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Posts Tagged ‘Bodas de Ouro Sacerdotais’

As Paróquias de Arícera e Goujoim prestam homenagem ao seu Pároco

As paróquias de S. Cristóvão de Arícera e de Santa Eulália de Goujoim, do arciprestado de Armamar e Tarouca, uniram-se no domingo, 10 de Setembro, na celebração das bodas de ouro de vida sacerdotal e paroquial do Rev. P. Artur Mergulhão. Associaram-se à homenagem os presidentes, vereadores e membros da Câmara Municipal de Armamar e da Junta da União das Freguesias de Arícera e Goujoim.

Às 12.00h, na igreja paroquial de Arícera, reuniram-se os fiéis das duas comunidades, para a celebração da Eucaristia. Este foi o momento alto de ação de graças a Deus e de gratidão dos paroquianos pela vida do sacerdote e pároco que os vem servindo ao longo de cinquenta anos. Um período de tempo da vida do P. Artur marcado pela presença física, assistência espiritual e proximidade familiar, com um dinamismo pastoral e social, imprimido desde o início da sua missão. A homenagem continuou num almoço de alegre convívio, servido num restaurante da região, com todos os que quiseram associar-se a esta manifestação de apreço.

Na Missa e no almoço, em plena comunhão entre os fiéis das duas comunidades e destes com o seu pároco, houve intervenções que, pela palavra e pelas ofertas, expressaram o reconhecimento agradecido, recordando momentos vividos desde os primeiros tempos de vida paroquial e lembrando os traços humanos e sacerdotais que caracterizam o P. Artur Mergulhão. Ler mais…

Paróquia de Magueija – Bodas de Ouro Sacerdotais

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Foi com grande alegria e entusiasmo que, no passado dia 7 de agosto, a paróquia de Magueija celebrou as bodas de ouro sacerdotais de um filho da terra. Tratou-se do padre José Augusto Alves de Sousa, sacerdote jesuíta que durante muitos anos exerceu na cidade da Beira – Moçambique a sua missionação, tendo regressado a Portugal, julgo que por razões de saúde, há uns anos e estando agora ao serviço dos doentes, como capelão, no Centro Hospitalar da Cova da Beira, na Covilhã.

Quiseram honrar este acontecimento com as suas presenças o senhor D. António Couto, Bispo de Lamego, assim como muitos sacerdotes e outras pessoas. Honrosa foi também a vinda do Manuel, seu irmão que, radicado no Brasil, quis associar-se à efeméride, acompanhado de dois filhos que pela primeira vez visitam Portugal.

Algumas pessoas muito próximas do padre José Augusto, refiro-me principalmente a familiares, que assistiram à sua missa nova no dia 10 de julho de 1966, já não fazem parte desta vida, esperando nós, à luz da Fé, que no Céu louvem ao Senhor pelo dom da sua vocação.

Presidiu à Eucaristia o Reverendíssimo D. António Couto, tendo como ponto alto a sua homilia, na qual, focando uma passagem do evangelho daquele domingo, exortou ao despojamento e à vigilância. Para além disso, teceu considerações sobre a vida e o percurso do padre José Augusto. Os corações de todos quantos tiveram o privilégio de estar presentes na bonita igreja de Santiago de Magueija, escutando palavras simples, mas eloquentes do Pastor que todos amamos, ficaram espiritualmente mais fortes.

Como qualquer festa pressupõe um bom convívio, no final da cerimónia religiosa, familiares e amigos do padre José Augusto e do seu irmão, padre Alberto, que fazia na mesma data sessenta anos de entrada no seminário, foram obsequiados em espaço aprazível do Sardinho, com um bom repasto que se prolongou pela tarde e em que a boa disposição esteve sempre presente com música e até rimas de cariz autobiográfico da autoria do José Augusto.

Saúdo todas as pessoas presentes e felicito a Laurentina que, sendo a mais velha dos irmãos Manuel, Eugénio (já falecido), José Augusto e Alberto, tem-lhes dedicado um grande carinho, a que não será alheio o facto de há cerca de oitenta anos, ainda muito novinha, ter assumido quase o papel de mãe, em resultado do desaparecimento daquela que lhes deu o ser.

