Arquivo

Posts Tagged ‘Bispo de Lamego’

Aniversário natalício de D. António Couto, Bispo de Lamego

D. António José da Rocha Couto:

Data Nascimento: 18 de abril de 1952.

Naturalidade: Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto

Ordenação Sacerdotal: 3 de dezembro de 1980, em Cucujães.

Nomeação episcopal: 6 de julho de 2007, para Bispo Auxiliar de Braga.

Ordenação Episcopal: 23 de setembro de 2007, no Seminário das Missões, Cucujães, Oliveira de Azeméis.

Nomeação para Bispo de Lamego: 19 de novembro de 2011.

Tomada de Posse: 29 de janeiro de 2012.

_U0A7799Foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Bispo titular da Diocese de Lamego, sucedendo a D. Jacinto Botelho.

A 2 de Outubro de 1963 entrou no Seminário de Tomar, da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, hoje Sociedade Missionária da Boa Nova.

Recebeu a ordenação sacerdotal em Cucujães, em 3 de Dezembro de 1980.

Os primeiros anos de sacerdócio foram vividos no Seminário de Tomar, acompanhando os alunos do 11.º e 12.º anos. No ano lectivo de 1981-1982 foi Professor de Educação Moral e Religiosa Católica na Escola de Santa Maria do Olival, em Tomar.

Em 1982 fez o curso de Capelães Militares, na Academia Militar, e foi nomeado capelão militar do Batalhão de Serviço de Material, do Entroncamento, e, pouco depois, também da Escola Prática de Engenharia, de Tancos.

Transferiu-se depois para Roma, para a Pontifícia Universidade Urbaniana, onde, em 1986, obteve a licenciatura canónica em Teologia Bíblica. Na mesma Universidade obteve, em 1989, o respectivo Doutoramento, depois da permanência de cerca de um ano em Jerusalém, no Studium Biblicum Franciscanum.

IMGP0120

No ano lectivo de 1989-1990 foi professor de Sagrada Escritura no Seminário Maior de Luanda.

Regressou então a Portugal, e foi colocado no Seminário da Boa Nova, de Valadares, com o encargo da formação dos estudantes de teologia.

É professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, núcleo do Porto, desde o ano lectivo de 1990-1991. De 1996 a 2002 foi Reitor do Seminário do Seminário da Boa Nova, de Valadares. Foi também Vigário Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN) de 1999 a 2002, ano em que foi eleito Superior Geral da mesma Sociedade Missionária da Boa Nova, cargo que ocupou até à data da sua Ordenação Episcopal, em 23 de Setembro de 2007.

A SMBN é composta por sacerdotes diocesanos e leigos que se consagram à evangelização. Surgida em Portugal em 1930, dedica-se à evangelização ad gentes em Moçambique (desde 1937), Angola (desde 1970), Brasil (desde 1970), Zâmbia (desde 1980) e Japão (desde 1998).

Em 2004, João Paulo II nomeou-o membro da Congregação para a Evangelização dos Povos.

D. António Couto é colaborador do Programa ECCLESIA (RTP2), da Igreja Católica, tendo colaborado regularmente desde 2003, na sua qualidade de biblista.

DSCN0179

É autor dos seguintes livros: Até um dia (poemas) 1987; Raízes histórico-culturais da Vila Boa do Bispo (1988); A Aliança do Sinai como núcleo lógico-teológico central do Antigo Testamento (tese de doutoramento), 1990; Como uma dádiva. Caminhos de antropologia bíblica, 2002 (2.ª edição revista em 2005); Pentateuco. Caminho da vida agraciada, 2003 (2.ª edição revista, 2005); Estação de Natal (2012); Vejo um ramo de amendoeira (2012); O livro do Génesis (2013); A nossa Páscoa (2013); Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano A (2013); Introdução ao Evangelho de São Mateus (2014). Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano B (2014). Os desafios da Nova Evangelização (2014). Introdução ao Evangelho segundo São Marcos (2015). Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano C (2015). O Livro dos Salmos (2015).  E também autor de inúmeros artigos em enciclopédias, colectâneas e revistas.

