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CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES | PAZ: PROMESSA E PROCURA

As aparições reconhecidas pela Igreja apresentam-se como testemunhos de mediação mariana da admirável acção de Deus. Também em Fátima se sublinha a misericórdia divina diante de um mundo nem sempre atento e a universalidade da acção salvífica de Cristo, bem como se insiste no apelo à participação penitencial de todos os crentes. Com palavras simples, ali se espelha o Evangelho.

Entre o muito que de Fátima se pode dizer está o apelo constante à paz, essa realidade sempre ameaçada e adiada em muitas regiões do mundo, mas também no seio de comunidades, famílias e indivíduos. Não é por acaso que ali se pede a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, o que aconteceu em diversos momentos, concretizando a confiança na intercessão mariana. Ler mais…

Formação sobre a Mensagem de Fátima, com a Irmã Ângela Coelho

No próximo sábado, dia 11 de Março, dia em que se assinala o aniversário do nascimento da Beata Jacinta Marto, tem lugar no Seminário Maior de Lamego um encontro de formação de aprofundamento da Mensagem de Fátima. Terá como convidada especial e principal interveniente a Irmã Ângela Coelho, da Congregação das Irmãs da Aliança de Santa Maria e postuladora da causa de canonização dos Beatos, Jacinta e Francisco Marto e vice-postuladora da causa de beatificação da Irmã Lúcia de Jesus.

Vem a Lamego no âmbito da concretização do plano pastoral diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima para este ano pastoral de 2016/2017.

Esta formação destina-se aos sacerdotes e a todos os que queiram conhecer e aprofundar, viver e divulgar a Mensagem da “Senhora mais brilhante do que o sol” que muito bem tem feito à Igreja em Portugal e no mundo. Nas palavras de S. João Paulo II esta mensagem assume relevância universal porque é, no essencial, reflexo do Evangelho: “Se a Igreja aceitou a Mensagem de Fátima é sobretudo porque contém uma verdade e um chamamento que, no seu conteúdo fundamental, são a verdade e o chamamento do próprio Evangelho” (Homilia no Santuário de Fátima, 13.05.1982).

Fica aqui este convite dirigido a todos no sentido de vivermos melhor este ano em que se comemora o 1.º Centenário das Aparições. É necessário conhecer e viver, para falarmos aos outros. Neste encontro haverá tempo para diálogo com a Irmã Ângela e para colocar algumas questões. Esperamos que seja muito útil e enriquecedor para todos os participantes.

O Assistente Diocesano

P. Vasco Pedrinho,

in Voz de Lamego, ano 87/17, n.º 4402, 7 de março de 2017

Centenário das Aparições: Aparições

Um andor transportando a imagem da Nossa Senhora de Fátima é levado durante a peregrinação internacional do 13 outubro, que celebra a sexta aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, presididas pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin (C), e têm por tema "Quem perder a sua vida... Salvá-la-á", no Santuário de Fátima, 13 de outubro de 2016. PAULO CUNHA/LUSA

As aparições

Recordando o que se escreveu na semana passada, a Igreja distingue a Revelação contida na Bíblia e na Tradição da Igreja, interpretada pelo Magistério e já completa em Cristo e terminada com a morte do último Apóstolo, das “revelações privadas”, onde se incluem as aparições.

O referido texto terminava com uma pergunta: “É preciso acreditar nas aparições para ser católico?” A resposta não é difícil nem nova.

De facto, ainda que a Igreja reconheça uma aparição como válida ou credível, como aconteceu em Fátima, a verdade é que esta permanecerá sempre como “revelação privada”. Assim, e porque tais aparições e respectivas “revelações privadas” não fazem parte das verdades de fé (credo), não são dogmas de fé, os católicos serão sempre livres para nelas acreditar ou não. A aprovação da Igreja sublinha a harmonia das mesmas com os ensinamentos do Evangelho e concede permissão para dar a conhecer a aparição “para instrução e benefício” dos fiéis.