Parabéns a todos os que contribuíram com o seu trabalho (e que foi muito!) para o engrandecimento desta comemoração. Desejo que Magueija possa celebrar mais acontecimentos similares de forma tão bela.

Um abraço amigo a todos,

Valentim Pinto Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 86/40, n.º 4376, 30 de agosto de 2016

Bodas de Ouro Sacerdotais do Padre José Augusto Alves de Sousa

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Saudação inicial do Pároco, Pe. Hermínio Manuel Lopes

 

Como pároco de S. Tiago de Magueija, saúdo todos os presentes que aqui acorreram para celebrar a sua fé, mas de um modo especial, neste dia, para fazer festa e agradecer a Deus o Dom da Vida e da Vocação dos Irmãos Padres Sousa.

Há 50 anos, Magueija rejubilava com a ordenação e missa nova do P. José Augusto, sacerdote missionário da Companhia de Jesus (Jesuíta), logo enviado para a missão de Fonte Boa e depois cidade da Beira, Moçambique, onde esteve até 2004.

Não me esquecem as palavras oportunas, sinceras e amigas do seu camarada P. Francisco Rodrigues, aqui presente, aquando da apresentação do belo livro “1960 – 2004 – Memórias de um Jesuíta Missionário em Moçambique”, a 18 de setembro, no Centro Hospitalar Cova da Beira, cidade da Covilhã, e que passo a citar (permita-me P. Francisco): “O discípulo de Cristo e camarada Sousa, no peito levando uma cruz, e no coração o que disse Jesus, partiu, aterrou e encarnou (ou numa linguagem mais moderna, inculturou-se durante 44 anos) participou e marcou a história de Moçambique, num antes, num durante e num depois. Regressou, e agora habita entre nós, sem deixar de viver o que viveu: isto é: com os pés na terra onde está, o coração em Deus e a mente no (seu) mundo! Por isso aqui o temos e com ele, esta preciosa obra reflexo da sua vida boa ainda que quase nunca, boa vida!” Ler mais…

Pe. Albano Pereira | 50 anos de sacerdote | Paróquia do Vacalar

P. Albano

Êxtase. Decorreu, pretérito 12 de Outubro na Igreja Paroquial do Vacalar as bodas de ouro sacerdotais do Padre Albano de Almeida Pereira, que foi pequena para acolher tanta gente que lhe quis prestar uma homenagem sentida de clima de amor com o seu pároco.

A referida cerimónia foi presidida pelo – D. António Couto, bispo da diocese de Lamego, coadjuvado pelo Vigário Geral e ainda por sete padres inseridos nas paróquias de Armamar, na qual foi-lhe oferecido várias lembranças. Foram dirigidos vários panegíricos. Fidelidade a Deus, à Igreja, à Paróquia, à sua missão entre os homens. Esteve toda a vereação da Câmara Municipal, Presidente da Assembleia Municipal, todos os elementos da Junta de Freguesia e ainda outros presidentes quiseram associaram-se a esta festa. Foi transmitida pelo Rádio de Armamar.

O Padre Albano foi último a discursar. Foi fluido e bem-humorado, na voz, na alma, que o manteve conectado com os católicos da primeira à última palavra. Houve uma interacção cheia de graça e aplausos, como quem recebe uma bênção. Notei uma certa capacidade de atracção magnética, pelas palavras, pelo olhar e pelo dinamismo que deu ao seu discurso. È dono de uma simpatia envolvente – não é em vão que tem como missão no apostolado, além da voz com aquela idade e da energia contagiante, a invejável capacidade para encher a igreja. O dom que tem nota-se na eficácia da simplicidade, do silêncio e da alegria, à mistura com muita reconciliação e misericórdia.

No fim das cerimónias religiosas houve outra cerimónia pública numa praça que ficou com o seu nome. Não podiam faltar os respectivos foguetes.

