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Posts Tagged ‘Comunhão Pascal’

Comunhão Pascal no Estabelecimento Prisional de Lamego

O Senhor Bispo de Lamego, acompanhado pelo Senhor Vigário Geral, Mons. Joaquim Rebelo, quis passar toda a manhã do dia do seu aniversário, 18 de abril, junto dos reclusos do estabelecimento Prisional de Lamego, presidindo também à celebração da Comunhão Pascal. Antes da Eucaristia, os reclusos tiveram a oportunidade de celebrar o Sacramento da Reconciliação.

Na homilia festiva da Comunhão Pascal, o Senhor D. António Couto começou por saudar afetuosamente todos os presentes, a Senhora Diretora, Dra. Maria José Ferreira, Chefe José Coelho e os Senhores Guardas, o Capelão P. Valdemar OSB, a Equipa sacerdotal da Paróquia de Almacave com o Diácono Luís Rafael, o grupo Almacave Jovem e os Escuteiros do Agr. 140 do CNE, que animaram liturgicamente a Eucaristia. Agradeceu ainda tanta abnegação em excesso que a Irmã Fernanda Antunes SNS, com a preciosa ajuda da D. Alcina Ferraz, tem dedicado, semanalmente, a todos estes homens que refazem a sua vida neste Estabelecimento Prisional. Ler mais…

Celebração da Comunhão Pascal na Escola Básica (2,3) Latino Coelho

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No passado dia 18 de março, pelas 14.30 horas realizou-se a celebração pascal da EB23 do Agrupamento de Escolas Latino Coelho, na Sé Catedral. A cerimónia foi presidida pelo nosso Pároco, Reverendo Padre José Abrunhosa e contou com a participação de mais de 300 celebrantes entre alunos, professores voluntários, pais e encarregados de educação e convidados.

A atividade foi enriquecida e dinamizada por alunos que já realizam atividades pastorais nas suas paróquias. Uma palavra de apreço aos alunos e professores que participaram no Grupo Coral, que se disponibilizaram para realizar as várias leituras, que organizaram o Ofertório Solene e Acolitaram, pela dignidade e beleza que emprestaram à nossa celebração. Esta cerimónia foi um encontro de oração cheio de cor e de música.

A mensagem que pautou a cerimónia foi a Páscoa e a Misericórdia. Aliás, o Padre Abrunhosa na reflexão litúrgica e diálogo com os alunos fez a ponte entre estas realidades. A passagem e a renovação exigida a cada cristão concretiza-se na aceitação do outro e na sua constante dignificação enquanto rostos de Deus. Desta forma, cada um tem a responsabilidade de ser um cidadão atento aos outros, com sentido crítico e com a missão de anunciar e denunciar.

No momento da ação de graças houve ainda tempo para homenagear ao Pai o Pai de cada um através da leitura de um poema que enalteceu as qualidades de cada Pai…do nosso Pai!

Neste âmbito, em jeito de resposta às vozes que se levantam contra este tipo de manifestações, ficou patente que as pessoas não sentiram qualquer pejo em participar voluntariamente e celebrar. Aliás, registamos a ALEGRIA da participação e o respeito por quem não quis envolver-se.

Os professores de EMRC

António Rodrigues/ Simão Carvalho

in Voz de Lamego, ano 86/21, n.º 4358, 12 de abril de 2016

Comunhão Pascal no Estabelecimento Prisional de Lamego

Prisão 3

ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

UMA PORTA SANTA

NO ESTABELECIMENTO PRISIONAL REGIONAL  DE LAMEGO

 

“Esta é a porta do Senhor: por ela entramos para alcançar a misericórdia do Senhor”

Foi com esta aclamação que o Senhor D. António Couto, Bispo de Lamego, abriu a Porta Santa  da Misericórdia no Estabelecimento Prisional Regional de Lamego, no dia 9 de Abril, na Festa da Comunhão Pascal dos seus reclusos.

