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Tarde recreativa na Casa de São José com a Universidade Sénior

Foi com enorme satisfação, que o Centro Diocesano de Promoção Social, nomeadamente, a Estrutura Residencial para Idosos- Casa de S. José, recebeu no passado Sábado, dia 13 de outubro, a Universidade Jerónimo Cardoso de Lamego.

Este grupo, presenteou-nos com uma tarde de animação, convívio, e confraternização, que despertou os saberes do antigamente, assim como, a partilha de experiências, proporcionando reencontros entre colegas e fomentando novas amizades.

É de salientar, que este convívio proporcionou alegria, boa disposição e entretenimento entre utentes, familiares e colaboradores.

É com enorme gratidão, que a comunidade institucional, agradece à Universidade Sénior pela iniciativa, esperando futuramente a sua visita.

 

A Equipa Técnica, ERPI – Casa de S. José,

in Voz de Lamego, ano 88/44, n.º 4481, 16 de outubro de 2018

Conselho de Pastoral: Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura

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No passado sábado, dia 10, na Casa de S. José, reuniu o Conselho Diocesano Pastoral, sob a presidência de D. António Couto e com a presença de quase todos os conselheiros. Entre os diversos temas propostos para análise e consideração, o ultimar do Plano de Pastoral para o novo ano que agora começa e que será vivido sob o lema “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura”.

O nosso bispo começou por apresentar alguns traços da Carta Pastoral que está a concluir e que norteará o referido plano. Um texto que se inspira nos últimos versículos do evangelho de Marcos (Mc 16, 14-24) e que procurará sublinhar a urgência da participação de todos nesta obra missionária da Igreja, enviada a todo o mundo e em todos os tempos. Os destinatários do anúncio e do convite todos, porque todos são prioritários. E nesta missão, que se cumpre na proximidade e com ternura, os anunciadores são convidados a serem testemunhas fiéis de Jesus Cristo, quais transparências do Senhor, e não meros animadores ou monitores. A Carta, que será publicada e divulgada no próximo Plano Pastoral, convida todos os diocesanos a serem “testemunhas que estremecem”, mais do que “animadores que entretêm”.

Para o cumprimento desta missão, com esta profundidade, todos são convidados a pensar, a ver, a falar e a fazer tudo quanto é “bem, belo e bom”, evitando tudo quanto possa afastar ou ofuscar o essencial. Será necessário encontrar e saber Jesus para “ver do ponto de vista de Jesus”, anunciando-o e testemunhando-se como Aquele que dá sentido pleno à vida.

A reunião ficou também enriquecida com as sugestões dos conselheiros, com destaque para a necessidade de se apostar na formação cristã dos fiéis da nossa diocese. Entre as diversas sugestões, ficou também aquela que prevê a realização do Dia da Família Diocesana em forma de peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, neste ano em que se assinalam os cem anos das aparições. Sobre o assunto haverá depois as confirmações necessárias.

O encontro terminou com o agradecimento, feito pelo Pastor diocesano, a todos os presentes, bem como o convite a participarem activamente na edificação da Igreja diocesana.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/42, n.º 4378, 13 de setembro de 2016

CARNAVAL COM CRISTO na Casa de São José

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Aconteceu de 6 a 9 de Fevereiro, na Casa de Retiros de São José – Lamego, o 3.º Retiro de “Carnaval com Cristo”, com o tema: Buscai as coisas do Alto, promovido pela Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus.

Foram dias de muita alegria e oração, onde centenas de participantes vindos de diversas partes do país, puderam experimentar o Amor Misericordioso de Deus que se manifesta abundantemente aos seus filhos, com momentos de adoração, louvor, ensinamentos, Santa Missa e confissões.

A generosa contribuição de D. Jacinto Botelho, Pe. João Carlos Morgado, Pe. Joaquim Dionísio, Pe. Duarte de Sousa Lara, Pe. Giselo de Andrade, Arnaldo e Claudina Paixão, que foram instrumentos de Deus, para transmitir a Palavra que reaviva o desejo de ser testemunhas do Amor e trilhar corajosamente o caminho da santidade, buscando as coisas do Alto.

Louvados sejam Jesus e Maria, por tantas graças derramadas.

Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus

in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016

COMUNICADO DO CONSELHO DE PRESBÍTEROS

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Os membros do Conselho de Presbíteros da Diocese de Lamego reuniram, no passado dia doze de fevereiro, na Casa de São José, sob a presidência do senhor Bispo D. António Couto.

A reunião começou com a oração da Hora Intermédia. Depois, o senhor Bispo fez uma introdução aos trabalhos, estruturada em três pontos: de saudação aos presentes, sublinhando a representatividade de todos em relação ao todo do clero e dos leigos, para refletirem sobre as realidades da Diocese e para serem mensageiros de comunhão entre os cristãos que estão perto ou mais distantes, mas todos à espera do testemunho da Palavra de Deus, servida com abundância, por palavras e por obras; de exortação, para que se vença a tentação do comodismo, de modo a sermos uma Igreja missionária, aberta e disponível para ir ao encontro dos irmãos que se afastaram do nosso convívio; de proposta, em ordem à criação de uma estrutura ou centro de dinamização pastoral que receba, forme e envie agentes pastorais das nossas comunidades paroquiais.

Depois das formalidades próprias destas reuniões, passou-se à recolha de sugestões sobre o tema, a periodicidade e as modalidades da formação contínua do Clero Diocesano, alargando-se este ponto à auscultação de propostas de formação dos agentes de ação pastoral. Momento enriquecido pelas muitas indicações que foram dadas, e que serão trabalhadas, no futuro, para a criação de formatos que respondam às necessidades e anseios de sacerdotes e leigos.

Seguiu-se um tempo de partilha de experiências de âmbito arciprestal e paroquial sobre a vivência do Ano Santo da Misericórdia e propostas de dinâmicas pastorais a implementar a nível da Diocese, de Arciprestado e de Zonas Pastorais. Os representantes dos arciprestados deram a conhecer as atividades e iniciativas já realizadas ou em programa de futuro, havendo ainda a partilha livre de experiências concretizadas ou projetadas a nível paroquial. Aqui, dar eco ao apelo do Diretor do Jornal Voz de Lamego para que se divulgue, neste órgão de comunicação diocesano, as realizações do Ano da Misericórdia que se vão concretizando em todos os espaços e tempos de intervenção pastoral.

Por último, falou-se do património imobiliário da Diocese. Fez-se como que uma radiografia de cada um dos imóveis, o ponto de situação do que está a acontecer em cada uma destas realidades, a sua finalidade, as funções e o papel que têm nas estruturas materiais e pastorais da Diocese. Surgiram algumas posições, umas mais solidificadas outras em estudo, em ordem a dinamizar ou a repensar a ocupação e utilização desses bens.

O senhor Bispo encerrou os trabalhos, dirigindo uma palavra de agradecimento a todos, pela presença e compromisso pastoral.