Por fim houve um lanche – convívio onde toda a gente confraternizou.

Esta homenagem teve uma iniciativa dicotomia promovida pela Junta de Freguesia de Vacalar e ainda por duas grandes figuras – “Maria Cremilde Paiva e José Cardoso Pereira,” que ajuda o seu pároco no acto religioso. São sensíveis, generosos, correctos, íntegros, sempre prontos a ajudarem. São um grande exemplo para as gerações futuras!

A população associou-se a esta festa.

Padre Albano Pereira, natural da freguesia da Panchorra – Resende

Viriato Lemos, in Voz de Lamego, ano 85/47, n.º 4334, 20 de outubro

Pe. Silvestre homenageado em Penela da Beira

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No dia 11 de outubro Penela da Beira fez Festa!!!

No dia em que celebrou a festa da sua Padroeira Nossa Senhora do Pranto, a comunidade paroquial de Penela da Beira, homenageou também o Pe. Joaquim Silvestre, pelas suas Bodas de Ouro Sacerdotais. Natural desta Comunidade, nasceu a 23 de Janeiro de 1939, o mais novo de 8 irmãos, filho de João Alegria Silvestre e de Joaquina da Piedade Neto.

Foi ordenado presbítero a 15 de Agosto de 1965, pelo Bispo de Lamego D. João da Silva Campos Neves, mas nunca cortou o cordão umbilical com a terra que o viu nascer, e tornou-se ao longo dos anos mais um motivo de orgulho para as gentes e Penela da Beira, que por isso quiseram neste dia de festa, agradecer à Mãe, pelo dom da vida deste seu tão ilustre conterrâneo.

Bem cedo chegou a Banda dos Bombeiros Voluntários de Penedono, sob a batuta do Sr. Pe. Carlos Carvalho, que após uma pequena arruada pelas ruas da Freguesia, juntamente com o Grupo Coral da Paróquia, tão dignamente abrilhantou a Eucaristia de Acção de Graças, entoando belíssimos cânticos a Nossa Senhora e vocacionais.

Estiveram presentes o Monsenhor José Gomes, também daqui natural, o Pe. João Carlos Morgado que presidiu à celebração em digna representação do Bispo da Diocese D. António Couto, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Penedono, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Penela da Beira, os responsáveis das diferentes instituições e demais forças vivas da Paróquia, mas a Comunidade Paroquial não faltou, esteve presente em grande número.

O momento era de festa, a igreja foi engalanada a preceito, os altares e andor de Nossa Senhora do Pranto, ornamentados em perfeita harmonia.

A celebração da eucaristia decorreu de uma forma muito solene e com muito respeito e foi já no momento de acção de graças, que os representantes das diferentes Instituições presentearam o P. Silvestre com algumas lembranças e tiveram a oportunidade de o felicitar pelo momento, o que lhe disseram, não sabemos afinal foi na simplicidade de mensagens sussurradas ao ouvido que se manifestaram, mas sabemos que também nesse momento, ele estava feliz, podíamos observá-lo no seu rosto.

Mas este momento era recheado de sentimentos de alegria misturados com emoção, e também aqui a Comunidade numa atitude humilde de respeito e gratidão, ofereceram um Crucifixo ao Sr. P. Luciano, pároco desta Comunidade, recordando e agradecendo assim, pelos nove anos da sua entrada na paróquia de Penela da Beira. Têm sido anos de muito trabalho, dedicação, presença e amizade para com os seus paroquianos, pelo que o momento impunha-se também como de reconhecimento para com o Sr. Pe. Luciano.

O Monsenhor José Gomes, também não foi esquecido também ele um ilustre de Penela da Beira, que nesta fase da sua vida, nos seus 67 anos de sacerdócio, escolheu a terra que o viu nascer para viver, onde continua a exercer o seu ministério e apoiar o Pároco sempre que é necessário.

No final da missa, o sol permitiu que se realizasse a solene procissão em honra de Nossa Senhora do Pranto, percorrendo as ruas da freguesia ao som da Banda de Música e dos foguetes.

