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Posts Tagged ‘Convívio’

Paróquia de Tabuaço – Encerramento da Catequese 2018

Com a chegada das férias escolares, chegam habitualmente também as férias na catequese, ainda na nossa Paróquia se tivesse prolongado alguns sábados. No itinerário de 10 anos de catequese, fomos celebrando, em cada ano de catequese, uma festa que sublinhou o que ao longo do ano se foi refletindo e aprofundando.

No dia 30 de junho, sábado, vivemos o Encerramento da Catequese, com muitos meninos já de férias! Tínhamos previsto este dia para o Santuário de Santa Maria do Sabroso, na paróquia vizinha de Barcos, mas a instabilidade do clima fez-nos ficar por casa. Num primeiro momento, no Centro Paroquial, jogos tradicionais e lanche partilhado. Num segundo momento, na Igreja Matriz, a celebração da Santa Missa, com alguns gestos e intervenções específicas da catequese.

Como catequistas quisemos deixar uma mensagem à comunidade e sobretudo aos pais dos nossos meninos, e que foi linda no momento de ação de graças:

“Chega ao fim mais um ano de catequese.

No início, partimos como uma caravana à procura do grande tesouro que estava para lá do deserto. Partimos à descoberta do nosso maior amigo, Jesus, e à descoberta de nós mesmos…

Aonde chegamos?!

Este é o momento de agradecer ao Senhor, pelo dom da vida, pela Sua presença, pela transformação que produziu em nós e naqueles com quem partilhamos a vida, pelas descobertas feitas, pelo crescimento feito na Fé e no Amor, tudo o que vivemos juntos nos nossos grupos e com toda a nossa comunidade cristã.

É Jesus quem dá sentido à nossa vida, às coisas boas e menos boas que fazemos. A Ele queremos agradecer por todos e por cada um de nós.

As férias estão a decorrer, mas Jesus não tem férias… como todos sabemos!

Gostaríamos de deixar dois desafios, sobretudo aos pais.

Primeiro: Levai os vossos filhos à grande festa de Jesus, a Eucaristia, ou entrem com eles numa Igreja e rezem em conjunto a oração que Ele nos ensinou, Pai-nosso. Façam isto algumas vezes. Eles vão gostar de ver Jesus.

Segundo: Um desafio e um pedido: necessitamos de catequistas para o próximo ano, contamos com a vossa melhor colaboração. Todos não somos de mais. Ouçamos a voz de Jesus: a Messe é grande mas operários são poucos. Precisamos uns dos outros. Precisamos de todos. Precisámos de vós.

Que o Deus de Jesus Cristo, Pai, Filho e Espírito Santo, a todos nos guie e nos desperte para o serviço em Igreja e em sociedade e a todos nos abençoe com a Sua paz e ternura”.

No final da Eucaristia, o nosso Pároco agradeceu o nosso trabalho dedicado ao longo de todo o ano pastoral de 2017-2018.

Grupo de Catequistas de Tabuaço, in Voz de Lamego, ano 88/31, n.º 4468, 3 de julho de 2018

Paróquia de Almacave – Encerramento do Ano Pastoral

Há alguns anos para cá que, no último domingo de Junho, a Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave encerra as atividades pastorais com um convívio que envolve algumas centenas de paroquianos. Este ano, o convívio aconteceu no Santuário de Nossa Senhora da Abadia, no Gerês, com uma breve passagem por São Bento da Porta Aberta. Mais do que um mero passeio é uma ocasião para conviver com aqueles que, fazendo parte da comunidade paroquial, partilham durante o ano a pertença ativa à Paróquia. Fora do ambiente de trabalho e do quotidiano tantas vezes monótono, é sempre uma oportunidade para se criarem laços mais profundos de amizade e de comunhão paroquial.

A Eucaristia é sempre o ponto mais alto deste encontro alargado. É o Grupo de Jovens que marca sempre presença neste dia, animando liturgicamente a celebração eucarística. O entusiasmo e a alegria que se gera através do canto, fazem da Eucaristia a grande Festa, onde todos nos sentimos irmanados na celebração da mesma Fé que dá sentido à vivência comunitária expressa em tantos momentosos da vida pastoral paroquial.

Esta comunhão testemunha-se depois na partilha dos farnéis que, neste dia, se abrem para todos numa mesa comum.

Na Eucaristia, em que se celebrava a Solenidade do Nascimento de são João Batista, um dos Párocos, P. José Guedes, apelou para o compromisso comunitário de sermos também uma “comunidade precursora e profética” que prepara o caminho para que a Boa Nova de Jesus chegue a todos os paroquianos e, igualmente, à necessidade da “coerência de vida evangélica, para que dêmos um testemunho ousado das razões da nossa Fé com o mesmo ardor e a generosidade de João Batista”.

Chegava o momento de regressarmos a casa. Mas antes, já em Cabeceiras de Bastos, era preciso “dar cabo” dos farnéis que os vários autocarros ainda guardavam. Entre o petiscar e a música, a dança estendeu-se a todos que, mesmo já com alguma idade menos jovem, mostraram que para a dança não há idades.

Chegámos, à nossa Paróquia de Almacave, felizes e mais ricos porque vivemos um dia de muita comunhão fraterna, agradecendo a Deus as maravilhas que em nós operou ao longo deste ano pastoral.

Embora já em tempo de férias, as Conferências Vicentinas continuarão o seu trabalho semanal de cuidar dos que mais precisam e os jovens reunir-se-ão, às sextas-feiras, agora para prepararem a peregrinação à Comunidade Ecuménica de Táizé (Borgonha-França) que ocorrerá de 3 a 13 de Agosto.

Mais uma vez sentimos e experienciámos que, mais do que nunca, saber partilhar a fé, a alegria e a vida com os outros é a expressão mais bonita de sermos e mostrarmos que somos Paróquia.

FS, in Voz de Lamego, ano 88/30, n.º 4467, 26 de junho de 2018

Passeio Paroquial Vila Nova de Paiva e Fráguas – 2016

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Eram as sete e meia da matina do 10 de Julho e já o condutor do autocarro nos esperava há meia hora. Era o início de mais um passeio paroquial, desta vez, com destino ao Santuário de Nossa Senhora de La Salette junto a Oliveira de Azeméis.

A viagem decorreu com a normalidade característica destas viagens. Os dois autocarros encontraram-se junto ao restaurante «As Cubatas» junto a Albergaria-a-Velha para uma primeira paragem de descanso, café… e seguimos para o parque eo pequeno Santuário de La Salette, obra de há cerca de um século.

Mas este santuário é a sequência deu ma pequena capela construída em 1870 no mesmo local devido à interpretação como milagre, de uma chuvada, em Julho, no decorrer de uma procissão pedindo chuva. Só depois, devido à popularidade do culto na capelinha se construiu esta capela-santuário de que admirámos sobretudo as linhas góticas, os vitrais e a rosácea. Os vitrais, vistos do interior, são uma pequena maravilha.

À volta, ladeando a capela, um parque bem espaçoso em que não falta um lago com barquitos, patos, peixes… mesas de pedra, árvores exóticas e as apetecidas sombras neste tórrido mês de Julho.

Esperou-se que o santuário ficasse livre para que, pelas 12h30, fosse celebrada, pelo nosso pároco, a solene missa dominical.

Já as barrigas davam horas, o almoço soube a pouco. É a parte mais interessante, segundo muitos. À volta da mesa conversa-se, partilham-se as iguarias dos farnéis cuidadosamente embalados e trazidos. É este convívio que torna estas viagens mais interessantes aproximando as pessoas. Alguém dizia mesmo que, sem a partilha do farnel, o passeio paroquial quase não teria sentido. E isto leva o seu tempo! É que um lanche assim partilhado quer-se bem saboreado!

