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CAMINHAR JUNTOS | Editorial Voz de Lamego | 28 de junho

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No passado sábado, 25 de junho, realizou-se a segunda edição do DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA, no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, com muitas das paróquias presentes bem como de alguns movimentos eclesiais, que constituem a Diocese de Lamego. Um dos destaques vai precisamente para esta festa de encontro, convívio, partilha da fé e da vida, mas outros motivos há para ler a Voz de Lamego, com notícias da Diocese e da região, bem como textos que convidam à reflexão. Destaque também para a Visita Pastoral de D. António Couto na Paróquia do Carregal, na Zona Pastoral de Sernancelhe.

A abrir a leitura, o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor do Jornal Diocesano, que convida a caminhar juntos, ainda que sejamos diferentes, como Pedro e Paulo, que diferentes, procuram anunciar e viver Jesus Cristo, no serviço à Igreja, no serviço ao Evangelho.

CAMINHAR JUNTOS

A Igreja celebra amanhã, 29 de Junho, a memória de dois grandes da sua história: um pescador não isento de limites que foi escolhido para ser pedra firme no edifício eclesial e um fariseu letrado e zeloso do judaísmo para ser apóstolo dos gentios.

As escolhas de Deus surpreendem e podem escandalizar quantos se consideram na posse de meios que permitiriam escolher melhor e delegar responsabilidades mais criteriosamente. Mas Deus é assim e gere os seus “recursos humanos” de forma surpreendente. Por isso, Pedro é apresentado como referência para a unidade e Paulo é surpreendido no caminho para mudar de trajectória.

O calendário litúrgico assinala e exalta o martírio de ambos na mesma data e situa-o na mesma cidade. E assim nos ensinam que, apesar de protagonizarem percursos e personalidades distintos, a missão une e o testemunho junta.

Ontem como hoje, em grandes ou pequenas comunidades, na cidade ou no campo, entre os fiéis leigos ou entre os ministros ordenados continuam a existir homens e mulheres que, como Pedro e Paulo, podem ter diferentes percursos e ritmos de vida, posicionar-se em campos vizinhos, adoptar formas de estar diversas, confrontar-se nas suas opções, contribuir com as suas particularidades… mas participam com igual dignidade e oportunidade na edificação eclesial.

E é a via sinodal que permite integrar e acolher o contributo de todos. O “caminhar juntos” assim concretizado visa, não apenas ter companhia no caminho, mas antes o partilhar e o usufruir da diversidade.

Não somos santos, mas não perdemos a esperança de o ser; não somos a Igreja toda, mas contribuímos para a sua catolicidade; não somos menos que os outros, mas podemos contribuir para que todos sejam mais… Podemos não ser colunas, mas somos pequenas pedras que ajudam a ser e a crescer…

in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

Caminhar com Deus – Editorial Voz de Lamego – 1 de julho de 2014

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A edição desta semana da Voz de Lamego vem preenchida, como nos tem habituado, com diversas notícias da Diocese e da região, da Igreja e do Mundo, bem assim como textos de reflexão, sugestões, eventos que se aproximam, histórias, entrevistas, momentos…

Incontornável, a notícia sobre a intervenção na Sé Catedral de Lamego, tendo sido feita uma apresentação no Arquivo-Museu Diocesano de Lamego. Outra notícia: a ordenação sacerdotal de José da Fonseca Soares, no domingo 6 de julho de 2014, pelas 16h00, na Sé Catedral de Lamego. Chama a atenção o ELOGIO à PSP de Lamego por não ser muito comum sublinhar-se o trabalho competente e dedicado. Avaria de um camião que descia a Avenida 5 de outubro e mesmo a entrar na Avenida Alfredo de Sousa. Um caos que se terá gerado, segundo alguns. O autor deste artigo sublinha a espantosa e pronta atuação da PSP que logo orientou o trânsito para fluir sem demora por outras artérias.

Como ambientação desta nossa Voz, o Editorial, da responsabilidade do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio.

CAMINHAR COM DEUS

Atribui-se a S. Francisco de Sales a seguinte frase: “É necessário abandonar o passado à misericórdia de Deus, o presente à fidelidade e o futuro à Divina Providência”.

Eis-nos ouvintes e leitores desta inspirada frase, mas também protagonistas do movimento que nela se exprime: confiamos em Deus diante de um passado nem sempre imaculado, acolhemos a Sua graça para concretizarmos o agora da vida e esperamos na Sua intervenção e auxílio diante do desconhecido.

Confiar e abandonar-se Àquele que tudo pode e tudo sabe não nos dispensa de agir e decidir. Isso seria preguiça e comodismo. A certeza de que Deus age na nossa história não nos dispensa de um compromisso oportuno e actuante. Porque Deus concede-nos talentos / dons para avançar, embora a nossa liberdade, às vezes, os enterre.

Neste caminhar e peregrinar no tempo tomamos consciência do passado que já não volta, deste agora onde posso mudar e contribuir para a mudança, ao mesmo tempo que me sossega e acalenta a esperança de poder usufruir do tempo que virá para ser.

Porque a vida é caminho, não podemos avançar voltados para trás, suspirando por tempos idos. Aliás, falar apenas do passado, poderá ser sinónimo de velhice, de escassez de perspectivas e de falta de vontade para mudar. Por outro lado, também não será muito vantajoso adiar indefinidamente o que se apresenta como importante. Protelar pode significar falta de coragem e disponibilidade.

A certeza de que Deus caminha connosco, que é compreensivo com as nossas falhas e providencial nas necessidades, é um convite a viver cada dia com determinação e de forma singular. Se o conseguirmos, Deus terá menos para nos perdoar, porque teremos aproveitado melhor as graças recebidas.

in VOZ DE LAMEGO, 1 de julho de 2014, n.º 4271, ano 84/33.