Era já a hora bastante avançada, perto das 14h30, quando terminaram todas as cerimónias religiosas e mais uma vez ao som da Banda de Música, a população dirigiu-se para a Casa do Povo de Penela da Beira onde já os esperava uma deliciosa feijoada confeccionada pela Comissão de Festas e oferecida pela Junta de Freguesia.

Eram 280 os comensais, que sempre bem-dispostos e animados ali foram fazer a festa.

No final do almoço e antes da Banda Filarmónica tocar umas marchas no palco do salão, ainda houve tempo para se visionar um pequeno vídeo que conta a vida e a obra do P. Silvestre.

A seguir houve ainda tempo para o bailarico ao som da música, que terminou a sua atuação a tocar o Hino de Penela, aqui, entusiasticamente acompanhada das vozes de todos os presentes, que de pé cantaram o seu hino seguida de uma ovação geral.

Mas antes disso, o Sr. P. Silvestre, acompanhado pelo Sr. Presidente da Junta abriram o enorme bolo, ao som dos parabéns, que foi servido com um fresco e delicioso vinho espumante.

A festa não podia ser mais animada, cheia de sentimento e respeito, foi assim que a Paróquia de Penela da Beira, quis agradecer a Deus o dom do sacerdócio deste seu filho rejubilando com as suas bodas de ouro sacerdotais.

Maria José Neto, in Voz de Lamego, ano 85/46, n.º 4333, 13 de outubro

Bodas de Ouro Sacerdotais | Pe. Joaquim Silvestre

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Avões homenageia o seu pároco

No dia 16 de Agosto celebraram-se as bodas de ouro sacerdotais do Reverendo Padre Joaquim Manuel Silvestre e as três comunidades paroquiais que se encontram ao seu cuidado organizaram-se para celebrar o acontecimento. A preparação para este grande dia iniciou-se em março, em Avões, um concerto de homenagem; em maio e junho realizaram-se três vigílias de oração. Em todas houve participação das comunidades de Avões, Ferreiros e Samodães, trabalhando assim de forma harmoniosa, para dar o seu melhor a quem no serviço pastoral há já 48 anos em Avões e Ferreiros e 7 em Samodães, também sempre deu o seu melhor.

Chegados ao grande dia 16 de agosto, coincidindo com o dia da sua missa nova, as três paróquias de S. João Batista de Avões, Senhora das Candeias de Ferreiros e S. Pedro de Samodães esmeraram-se na organização da celebração eucarística em recinto aberto, através do canto da ornamentação dos espaços. No final da eucaristia cada paróquia deu o seu testemunho sobre a atividade pastoral do Padre Silvestre, a dedicação aos seus paroquianos, que o sentem como mais um membro da família, o seu grande zelo pelos espaços destinados ao culto divino, o seu grande zelo pela catequese e a aprendizagem das crianças da catequese, nos vários Movimentos por onde passou, principalmente no último onde deu mais de trinta anos de serviço intenso, o Movimento da Mensagem de Fátima.

O Senhor Padre Silvestre tornou-se um grande Pastor e Mestre de muitos dos seus paroquianos, imprimiu desenvolvimento nestas terras sobranceiras ao Douro, num ritmo de quem Ama a sua missão de verdadeiro pastor e pai espiritual, destas gentes habituadas à labuta nas terras ora férteis ora áridas, em que o próprio sustento advém de muita luta e garra. D’entre as várias lembranças que lhe foram oferecidas, faço menção às mais simbólicas das três paróquias: da Paróquia de S. João Batista de Avões uma toalha Batismal, forma de tornar presento o seu Padroeiro, de Nossa Senhora das Candeias de Ferreiros, uma candeia e de S. Pedro de Samodães uma Chave.

Depois da celebração da Eucaristia houve um convívio com lanche, aberto a todos e muitos foram os que quiseram felicitar o Senhor Padre Silvestre.