Neste momento poderá surgir a questão da (in)utilidade de tais aparições. E a resposta surge: as aparições podem ser consideradas úteis na medida em que as suas mensagens confirmam ou sublinham a profundidade dos mistérios da fé. Por exemplo, quando Nossa Senhora apareceu em 1858, em Lourdes, apresentou-se como “Imaculada Conceição”, um título que havia sido proclamado como dogma quatro anos antes pelo Papa Pio IX, no documento “Ineffabilis Deus”.

O relato de uma aparição coloca a Igreja diante de um fenómeno religioso que interpela e exige um esforço de discernimento (autenticidade, ilusão, fraude, doença) sobre tais revelações:

 O conteúdo da mensagem condiz com as verdades da fé? Está em harmonia com o credo e a moral católica? Não será fruto da fantasia humana? Um vidente, mesmo de boa fé, pode propor ideias suas como se fossem reveladas por Deus;

 Os videntes gozam de boa saúde física e mental? Podem ser vítimas de alguma alucinação ou fantasia doentia;

 Há honestidade, humildade e amor nos videntes e nos que propagam as respectivas mensagens? ou existe charlatanice, vaidade, desejo de lucro e de autopromoção?;

 A Igreja estuda as consequências do fenómeno e procura saber se há benefícios espirituais (conversões, novo fervor, progresso nas virtudes, etc) resultantes de tais mensagens, ou se há benefícios corporais (curas, graças no plano físico ou material).

No caso de tais benefícios ocorrerem, sem que haja erro doutrinário nem defeito moral, a Igreja pode tomar uma das seguintes atitudes:

a)Deixa correr os acontecimentos, não havendo motivo para censura. A Igreja não se pronuncia, o que equivale a um certo abono dos factos. Caso o exame dos acontecimentos leve a descobrir algo que fira a fé ou a moral, a Igreja diz não à devoção provocada pelas pretensas aparições.

b)Favorece o culto à Virgem Santíssima.

Concluindo, a Igreja, em vista dos frutos espirituais colhidos em consequência das propaladas aparições, poderá abonar a devoção tributada num local. Foi o que aconteceu em Fátima.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/12, n.º 4397, 31 de janeiro de 2017

Centenário das Aparições de Fátima: Revelações privadas

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Falar de aparições é fazer referência às “revelações privadas”, que importa diferenciar da Revelação. A propósito, e procurando ajudar a evitar excessos ou confusões, aqui se recordam algumas afirmações simples e claras.

A Revelação consiste na comunicação que Deus faz de Si próprio e do Seu projecto de salvação em favor de todos os homens, a fim de os tornar Seus filhos, unidos a Cristo através do Espírito. Trata-se de uma iniciativa divina, a partir da qual Deus entra em diálogo com a humanidade e desenvolve-se por acções e palavras em que Deus condiz livremente o Seu diálogo com os homens para lhes dar esperança e futuro. E Deus torna os homens capazes de Lhe responder, de acolher a Sua presença e de participar na Sua vinda.

Esta Revelação foi acontecendo ao longo da história da humanidade (Heb 1, 1-2) e atingiu o seu cume em Jesus Cristo. Em Jesus Cristo, Deus cumpriu a Sua revelação. Disse-Se e deu-Se a Si próprio, comunicou tudo o que tinha a comunicar. Nada pode ser acrescentado, até ao dia em que a condição humana seja transfigurada para além da história e o Senhor Se manifeste na Sua vinda gloriosa, tal como no-lo ensina o Catecismo da Igreja Católica: “No decurso dos séculos tem havido revelações ditas ‘privadas’, algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja. Todavia, não pertencem ao depósito da fé. O seu papel não é ‘aperfeiçoar’ ou ‘completar’ a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o bom-senso dos fiéis sabe discernir e guardar o que nesta revelações constitui um apelo autentico de Cristo ou dos seus santos à Igreja. A fé cristã não pode aceitar ‘revelações’ que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação de que Cristo é o acabamento. É o caso de certas religiões não-cristãs, e também de certas seitas recentes, fundadas sobre semelhantes revelações” (n.º 67).