Daí que no trajecto seguinte, em direcção ao Mosteiro de Arouca, não faltasse quem cambaleasse embalado pelos solavancos do autocarro. Paragem rápida com visita à igreja convidando a uma visita mais demorada sobretudo ao museu de arte sacra.

A subida pachorrenta até à capela de Nossa Senhora da Mó fez calafrios a alguns pelos precipícios que rodeavam a estrada íngreme. De beleza medieval, nela se encontra pequena imagem, pensa-se que do século XVI, devidamente resguardada. Saliente-se aqui, tal como no Santuário de La Salette, a vista panorâmica.

E a viagem assumiria, a partir daqui, com um sentido mais apaixonado. Dividiam-se as opiniões. Enquanto uns achavam melhor continuar o convívio abrindo de novo os farnéis, o melhor da festa, outros já só pensavam em ver a final do Europeu 2016. Depois de várias tentativas de aparcamento não se descobriu um lugar apetecível e, depois de olharmos para os Passadiços do Paiva convidando a uma visita, acabámos por chegar ao destino bem a tempo de ver na TV o Portugal-França, a final do Europeu de Futebol.

Manuel Proença, in Voz de Lamego, ano 86/37, n.º 4373, 26 de julho de 2016

Passeio Anual da Freguesia de Samodães

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Realizou-se no passado sábado, dia 16 deste mês de Julho o tradicional passeio da freguesia que este ano nos levou até ao Santuário de Nossa Senhora da Penha de França situado na província de Salamanca- Espanha.

Pelas 7 horas de uma bela manhã solarenga iniciamos a nossa viagem com um forte espírito de boa disposição e curiosidade em conhecer o destino escolhido pela Junta de Freguesia, organizadora deste passeio.

Acompanhou-nos o nosso querido pároco – Padre Victor, que durante o percurso nos foi dando algumas explicações sobre os lugares a visitar, alternando a sua presença nos dois autocarros.

Como nos esperava um dia longo e árduo, recheado de visitas e caminhadas, tivemos de, bem cedo, começar a carregar baterias para superar todos estes desafios. Não havia fastio, as arcas de alguns abriram-se e deixaram no ar um agradável aroma testemunho de um apetitoso farnel. Outros, não dispensaram o Snack e o delicioso cafezinho da manhã, aquele que seria o último em terras portuguesas. Ler mais…

Paróquias Unidas em Laços de Catequese

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Paróquias de Travanca, Fornelos e Moimenta, da Zona Pastoral de Cinfães

Neste final de ano catequético, eis algumas palavras de análise, reflexão, avaliação, sentimento e até de sensibilização. Pois bem: Está à vista de toda a comunidade paroquial, mesmo até à mais céptica, que o êxito e o sucesso estiveram de mãos dadas. Catequistas, que deram o seu melhor a par de um sacerdote atento, embora nem sempre fosse fácil perceber isso, porque grande parte das vezes ao dar a ideia de distante, transmitia sim e em simultâneo a maior das confianças nos seus intervenientes. Obrigada Sr. Pe. Fabrício Pinheiro.

Não obstante, faltar-se-ia à verdade se não tivessem existido um e outro pequeno pormenor menos favorável (fases imaturas, jovens, adolescentes…) mas de solução imediata dada a colaboração do nosso pároco que de forma fácil, clara, audível e segura responde oportunamente visto que estamos na presença de alguém cuja determinação lhe é tão peculiar.