Bem-haja Senhor Padre Silvestre, por estes cinquenta anos de serviço a Deus e ao próximo, pela sua disponibilidade e sentido de abnegação por estes seus paroquianos, que o têm em muito grade estima e considerando-o já parte integrante das suas famílias.

Pe. Valentim, in Voz de Lamego, ano 85/41, n.º 4328, 8 de setembro

Bodas de Ouro Sacerdotais | Pe. Vítor Rosa

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“Uma vida ao serviço da missão”. Foi uma das várias expressões que o Sr. D. António Couto utilizou, dirigindo-se ao Sr. Pe. Vítor Esteves Rosa, na celebração das suas bodas sacerdotais que teve lugar na tarde do passado dia 29 de Agosto, na Igreja Paroquial de Lamelas.

A Eucaristia, que começou pouco depois das 15h00, e presidida pelo Sr. Bispo, contou com a presença do Mons. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral, e um grupo numeroso de sacerdotes. Participaram muitos fiéis, não só de Lamelas, mas também de São Joaninho, Moura Morta e Castro Daire, ligados ao Sr. Pe. Vítor por laços de amizade e ministério sacerdotal. Marcaram, também, presença, várias autoridades civis. Os cânticos foram orientados por um grupo coral composto, quer por pessoas de Lamelas, quer de São Joaninho.

Na bela e simples celebração, o Sr. D. António Couto, na sua homilia, comentando as leituras do XXII Domingo do Tempo Comum, afirmou que Jesus enunciou, no texto do Evangelho proclamado (Mc 7, 1-8.14-15.21-23), o novo princípio ético do Novo Testamento: “a pureza do coração.” Uma ética “assente na limpeza e na pureza do coração”. E prosseguiu afirmando que é a Palavra de Deus aquela que purifica, por dentro, o coração do homem. Por isso, é necessário que o homem se aproxime de Deus. E este aproximar-se de Deus é empenhar o coração, ou seja “é pôr o coração no prego, numa casa de penhores. É, portanto, igual a morrer. Portanto, o que Jesus começa por criticar aos fariseus e escribas é o facto de erguerem à sua volta uma muralha de palavras, de ficarem enredados nas palavras, e de não arriscarem a vida.” E aludindo à celebração festiva desse dia, o Sr. Bispo salientou a importância da celebração das bodas de ouro sacerdotais do Sr. Pe. Vitor, sinal de uma vida ministerial longa e fecunda.

Antes da bênção final, o Sr. Pe. Diogo Pereira Filipe, Arcipreste de Castro Daire – Vila Nova de Paiva, agradeceu ao Sr. D. António a sua presença amiga e orante e, em nome dos sacerdotes do Arciprestado, ofereceu uma pequena lembrança ao Sr. Pe. Vítor. Também proferiu algumas palavras o Sr. Pe. José Augusto Matias Pereira, natural de Lamelas, agradecendo ao Sr. Pe. Vítor a sua dedicação às pessoas e àquela comunidade paroquial.

Por fim, foi o Sr. Pe. Vítor que agradeceu a presença do Sr. D. António, do Mons. Joaquim, de todos os irmãos no sacerdócio e a todas as pessoas que estiveram presentes e colaboraram na organização da celebração. Deu, ainda, um breve e tocante testemunho, sobre algumas das pessoas que marcaram o seu percurso de vida.

No final da Eucaristia, seguiu-se um momento de convívio, perto da Igreja, onde também marcaram presença muitas pessoas.

Pe. José Alfredo Patrício, in Voz de Lamego, ano 85/40, n.º 4327, 1 de setembro

Bodas de Ouro Sacerdotais | Pe. Vítor Esteves Rosa

P.VítorÀ conversa com… Padre Vitor Esteves Rosa

Há 50 anos, quatro jovens foram ordenados Presbíteros na nossa Diocese, pelo que este ano celebramos o seu jubileu sacerdotal. Para os conhecermos melhor fomos ao encontro de cada um deles e hoje divulgamos as respostas do terceiro que já nos respondeu, a quem agradecemos e felicitamos.