Resumindo, as aparições e respectivas revelações privadas, reconhecidas como autênticas pela Igreja, são sinal da presença de Deus no mundo, mas não acrescentam nada ao conteúdo da Revelação. Aliás, a prudente demora no reconhecimento da autenticidade das mesmas é fundamental para poder aferir da sua concordância com a Revelação e para discernir se estamos diante de invenção/perturbação humana ou manifestação divina.

Sendo assim, donde lhe vem a importância ou a utilidade?

A resposta é fácil e está contida na citação do CIC: as revelações particulares poderão chamar a atenção para aspectos pontuais do Evangelho e servirão para ajudar a viver, numa certa época, o mesmo Evangelho, reavivando a fé e o empenhamento de conversão.

Por outro lado, frequentemente ouvimos a pergunta: “É preciso acreditar nas aparições para ser católico?” Este poderá ser o tema da próxima semana.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/11, n.º 4396, 24 de janeiro de 2017

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES – algumas datas importantes

epa04975897 The image of Our Lady of Fatima passes by in the celebration of the anniversary of the Apparition of Our Lady of Fatima to the Three Shepherd Children on 12 and 13 October 1917, at the Shrine of Fatima, Portugal, 13 October 2015. EPA/PAULO CUNHA

Não sendo o mais importante, aqui fica a referência a pessoas, acontecimentos e datas que marcaram a história do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, passados que estão quase cem anos das Aparições.

28/03/1907 – Nascimento de Lúcia de Jesus Santos;

11/06/1908 – Nascimento de Francisco Marto;

11/03/1910 – Nascimento de Jacinta Marto;

1916 – Aparições do Anjo;

13/05/1917 – Um domingo, primeira Aparição de Nossa Senhora, em Fátima. O acontecimento repete-se nos cinco meses seguintes, sempre na mesma data, excepto em Agosto, que foi no dia 19;

04/04/1919 – Morte de Francisco Marto. Os seus restos mortais serão transladados para a Basílica do Rosário a 13/02/1952;

18/04/1919 – Inaugurada a primeira Capelinha das Aparições que acolherá, um ano depois, a imagem de Nossa Senhora;

20/02/1920 – Morte de Jacinta Marto. Os restos mortais serão depositados na Basílica do Rosário a 01/05/1951;

06/03/1922 – Alguém dinamitou e destruiu a Capelinha das Aparições;

03/05/1922 – O bispo de Leiria inicia o processo de averiguações sobre os acontecimentos de Fátima;

13/10/1922 – Publica-se o primeiro número do jornal Voz de Fátima;

16/05/1926 – Surge a Pia União dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima, aprovada pela Santa Sé em 13/03/1941;

13/10/1930 – Treze anos depois, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, declara que “as visões das crianças na Cova da Iria” são dignas de crédito e é permitido oficialmente o culto a Nossa Senhora de Fátima;

18/02/1934 – Aparece a Pia União dos Cruzados de Fátima;

31/10/1942 – Bodas de Prata das Aparições. Pio XII consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria;

25/03/1948 – Depois de ter professado e vivido com as Irmãs Doroteias, a Ir, Lúcia entra no Carmelo de Coimbra, onde permanecerá até morrer;

Dez./1950 – A diocese de Leiria abriu os processos canónicos com vista à beatificação de Jacinta e Francisco;

07/07/1952 – Pio XII faz a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria;

07/10/1953 – Sagração da Basílica do Rosário. A primeira pedra havia sido benzida em 1928;

12/05/1964 – Bênção da Via Sacra e do Calvário Húngaro, nos Valinhos;

21/11/1964 – Paulo VI promete a Rosa de Oiro para o santuário de Fátima;

13/05/1967 – Cinquentenário das Aparições com a presença do Papa Paulo VI;