Secretariado do Conselho de Presbíteros,

 in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

D. António Couto no Encerramento do Ano da Vida Consagrada

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  1. O texto do Evangelho de Lucas proclamado e ouvido no Domingo IV do Tempo Comum (Lucas 4,21-30) retoma e continua o «discurso programático» de Jesus na Sinagoga de Nazaré, iniciado no Domingo III. Neste 1.º SÁBADO da sua vida pública, Jesus entrou na Sinagoga, LEVANTOU-SE para fazer a leitura litúrgica dos Profetas (Isaías) e SENTOU-SE para fazer a instrução com base na Lei (Deuteronómio): «HOJE foi cumprida (passivo divino!) esta Escritura nos vossos ouvidos».
  1. O que Jesus faz é o procedimento tradicional do judeu piedoso em dia de SÁBADO, e as palavras que diz são também antigas. Dizendo as Palavras da Escritura e nada acrescentando de novo, Jesus assume-se como «FILHO DA ESCRITURA». As gentes de Nazaré olham, num primeiro momento, este Jesus com apreço e admiração, mas rapidamente passam a uma atitude hostil para com ele, apontando-lhe outra «paternidade»: «Não é este o “FILHO DE JOSÉ”?»; «o que ouvimos dizer que FIZESTE em Cafarnaum, FAZ também aqui na TUA PÁTRIA».
  1. Mas, neste SÁBADO INICIAL, Jesus NÃO FAZ nada de semelhante àquilo que fará nos outros SÁBADOS. Este SÁBADO INICIAL reclama aquele SÁBADO FINAL em que Jesus também NADA FAZ: passá-lo-á inteiramente deitado no sepulcro! E a própria Paixão é exactamente o contrário de uma manifestação de poder: é antes passividade e impotência de Jesus! Ele, que tinha salvado outros, não se salvará a si mesmo! Mas neste SÁBADO INICIAL Jesus continua também a não dizer nada de novo. Cita dois provérbios: «Médico, cura-te a ti mesmo» e «nenhum profeta é bem aceite na sua pátria», sendo que os provérbios são património de todos e de ninguém. Reclama depois a obra de dois Profetas antigos, Elias e Eliseu, para mostrar que também eles NADA FIZERAM para as gentes da SUA PÁTRIA: Elias sai da sua pátria para socorrer uma viúva de Sídon, e Eliseu cura o sírio Naamã, um estrangeiro que o vem procurar na sua pátria. Também Jesus saltará fronteiras e atenderá estrangeiros. Bem ao contrário, Israel e as gentes de Nazaré: cegos, não acolheram a ESCRITURA de ontem como Palavra para eles «HOJE», do mesmo modo que no FILHO DE JOSÉ não souberam ver o Profeta, aquele que, como a Escritura, traz a Palavra. Quebram dessa maneira o laço de união entre o FILHO e a PÁTRIA, terra dos pais. E para vincar melhor a rejeição desta herança que é o seu FILHO, expulsam-no para fora da cidade. Pior ainda, tramam a sua morte: matando o FILHO, renegam a própria paternidade, perdendo assim a sua própria identidade. Perdendo-se, portanto. Da admiração inicial à rejeição final.

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CAMINHAR JUNTOS | CONSELHO DIOCESANO DE PASTORAL

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  1. Na manhã do último sábado, dia 23, na Casa de São José (Lamego) e com a presença de D. António Couto, reuniu o Conselho Diocesano de Pastoral. Apesar das ausências, algumas justificadas, o encontro decorreu de forma serena e profícua, cumprindo a agenda previamente enviada aos respectivos membros, oriundos das diversas realidades diocesanas. A sinodalidade eclesial é um bem que dinamiza as comunidades, responsabilizando e favorecendo a participação, tornando possível a visão da Igreja como um “nós” onde cada baptizado é sujeito.
  1. Após a oração inicial e a aprovação da acta da reunião anterior, os conselheiros foram convidados a partilhar experiências, impressões e conclusões quanto à forma como tem decorrido o ano pastoral. Uma partilha que identificou diferenças de ritmo, mas que sublinhou, com alegria e gratidão, o caminho já percorrido, as dinâmicas que tendem a implantar-se e uma maior participação dos fiéis leigos na vida diária das comunidades, dos grupos e movimentos. Apontaram também a necessidade de melhorar a articulação entre todos, nomeadamente através de uma comunicação e partilha mais atempadas e generalizadas.
  1. A evangelização é a finalidade primeira de toda a acção pastoral e responsabilidade partilhada por todos os baptizados, tal como se afirma no lema pastoral deste ano: “Ide e fazei da casa de meu Pai Casa de Oração e de Misericórdia”. Um percurso nem sempre isento de dificuldades, mas onde semear continua a ser urgente, nomeadamente através do testemunho, da proximidade e da atenção a todos. É verdade que há desafios novos, nomeadamente trazidos pela linguagem, pela indiferença ou demissão da família no acompanhamento e vivência da fé. Mas o Mestre manda lançar as redes e a diocese vai cumprindo a missão.
  1. O diálogo prosseguiu depois com a partilha de sugestões, mais concretamente sobre a vivência do Ano da Misericórdia em curso e sobre a preparação do Dia da Família diocesana, marcado para o Santuário de Nossa Senhora da Lapa, para o dia 25 de Junho.
  1. Assumindo e louvando o muito que se vai fazendo em algumas paróquias, zonas e arciprestados, foi sugestão generalizada a aposta na formação, nomeadamente no campo da oração. Será por aqui, onde os párocos assumem particular responsabilidade, que uma melhor compreensão da fé poderá conduzir a um compromisso e testemunho mais visíveis e duradouros.
  1. O Coordenador da Pastoral, Cón. José Manuel Melo, reforçou o convite para o encontro de formação/oração para colaboradores paroquiais, a realizar no próximo dia 13 de fevereiro, em três locais da diocese. E anunciou também o envio de material de apoio a todas as paróquias tendo em vista a vivência da fé em família durante a Quaresma que se aproxima (10 de fevereiro).
  1. O nosso bispo encerrou o encontro congratulando-se com a presença de todos, agradecendo o contributo de cada um e motivando a uma continuidade fiel e criativa na vivência e testemunho do Evangelho. Salientou, ainda, a necessidade de repensar a composição deste órgão consultivo, de forma a alargar a visão da realidade diocesana.