Olhando para o caminho já percorrido, que etapas, pessoas ou situações gostaria de destacar?

Olhando à minha caminhada, gostaria de destacar aquelas pessoas que sempre se empenharam a que a minha vida de sacerdote – levar Cristo a todos e a cada um – ou ajudaram, nesta missão, que abracei com todo o meu coração. Destaco aqueles que colaboraram na catequese, grupo de jovens, o conselho económico e dirigentes de associações. Se alguma coisa se fez, foi devido a essas pessoas que colaboram comigo de alma e corpo.

Atento ao mundo em que vive e à Igreja que ajuda a formar e a crescer, que desafios a ter em conta?

O tempo em que estamos a viver, em cada dia nos traz novos desafios. Se sempre foi difícil levar a Palavra de Deus aos homens, hoje torna-se um desafio constante e uma luta que temos de travar, neste mundo em que podemos recordar as palavras de S. Pedro: “O Demónio como leão anda sempre à volta de nós”. Hoje tem tudo a colaborar com ele: Os média, as próprias escolas essencialmente laicas, os pais em cuja família se não reza, são grandes colaboradores desse que procura sempre desafiar Deus. Não é só o ateísmo, grande escola que sempre grassou na sociedade; mas o indiferentismo  religioso que é pior que o ateísmo. O Cristo disse-nos: “Sim, sim, não, não”. Mas hoje nem sim nem não.

Que palavra gostaria de deixar aos sacerdotes mais jovens da nossa Diocese?

Alguém disse de Lamenais: “Lamenais não reza. “Não quero fazer juízos de ninguém; mas será que o breviário – a reza do sacerdote – é cada dia rezado? Será que a meditação é feita? Será que a Missa é celebrada com a dignidade que nos merece?

Gostaria de lhes dizer que ponham em primeiro lugar o Cristo que abraçaram.

in Voz de Lamego, ano 85/27, n.º 4324, 28 de julho

Pe. Manuel Esteves Alves | Bodas de Ouro Sacerdotais

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À conversa com… Cón. Manuel Esteves Alves

Dando continuidade ao nosso propósito de dar vez e voz aos sacerdotes que celebram, este ano, as bodas de ouro de ordenação, aqui ficam as palavras do Cónego Manuel Esteves Alves, pároco de S. João de Fontoura, na zona Pastoral de Resende.

Olhando para o caminho já percorrido, que etapas, pessoas ou situações gostaria de destacar?

Sendo a nossa vida um dom gratuito e precioso de Deus, todas as nossas etapas são um motivo a destacar: com amor e gratidão, porque imerecidas; com regozijo e paz, sempre que vividas e atingidas de acordo com os Seus desígnios; com humildade e pesar quando reconhecemos que muitas vezes falhámos e ficámos aquém dos Seus planos a nosso respeito.

Daí que tenha de destacar, primeiramente, o dia 24 /01/1941 em que o Senhor me abriu os olhos para este mundo depois de, certamente, me ter misteriosamente assinalado, escolhido e chamado. Uma infância marcada pelas dificuldades e comuns privações geradas pela 2ª Grande Guerra… No entanto feliz e sem sobressaltos. Era o filho mais novo de uma série de doze, dos quais sete já estavam no número dos anjos.

Depois, sentindo o misterioso apelo do Senhor, foi a entrada para o Seminário em 18/10/1953 e toda uma caminhada de 12 anos comum à dos demais colegas de jornada, com as normais lutas de ascensão e entrega, alguns esporádicos momentos de desalento mas sempre confortado pela força do Senhor e a ajuda e proteção de Sua Mãe a incitar à confiança e generosa persistência no caminho, horas grandes de fervor e reconfortante regozijo…