10/09/1972 – D. Alberto Cosme do Amaral, natural da nossa diocese (Touro, Vila Nova de Paiva), toma posse como bispo da diocese de Leiria;

13/05/1982 – Primeira visita do Papa João Paulo II, que voltará em 1991 e em 2000. Nesta visita inaugurará o Centro Pastoral Paulo VI e o espaço (alpendre) envolvente da Capelinha das Aparições;

13/05/1989 – João Paulo II reconhece a heroicidade das virtudes de Francisco e Jacinta e declara-os veneráveis;

13/05/2000 – Beatificação de Francisco e Jacinta;

Julho/2000 – A Santa Sé torna pública a chamada “terceira parte do segredo de Fátima”;

13/02/2005 – Morte da Ir. Lúcia, com 97 anos;

12/10/2007 – Sagração da Basílica da Santíssima Trindade;

13/02/2008 – Abertura do Processo de Beatificação da Irmã Lúcia;

13/05/2010 – Visita do Papa Bento XVI;

08/05/2016 – Sagrado o novo altar da esplanada, junto às escadas de acesso à Basílica do Rosário;

13/05/2017 – Centenário das Aparições, com a esperada presença do Papa Francisco.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/10, n.º 4395, 17 de janeiro de 2017

Virgem Peregrina de Fátima | Zona Pastoral de Cinfães

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Nos dias seis e sete de Agosto, a zona pastoral de Cinfães teve a dita honra de ser presenteada com a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, cumprindo-se assim mais uma etapa do programa definido pela Diocese de Lamego, no quadro do plano definido pelo Santuário de Fátima para preparação da celebração do centenário das aparições em que todas as dioceses serão agraciadas com a Sua presença.

A imagem da Virgem de Fátima, vinda de Castro Daire, foi acolhida, pelas 18H00,  nas Portas do Montemuro, por uma vasta multidão de crentes fervorosos de rostos comoventes.

Após a celebração de acolhimento, seguiu-se a caminhada processional num cortejo apreciável de automóveis até a Igreja Matriz de Cinfães onde foi rezado o santo rosário. No percurso, nas localidades de Fermentãos, Meridãos, Mourelos e Marcelim o cortejo automóvel teria de fazer uma breve paragem em razão das pessoas que se reuniram junto à estrada para com cânticos e flores saudarem a passagem da imagem peregrina.

O ponto alto deste dia aconteceu noite dentro, que teve o seu início, ás 21 horas, com a celebração da Eucaristia em recinto preparado para o efeito, no largo da Feira em Cinfães,  concelebrada por todos os párocos desta zona pastoral, contando-se com a presença de alguns milhares de pessoas das dezoito paróquias, devidamente enquadradas pelos respetivos estandartes e bandeiras de associações e movimentos paroquiais.

Após a Santa Missa, e a procissão de velas seguiram-se horas de veneração á Santíssima Virgem para que intercedesse junto do Seu Filho Jesus Cristo as bênçãos de que todos necessitam, com orações e cânticos apropriados e cuja responsabilidade coube a diversas equipas pastorais do arciprestado, terminado altas horas da madrugada.

No dia seguinte e após a Santa Missa na Igreja de Cinfães, a Imagem da Santíssima virgem rumou até á paróquia de Nespereira, passando por Vilar de Peso e Ervilhais, com as pessoas reunidas e ladeando as estradas, exprimindo a sua devoção filial a Maria.

Às 10.30 horas foi concelebrada a Eucaristia no recinto da gruta de Nossa Senhora de Lurdes com celebração mariana.

Dali a imagem peregrina da Virgem  foi transportada até á Paróquia de Souselo, passando por Fornelos, Moimenta, Travanca, Ponte da Bateira e  Couto. De Souselo partiu, pelas 15h00 para Oliveira do Douro passando por Espadanedo, Tarouquela, Piães e São Cristóvão de Nogueira.

Neste locais foi lindo ver grupos corais e movimentos das paróquias envolvidas, com carismas diferentes, prestarem culto á Virgem, com emoção, demonstrando cada um á sua maneira, uma inabalável confiança na mensagem que Nossa Senhora nos deixou em Fátima e paira nos céus deste país á beira mar plantado e abençoado por Ela.

