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Posts Tagged ‘D. António Francisco dos Santos’

Prémio D. António Francisco dos Santos

No passado dia 24 de novembro, na Biblioteca do Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira, de Armamar, esteve presente o Pe. Américo Aguiar para,no âmbito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, apresentar aos alunos do 9.º ano,o Prémio D. António Francisco dos Santos. Estiveram também presentes Augusto Azevedo, em representação do Município, Anunciação Pinheiro, da Direção do Agrupamento, e docentes dos alunos.

O professor bibliotecário, César Carvalho,deu as boas vindas ao ilustre convidado e apresentou-o salientando tratar-se do Presidente do Grupo da Rádio Renascença e da Irmandade dos Clérigos,do Porto, para além de ter sido Vigário-Geral e Secretário de Sua Eminência o Bispo do Porto, recentemente falecido, D. António Francisco dos Santos. Ler mais…

ASEL em Peregrinação a Fátima por ocasião do Centenário das Aparições

1 – A Peregrinação

Conforme proposta da Direção, a ASEL (Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Lamego), nos dias 16  e 17 de setembro deslocou-se a Fátima em Peregrinação de agradecimento e memória evocativa do centenário das Aparições .

O trabalho de preparação e contactos com o Santuário coube ao Presidente da Assembleia Geral, António Cândido, conseguindo alojamento e refeições, (para quem o quis), na Casa da Senhora do Carmo com cedência de uma sala para reunião e capela para oração.

Integramos os atos litúrgicos das peregrinações presentes. A Bandeira da ASEL, transportada pelo Presidente, Luís de Matos, fez parte do desfile  de centenas de estandartes na procissão de Velas no dia 16 e procissão eucarística  do dia 17. Ler mais…

Cáritas de Lamego: Um Adeus ao Amigo D. António Francisco

Passaram-se uns escassos dias desde que o Senhor D. António Francisco nos deixou.  Parece ainda um sonho, a verdade é nua e crua, Deus achou por bem levá-lo para junto de Si, mas para nós foi um choque, foi como se de um membro da nossa família se tratasse.

Um Homem e um Amigo especial para  muitos que com ele privaram, e não foram poucos, sim, o Sr. D. António tinha – os  em muitos locais, desde a terra que o viu nascer até aos lugares mais diversos. Era uma pessoa afável, simples, serena e  disponível para escutar, para dialogar, para aconselhar, em suma, uma pessoa cheia de conhecimento, de afazeres inerentes aos cargos desempenhados, mas  sempre com um sorriso expresso no rosto, olhar atento e  preocupado com os mais frágeis, com os pobres e famílias mais vulneráveis.

Não foi por acaso que há bem pouco tempo tenha sido designado pela Conferência Episcopal,  Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. Na sua última entrevista concedida à Agência Ecclesia, face ao novo desafio que acabava de abraçar, referiu: “ …Iniciei o meu trabalho há um mês… Estamos a dar passos e temos preocupações, mas temos também sonhos e propósitos. Temos também um desejo muito grande de trabalhar e estar presente neste espaço tão necessário como é a ação socio-caritativa da Igreja. Temos de ter capacidade de lermos a realidade e escutarmos o mundo. Temos de estar disponíveis para dar resposta às novas formas de pobreza e aos novos desafios da sociedade moderna.” 

É nesta senda que, inspirados na postura do Sr. D. António Francisco face aos desafios dos dias de hoje, num mundo tão desprovido de valores, a Cáritas Diocesana de Lamego procurará exercer a sua missão junto dos que mais precisam.

Obrigado Sr. D. António e que Deus o tenha na Sua Infinita Glória.

Isabel Duarte Mirandela da Costa

Cáritas Diocesana de Lamego

in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

D. António Francisco dos Santos | Pastor à imagem de Cristo

A Sé do Porto foi pequena para acolher a multidão que quis participar nas solenes exéquias do bispo daquela diocese, D. António Francisco dos Santos, no dia 13 deste mês. Para lá dos muitos fiéis da nossa diocese, ali estiveram várias dezenas de sacerdotes do nosso presbitério, bem como D. António Couto e D. Jacinto Botelho.

No final da cerimónia, já sem paramentos, quando passávamos por entre a multidão aglomerada no adro da Sé do Porto, uma senhora dizia: “Fizeram bem em usar cores brancas. Ele era um santo!” E outros comentários se puderam ouvir, provindos daquela gente anónima que não arredou pé e foi ficando para agradecer a vida e a missão do Pastor que viam partir tão precocemente.

A Sé abriu as portas às 14h e logo os seus bancos se encheram com representantes de instituições diversas, centenas de sacerdotes vindos de várias dioceses, diáconos, seminaristas, grupo coral… Perto do altar lá se encontrava a urna com os restos mortais deste nosso ilustre conterrâneo, ladeada por familiares. O coro e a orquestra ultimavam os preparativos e logo se ouviram trechos do “Requiem”, de Mozart. Vários ecrãs, dentro e fora da Sé, possibilitavam visualizar e acompanhar as cerimónias que começaram à hora prevista, 15h, não sem antes vermos entrar o Presidente da República, o Primeiro Ministro, alguns líderes partidários, deputados e outros intervenientes na vida nacional e local.

Em cortejo entraram também os bispos portugueses, visivelmente tristes e marcados pelo acontecimento, a que se juntou o Núncio Apostólico. Mas ficou também a aparente imagem de um episcopado envelhecido e cansado. A este propósito, não deixará de ser oportuno reler algumas das afirmações do nosso Presidente da Conferência Episcopal, D. Manuel Clemente, proferidas durante a homilia (que publicamos neste jornal), nomeadamente para sublinhar o excesso de trabalho e as muitas preocupações que cercam e habitam os bispos, ao mesmo tempo que referia a ausência de estruturas intermédias que os preservem. Palavras motivadas, talvez, pelo exemplo de vida pastoral de D. António Francisco dos Santos, que se doou até ao limite das suas forças.