É também presença habitual na Internet. Exemplo disso é o concorrido blogue MESA DE PALAVRASaqui, onde propõe as diversas reflexões dominicais.

Aniversário da Tomada de Posse de D. António Couto

D. António José da Rocha Couto, assumiu a Diocese de Lamego há 5 anos, no dia 29 de janeiro de 2012, sucedendo a D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho. Vale a pena rever algumas imagens deste dia festivo para a nossa mui nobre Diocese de Lamego, sob o padroado de São Sebastião:

 

Mensagem de Natal de D. António Couto à Diocese de Lamego

Golden Nativity on a mountain

PORQUE TU VIESTE AO MUNDO

Jesus veio ao mundo,

Desceu ao meu coração,

Tantas vezes vazio,

Ou esvaziado,

Cheio só de frio,

Planificado.

 

Portanto, plano, triste, aplanado.

Mas Tu vieste ao mundo,

E o meu pobre coração

Sentiu-se amado,

Cheio de amor,

Plenificado.

 

Obrigado, Senhor,

Por derramares em mim

A tua plenitude,

Graça sobre graça.

 

Faz-me agora encontrar

A melhor atitude

Para Te louvar,

Para Te levar

De rua em rua,

De praça em praça,

Em cada dia do ano que passa.

Desejo a todos os meus irmãos, sacerdotes, diáconos, consagrados/as e fiéis leigos, doentes, idosos, jovens e crianças, emigrantes, das 223 Paróquias da nossa Diocese de Lamego, e da Igreja inteira, um Santo Natal com Jesus sempre no meio e um Novo Ano cheio de Maria e dos caminhos sempre novos da Missão. Portanto, caríssimos irmãos e irmãs, «Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura!».

Vem, Senhor Jesus, bate à nossa porta, encandeia a nossa vida, e conduz os nossos passos pelo caminho da Paz e do Carinho.