Em Souselo e Oliveira do Douro tiveram lugar celebrações eucarísticas e marianas não havendo possibilidades de satisfazer todas as pessoas de outras localidades para estarem mais tempo junto da imagem por imperativos de horário.

Pelas 18h20 do dia 7 deste Agosto a imagem da Mãe de Cristo chegou a Aregos onde foi recebida pela zona pastoral de Resende do Arciprestado de Resende Cinfães.

A peregrinação que a zona pastoral de Cinfães fez por todo o concelho com a Virgem a presidir calou fundo nos corações de todos que viveram momentos emocionantes espelhados no rosto dos devotos que em número tão significativo prestaram vassalagem à Nossa Rainha em todos os locais por onde passou.

V. M., in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima | Balanço

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Nossa Senhora do Rosário de Fátima: ao Movimento da Mensagem da Fátima foi concedida a honra e alegria de te conduzir pelos caminhos  difíceis desta nossa Diocese de Lamego.

Contigo, Senhora, subimos montanhas,  descemos aos vales e em todos os lugares o povo te louvou, rezou e cantou agradecido  pela tua presença  no meio de nós.

Ninguém ficou indiferente, todos te aclamaram como Rainha, Mãe de Deus e nossa Mãe e em todos esses momentos estiveram mais perto de teu Filho, Jesus.

Sorrisos e lágrimas, cânticos de louvor e de súplica… tudo te foi oferecido.

Os doentes, os idosos, os jovens e as crianças, todos quiseram estar presentes nesta visita rápida, mas cheia de significado! Todos os filhos desta Diocese te estão para sempre agradecidos! Alguns devem ter exclamado como tua prima Isabel “De onde me é dada a honra de receber na minha terra a Mãe do meu Senhor?”

As flores que atapetaram as ruas, as colchas brancas que engalanaram as janelas e varandas, são um sinal exterior da alegria  que sentimos  pela tua presença; fazei  Senhora que os nossos corações se encontrem também agradecidos e voltados para  o teu Filho, Jesus.

Aos zeladores da tua imagem que noite e dia sempre te acompanhamos, confiados na tua proteção, nada de mal nos aconteceu. Aos  motoristas  que, com delicadeza e perícia, conduziram o  carro que te transportou, o nosso muito obrigado! Abençoa-os,  Senhora  do Rosário de Fátima.

A todos aqueles que de algum modo nos ajudaram,  olha por eles Senhora com o teu  olhar de Mãe.

Aos Mensageiros que têm o dever de conhecer, viver e difundir  a Mensagem da Fátima, deixada por teu Filho Jesus e lembrada em Fátima,  concede-lhe  a graça de continuarem a ser  verdadeiros  arautos da Boa Nova.

Protege  com teu manto maternal o Papa Francisco, o nosso Bispo António,  todo o clero e fiéis da Diocese de Lamego. Intercede Senhora por todos estes teus filhos junto de Deus . Obrigada Mãe  pela tua visita! Parte a tua Imagem,  mas continuarás sempre nos nossos corações!

Fica uma vez mais uma palavra de sincero agradecimento público a todas as entidades civis e militares presentes na Diocese de Lamego, muito particularmente à GNR e PSP, bem como aos  Bombeiros, que prestaram uma exemplar, inexcedível e eficiente colaboração nesta Peregrinação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima.  Agradecemos também às muitas e diversas instituições religiosas e da sociedade civil; aos grupos de peregrinos, aos muitos voluntários e tantos milhares de pessoas anónimas que, com as suas orações e o seu trabalho tornaram possível este suave vendaval espiritual, na nossa Diocese, como oportunidade de “evangelização e caminho de conversão e para o encontro com Cristo, por meio de Maria”. Enaltecemos todo o carinho,  esforço e interesse do nosso Bispo, dos nossos párocos e sacerdotes em geral; a preciosa ajuda dos nossos seminaristas, dos consagrados e dos leigos.