Várias foram as iniciativas, as atividades tomadas ao longo deste percurso e já oportunamente referenciadas; porém algo mais houve a acrescentar nesta paróquia de Travanca: o renascer da JAM (Juventude Alegria de Maria), consequentemente, as comemorações no mês de Maria… mais tarde, já em junho, a realização de uma Missa Campal acompanhada de almoço no mesmo espaço, em parceria com a Câmara Municipal e Cinfães e a Junta de Freguesia de Travanca, tendo o propósito, o objetivo, de sensibilizar e apelar à unidade, à comunhão de todos os Travanquenses. Ler mais…

Almacave: convívio paroquial – enceramento do ano pastoral

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Com o convívio Paroquial, no dia 3 de Julho, no Santuário de Santa Luzia-Viana do Castelo, a Comunidade de Santa Maria Maior de Almacave encerrou as atividades pastorais planificadas para este ano pelo Conselho Pastoral Paroquial. O ponto central do convívio foi a Eucaristia celebrada no Santuário de Santa Luzia, participada e vivida festivamente pelos paroquianos que, em grande número, se deixaram envolver neste convívio. Outros momentos marcantes foram também os espaços de animação depois do almoço partilhado e já no regresso, no Parque de Lamelas de Ribeira de Pena, o ambiente de festa e de alegria partilhada ao som das concertinas e com passos de dança.

Já há alguns anos que a nossa Paróquia, “comunidade de comunidades”, tem assinalado o final das atividades pastorais com convívios desta natureza, este foi já o 10.º, sempre com o objetivo de criar e estreitar os laços de comunhão entre todos e de fazer despertar naqueles que residem no espaço paroquial o sentido de pertença à Comunidade, Família Paroquial, a fim de que se sintam chamados a transformar a Paróquia num espaço de novas relações fraternas, geradoras de comunhão e de missão.

Durante este ano, continuámos a dinâmica pastoral ensaiada aquando da visita pastoral do nosso Bispo, em 2015, num esforço de sermos uma paróquia com uma presença expansiva em constante missão. O lema mobilizador do Plano Pastoral Diocesano proposto pelo nosso Bispo, “ Ide e fazei da Casa do meu Pai, Casa de Oração e de Misericórdia”, a Exortação Apostólica do Papa Francisco, “ A Alegria do Evangelho”, e a Bula “ Misericordiae Vultus” para a vivência do Ano Santo, orientaram todo o esforço missionário para chegarmos, mais uma vez, aos bairros mais periféricos e recentes da Paróquia para aí, em grupos de reflexão e oração, abrirmos novas portas de encontro com todos os paroquianos para que assumam uma fé mais comprometida na comunidade e momentos de reflexão sobre a vivência do Ano da Misericórdia.

Todo este trabalho em rede culminou com a Peregrinação Jubilar da Paróquia à Igreja Catedral, no dia 13 de março, presidida pelo Senhor D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego. Outras ações pastorais, calendarizadas no nosso Plano Pastoral, continuaram a marcar a vida da comunidade durante este Ano Jubilar, procurando envolver não só os adultos, mas também os idosos, jovens, crianças da catequese e seus pais. No final deste ano, temos razões para dar graças ao Senhor pelas maravilhas que Ele operou no meio da nossa comunidade paroquial.

Agora, e já em tempo de férias, os nossos jovens partirão no dia 17 de Julho para a Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, Polónia e, no dia 31 deste mês, outro grupo de jovens e adultos estarão em peregrinação à Comunidade Ecuménica de Taizé na Borgonha-França. O novo Ano Pastoral iniciar-se-á com o começo da catequese de infância, adolescência e de adultos, no dia 4 de Outubro, na Eucaristia da Família Paroquial.

FS, in Voz de Lamego, ano 86/34, n.º 4370, 5 de julho de 2016

DIA SACERDOTAL | Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe, Tabuaço

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O reconfortante espaço do Santuário da Senhora da Lapa serviu de palco, no passado dia 7 de Julho, para o dia sacerdotal do clero do arciprestado de Moimenta, Sernancelhe e Tabuaço.