Tinha iniciado em outubro de 1961 o Curso Teológico inaugurando o Novo Seminário Maior. Concomitantemente tinham começado, nesse tempo, as guerras contra o terrorismo nas antigas colónias portuguesas e, em out.º de 62, o Concílio Vaticano II, convocado pelo bondoso papa S. João XXIII. Foram anos de alvoroço e confiante expectativa da profeticamente por ele anunciada “entrada de uma lufada de ar fresco do Espírito” numa Igreja fortemente marcada pelo rigor da disciplina, predominância do Direito sobre a Moral, enclausuramento do sagrado no brilho hermético duma liturgia esplendorosa mas distante da compreensão do povo que “assistia” mas não participava nem compreendia uma língua oficial que era um “mistério” para a maioria, uma apologética logicamente estruturada mas avessa ao diálogo, ausência de horizontes ecuménicos e da ansiada abertura ao mundo contemporâneo do século em que vivia. Uma máquina que parecia emperrada e parada no tempo, debruçada sobre si e escudada no castelo silogístico da verdade que pregava, vigilante sobre o que se escrevia e sempre com um somatório de penas e censuras ao indício de qualquer desvio. Ler mais…

Pe. Joaquim Silvestre | Bodas de Ouro Sacerdotais

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À conversa com… Pe. Joaquim Silvestre

Há 50 anos, quatro jovens foram ordenados Presbíteros na nossa Diocese, pelo que este ano celebramos o seu jubileu sacerdotal. Para os conhecermos melhor fomos ao encontro de cada um deles. Esta semana o Padre Joaquim Silvestre, pároco de Avões, Ferreiros e Samodães, no Arciprestado de Lamego.

Na minha já longa caminhada de sacerdote, são muitos os factos e as pessoas que me ajudaram, não os podendo referir todos, vou tentar recordar alguns.

Recordo a minha família, cristã, católica e praticante. Para falar com sinceridade, não sei quem mais me ajudou na minha decisão de ser sacerdote, se o meu pai, se a minha mãe se os meus irmãos. Todos contribuíram cada qual a seu modo e segundo as suas possibilidades duma forma extraordinária.

Recordo a minha comunidade paroquial, na altura pastoreada pelo Sr. P.e Januário Baptista. Se a minha família me incentivou, não me incentivou menos a minha comunidade, Penela da Beira, que com as suas imensas atividades religiosas incentivou em mim e noutros jovens o ideal de consagração a Deus.

Por essa altura foram muitas as vocações sacerdotais e religiosas que surgiram nessa paróquia, que era um modelo de vida cristã.

Recordo com imensa saudade o Sr. P.e Horácio Pureza, que me acompanhou durante a maior parte do tempo de Seminário, e os passeios que dávamos pelos arredores de Penela, e muitas vezes de Paredes e de Arcas, na descoberta das antiguidades por lá existentes.

Esses passeios não eram só participados pelos seminaristas, mas por todos os jovens universitários de Penela.

SEMINÁRIOS

Já no Seminário de Resende, a figura mais marcante para mim foi o Sr. D. Rafael, ainda felizmente vivo, com o seu dinamismo, marcou aqueles anos com inúmeras atividades religiosas, culturais e desportivas.

No Seminário de Lamego destaco o Sr. Dr. Joaquim Mendes de Castro, pelo seu grande saber e humanismo e o Sr. D. Alberto Cosme do Amaral, na orientação espiritual, nomeadamente nos retiros de preparação para a recepção das ordens menores e do sacerdócio, o Sr. Dr. Veríssimo Peliz, grande mestre na composição de músicas polifónicas, duma beleza impar, quer religiosas quer profanas, cujo espólio era bom que fosse publicado na íntegra pela nossa diocese.

Não posso esquecer, a enorme esperança que todos nós depositávamos no Concílio Vaticano II. O nosso curso foi verdadeiramente o curso conciliar, pois todo o curso teológico, foi vivido em pleno Concílio, como pela ordenação em 1965, ano do encerramento do referido Concílio.

Recordo com tristeza, que esse nosso entusiasmo, não era acompanhado pelos nossos professores e formadores, antes pelo contrário, e éramos nós que através da comunicação social íamos acompanhando os acontecimentos do Concílio. Ler mais…