Arquivo

Posts Tagged ‘Caminhos’

CAMINHO E DETERMINAÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 18 de julho

Na próxima semana, dia 25, a Igreja convida a celebrar a memória de São Tiago, o Apóstolo que, segundo a tradição, está sepultado em Compostela e que tantas peregrinações motivou desde o século IX. Com efeito, ao longo dos séculos, muitos foram os que para lá caminharam, tornando possíveis e famosos os “Caminhos de Santiago”, dando a este destino um lugar cimeiro, só ultrapassado por Jerusalém e Roma.

E a experiência continua. De todas as idades, crentes e não crentes, seguindo percursos diversos, a sós ou em grupo, para rezar ou descansar, pela fé ou pelo desejo de aventura, etc, os caminhos continuam a ser percorridos, Santiago de Compostela continua a ser procurado e são muitos os que não se cansam de relatar e aconselhar a experiência.

O Senhor convida a caminhar, a assumir a vida, a procurar chegar mais longe. E Ele próprio caminha connosco (Emaús). Daí que uma peregrinação, cujas motivações (legítimas) podem ser culturais ou turísticas, no sentido cristão e histórico do termo, seja um tempo de procura e nunca de fuga. Porque a peregrinação exige um pouco mais e deve promover um encontro, respostas, inquietações…

A grande peregrinação será sempre a própria vida e Deus a grande meta. E todas estas peregrinações a lugares de referência cristã só têm sentido se contribuírem para singularizar a grande e universal peregrinação que assumimos e protagonizamos entre o nascimento e a passagem definitiva para Deus.

Uma palavra de louvor a quantos se dispõem a caminhar até Compostela para crescer, mas, sobretudo, uma palavra de estímulo a quantos não desistem de caminhar na vida. Porque, diante de Deus, conta mais a determinação e a responsabilidade com que se assume a vida recebida do que os quilómetros que se registam.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/36, n.º 4421, 18 de julho 2017

A pastoral vocacional é a vocação da pastoral | Igreja que chama

vocacoes

A evangelização é a razão de ser da Igreja. Eis uma afirmação sempre repetida e uma prática sempre assumida. No nosso contexto, em virtude de fenómenos como o do indiferentismo religioso, do ateísmo e do secularismo sublinha-se, sem cessar, a necessidade de uma nova evangelização capaz de assegurar uma fé límpida e profunda, dando sentido ao nascer, ao viver, ao sofrer e ao morrer.

A partir de textos e documentos publicados, a Comissão Diocesana das Vocações e Ministérios procurará contribuir para a missão evangelizadora comum, nomeadamente através do ângulo da pastoral vocacional. Porque uma evangelização que se reclama de “nova” não pode dispensar uma “pastoral vocacional nova”, atendendo ao contexto onde se insere e desenvolve.

Neste particular, facilmente nos apercebemos de que o contexto sócio-cultural em que nos inserimos é diversificado, causando alguma confusão e dificuldades nas opções, já que as solicitações são muitas. Vivemos numa cultura pluralista, ambivalente, “politeísta” e neutra, onde o modelo antropológico parece ser o do “homem sem vocação”.

Por outro lado, a pastoral vocacional é a própria acção pastoral de toda a Igreja (Pastores dabo vobis 34), já que a vocação é o coração da nova evangelização, um objectivo primário da acção eclesial: evidencia o chamamento universal de Deus. Porque o fundamento da pastoral vocacional será ajudar todos a descobrir o significado da existência humana. Daí o título desta contribuição, emprestado do documento final do Congresso sobre as Vocações para o Sacerdócio e a Vida Consagrada, realizado em Roma, em 1997, intitulado “Novas Vocações para uma Nova Europa”, onde afirma que “ a pastoral vocacional é a vocação da pastoral hoje” (n.º 26), convidando a Igreja a “vocacionalizar toda a pastoral”.

No tempo do “homem sem vocação”, importa anunciar a certeza de que não somos um acaso nem seres sem uma meta final a atingir. E desenvolver uma cultura da vocação é oportunidade para concretizar a gratidão, acolher o mistério, assumir a incompletude do homem, abrir-se ao transcendente, disponibilizar-se para se deixar chamar por um outro, confiar em si e no próximo, ser livre diante do dom recebido e ter capacidade para sonhar e desejar (NVNE, 13).

A Igreja é uma comunidade vocacional (chamados), tal como deixa a entender o próprio nome (assembleia convocada) onde, por sua vez, todos são capazes de anunciar e convidar. Todos são chamados e todos chamam.

Por isso, falar de pastoral vocacional é falar da vida de todos os baptizados: chamados que chamam.

Comissão Diocesana Vocações e Ministérios,

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4299, ano 85/12, de 3 de fevereiro de 2015

Convocado Conselho Pastoral Diocesano – 26 de julho

IMG_6193

1452353_662725503767243_1816654522_n

Com a redefinição dos Arciprestados, que passarem a ser 6, com o novo organograma da Diocese de Lamego, que se traduz em Comissões, Departamentos e Serviços, similar ao da Conferência Episcopal Portuguesa e que se vai adaptando nos Arciprestados, é agora tempo de agilizar esforços, iniciativas, coordenando todas as estruturas para que estas sirvam as pessoas e as comunidades desta porção do Povo de Deus, a Diocese, anunciando o Evangelho, testemunhando a pertença a Cristo, amadurecendo a vivência da fé, promovendo uma maior participação e uma melhor formação humana e cristã. Para o efeito, está agendada a primeira reunião do CONSELHO PASTORAL DIOCESANO, para o dia 26 de julho, a partir das 9h30, na Casa de São José, em Lamego.

Será um importante instrumento para uma participação mais alargada das pessoas e das comunidades na elaboração de um Plano Pastoral Diocesano que responda aos desafios do tempo e mundo atuais, para que a fé seja luz, sentido e sal para os mais novos e para os mais velhos, para que o Evangelho de Jesus Cristo continue vivo e atuante, contando com todos, despertando novos métodos, novo ardor, para uma nova (ou primeira) evangelização.

D. António Couto presidirá ao Conselho Pastoral Diocesano, onde estarão representados os Arciprestados, as Comissões, Departamentos, Serviços, as Instituições e realidade eclesiais, de forma que as iniciativas pastorais encontrem uma terreno fértil, preparado ou em preparação.

A preocupação não é aumentar os organismos pastorais, mas agilizar ferramentas, serviços, departamentos, coordenar, para ser vir o Evangelho em pessoas concretas, indo ao encontro dos seus anseios, para lhes testemunhar esta BOA NOTÍCIA: Jesus vive em mim, vive em ti, vive em nós. O alegre júbilo do amor de Deus que nos irmana e nos compromete na transformação do mundo.

A NÃO ESQUECER: 26 de julho de 2014 | 9h30 | Casa de São José | Lamego