Com a presença honrosa do Sr. Bispo de Lamego, juntamente com o Srs. Vigário e Pró-vigário geral, a tarde foi de reflexão, de partilha, de oração e de degustação. Apesar de algumas ausências, a diferenciação de gerações – dos 30 aos 90 anos de idade – proporcionou um convívio ainda mais rico e mais fecundo.

O caloroso acolhimento do Sr. Reitor do Santuário, Pe Amorim, e das religiosas que com ele colaboram fez-se sentir do início ao fim. O encontro começou oficialmente com a palavra de abertura, proferida pelo Vice-arcipreste, Pe Jorge Giroto, que inteirou os presentes do sentido e finalidade deste dia sacerdotal, assim como do programa a que este obedeceria. De seguida, tomou a palavra o Sr. D. António Couto, para discorrer cuidadosamente sobre as motivações, implicações e consequências da última encíclica do Papa Francisco, Laudato Si. Com o incontestável poder comunicativo que lhe é reconhecido e com a profundidade que lhe é característica, o Bispo diocesano começou por fazer uma esclarecedora alusão à vida e espiritualidade de São Francisco de Assis, ressalvando assim a responsabilidade comum de salvaguarda de toda a Criação, alertando para os efeitos, tantas vezes nefastos, de uma mentalidade exageradamente economicista, que perpassa os meandros das sociedades hodiernas. Importa que os cristãos – por fidelidade ao Evangelho – e os pastores – por obediência à sua missão – sejam o impulso necessário de uma reviravolta que urge acontecer a partir das nossas comunidades eclesiais.

Após esta alocução do Sr. Bispo, houve oportunidade para algumas ressonâncias breves, reforçando a importância do seu discurso. A oração de Vésperas teve lugar logo a seguir. E pelas 19h30 foi altura de ser servido um agradável jantar. Durante este – à boa maneira monástica – fomos brindados com a leitura de alguns documentos referentes às ocorrências abusivas contra o património do Santuário da Lapa. Seguiu-se-lhe uma graciosa partilha retrospetiva dos tempos de seminário de alguns dos presentes, proporcionando uma contagiante sequência de gargalhadas, que muito ajudaram a iniciar a digestão.

Terminado o jantar e feitas as respetivas despedidas, cada um rumou ao seu destino, levando na bagagem o fortalecimento da fraternidade e da amizade sacerdotal, que confere um sentido sempre renovado à espiritualidade própria do clero secular.

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, n.º 4321, ano 85/35, de 14 de julho de 2015

DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA | 27 de junho de 2015

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A comunhão expressa a beleza de sermos irmãos

A nossa diocese movimentou-se para viver, festivamente, o Dia da Família Diocesana no passado sábado, 27 de Junho, em Lamego, no parque do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Apesar de algumas ausências, foram muitas as centenas de diocesanos que aceitaram o convite e vieram participar neste dia de festa, o primeiro de outros que, certamente, se seguirão.

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Convocados e enviados

Tal como previsto, os carros e autocarros foram chegando pela manhã e estacionando na parada do CTOE, junto à igreja de Santa Cruz. De perto e de longe, várias centenas de pessoas chegaram e começaram a preparar-se para subir até à carreira central do parque dos Remédios, marcado pela célebre e conhecida escadaria que liga a cidade à casa de Nossa Senhora. Jovens e menos jovens, com facilidade ou auxiliados por alguma bengala, o caminho foi percorrido alegremente, na companhia do grupo de bombos de Valdigem. Chegados ao espaço preparado para o encontro, os convivas puderam passear pelo local, entrar nas tendas ou arranjar um espaço para descansar.

Algum tempo depois, o palco ali montado para a celebração acolheu gentes de todas as idades para um jogral, uma encenação sobre o relato da Criação, uma dramatização evangélica e uma pequena peça teatral. Em comum o tema da família, abordado ainda em diferentes textos e ilustrado em músicas que se ouviram. E tudo se fez com a participação activa de alguns grupos e paróquias presentes. Em tudo, a vontade de expor a doutrina eclesial sobre a família, mas também a disponibilidade para representar cenas da vida familiar., nunca perdendo de vista o tema central do plano pastoral diocesano: “Ide e construi com mais amor a família de Deus”.

