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Posts Tagged ‘Cáritas’

Cáritas, com Portugal, abraça vítimas dos incêndios

A Cáritas Portuguesa acaba de abrir uma conta solidária, para aceitar donativos que serão encaminhados para as vítimas dos incêndios que deflagraram durante o mês de outubro. A conta “Cáritas, com Portugal, abraça vítimas dos incêndios”, criada em parceria com a Caixa Económica Montepio Geral, está disponível para todos os que queiram contribuir para fazer face às necessidades emergentes das vítimas desta catástrofe.

Os donativos podem ser feitos através do IBAN:

PT50 0036 0000 99105878243 94 com o CÓDIGO SWIFT – MPIOPTPL

e através do Multibanco com a entidade: 33333 e referência 333 333 333.

A verba angariada destina-se a ajuda de emergência e para apoio na reconstrução de habitações, assim como outras situações que sejam imprescindíveis para a recuperação dos meios de subsistência.

“A Cáritas está sempre empenhada em fazer tudo o que está ao seu alcance para minorar o sofrimento das pessoas. A destruição de tantas casas, fábricas e terrenos deixaram centenas de pessoas sem norte, sem teto, sem trabalho. Este é um momento difícil, mas o povo português é resiliente e temos a certeza que a reconstrução é possível. É neste sentido que abrimos esta conta solidária, para que todos quantos queiram ajudar tenham um canal que os aproxima das vítimas.” A afirmação é de Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

A Cáritas tem vindo a desenvolver diversas reconstruções de casas no seguimento dos fogos de verão que atingiram a zona centro, trabalho que está a ser feito em parceria com as autarquias e através das Cáritas Diocesanas que estão no local. Até agora já estão em processo de reconstrução parcial um total de 14 habitações, 12 das quais nos concelhos de Castanheira de Pêra e de Pedrógão Grande, e as restantes duas no concelho da Sertã. Assim, como o apoio a uma empresa familiar e duas reparações de habitações em Mação.

“É desejo da Cáritas Portuguesa concluir estas reconstruções com a maior celeridade possível, priorizando a segurança e a qualidade das mesmas”, conclui o presidente da Cáritas Portuguesa.

A ação da Cáritas no terreno, é operacionalizada pelas Cáritas Diocesanas, começou logo no início da catástrofe, quando ainda havia fogos por extinguir. Todas as Cáritas envolvidas estão a trabalhar em articulação com as entidades locais, disponibilizando os seus meios técnicos e os voluntários.

Cáritas Diocesana de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/48, n.º 4434, 31 de outubro 2017

Dia Internacional da Caridade

No próximo dia 5 de Setembro de 2017, vai celebrar-se o Dia Internacional da Caridade, data que assinala o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá,  uma mulher simples que dedicou a sua vida aos pobres e que representava alguns dos valores que dignificam o ser humano ”compaixão, generosidade, solidariedade, alegria e esperança.”

Foi a ONU(Organização das Nações Unidas) que instituiu a data como forma de lembrar a todo mundo o trabalho que é realizado pelas instituições de cariz social, governos e demais pessoas que procuram ajudar os outros, quer monetariamente, quer através do diálogo ou qualquer outra atitude que vise o alívio da sua dor.

Este ano, a  Cáritas Diocesana de Lamego para comemorar a efeméride, irá levar a efeito as seguintes ações:

  • Dado que dentro de dias arrancará mais um ano escolar,  a CDL vai proceder a uma recolha de material para  o efeito ( cadernos, canetas de colorir, dossiers, máquinas calcular, entre outros), nos próximos dias 2 e 3 de Setembro, nas instalações do Supermercado Continente. Esta atividade resulta de uma parceria com a Associação Karingana Wa Karingana e o Instituto de Apoio à Criança, no sentido de apoiar as crianças carenciadas.
  • No dia 5 de Setembro, pelas 18h30m mandará celebrar uma Missa de Ação de Graças, na Sé Catedral de Lamego, por todos aqueles que contribuem com os seus donativos ( monetários, géneros alimentares, roupas e  outros) para permitirem que a Cáritas possa exercer a sua Missão da defesa do Bem-Comum, através da Pastoral Social, fomentando a partilha de bens e a assistência em situações de calamidade e emergência.

No Dia Internacional da Caridade, reflitamos na mensagem que nos é legada pelo Papa Bento XVI, na Carta Encíclica Deus Cáritas Est, 2005, nº25, “ Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia, mesmo, deixar aos outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência.”

Isabel Mirandela, Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/40, n.º 4425, 29 de agosto 2017

Um reparo: ajudas

O incêndio que vitimou mais de sessenta pessoas e destruiu casas e outros bens de muitas famílias, em Pedrógão Grande, foi há um mês.

Desde a primeira hora se movimentaram indivíduos, grupos e instituições para socorrer os sobreviventes com bens de primeira necessidade. Como habitualmente acontece nestas situações, a partilha foi grande e a generosidade da população devolveu esperança e dignidade às vítimas.

Os apelos sucederam-se e as iniciativas juntaram quantias avultadas que, quando devidamente aplicadas, poderão minimizar as perdas sofridas. Os responsáveis políticos, desde cedo, prometeram ajudas e comprometeram-se a ser céleres na atribuição de verbas e no solucionar das dificuldades. Quantas vezes a diminuição dos procedimentos burocráticos já seria uma grande ajuda! Ler mais…

Pedrógão Grande: Cáritas quer devolver as casas às pessoas

Já foram identificadas mais de 20 habitações destruídas e várias fábricas ligadas à indústria da madeira

O presidente da Cáritas Portuguesa disse que a instituição está comprometida com a “urgência de devolver a casa às pessoas” depois da campanha de recolha de roupa, durante esta segunda-feira. “Queremos transparência e rigor, mas nada de burocracia e vamos insistir para que nada obstaculize a urgência de devolver a casa às pessoas”, afirmou Eugénio Fonseca, referindo que há já a identificação de mais de 20 casas destruídas e várias fábricas ligadas á indústria da madeira.

O presidente da Cáritas Portuguesa visitou este domingo as zonas atingidas pelos incêndios, em Pedrógão Grande, com o presidente da Cáritas Diocesana de Coimbra, onde se encontrou membros do governo e com responsáveis autárquicos. Eugénio Fonseca adiantou que a reconstrução das casas ardidas vai envolver as câmaras municipais, nomeadamente na elaboração de projetos e licenciamentos, as seguradoras dos imóveis, caso existam, e a reconstrução é assegurada pela Cáritas Portuguesa com os donativos recolhidos pela campanha ‘Cáritas com Portugal abraça vítimas dos incêndios’.

A conta ‘Cáritas com Portugal abraça vítimas dos incêndios’ tem o número 0001 200000 730 e o IBAN PT50 0035 0001 00200000 730 54, na Caixa Geral de Depósitos.

“Nós faremos tudo em articulação com o governo, nomeadamente o ministério da Administração interna e do Trabalho Solidariedade e Segurança Social e com as câmaras municipais respetivas”, referiu o presidente da Cáritas Portuguesa.

Em 2016, a campanha ‘Cáritas Ajuda as Vítimas dos Incêndios em Portugal’ recolheu 311.856,67, refere a página da internet da Cáritas Portuguesa e foram reconstruídas 2 casas no Sardoal, 4 na Anadia, que vão ser entregues em julho, e 2 em Arouca, a concluir posteriormente, disse Eugénio Fonseca.

A Cáritas Portuguesa fez também um donativo de 200 mil euros para a ajuda de emergência, a Cáritas Diocesana de Coimbra 100 mil e a Cáritas Diocesana de Viana do Castelo 5 mil.

in Voz de Lamego, ano 87/32, n.º 4417, 20 de junho 2017

SEMANA NACIONAL CÁRITAS 2017

Estamos  em plena Época Quaresmal, período particularmente especial para os católicos. Na sequência da Carta Pastoral do nosso Bispo, Reverendíssimo Senhor D. António Couto, para a nossa diocese, sob o lema “Ide e Anunciai o Evangelho a Toda a Criatura”, na sua mensagem reflexiva para a Quaresma, com o título  “O DOM ALUMIA; MAS O PECADO CEGA”, alerta-nos para os problemas da sociedade atual, nomeadamente  “… o pecado, que é uma espécie de nó cego no coração, bloqueia-nos num mundo de portas fechadas a cadeado, tornando-nos imunes, isto é, vacinados, indiferentes, insensíveis, face aos outros e face à Palavra, aquela que vem de Deus, Palavra criadora e carinhosa, e aquela, da ternura dos outros, mas também das suas dores, sofrimentos e gritos.” Ler mais…

JUBILEU DA MISERICÓRDIA | OBRA SOCIAL DA IGREJA

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A missão da Igreja, sempre a realizar-se no tempo e nunca acabada, concretiza-se em três grandes áreas: anúncio da Palavra de Deus, celebração dos Sacramentos e serviço da Caridade.

As instituições de ação sociocaritativa ligadas à Igreja são expressão desse serviço da Caridade e integram-se numa ampla dinâmica da Igreja, em que o serviço aos outros é parte irrenunciável.

Neste serviço da caridade protagonizado pelas instituições sociocaritativas são estruturantes os princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja: os princípios da dignidade da pessoa humana, como criatura à imagem de Deus e a igual dignidade de todas as pessoas, do respeito à vida humana, da solidariedade, do bem comum, da subsidiariedade, da opção preferencial pelos pobres, da destinação universal dos bens e da participação.

No nosso país há 1 618 instituições eclesiais que desenvolvem esta acção sociocaritativa, cooperando com o Estado que, por sua vez, as reconhece como Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e lhes fornece normas de actuação. As instituições ligadas às Igreja representam 41% de todas as IPSS existentes.

As respostas sociais oferecidas por estas instituições abrangem o apoio à família, a crianças e a jovens e à integração social e comunitária, a educação e a saúde, bem como a formação profissional dos cidadãos e a protecção destes na velhice.

Para a infância e juventude (creche, CATL, lares juvenis), as instituições da Igreja, em todo o território nacional, dispõem de um total de 1 194 equipamentos que apoiam 45 739 utentes. Para a população mais idosa (Centros de Convívio, de Dia, Lares e Serviço de Apoio Domiciliário), dispõem de um total de 2 480 equipamentos para servir um total de 88 182 utentes.

Tais respostas sociais possibilitam que, diariamente, cerca de 250 000 pessoas frequentem as instituições da Igreja, onde crescem harmoniosamente ou encontram condições para viver com dignidade, onde beneficiam de apoio ou recuperam na sua saúde, onde se educam, formam ou se sentem protegidas, onde desfrutam do serviço que carecem ou de um ambiente familiar que as faz sorrir.

Sem quantificar o voluntariado envolvido nesta vasta obra social, poderá reconhecer-se ser a Igreja um significativo mercado de emprego, com os mais de 80 000 trabalhadores que estas instituições empregam. Graças a esta possibilidade há famílias que se fixaram e não partiram, há valorização dos trabalhadores locais, há agregados familiares com outros meios.

Por outro lado, a proximidade às populações é evidente e a rede assim criada uma realidade, com respostas inovadoras e em leal cooperação.

A Obra Social da Igreja, sendo fruto da acção de muitos, está aí, cooperando na valorização e dignificação de todos. Também por aqui se concretiza a missão da Igreja e se testemunha, todos os dias, em todo o lado, a misericórdia.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/39, n.º 4375, 9 de agosto de 2016

CONSELHO GERAL DA CÁRITAS PORTUGUESA

4339-1

O Conselho Geral da Cáritas Portuguesa desenrolou-se em Fátima com a Abordagem e reflexão conjunta de todas as dioceses, sobre a situação que se vive na Europa com os refugiados. Em consonância com os Bispos de Portugal, compromete-se a promover acções transformadoras, quer no acolhimento fraterno, quer nas comunidades que estão na linha da frente, em nome das “raízes humanas e cristãs da Europa”, porque “Ser Cáritas não é estarmos com os outros, porque também nós somos o outro de alguém.

O Conselho demonstrou ainda a sua preocupação com a atual situação política do país, apelando a soluções que tenham em conta o bem comum e as necessidades das pessoas que mais sofreram nos últimos quatro anos de grave austeridade. O novo Plano Estratégico da Caritas Internationalis – uma só família humana, cuidar da criação – levará em conta elementos como a identidade, a influência pública (advocacy), a resposta às necessidades dos mais frágeis, o reforço da organização e da rede Cáritas, bem como a continuação dos processos de capacitação das comunidades paroquiais, tal como o Papa Francisco pediu “a Caritas […] deve procurar maior expansão nas diferentes paróquias e comunidades, para renovar aquilo que aconteceu nos primeiros tempos da Igreja” .

(In Conclusões do Conselho Geral) in Voz de Lamego, ano 85/52, n.º 4339, 24 de novembro