No final da celebração, todos saíram da Sé e a urna foi transportada para a entrada. A multidão saudou a memória do bispo do Porto com uma grande e sentida salva de palmas, a que se seguiu a oração final do ritual das exéquias. Muitos foram os que quiseram passar, depois, junto da urna ou deixar algo escrito no livro exposto para o efeito.

Os restos mortais de D. António Francisco dos Santos vão ficar sepultados na capela de S. Vicente, na Sé do Porto, a exemplo de outros bispos. Uns dias antes da sua morte, naquela mesma capela, quando guiava pela Sé um grupo de formadores dos Seminários portugueses, disse: “Aqui estão sepultados alguns dos bispos que serviram esta diocese; não sabemos quem será o próximo”!

Ele não sabia, mas Deus já o tinha escolhido.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

GRATIDÃO E BONDADE | Editorial Voz de Lamego | 19.setembro.2017

A morte de D. António Francisco dos Santos marcou estes últimos dias. Quando a edição da Voz de Lamego da semana passada já estava em andamento, a notícia da morte do Bispo do Porto, natural da nossa diocese, veio alterar a composição do mesmo. Uma semana depois é possível a recolha de muitos outros testemunhos, a começar pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego e o atual Reitor do Seminário Maior de Lamego:

GRATIDÃO E BONDADE

A morte privou-nos da presença, da palavra e do saber de D. António Francisco dos Santos, falecido aos 69 anos. Nas horas que se seguiram à fatídica e inesperada notícia, foram muitos os que partilharam e expressaram gratidão pelo muito que fez por onde passou, deixando elogios à bondade, disponibilidade e sabedoria com que estava, liderava e acompanhava.

Em pouco mais de três anos, os diocesanos do Porto puderam aperceber-se das suas qualidades e deixaram-se cativar pelo seu exemplo. Uma missão exigente que assumiu por obediência à Igreja e que cumpriu com distinção, até ao limite das suas forças.

Inicialmente, talvez a nomeação deste bispo, discreto e mediaticamente pouco reconhecido, tenha surpreendido muitos diocesanos portuenses, mas, rapidamente, a sua forma de ser e de estar mostrou ter sido uma escolha acertada. Tal como ficou devidamente ilustrado na celebração exequial, com a presença de milhares de pessoas, centenas de sacerdotes e dezenas de bispos, a que se associaram as mais altas figuras do Estado.

A nossa diocese também sofre com a sua partida. Aqui caminhou e amadureceu a sua vocação sacerdotal; aqui foi ordenado e daqui partiu para servir a Igreja. Aqui regressava, de quando em vez, sempre a correr, para participar em alguma celebração ou partilhar momentos com os amigos que granjeou e não esqueceu.

Enquanto formador no Seminário Maior e Pró-Vigário Geral da diocese marcou uma geração de padres do nosso presbitério: pela forma como ensinava e motivava, pela atenção amiga com que ouvia, pela serenidade com que dialogava e pela sabedoria com que aconselhava. E, com alegria e saudável regozijo, sempre o acompanhámos, de perto e de longe, na sua missão episcopal.

A Igreja perdeu um pastor, Lamego um dos seus ilustres filhos e muitos de nós um amigo. Resta a gratidão diante da sua memória e a vontade de imitar a sua bondade.

in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

Homilia na Missa exequial de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto

Irmãos caríssimos

Surpreendido ainda pelo súbito falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, nosso irmão e amigo, correspondo à indicação que me foi feita para presidir a esta Santa Missa Exequial.

Com simplicidade e emoção o faço. Longos anos de amizade, a coincidência de idade e de percurso eclesial, tudo me aproximou do Senhor D. António Francisco, em muitos encontros institucionais e pessoais, projetos e desafios das nossas missões e tarefas. Sempre nele encontrei disponibilidade e competência, além da muita estima recíproca.

Num momento como este, são muitas as palavras possíveis, como aliás têm sido proferidas por grande número de pessoas da Igreja e da sociedade, não faltando o depoimento de altas figuras da vida nacional e local. Todas aliam sentimentos de admiração e já saudade pela grande figura pessoal, eclesial e social que entre nós viveu e verdadeiramente conviveu, pois grande e marcante era a sua capacidade de estar com os outros e, ainda mais, de estar para os outros. Ler mais…

Mensagem de D. Jacinto sobre a morte de D. António Francisco dos Santos

Os parabéns que o Senhor D. Serafim me dava na manhã do dia 11, eram como uma anestesia para a dureza e crueldade da notícia que me transmitia a seguir. Pausadamente foi-me dizendo à medida que a ansiedade crescia dentro de mim: Morreu o Senhor Bispo D. António Francisco dos Santos. Fiquei sem palavras e completamente desorientado. Ocorreu-me de repente o conselho de um grande amigo: “Diz devagarinho, como que saboreando, esta oração forte e viril: «Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e armabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas – Amém. Amém». Eu te asseguro que alcançarás a paz.” (Caminho,691)

Vi o Senhor D. António no sábado passado na TV Angelus em Fátima na peregrinação da Diocese do Porto a partilhar Graça e Felicidade como era a sua maneira habitual de conviver. Que o Senhor converta em Bênção a tremenda dor em que esta perda nos mergulha.

+ Jacinto, bispo emérito de Lamego

 

in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017