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Cristo caminha sempre connosco

Ao meio-dia iniciou-se a procissão de entrada para a Eucaristia. À frente caminharam representantes das paróquias presentes, transportando uma pequena fita identificadora que foi colocada no mapa diocesano presente no palco. Ao todo eram perto de 80 as paróquias presentes, num total de 223 que a diocese tem.

Presidiu á celebração D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto Botelho, dois diáconos e cerca de trinta sacerdotes. O grupo coral da paróquia de Resende assegurou os cânticos litúrgicos.

A homilia, que se seguiu à proclamação dos textos bíblicos do XIII Domingo Comum, começou por louvar a beleza do espaço envolvente, convidando todos a contemplar a obra de Deus e a confessarem “como é belo estarmos juntos”.

A partir do primeiro texto, retirado do Livro da Sabedoria, o nosso bispo sublinhou a singularidade da obra criadora de Deus, sem defeitos e cuja beleza não é anulada pelo pecado humano, porque “em nada da criação há veneno”, parafraseando o Papa Francisco na sua mais recente encíclica, dedicada à preservação do mundo criado e oferecido ao homem. O nosso mundo, esta casa comum, é sobrecarregado de beleza e, por isso, é um mundo optimizado que deve ser preservado e melhor tratado pelos “produtores de lixo” que são, tantas vezes, os homens.

A segunda leitura trazia-nos as palavras de Paulo e o relato da colecta que este fez em favor dos mais necessitados. Tal situação serviu ao presidente da celebração para sublinhar a importância da comunhão, a necessidade do serviço e a alegria da graça. Porque é a partir da comunhão, do serviço e da graça que se pode criar a fraternidade e esta só se concretiza quando a sensibilidade de cada um está atenta ao outro, vivendo uma dimensão evangelizadora, ultrapassando uma autorefencialidade que é nociva à missão e impede de ir.

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Não esquecer Jesus permite levá-LO ao outro

A sensibilidade singular de Jesus Cristo ocupava o evangelho do dia, relatando o encontro com Jairo, homem aflito em busca da cura para a filha e o gesto discreto e crente da senhora que quer tocar na orla do manto de Jesus para se curar. Jesus acompanha aquele pai preocupado, tal como nos acompanha e vai connosco. Ele é a nossa salvação e esquecer isso leva a “não dar Jesus aos outros”, porque não o levamos connosco. Não podemos negar que somos adeptos do facilitismo. Às vezes desistimos ou pensamos que “não há futuro”. Mas com Jesus no meio de nós não podemos dizer isso, cair no pessimismo, desistir ou ficar apenas pelo óbvio.

Por fim, D. António fez alusão ao facto de este ser o primeiro encontro da família diocesana nestes moldes, convidando todos para uma fraternidade que urge assumir: somos “irmãos e irmãs com Jesus que desce e nos cura. É importante não desistir, baixar os braços; que cada um possa contar com os outros e que o Senhor possa contar com todos”.

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Prontos para ir e testemunhar

Após o almoço, partilhado à sombra refrescante destas árvores centenárias e na comodidade dos bancos e mesas, todos tiveram a oportunidade para percorrer os diferentes espaços, contactando diferentes realidades diocesanas: os Consagrados, Grupos e Movimentos, as imagens e objectos das diferentes zonas pastorais.

A cerimónia do envio foi precedida de mais uns momentos protagonizados pelos mais novos, com músicas, palavras e gestos. Depois, na palavra que a todos dirigiu, D. António Couto agradeceu o esforço do grupo organizador, louvou a presença de todos e formulou o desejo de poder ver muitos mais no próximo ano, quando nova edição do Dia da Família Diocesana acontecer. Um encontro festivo preparado a pensar em todos, vivido com alegria que merece “outros dias”.