A próxima reunião deste Conselho acontecerá no próximo dia 28 de Maio.

J.D., in Voz de Lamego, ano 86/10, n.º 4347, 26 de janeiro de 2016

Jornadas de Formação | Clero de Lamego

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Nos dias 18 e 19 de janeiro, o presbitério de Lamego viveu um tempo de formação, na Casa de São José, em Lamego, tendo como intervenientes D. António Couto, Bispo de Lamego, e o Pe. Jorge Carneiro, sacerdote Jesuíta.

Presentes 46 sacerdotes (incluindo dois seminaristas, o Diogo e o Rafael). Como tema de fundo o Lema Pastoral da Diocese: Ide e fazei da Casa de Meu Pai Casa de Oração e de Misericórdia.

Deus reza em nós a Sua misericórdia

A primeira intervenção coube a D. António Couto. Partiu dos Salmos para sublinhar a Misericórdia de Deus como um dos Seus atributos essenciais.

“Deus é só e sempre amor… e sobre esse amor assenta tudo”. O amor, porém, é pensado. Pode ser uma escolha que vou solidificando. A misericórdia de Deus é visceral, está mais do lado do instinto. Quando surge uma situação é necessário agir, resolver, sem pensar.

Na parábola do Bom Samaritano – sublinhou D. António – o sacerdote e o levita viram aquele homem violentamente espancado pelos salteadores e não fizeram nada, pensaram nas consequências, na lei, na impureza cultual. O Samaritano, com efeito, não pensou, agiu, aproximou-se, tratou-lhe as feridas, levou-o para a estalagem e dispensou uma elevada quantia para que tratassem bem dele.

É o agir de Jesus. Vê a multidão e comove-Se, logo a alimentará com a palavra e com o pão. Quando a viúva acompanha o seu filho único ao túmulo, Jesus aproxima-Se, comove-Se, e levanta-o e devolve-o à mãe. Jesus faz o que faz sem pensar. Também a Parábola do Filho Pródigo revela esta misericórdia que está antes do pensar. O Pai vê o filho desavindo e corre ao seu encontro, abraça-o e faz-lhe uma festa.

Deus é Misericórdia que nos acolhe e nos reza: “Que a minha vontade seja que a minha misericórdia possa vencer a minha ira e a minha misericórdia possa prevalecer sobre os outros meus atributos” (Talmude). A oração de Deus é a misericórdia.

Em Êxodo 34, 6-7, Deus expõe-Se, prometendo a Moisés fazer passar toda a Sua bondade e beleza. E passou diante de Moisés. Não passar é mau. Passar é bom.

Deus proclama-Se, expõe-Se a nós, rezando, com doçura e estremecimento. Expõe-Se por escrito, como Jesus está exposto/escrito na Cruz (Rom 3, 25). É um Deus que faz graça e faz misericórdia. A misericórdia remete-nos para o ventre materno, onde se gera a vida, único sítio no mundo onde duas vidas convivem e cuja ligação permanece. É uma linguagem concreta e muito viva. Deus tem um ventre maternal. Um olhar maternal.

Identidade e missão sacerdotal a partir de Cristo

Após a intervenção de D. António e do intervalo, o saber e o testemunho do Pe. Carlos Carneiro, sacerdote Jesuíta, presentemente na Diocese do Porto.