Lamego, 18 de dezembro de 2016, IV Domingo do Advento

+ António, vosso bispo e irmão

Mensagem de D. António Couto para a Quaresma 2016

MSG_QUARESMA_2016

A MISERICÓRDIA, SIM, A MISERICÓRDIA

  1. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco apela a toda a Igreja para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (O Rosto da Misericordia, n.º 17). Simultaneamente, o Papa pede que, durante a Quaresma, todos nos ponhamos mais à escuta qualificada da Palavra de Deus, frequentando as Escrituras, valorizando a iniciativa «24 horas para o Senhor» (dias 4 e 5 de Março), e «pondo novamente o Sacramento da Reconciliação no centro» (O Rosto da Misericórdia, n.º 17).
  1. Na sua Mensagem para a Quaresma, o Papa volta a insistir nestas temáticas, propondo ainda a figura de Maria como ícone da Igreja que o Papa quer evangelizadora, porque evangelizada. Só uma Igreja com o Evangelho nas entranhas e no coração pode ser verdadeiramente evangelizadora. A figura modelar de Maria ocupa o primeiro ponto da Mensagem do Papa. O segundo ponto faz-nos meditar e ver a aliança de Deus connosco como uma história de misericórdia, deixando no terceiro ponto um apelo à experimentação das Obras de Misericórdia.
  1. Na Nota Pastoral que entreguei à nossa Diocese acerca da vivência do Ano da Misericórdia, datada de 8 de Dezembro passado, lembrava a todos os meus queridos diocesanos, irmãos e irmãs que Deus me deu, que um ano é muito tempo, é pouco tempo. A Porta Santa que agora se abre fechar-se-á simbolicamente após um ano, para nos dizer que, não obstante o tempo, é urgente a conversão. «Converter-se» significa «regressar» a Deus; e «regressar» a Deus significa «responder» a Deus. Que seja, então, caríssimos irmãos e irmãs, um ano intenso de intensa experiência de Deus, através da escuta qualificada da sua Palavra, da frequência dos Sacramentos, sobretudo do Sacramento da Reconciliação, e da multiplicação das obras de Caridade e de Misericórdia.
  1. Entrar em cheio na avenida florida e comovida da misericórdia e do perdão começa sempre pela experiência grande e única de sermos perdoados por Deus, pois só Ele é «o Senhor das misericórdias e dos perdões» (Daniel 9,9). Mas, porque não podemos guardar a riqueza da misericórdia e do perdão só para nós, devemos continuar a construção desta avenida comovida e maravilhosa, fazendo nós também o exercício salutar de partilhar a misericórdia e o perdão uns com os outros, nos caminhos concretos do nosso dia-a-dia.
  1. E é assim, com «um coração que vê» bem, belo e bom, em sintonia com o coração de Deus e de Maria, que compreenderemos sempre e cada vez melhor que o olhar suplicante e o rosto enrugado de cada homem e de cada mulher que sofre, de cada criança abandonada e triste, é a verdadeira «Cátedra» de onde Deus nos ensina e ordena a Misericórdia, associando-nos à sua própria Misericórdia.
  1. Façamos, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de Misericórdia para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver (Atos 20,35; cf. Tobias 4,16). Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
  1. Neste sentido, vamos destinar uma parte da nossa esmola quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda, e são cada vez mais. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa caridade para levar um pequeno gesto de carinho aos nossos irmãos e irmãs atingidos pela lepra. A Igreja Missionária tem uma longa tradição de assistência aos doentes de lepra, tantas vezes abandonados até pelos próprios familiares. Lembro que contraem a doença da lepra, segundo dados da OMS, em cada ano que passa, para cima de 220.000 pessoas, sobretudo crianças. A Igreja Missionária oferece cuidados médicos e assistência espiritual a 611 leprosarias espalhadas pelos cinco continentes, desde a Ásia (328), à África (201), América (59), Europa (22) e Oceânia (1). O fruto da nossa caridade será entregue à Congregação para a Evangelização dos Povos, que o fará chegar ao terreno através das Obras Missionárias Pontifícias, que é um dos serviços integrados nesta Congregação. Esta finalidade da nossa Renúncia ou Caridade Quaresmal será anunciada, como de costume, em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
  1. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2016, Ano da Misericórdia, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados, todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação de particular carinho a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.
  1. Que o Deus da Paz e das Misericórdias nos conceda, ao longo deste ano da Misericórdia, uma abundante chuva de Graça e de Ternura, e que Maria, nossa Mãe, Senhora do SIM, seja nossa carinhosa Medianeira.

Lamego, 10 de fevereiro de 2016, Quarta-feira de Cinzas

Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,

+ António.

