Bispado de Lamego. O pároco da Diocese de Lamego e membro da Academia Portuguesa da História classificou a obra como um “repositório de conhecimento histórico”, ao disponibilizar informação sobre os mais diversos aspetos, como as lutas políticas e sociais, paróquias, Paço Episcopal (onde atualmente está instalado o Museu de Lamego), catedral, castelo, cisterna, rio Coura, Hospital da Misericórdia, entre outros tantos espaços já desaparecidos ou ainda existentes na cidade. Para o pároco, “não é possível conhecer a História da cidade e Diocese sem ler ou consultar” as três obras que ali são transcritas.

Os anos de 1596, 1789 e 1878 correspondem a três importantes obras sobre a Diocese, que de importantes têm tanto como de desconhecidas. Em 1596, Manoel Fernandez, membro do Cabido da Sé, escrevia a “Sumária Reapitulaçam da antiguidade da Sé de Lamego”; em 1878, João Mendes da Fonseca, cónego da Sé, registava a “Memoria Chronologica Dos Excellentíssimos Prelados que tem existido na Catedral desta Cidade de Lamego”; Joaquim de Azevedo encerra “A Diocese de Lamego em Três Histórias”, com a “História Ecclesiástica da Cidade e Bispado de Lamego”, escrita no século XVIII, mas só publicada em finais do século seguinte, depois de continuada e atualizada por um cónego da Sé de Lamego.

A sessão contou ainda com a presença do Bispo Emérito de Lamego D. Jacinto Botelho, que ressalvou a riqueza que esta obra revela sobre o conhecimento da Diocese.

in Voz de Lamego, ano 87/31, n.º 4416, 13 de junho 2017

Saudação do Grupo Almacave Jovem aos novos crismandos

Jovens amigos,
que hoje recebestes o Dom do Espírito Santo

Também nós, grupo Almacave Jovem, ficamos felizes, neste dia em que recebestes o Sacramento da Confirmação. Um dia, recebemos também nós a Força do Espírito que nos faz testemunhas de Jesus ressuscitado. Sexta-feira, à noite, estivemos em vigília convosco, pedindo ao Espírito Santo que a todos nos ilumine com os seus dons. Hoje, mais do que nunca, somos desafiados a ser mais fortes e a não deixar que essa luz que nos habita esmoreça. Vivemos num mundo que gira a alta velocidade, indiferente ao sofrimento de quem passa. Indiferente ao grito desse Amor que chama, que impele, que procura e não encontra. Um Mundo que se vai deixando esmagar pelas trevas. Somos cada vez mais urgentes! Precisamos de despertar desse sono e ir, sem medo, dar tudo – “dar sempre seis”! Que nunca vos passe pela cabeça que o vosso gesto não faz diferença, que as vossas mãos não são necessárias, que a vossa vida não é capaz de marcar outras. “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (…) Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.”
Hoje, mais do que nunca, deveis sentir a força desse espírito que nos empurra, que nos corta as amarras e nos leva por caminhos que nunca pensámos percorrer; que nos levanta, mesmo quando pensamos já não ser mais capazes de caminhar. Ele vive em nós! Escutai-O no silêncio e sabei que jamais caminhareis sozinhos. E que por maiores que sejam as tempestades, nunca nada será maior que o Amor que Deus tem por cada um de nós. Que este dia fique tatuado nas vossas vidas como um compromisso de Amor que deve guiar-vos para sempre. Carregai bem alta essa luz que rasga as trevas e senti que nada será capaz de vos separar do Amor de Deus. Ler mais…

Apresentação de Livro de Mons. Arnaldo Cardoso

Num lugar favorecido de beleza e adornado de silêncio (só o murmúrio das águas que passam caminhando no leito de um regato o parecem querer quebrar), num templo opulento em arte e recheado de história, beleza que nos encanta, silêncio que nos tonifica, história que nos educa e arte que nos tira quase a respiração, reuniram-se na passada quinta-feira, dia 30, pelas 16 horas, umas dezenas de interessados para assistirem à apresentação de mais uma obra notável de Mons. Arnaldo Cardoso, esta como título “Representações Artísticas do Cântico dos Cânticos em Portugal”.