Como ponto de partida: “Toda a vida do sacerdote é vida sacerdotal”.

A identidade do sacerdote terá de ser procurada em Jesus Cristo. N’Ele tudo é sacerdócio. O que pensa, o que reza, o que diz, o que faz. E é neste tempo que somos chamados a exercer o nosso sacerdócio; retirados de entre os homens, constituídos a favor dos homens. Citando a Presbyterorum Ordinis, o Pe. Carlos deixou claro que “não pode haver um padre que não seja bondoso”, ainda que sejamos ordenados com os nossos defeitos.

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É Deus que devemos anunciar e testemunhar.  Agora somos Pão. Somos Sangue. A nossa existência é um ofertório, “é para salvar, para dar saúde”. Somos a transparência de Cristo. Ele é o alicerce do meu sacerdócio. Ensinar, santificar e governar, é um todo do sacerdócio, do pastor. O pastor precisa do pastor e não apenas do rebanho.

Jesus foi crucificado voltado para nós e não de costas para nós. Não está zangado com o mundo. Está perto do Pai, é a transparência do Pai, a santificação do Pai para o mundo. A minha doutrina não é minha, é do Pai. Assim também nós em relação em Jesus Cristo. “Eu sou a boca e o coração de Cristo…”. Vamos sendo Cristo, gradualmente.

O cristianismo é um laboratório humano

Jesus vive. Ressuscitou. “Se Jesus não ressuscitou não faz sentido falar em Igreja. O cristianismo é muito mais que um humanismo”. Rezar serviria para quê? Se tirares Cristo, a Igreja não tem sentido. Jesus é a Casa da Oração e da Misericórdia. E a Igreja sê-lo-á se partir de Cristo. A Matriz da Igreja é Cristo ressuscitado.

 Jesus comungou a realidade. Qual é o lugar de Jesus? É a cruz, é a manjedoura… a pobreza é a Sua casa, o seu sofá, é ali que Ele vai ser reconhecido!

“A nossa missão é salvar, esperar, acolher, anunciar, aconselhar. O nosso tempo é o tempo de Deus”. Jesus não maltrata ninguém. Todas as pessoas têm direito pelo menos à bênção. O Confessionário é lugar de acolhimento, de misericórdia. “O santo é um pecador que não desiste”. Deus não desiste de ninguém. Há mais de 2 mil anos que a Igreja canta: Eterna é a Sua misericórdia (Sl 136). A misericórdia é para ser cantada e oferecida.

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A Casa da Oração torna-se casa de Misericórdia

A Igreja é a Casa do Perdão. O sacerdote ocupa os dois lugares: penitente e perdoador. “Igreja é o clube dos pecadores – quando vou à confissão sinto que vou ao estaleiro”.

Segundo João Paulo II, “o Lava-pés… é uma epifania, Deus desce e ajusta-Se à condição do pecador”. Esta é a justiça de Deus – ajustamento à condição do pecador. Perdoado o pecado, deixa de ser meu, passa a ser de Deus.

“Quando estamos em Deus estamos em casa… Deus responde ao pecado com o perdão”. O pecado não dura para sempre. “Não há pecador sem futuro, nem santo sem passado… A justiça de Deus é o seu perdão (cf. Sl 51/50)” (Papa Francisco). Poderemos então afirmar que “a misericórdia é a teimosia de Deus. Deus é teimoso na bondade e no perdão. Deus não pode não perdoar. O pecado de Deus seria Ele não perdoar. A mácula da Igreja é não perdoar…”. No início da Igreja está um traidor (Pedro) e um perseguidor (Paulo). Deus ajusta-se a nós.

“Jesus foi um homem comovido: Casa de oração que Se transformou em Casa de Misericórdia”.

Em jeito de conclusão…

No final, o Senhor Pro Vigário Geral, em nome do Sr. Bispo e dos sacerdotes, agradeceu a presença do Pe. Carlos Carneiro, pelas suas palavras e pelo testemunho que perpassou nas suas reflexões, dando exemplos concretos da sua vida como sacerdote católico – “gosto muito de ser católico. Não quero outros óculos que não estes… ser católico”.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 86/10, n.º 4347, 26 de janeiro de 2016