A cerimónia iniciou-se num espaço exterior do Estabelecimento com os ritos iniciais propostos para o Jubileu Extraordinário. Depois de ter sido lido por uma recluso o início da Bula de promulgação do Jubileu, todos se incorporaram na Procissão solene em direção a uma porta, já no interior de edifício, devidamente ornamentada, que, a partir de agora, se tornará para todos os que ali residem e trabalham a Porta Santa, o ícone do coração misericordioso de Deus, revelado em Cristo. Era indizível a grande emoção e a alegria expressas, no momento em que cada um atravessava o limiar desta Porta, cantando o Salmo 89.

Na Homilia festiva da comunhão Pascal, o Senhor Bispo saudou todos os reclusos, a Senhora Diretora, os Senhores Guardas prisionais, O Capelão, os sacerdotes presentes, e o grupo de Jovens da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave que solenizou liturgicamente esta celebração. No decorrer da homilia, o Senhor D. António lembrou que, a partir de agora, entrar por aquela Porta significa descobrir e saborear a profundidade da misericórdia do nosso Deus que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um no seu pecado. Que o cruzamento desta Porta Santa nos faça sentir participantes deste mistério de Amor profundo e visceral do nosso Deus. Apelou para que nos soltemos, sim, das verdadeiras prisões que enclaustram o homem dentro de si próprio, afastando-o de Deus e dos outros: as injustiças, os medos, a mentira, a indiferentismo, as rixas, as vinganças, os preconceitos… tudo o que gera morte e trevas à nossa volta. São essas as prisões que, sem grades visíveis, privam o homem da verdadeira liberdade que nos vem de Deus. Apropriando para aquele momento as palavras do Papa Francisco nas orientações dadas para a celebração do Jubileu, o Senhor Bispo pediu aos reclusos que experimentem também esse amor do Pai, revelado e concretizado em Cristo, todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai e, que neste gesto, sintam que a misericórdia de Deus muda os corações mesmo merecedores de punição e consegue transformar as grades da prisão em experiências de liberdade, ajudando-os a inserirem-se de novo na sociedade e a contribuir honestamente para que ela seja melhor.

Antes da Eucaristia, os reclusos tiveram a oportunidade de celebrar o Sacramento da Penitência junto dos sacerdotes presentes. Não podemos deixar de reconhecer e agradecer tanta dedicação e entrega da Irmã Fernanda Antunes SNS, ajudada pela D. Alcina Ferraz, a todos estes homens que refazem a sua vida neste Estabelecimento Prisional. Ao mesmo tempo, agradecer também à Senhora Diretora, Drª Maria José Ferreira, Chefe José Coelho e todos os Guardas Prisionais o acolhimento que dão à presença da Igreja e da Paróquia de Almacave, em particular, nesta casa que a partir de agora é também um local jubilar.

SA, in Voz de Lamego, ano 86/21, n.º 4358, 12 de abril de 2016

COMUNHÃO PASCAL | HOSPITAL DE LAMEGO

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Mais uma vez se cumpriu a tradição.

Sábado, 30 de Maio, o Hospital de Lamego entrou em festa, e mais uma vez corredores e átrios se encheram de flores em ramos, arranjos e magníficos tapetes que receberam todos quantos iam chegando para se juntar a doentes e funcionários e celebrar a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital de Lamego.

Honrou-nos com a sua presença D. António Couto, acompanhado pelo Vigário Geral, Monsenhor Joaquim, pelo Pro-Vigário, Dr. João, Cónego José Ferreira, Pe. Joaquim Dionísio e o nosso capelão Pe. Ricardo, ainda convalescente de um grave acidente, mas a recuperar bem, graças a Deus.

A Leandra, acólita na Sé, deu mais uma vez o seu generoso contributo, disponível como uma boa cristã.