D. António Couto: ATRAVESSADOS PELA MISERICÓRDIA

Jubileu_Misericórdia

ATRAVESSADOS PELA MISERICÓRDIA

  1. Através da Bula «O rosto da misericórdia», dada em Roma no passado dia 11 de abril, véspera do Domingo da Divina Misericórdia, o Papa Francisco deu à Igreja a graça de se expor durante um ano inteiro à misericórdia de Deus. Esta onda avassaladora de misericórdia tem início neste dia 8 de Dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, e encerrará no dia 20 de Novembro de 2016, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
  1. Pelo meio, no dia 13 de dezembro próximo, terceiro Domingo do Advento, Domingo da Alegria, abriremos a chamada «Porta Santa da Misericórdia» na nossa Igreja Catedral. Uma «Porta da Misericórdia» será também aberta, nesse mesmo dia, no Santuário da Lapa, para que as populações daquela parcela da nossa Diocese possam também, mais facilmente, sentir a emoção de a atravessar e, sobretudo, de se deixarem atravessar pela enxurrada da misericórdia de Deus.
  1. Será uma emoção vigorosa sentir os pés e a alma deterem-se extasiados no limiar daquela Porta Santa que traz Deus até nós, e que a nós nos leva até Deus. De um Deus que nos ama com amor apaixonado, que se comove e chora por nós, que nos acolhe nos seus braços paternais e maternais, e que nos lava carinhosamente com água pura, que nos purifica e dedica com sal e nos unge com azeite puro de oliveira (cf. Ezequiel 16,4 e 10). Assim, a penitência e a indulgência lavarão a nossa vida exposta à misericórdia infinita de Deus.
  1. Um ano é muito tempo, é pouco tempo. A Porta Santa que agora se abre fechar-se-á simbolicamente após um ano, para nos dizer que, não obstante o tempo, é urgente a conversão. «Converter-se» significa «regressar» a Deus; e «regressar» a Deus significa «responder» a Deus. Que seja, então, caríssimos irmãos e irmãs, um ano intenso de intensa experiência de Deus, através da escuta qualificada da sua Palavra, da frequência dos Sacramentos, sobretudo do Sacramento da Reconciliação, e da multiplicação das obras de Caridade e de Misericórdia.
  1. Entrar em cheio na avenida comovida da misericórdia e do perdão começa sempre pela experiência grande e única de sermos perdoados por Deus, pois só Ele é «o Senhor das misericórdias e dos perdões» (Daniel 9,9). Mas, porque não podemos guardar a riqueza da misericórdia e do perdão só para nós, devemos continuar a construção desta avenida comovida e maravilhosa, fazendo nós também o exercício salutar de partilhar a misericórdia e o perdão uns com os outros, nos caminhos concretos do nosso dia-a-dia.
  1. Aos sacerdotes peço que, ao longo deste ano de graça, disponibilizem boa parte do seu tempo para a oração e para a administração do Sacramento da Reconciliação. Aos fiéis leigos peço que multipliquem, por todas as formas (em grupo e em particular), a oração e se abeirem mais assiduamente dos Sacramentos da Santa Mãe Igreja, nomeadamente da Eucaristia e da Reconciliação. A todos peço que sejamos sempre, por palavras e obras, verdadeira transparência do Senhor Nosso Jesus Cristo, e que permaneçamos em comunhão de intenções e de corações com o nosso Papa Francisco.
  1. Que o Deus da Paz e das Misericórdias nos conceda, ao longo deste ano da Misericórdia, uma abundante chuva de Graça e de Ternura, e que Maria, nossa Mãe, Senhora da Conceição, seja nossa carinhosa Medianeira.

Lamego, 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição, e Abertura do Ano da Misericórdia

+ António, vosso bispo e irmão

Aniversário da Ordenação Episcopal de D. António Couto

_U0A7782
D. António José da Rocha Couto, foi ordenado Bispo no dia 23 de setembro de 2007, em Cucujães, pelo que nos unimos em oração e com amizade de Lhe desejamos uma pastoreio profícuo, para que através do Seu ministério a Igreja de Lamego se sinta enviada e faça da Casa do Pai Casa de Oração e de Misericórdia.

D. António José da Rocha Couto

Data Nascimento: 18 de abril de 1952.

Naturalidade: Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto

Ordenação Sacerdotal: 3 de dezembro de 1980, em Cucujães.

Nomeação episcopal: 6 de julho de 2007, para Bispo Auxiliar de Braga.

Ordenação Episcopal: 23 de setembro de 2007, no Seminário das Missões, Cucujães, Oliveira de Azeméis.

Nomeação para Bispo de Lamego: 19 de novembro de 2011.

Tomada de Posse: 29 de janeiro de 2012.

Blogue de D. António Couto: www.mesadepalavras.wordpress.com

Aniversário da Tomada de Posse de D. António Couto

D. António José da Rocha Couto, assumiu a Diocese de Lamego há três anos, no dia 29 de janeiro de 2012, sucedendo a D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho. Vale a pena rever algumas imagens deste dia festivo para a nossa mui nobre Diocese de Lamego, sob o padroado de São Sebastião: