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Capela do Hospital de Lamego. Espaço para a generosidade

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Num hospital vivem-se momentos decisivos e perturbantes da vida de todos nós; uns mais felizes que outros, alguns causadores de sofrimento, outros de alívio, mas sempre momentos muito intensos.

A capela do hospital é um oásis de paz no frenesim de consultas, cirurgias, doenças, acidentes, de percalços na vida de quem recorre aos cuidados hospitalares e na vida de que os presta.

Sim, porque se encontramos na capela doentes e familiares, também encontramos os profissionais que deles cuidam e que muitas vezes procuram aí as forças para continuar a cuidar, apesar das dificuldades, das condições que não são as melhores e dos seus próprios problemas e limitações – afinal todos somos humanos.

Numa igreja ou capela católica todos são bem-vindos, seja qual for o credo, crentes ou ateus, todos podem encontrar um refúgio e buscar a paz interior tão necessária para encarar e ultrapassar o sofrimento.

O Hospital de Lamego, ainda chamado “hospital novo” pelos poucos anos que leva aberto, dispõe duma capela acolhedora, não muito grande, mas suficiente para as necessidades, completamente equipada com tudo o que é necessário ao culto litúrgico.

Mas nem sempre foi assim.

Quando o Hospital abriu, havia apenas um espaço e muitas promessas; com boa vontade, mas sem verbas, apenas havia bancos, altar, armários e uma secretária na sacristia. Da Régua vieram três imagens (Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Conceição expostas na capela, e uma terceira na sacristia), vasos, toalhas, o Sacrário e respectiva coluna, e a Via Sacra; Crucifixo e peanhas chegaram pelas mãos do Padre Ricardo, capelão do CHTMAD; a imagem de Cristo (no Crucifixo) veio da antiga casa mortuária. Mas faltava tudo o resto… Como faríamos? A Gráfica de Lamego emprestou a imagem da Nossa Senhora dos Remédios (entretanto já devolvida) e para a Consagração da Capela e primeira Comunhão Pascal no novo hospital (tradição antiga da comunidade hospitalar no “velhinho” D. Luiz) a paróquia da Sé emprestou tudo o que foi necessário (até os acólitos!).

Mas o problema não chegou a ser problema! A mensagem espalhou-se e a generosidade fez o resto: a segunda Comunhão Pascal foi já celebrada sem necessidade de empréstimos, pois os donativos de entidades e benfeitores individuais, superando todas as expectativas, tinham permitido adquirir tudo o que estava em falta.

Assim, agradecemos à Liga dos Amigos do Hospital, à Casa do Pessoal e aos inúmeros funcionários hospitalares que a título individual responderam ao apelo, pelas duas opas vermelhas, uma alva, e todas as alfaias litúrgicas; à Irmandade Militar de Nossa Senhora da Conceição, paróquia da Almacave e particulares (Prof. Isabel Rebelo, D.ª Lúcia Marinho, Eng. Francisco Lopes, Dr. Carrapatoso, Dr. José Alberto Montenegro e Padre Ricardo) pelo Leccionário completo; à paróquia da Sé pelas velas e candelabros.

Estas doações são, por vontade dos benfeitores, propriedade da paróquia da Sé, onde se integra o Hospital, não podendo ser retiradas desta capela.

Um enorme agradecimento a todos os funcionários que contribuem para a manutenção da capela (em particular D. Onória) e que ajudam a dar dignidade e beleza às celebrações que nela ocorrem. Obrigado aos anónimos que com as suas ofertas permitem fazer face aos gastos comuns – hóstias, cera líquida, velas, flores… Tudo é necessário.

Todos estão convidados para virem celebrar connosco a Comunhão Pascal e o Dia do Hospital, sempre em Maio. Fiquem atentos, que o dia será conhecido em breve e serão muito bem-vindos.

I.M., in Voz de Lamego, ano 86/16, n.º 4353, 8 de março de 2016

Avôes > Capela de Nossa Senhora das Candeias

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Obras de restauro

No dia 1 de Fevereiro do ano corrente, a manhã decidiu sorrir com um sol brilhante para a procissão que dava início à inauguração das obras de restauro da Capela de Nossa Senhora das Candeias.

Nesta primeira ação do dia em curso para a Capela, onde se iria realizar a missa dominical presidida pelo Pró-Vigário Geral Sr. Pe. João Carlos e pelo Sr. Pe. Joaquim Manuel Silvestre, pároco desta paróquia, contou-se com a presença de várias entidades comunitárias, entre elas representavam-se a Câmara Municipal de Lamego, a Junta de Freguesia de Avões, a Associação Desportiva de Avões, a Comissão Organizadora, Agrupamento 781 do CNE e o Núcleo da FNA de Avões. E ainda a comissão de Arte Sacra Diocesana e a empresa responsável pelo restauro Capitellum.

A celebração da missa foi animada pelo grupo coral da paróquia e encheu-se com a participação empenhada da população que tanto acarinha esta capela que agora se revê com uma nova imagem depois de ter sido edificada no século XVII, sofrendo com a degradação do tempo, e um furto ocorrido no ano anterior que subtraiu algumas das imagens mais icónicas da capela. Da parte da tarde realizaram-se atividades que combinavam a religiosidade e o convívio da comunidade.

Agora, com as obras de restauro apoiadas pela população e as de mais entidades, a capela possui uma instalação elétrica e sonora nova, um forro novo no teto da capela-mor, uma pintura do teto da nave da capela, um ambão renovado e, ainda, a desinfestação e o restauro rejuvenescedor do altar-mor, dos laterais e do arco cruzeiro. Uma capela, praticamente, nova para acompanhar a devoção que se tem para com a fé nela depositada.

Resta um especial agradecimento a todos que, com esforços, doações ou apoios, contribuíram para que tal obra tenha ocorrido para o encanto e para a fé da população, um restauro que é de todos e para todos.

 

Tina Caetano, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4299, ano 85/12, de 3 de fevereiro de 2015