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Posts Tagged ‘Atividade Pastoral’

À conversa com o Padre Diamantino Alvaíde

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O Padre Diamantino Alvaíde, ordenado há onze anos, é membro do nosso presbitério lamecense e, desde há um ano a esta parte, é pároco de Cabaços e Moimenta da Beira, onde reside. Depois de ter sido pároco, juntamente com o Padre Bráulio Carvalho, em várias paróquias das zonas pastorais da Meda e de Vila Nova de Foz Coa, foi enviado para Roma onde, no passado dia 17 de junho, apresentou e defendeu, com êxito, o seu trabalho académico de doutoramento. É com alegria que o felicitamos pelo caminho percorrido e pela etapa alcançada.

Um padre em Roma

  1. Em poucas palavras, como foi vivida esta experiência eclesial e académica em Roma?

Foi uma experiência essencialmente vivida de forma muito desprendida, bastante séria e com grande sentido de busca. Desprendida, porque deixei para trás, durante aqueles anos, aquilo que gostava – e gosto – imenso de fazer, que é estar no meio das pessoas, a desenvolver o trabalho pastoral de pároco. Séria, porque sentia o peso de uma grande responsabilidade que me tinha sido incumbida, sentia que tinha de “dar contas” disso, que precisava rentabilizar o tempo de estudo ao máximo, e isso perseguia-me. Sentido de busca, porque sabia que estava temporariamente numa cidade riquíssima de cultura, estava a ter uma oportunidade que muita gente gostaria de ter, e estava o mais próximo possível – no tempo e no espaço – das fontes do saber teológico. Foi verdadeiramente uma experiência extraordinária!

  1. A experiência pastoral, após a caminhada no Seminário e ordenação sacerdotal, foi importante para o que se seguiu?

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PASTORAL E MATERNIDADE | Editorial Voz de Lamego | 15 de setembro

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Cada edição da Voz de Lamego procura a mais ampla informação sobre a região e sobre a diocese, sobre o mundo e sobre a Igreja. São diversas as notícias, as sugestões e as reflexões.

Como habitualmente, para abertura da leitura da Voz de Lamego, o Editorial, proposta de reflexão do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio. Esta semana, e quando se aproxima o início das atividades pastorais, com o novo ano pastoral à porta, o desafio a uma pastoral materna, a Igreja como Mãe

PASTORAL E MATERNIDADE

O mês em curso é também sinónimo de recomeço para diversas actividades pastorais, passadas que estão as férias e as festas que marcaram o ritmo estival.

Por estes dias, nas paróquias, movimentos e grupos há encontros para preparar o novo ano pastoral. Tendo o Senhor como meta, atentos à realidade que são e formam e disponíveis para acolher sugestões e convites, os fiéis organizam-se e assumem-se como Igreja a caminho e como comunidade de discípulos missionários (EG 24; 97).

Tal movimentação, planificação, organização, encontros, reuniões, textos, partilhas… têm sentido em função da missão, para proporcionar a abertura que evita a autoreferencialidade, o isolamento e a rotina, levando a uma “Igreja em saída”. Porque a Igreja é sacramento de Cristo, sinal de salvação para o mundo e no meio do mundo (LG 1), que não pode ser colocado debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro (Mt 5, 15-16).

No encontro com os bispos brasileiros, em 2013, Francisco falou da “pastoral” como o “exercício da maternidade da Igreja”. Porque a Igreja “dá à luz, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, leva pela mão”. Para o conseguir, é necessário redescobrir as “entranhas maternas da misericórdia”, sem a qual pouco se pode fazer hoje para actuar num mundo de “feridos” que necessitam de “compreensão, perdão e amor”.

Neste sentido, o Papa fala da “conversão pastoral”, um processo de renovação interna da Igreja para o qual todos são convidados, não apenas para revisitar as atitudes (GS 11), mas também para aperfeiçoar o funcionamento de organismos pastorais, como conselhos diocesanos e paroquiais. Para o Papa, esta conversão pastoral traduz-se e concretiza-se em três orientações: uma Igreja em saída, não autoreferencial e de portas abertas.

Apesar do cansaço e do multiplicar de reuniões, preparar sinodalmente o novo ano pastoral é valorizar este “exercício de maternidade”.

in Voz de Lamego, ano 85/42, n.º 4329, 15 de setembro