Fazendo memória da visita da “Veneranda Imagem”, que aconteceu há 65 anos, apraz-nos sublinhar as palavras de D. João da Silva Campos Neves, proferidas na conclusão dessa visita, a 7 de Setembro de 1950: “Não houve em toda a Diocese (e até nos arredores) uma única boca que não pronunciasse muitas vezes o nome de Nossa Senhora de Fátima, uma única inteligência que não pensasse nela. Durante muitos dias, exceptuando, por ventura, os raros que não tenham fé, as inteligências, vontades, corações, olhos, ouvidos, mãos e pés, actividades, força, vida e saúde, e até as próprias economias, tudo esteve ao serviço desta cruzada de glorificação de Nossa Senhora. Quem será capaz de contar as palavras que se pronunciaram ou escreveram, os pensamentos que se tiveram, os passos que se andaram, os trabalhos que se realizaram, as dificuldades que se venceram, as lágrimas que se choraram os sacrifícios e despesas que se fizeram em honra de Nossa Senhora! Cremos que a Nossa Mãe do Céu terá ficado contente!”

Convém, também, e para finalizar, recordar aqui as palavras de D. António Couto, da Nota Pastoral Sobre a Visita da Virgem Peregrina: “Um grande SIM a habita, uma grande Alegria irradia, um grande Amor lhe enche a vida. A bússula da sua vida é o seu Filho Jesus. É Ele que Maria embala e ostenta. É para Ele que aponta sempre. Que seja Jesus também, amados irmãos e irmãs, a bússula da nossa vida, agora e sempre.”

O Secretariado Diocesano do MMF, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

Virgem Peregrina de Fátima | Zona Pastoral da Mêda

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No passado dia 28 de Julho pelas 19H, tivemos a honra da visita da imagem peregrina de Nª Senhora de Fátima, à cidade e à zona pastoral de Mêda. Nossa Senhora chegou à rotunda da estátua de homenagem aos ex-combatentes do Ultramar acompanhada por uma viatura da Guarda Nacional Republicana, motociclistas do Moto Clube de Mêda e uma viatura dos Bombeiros Voluntários locais, onde duas frases humanas a recebiam: “Benvinda ó Mãe” e “Rainha da Paz”. Após o rito de acolhimento à imagem peregrina, seguimos em procissão, com Nossa Senhora rodeada por um terço humano constituído por cerca de 60 crianças e adolescentes da catequese da paróquia da Meda, os 3 pastorinhos e todo um cortejo de pessoas e bandeiras/estandartes representando cada instituição do nosso concelho para honrar a nossa Mãe do Céu: GNR, motociclistas do Motoclube de Mêda, Fanfarra, viaturas e elementos da associação Humanitária do Bombeiros Voluntários, os estandartes das várias freguesias do concelho, Escuteiros, sacerdotes da zona pastoral, autoridades civis e toda uma comunidade da cidade e das paróquias do concelho que dignamente acompanharam e recitaram o terço até ao recinto de festas.

Já no recinto de festas, após Nª Senhora ter sido retirada do carro móvel e colocada no palco preparado para servir de altar, foi celebrada a Eucaristia presidida pelo arcipreste Pe. Basílio e concelebrada pelos sacerdotes desta Zona Pastoral, pelo Pe. Salvador, natural desta cidade, pelo  Pe. Ponciano e pelo recém-ordenado Pe. Fabrício, o qual tendo estado a estagiar nesta comunidade paroquial, foi o pregador. Antes da bênção final, e dado que nesse mesmo dia foi entregue uma ambulância do INEM à corporação dos Bombeiros Voluntários da Meda, junto da imagem da Mãe, Senhora dos Remédios e do Socorro, este veículo foi benzido com a proteção de Maria.