Antes da bênção final, o nosso bispo invocou Nossa Senhora, sublinhando a sua singular prontidão para convidar cada um a essa mesma prontidão para ir ao encontro dos outros: “Ide e entregai este Senhor a todos os que encontrardes!”.

JD in Voz de Lamego, n.º 4320, ano 85/33, de 30 de junho de 2015

DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA | 27 de junho | Escadório dos Remédios

Vai realizar-se, pela primeira vez nestes moldes, o DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA, no próximo dia 27 de junho de 2015, sábado, na Carreira Central do escadório de Nossa Senhora dos Remédios. Em anos anteriores, o Dia da Igreja Diocesana celebrava-se na solenidade de Cristo Rei, congregando, na mesma celebração, a Dedicação da Igreja Catedral e a apresentação do Plano Pastoral. Neste ano pastoral foi desdobrado em três acontecimentos diferentes: apresentação do Plano Pastoral no final de setembro ou início de outubro, Dia da Igreja Catedral, encostado ao dia 20 de novembro, no domingo seguinte, solenidade de Cristo Rei e o dia propriamente dito da Igreja Diocesana, no verão, como tempo e espaço de encontro, convívio, festa, com as paróquias, movimentos eclesiais, secretariados diocesanos, seminários e consagrados.

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Este ano, o encontro realiza-se nos Remédios, com o apoio logístico do CTOE, onde estacionarão os autocarros.

9h30 – Acolhimento

10h00 – Caminhada do CTOE à Carreira Central

Auto da Família

12h30 – Celebração da Eucaristia

13h30 – Partilha de Farnéis

Tarde mais lúdica… música… Jograis… canções…

16h00 – Celebração mariana / Celebração do Envio

Estas as informações já disponíveis. Haverá tendas temáticas, dedicadas aos Arciprestados, Paróquias, Consagrados, Seminários, Secretariados, Escuteiros… Haverá também “tasquinhas”, facilitando no “comes e bebes”.

Paróquia de Valdigem: Grupo de Jovens anuncia Natal

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No dia 2 de Janeiro, o Grupo de Jovens de Valdigem em união com o pároco, pelas 10,30 viveu na Igreja Paroquial uma pequeno momento de oração para preparar os nossos corações para a missão que Deus nos chamara para esse dia. A atividade resumia-se a uma visita aos doentes e idosos, acompanhados da imagem do Menino Jesus para quem não teve oportunidade de O beijar nas festas de Natal. Porém a envolvência das pessoas foi tal que acabamos por visitar praticamente todas as famílias e até locais de trabalho.

Ao longo desta nossa caminhada, e guiados pelo Espírito Santo, fomos levando o amor, a amiza­de, a fé e a esperança a quem nos tempo de hoje se encontra mais só, pois Cristo ensinou-nos a sermos servos, servindo. Sentimos Deus de diversas formas , pois em cada pessoa com que partilhamos uma música, um sorriso ou até um simples “bom dia”, reconhecemos o amor de Deus por nós.

Tentámos levar aos nossos queridos irmãos uma mensagem muito clara, entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas ter fé que Ele está no comando da nossa vida e tem uma plano de amor para cada um de nós, faz a caminhada valer a pena.

Os momentos de refeição em conjunto, não tiveram menos importância, pois refletiram-se valores como a partilha, a amizade, a alegria de estar juntos.  São os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular. Terminamos esta nossa atividade no mesmo local em que a inicíamos com a certeza que vale a pena ser de Deus. Foi uma jornada (das 10.30, às 19.00) em que nos sentimos muito felizes e nos apercebemos de que levamos algo de bom aos outros.

Mimi Fonseca Ramos,  in VOZ DE LAMEGO, n.º 4296, ano 85/09, de 13 de janeiro de 2015