A presidir, na mesa de honra, para além do autor, D. António Couto, Bispo da Diocese, a quem coube a tarefa da apresentação do livro, o Presidente da Câmara de Tarouca, Valdemar Pereira, D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito, Mons. Joaquim Rebelo, Vigário-Geral, e Zita Seabra, proprietária e directora da Alêtheia Editores, a quem pertence a edição. Ler mais…

Aniversário da Ordenação Episcopal de D. Jacinto Botelho

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D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, natural de Moimenta da Beira (Prados de Cima – Vila da Rua), nasceu em 11 de setembro de 1935.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de São Sebastião, Padroeiro de Lamego.

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Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

NATAL DAS EQUIPAS DE NOSSA SENHORA

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No pretérito dia 10 de Dezembro, sábado, congregaram-se nas instalações da Obra Kolping, os casais e conselheiros espirituais das Equipas de Nossa Senhora do Sector de Lamego.

A equipa responsável pela organização do Natal 2016, a Lamego 7, sugeriu que, em vez de troca de prendas, cada casal levasse géneros alimentícios para serem distribuídos pelas Conferências Vicentinas da Sé e Almacave.

Assim, vimos chegar um a um os casais, carregando consigo o saco com os donativos que foram sendo depositados junto ao presépio na entrada.

Às 12 horas, o Senhor D. Jacinto Botelho, Conselheiro Espiritual da Lamego 1 e 4, presidiu à Eucaristia, concelebrada pelo Sr. Provigário, Pe João Carlos Morgado, C.E. da Lamego 10, Monsenhor Bouça Pires C.E. da Lamego 2, Sr. Padre Adriano Monteiro C.E. da Lamego 5, Cónego Delfim de Almeida C.E. da Lamego 6, Padre José Abrunhosa C.E. da Lamego 8 e também pelo Monsenhor José Guedes, Pároco de Almacave.

A sua homilia foi direccionada para a vida do casal, dissertando a propósito das leituras do III Domingo do Advento – Domingo da Alegria.

A alegria que deve inundar o casal, a família. A paciência necessária, em muitas situações da vida do casal, sempre com a esperança e confiança no Senhor. A austeridade de João Baptista que fez dele um homem honesto e disponível para o anúncio da vinda de Jesus. Não nos preenchermos com o supérfluo, mas sim com o essencial das nossas vidas. O testemunho de uma vida simples, mas com sentido, vivida no amor de Deus e ao próximo.

Referiu também a importância das três palavras sugeridas pelo Papa Francisco e que devem permanecer na relação do casal:

Com licença! Expressão que ilustra uma atitude de respeito: a delicadeza, a discrição, a paciência, o acolhimento, reconhecendo o outro como uma realidade preciosa.

Desculpa! Exprime um pedido de perdão: ter consciência de ter ofendido, traído a confiança, enganado o outro.

Obrigado! Exige a consciência de não ser o centro do mundo, deixar espaço para o outro, ser grato.

Após partilharmos a Palavra de Deus neste encontro eucarístico, veio o momento de partilharmos o pão num grupo que encheu o refeitório da casa que nos acolheu. Depois da oração preparada pela Lamego 7, iniciámos a refeição que proporciona sempre momentos de alegria e convívio. O buffet de sobremesas, próprias desta quadra, saciaram os mais gulosos. Antes do café, houve tempo ainda para algumas declamações que animaram os presentes.

Os afazeres de cada um fizeram com que após o café nos fossemos despedindo uns dos outros com votos de Feliz Natal.

A Equipa de Sector, in Voz de Lamego, ano 87/07, n.º 4392, 20 de dezembro de 2016