No final da Eucaristia, com todo o respeito e dignidade, deu-se início à procissão das velas, envolvendo uma enorme multidão que quis seguir Nossa Senhora. Entre cânticos e recitação do terço, Nª Senhora foi levada em ombros até à Igreja Matriz, onde permaneceu durante toda a noite, decorrendo entretanto, vários momentos de oração com exposição do Santíssimo Sacramento, vigílias marianas, recitação do terço, momentos estes organizados pelos diferentes movimentos da nossa comunidade paroquial, pelos funcionários de várias instituições da Meda e pelas crianças do Pré-Escolar do Patronato e dos Tempos Livres e os idosos da Santa Casa da Misericórdia.

A Eucaristia do dia 29, pelas 16 horas marcou o terminus destas celebrações, na qual os fiéis do nosso concelho se reuniram e, unidos na mesma fé, se despedem com o cântico de adeus à Virgem Peregrina, acenando com lenços brancos, impressos com a imagem de Nossa Senhora, mandados elaborar especificamente para estas celebrações. O andor de Nª Senhora foi levado até ao carro móvel, tendo seguido em direção ao concelho de Penedono acompanhada pela GNR, Motociclistas, Bombeiros Voluntários e mais de meia centena de carros particulares.

É de louvar o empenho e carinho de toda a comunidade paroquial da Meda e das várias instituições locais, que de muitas formas participaram, para que Nossa Senhora fosse recebida com a maior dignidade, respeito e alegria, no enfeite de ruas com passadeiras e flores, aplicação de tarjas pela avenida, pelo percurso da procissão e no adro da Igreja, no embelezamento e decoração da igreja e do recinto das festas. Tudo por Maria.

Foram momentos vividos com muito amor e devoção, junto da Mãe de Jesus e nossa Mãe. A imagem peregrina de Nossa Senhora partiu, mas a Mãe permanece connosco nos nossos corações.

Cristina Branco, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

Olhar Maria para seguir Jesus Cristo

Tabuaço - Rui de Carvalho

A passagem desta mesma imagem peregrina pela nossa diocese, em 1950, foi motivo para a aparição de um livro que estará, ainda hoje, em muitas estantes paroquiais e particulares: “Roteiro de Glória”. Numa época onde as notícias não se espalhavam tão rápida e facilmente, as imagens eram escassas e os sons dificilmente gravados, a edição de tal livro registou e divulgou devidamente uma singular vivência eclesial e diocesana.

Passados 65 anos, a diocese de Lamego voltou a movimentar-se para acolher festivamente a Mãe. Sem a capacidade de bem e de tudo dizer e sem as condições para tudo registar e divulgar, o nosso jornal leva a todos algumas imagens e palavras que, para lá das evidentes limitações, ilustram a alegria de uma diocese que caminha ao colo da Mãe.

Ao longo de duas semanas foi conduzida pelos caminhos das nossas terras, num contacto próximo com realidades que nos formam, contemplada por olhares agradecidos ou suplicantes e sendo, certamente, ouvinte de tantas e tantas preces, ao mesmo tempo que todos testemunharam tantos e tantos gestos de ternura e gratidão.

Por essa diocese fora, percorrendo todas as paróquias de algumas zonas pastorais ou parando em locais mais centrais de outras, a passagem da imagem e de todos quantos a acompanharam diariamente foi, sem dúvida, mais um belo momento da nossa história. Os sinos que alertaram e chamaram, as flores que ornamentaram, as procissões que acompanharam, as velas que iluminaram, os cânticos que se entoaram, as orações que louvaram a Deus e pediram a intercessão de Maria, os grupos que se movimentaram, as associações e demais entidades que acompanharam… tudo nos fala de uma ternura filial que, estamos certos, não deixará de produzir frutos, quer de conversão em quem acolheu e rezou, quer na intercessão maternal de Nossa Senhora.