A sessão solene com que se deram as boas-vindas aos participantes contou com um emotivo tributo aos funcionários aposentados em 2014 e a algumas instituições que de modo especial colaboraram com o nosso hospital; um agradável momento musical fez a transição para uma interessantíssima conferência, proporcionada pelo Dr. José Pessoa, que de modo muito claro e que prendeu a atenção de toda a assembleia, nos falou sobre a história dos Hospitais e da Medicina em Portugal e, em particular, do Hospital de Lamego – fica o curioso facto de, nos tempos do Marquês de Pombal, um registo a pedido deste efetuado, revelar que o Hospital de Lamego, então a funcionar no edifício do atual Teatro Ribeiro Conceição, dispunha de “60 camas, 2 médicos e 2 cirurgiões em permanência, 4 enfermeiros e vários serviçais”…um grande hospital, tendo em conta que a população era bastante menor que a atual! Comovente o cuidado (registado!) da Misericórdia que todos os dias enviava um dos Irmãos para provar a comida que era servida aos doentes e vigiar a sua distribuição!

No início do séc. XIX inaugura-se o Hospital de D. Luís nas instalações do “Hospital Velho”, que nos serviu por mais de um século e que muitos dos lamecenses lembram com carinho e saudade – lá encontraram ajuda para os seus males e aflições, lá nasceram muitos deles e seus filhos, lá viram partir para o Pai os familiares que Ele entendeu levar…

Mantém intacta a estrutura inicial, influenciada pelo grande médico português Ribeiro Sanches (mais conhecido por ter sido o médico de confiança de Catarina da Rússia), com realce para os fabulosos azulejos do átrio da entrada que retratam vários personagens da religiosidade popular ligadas à cura e tratamento dos doentes e, entre as quais, em respeito às crenças locais, figura o Heitorzinho do Loureiro, pessoa de grande fé e bondade, que muitos consideram ser intercessor junto de Deus pela saúde dos seus conterrâneos; também as galerias de ferro forjado são dignas de admiração pela beleza e graciosidade com que emolduram o repousante jardim central, local de descanso e relaxe de muitos utentes (a quem a deambulação era possível) e dos seus familiares.

Após a inauguração de um “pequeno museu” no hall de entrada que permitirá o contacto dos visitantes com o passado do Hospital e das instalações da Casa do Pessoal, há muito aguardadas, teve início a Eucaristia celebrada por D. António Couto, concelebrada pelos senhores Padres anteriormente referidos e abrilhantada pelo Coro dos Funcionários do Hospital com ajuda vocal e instrumental de jovens voluntários da cidade. Foi para todos tocante a homilia de D. António Couto que, com notável compreensão do papel, por vezes muito difícil, de quem trabalha neste tipo de instituições, conseguiu fazer-nos pensar no papel que o Espírito Santo tem no coração e na inteligência de cada um de nós ao tornar-nos agentes de compaixão e amor, ao  fazer nos ver a Deus no Outro que sofre, olhar e admirar O filho de Deus no doente, vê-lo nosso irmão e adorar a Deus através da nossa atuação, da nossa doação, dando apoio, carinho e felicidade a quem só tinha dor; fazer deste local, inicialmente de sofrimento, um local de confiança e felicidade, de EUTROPIA!

Estimulados e entusiasmados com estas palavras, o nosso trabalho será mais leve, pois sabemos que o fazemos por Ele, ABBA!

Por Ti Pai, trazemos o Amor e a Ternura da Igreja todos os dias para dentro deste Hospital!

Podíamos ser apenas funcionários, fazer apenas a nossa obrigação, cumprir apenas os nossos contratos…mas os nossos irmãos merecem mais! E por Amor a Deus, vamos dar-lhes o Amor que Ele nos deu a nós! Com esta certeza fortalecida, enchemos os corredores, saímos da capela e, envoltos em cânticos de louvor, seguimos a imagem de Cristo e o nosso Bispo para visitarmos com renovado ânimo os doentes e seus familiares, que receberam Deus com alegria comovente.

Com a felicidade de uma tarde tão bem passada, as conversas e comentários trocaram-se acompanhados por um apetitoso lanche servido no nosso refeitório e que encerrou do melhor modo esta confraternização anual que é, com estas características, única a nível hospitalar.

Até para o ano, e esperamos contar novamente com todos os que estiveram e com muitos mais lamecenses que a nós se quiserem juntar.

Esta é a CASA de todos!

I.M., in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015