A imagem peregrina vai continuar a percorrer os recantos do nosso país, a ser notícia e momento de festa nas paróquias e a movimentar os fiéis. E todos vão tomando consciência de que foi quase há 100 anos (1917-2017) que três crianças, longe dos círculos de poder, pertencentes a uma classe social quase invisível, sem notoriedades públicas, habitando numa região pobre e cumprindo tarefas comuns, foram convidadas a divulgar uma mensagem simples e plena de oportunidade trazida pela Mãe. Muitos anos depois, contemplando tantas e tantas mudanças no mundo, a mensagem continua actual e Maria continua a contar connosco para levar a todos o convite para a conversão a Deus e ao próximo.

Por todo o lado por onde a imagem peregrina passa, nos espaços de culto onde visualizamos as imagens marianas, nos quadros ou pagelas que guardamos e transportamos, o Evangelho está sempre presente, porque nos lábios de Maria continua audível e permanente o apelo: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”. Acreditamos que tais palavras ecoaram em todos quantos a acolheram na sua passagem e a acolhem na veneração que continuamente lhe dedicam. A grande missão de Maria é mostrar-nos Jesus, o nosso Salvador. E foi a Ele que não cessou de mostra-nos quando por aqui passou; é para Ele que continua a apontar sempre que para ela olhamos.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

MARIA PORQUÊ | Editorial da Voz de Lamego | 18 de agosto

editorial

Depois de duas semanas de pausa, a Voz de Lamego volta à nossa comunicação.

Entre os dias 26 de julho e 9 de agosto, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, percorreu a Diocese de Lamego, no âmbito da preparação do Centenário das Aparições de Fátima que se celebra em 2017. A Imagem Peregrina vai percorrer todas as dioceses. Iniciou no passado 13 de maio e irá até 13 de maio de 2016.

A nossa Diocese já teve a dita de acolher a Virgem Peregrina de Fátima, cuja última edição da Voz de Lamego antes desta pausa já tinha dado nota. Em conformidade com as opções pastorais dos Arciprestados, a Imagem de Fátima percorreu ora as paróquias da zona pastoral ora centrando na sede da Zona Pastoral, acolhendo as pessoas das diferentes paróquias e movimentos.

A edição desta semana dá amplo destaque á Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima na nossa Diocese de Lamego, e também assim o Editorial com o qual o Pe. Joaquim Dionísio nos ambienta:

MARIA PORQUÊ

Entre nós, o verão ficou também marcado pela passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, entre os dias 26 de Julho e 09 de Agosto. Apesar dos relatos e das imagens, não será fácil descrever a onda festiva que percorreu as catorze zonas pastorais da diocese, envolvendo com alegria os milhares e milhares de fiéis que saíram de suas casas, do seu repouso ou trabalho e se abeiraram, individualmente e em grupo, para rezar, saudar, agradecer, suplicar, contemplar, fazer silêncio… Porquê?

Nos santuários marianos, maiores ou menores, não têm conta os peregrinos que chegam de longe e de perto sem fazer ruído, que cumprem as suas promessas sem esperarem pela fotografia, que rezam com o coração e com o corpo, indiferentes a quem passa ou olha. Porquê?

Nas nossas paróquias, populosas ou desertificadas, há festas em honra de Maria, invocada sob os mais diversos títulos e nunca faltam flores nos seus altares ou nichos. Porquê?

Entre os membros das nossas comunidades cristãs, há tantos e tantos que, ao longo da vida, não adormecem sem lhe rezar, a sós ou em família, a ela recorrendo nas tribulações e dela esperando a intercessão que acalma e anima. Porquê?

Porque Maria é Mãe. E encontrar a “mãe” é sempre sinónimo de colo e de aconchego, de gratuidade, segurança e paz. Amamos Maria e queremos seguir o seu exemplo. Eclesial e afectivamente, a sua presença é importante para nós. Daí o louvor e o fervor!

E não apenas no verão ou em dias de festa. Tal como em Caná, ao longo de todo o ano, Maria está sempre presente, discreta, para nos conduzir a Cristo. Porque também ela se deixou transformar pelo Espírito para acolher livremente Cristo. E guia-nos nesse caminho de Vida. Porque é Mãe.

in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto