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Álbum Beira Doiro foi apresentado em Armamar

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Poemas de Fausto José em disco

Foi lançado este fim de semana o álbum “Beira Doiro”, um disco de poemas de Fausto José, poeta Armamarense, contemporâneo de Torga, Régio, entre outros vultos da Literatura Portuguesa.

O ato teve lugar na noite de sábado em Armamar, na Praça da República em frente ao edifício da Câmara Municipal. Num cenário que tinha como pano de fundo a Igreja Matriz de São Miguel de Armamar, ouviram-se temas cantados e tocados ao vivo.

Beira Doiro é um trabalho de homenagem, com trechos musicais compostos e cantados ao sabor do talento do Padre Marcos Alvim, conterrâneo de Fausto José, e que conta com a participação de outras vozes como é o caso do Órfeão da Universidade Sénior de Armamar.

João Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Armamar, falou do legado deixado pelo poeta e do interesse da Autarquia em promover e apoiar iniciativas de salvaguarda da obra e da memória de Fausto José. Também Cláudia Damião, Vereadora da Cultura, falou aos presentes na cerimónia, para além dela própria ter dado voz nessa noite, e no álbum, ao poema “Escreve”.

Fausto José dos Santos Júnior (1903-1975) deixou uma vasta obra literária, sobretudo poesia, cujo valor é inegável para Aldeias, para Armamar e para o Douro. Esteve entre os nomes do núcleo fundador da Revista “Presença”, órgão impulsionar do movimento modernista português no onício do Séc. XX.

Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Armamar

in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016

Fundação Gaspar e Manuel Cardoso de Armamar

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Apoio social

Em substituição de um velho edifício, foi inaugurado no dia 08/11/2015 com a presença dos Corpos Diretivos, entidades autárquicas e eclesiásticas da localidade, o novo Lar para Idosos da Fundação Gaspar e Manuel Cardoso de Armamar. Destaque para a presença da nossa Ministra de Estado e das Finanças Dra. Maria Luís Albuquerque que aqui encontra as suas raízes familiares e do Dr. Telmo Antunes, Diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Viseu e vários Deputados do Distrito de Viseu.

O Hospital da Vila

Quem atravessa a nossa vila de Armamar, mesmo de forma distraída, com certeza, que não lhe passa despercebido o edifício denominado, pomposamente, Hospital – Fundação Gaspar e Manuel Cardoso. Digo “pomposamente” porque de hospital resta, somente, o edifício, aliás elegante e bem construído, obra da firma Jorge Pereira Limitada sedeada, na época da construção, em Lisboa.

Se elaborássemos uma sondagem, rápida, e, nela, inquiríssemos o transeunte sobre a identidade dos nomes inscritos na frontaria do edifício, penso que poucos conheceriam algo das suas vidas, embora muitos tivessem usufruído, já, das benesses da sua obra. Mais fácil seria encontrar testemunhos referentes à contabilização dos “benefícios” dispensados.

Uma Fundação

A Fundação Gaspar e Manuel Cardoso, vem de longa data. A sua origem remonta ao testamento do seu instituidor Manuel Cardoso Pereira, também conhecido como Manuel Cardoso, datado de 24/10/1921. Tendo passado por numerosas vicissitudes foi, somente, em 18/10/1956 que esta deu os seus primeiros passos com a necessária aprovação dos seus estatutos. Ressalta a vontade de atribuir a esta instituição a denominação de Gaspar e Manuel Cardoso, dado que Manuel Cardoso foi herdeiro de seu tio Gaspar, já falecido e a quem pretendia, desta forma, homenagear.

Gaspar e Manuel Cardoso, tio e sobrinho, foram naturais de Vacalar, pequena freguesia do concelho. Manuel Cardoso Pereira, foi comerciante, assim como seu tio, e morador na cidade do Porto onde veio a falecer em 03/12/ 1953.

Conseguiram angariar fortuna avultada, fruto do seu esforço e trabalho persistentes. Vivendo modestamente, este tio e sobrinho, dedicaram toda a sua vida profissional ao comércio de couros, possuindo e gerindo vários estabelecimentos deste ramo na cidade do Porto, assim como uma fábrica de curtumes.

Amantes da sua terra, cujas raízes nunca esqueceram, quiseram dotar os seus conterrâneos de um apoio humano e social, em todas as etapas de vida, da infância à idade sénior, com Creche, Hospital e Lar de Idosos, apoios, na ocasião, inexistentes nesta região do interior.

Para a construção  surgiram dificuldades na aquisição e expropriação dos terrenos, pertencentes ao casal senhor Hermano e sua esposa D. Maria dos Santos

Inaugurado por Sua Excelência o Senhor Ministro da Saúde e Assistencia Dr. Neto de Carvalho, a 27-11-66, como Hospital Sub-regional de Armamar, começou a funcionar com consultas, banco de urgências, internamentos e nas valências de medicina geral, cirurgia, obstetrícia, estomatologia, e assim se manteve até 1979. Possuía cinco pisos com uma capacidade superior a meia centena de camas.

Após esta data de 1979 foi transformado em Centro de Saúde e em 1993 implementou-se o Lar de Idosos, e de Idosos Dependentes, terminando a valência de hospital, com a devolução, após a sua anterior nacionalização, de parte do edifício, de acordo com as diretivas do Ministério da Saúde.

Em 1986 foram inaugurados a creche e o pré-escolar, num edifício construído em terreno circundante, os quais continuam em atividade plena e, cujo edifício, foi, completamente, remodelado no ano transacto.

A valência de creche tem capacidade para 38 utentes sendo 26 apoiados, por acordo, com a Segurança Social, Pré-escolar com capacidade para 50 utentes sendo 27 apoiados, por acordo, pela Segurança Social, Ministério da Educação e Camara Municipal.

A concretização destes propósitos demorou alguns anos a pôr em prática e não foi fácil dar início às atividades preconizadas no testamento, dado que familiares do benemérito, em ação judicial por eles proposta, tentariam, sem êxito, a respetiva anulação

Concretizou-se, todavia, o sonho destes Homens, cujos nomes ficarão gravados na história da nossa Vila, É bom que as gerações atuais e as futuras, recordem a sua atitude generosa e altruísta, da qual continuamos a beneficiar.

 Destacando-se nesta paisagem rural, estes edifícios continuam a servir a população e marcam presença digna na contabilidade das “benfeitorias”.

Um novo espaço

Celebra-se no dia 27 de Novembro do próximo ano de 2016 o cinquentenário da inauguração do velho edifício, que a partir desta data, fica devoluto, com exceção do Centro de Saúde que nele continua a funcionar assim como a cozinha. São as suas bodas de ouro.

A passagem do tempo deixa, forçosamente, a sua marca implacável. Por isso, no que concerne ao lar de idosos havia necessidade urgente de aumentar a sua capacidade e fazer reparações de fundo cujo orçamento seria avultado.

Decidiu, então, a Direção da Fundação, edificar um novo edifício, em terrenos contíguos que, em parte, foram adquiridos para este efeito. Construído de raiz, oferece, sem dúvida, ótimas condições de conforto e de capacidade de acolhimento, para os utentes efetivos e outros que, no futuro, venham a precisar deste apoio social. Pode acolher 73 idosos, embora tenham apoio da Segurança Social, somente, 30 idosos e 15 idosos dependentes.

Quanto ao velho edifício terá, certamente, uma futura utilização, que passará, forçosamente, depois de uma necessária adaptação, por uma nova valência, de acordo com as necessidades de apoio nesta área da saúde. Não haveria melhor comemoração do cinquentenário, bodas de ouro, que se avizinha, do que a inauguração, nessa data, das novas valências deste velho edifício, já remodelado e em atividade plena. Não é crime sonhar.

Gratidão merecida

Não se devem esquecer, todavia, na hora da inauguração, os andaimes que suportaram a construção. Estão de parabéns todas as direções, médicos, enfermeiros, serviços administrativos, pessoal auxiliar, Camara Municipal, Junta de Freguesia e tantos outros trabalhadores que iniciaram, conservaram e desenvolveram, ao longo destes quase cinquenta anos, este apoio a toda a população concelhia.

Igualmente, importa felicitar quantos se empenharam, apoiados por fundos comunitários, relacionados com o programa O Novo Norte, Programa Operacional Regional do Norte, na construção desta nova estrutura que dignifica a nossa vila, a começar pelas Direções da Fundação, pelo empreiteiro e seus operários.

É, sobretudo, a hora de lembrar os seus fundadores e todos quantos iniciaram o funcionamento da Fundação. É imperativo de justiça, recordar, entre muitos outros, o Sr. Dr. José Maria Calejo, o Sr. Arcipreste de Armamar, Pe Francisco António dos Santos, o primeiro Secretário do Conselho de Administração, Samuel das Neves Aguiar e seus funcionários administrativos, assim como, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, as quais deram o seu contributo desde Dezembro de 1966 até Fevereiro de1992 de forma dedicada, dia e noite, auferindo honorários simbólicos, pelo menos, até à criação do Serviço Nacional de Saúde.

Fecha-se desta forma uma página bela desta Fundação; outra se abre dentro da mesma filosofia de bem servir.

A gratidão é o sentimento mais nobre do Homem. Por isso, e para que conste, aqui, fica a expressão a nossa gratidão.

 

Pe Artur Mergulhão, in Voz de Lamego, ano 85/50, n.º 4337, 10 de novembro

Pe. José Pontes: 30 anos de dedicado serviço

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A paróquia de Armamar, a que se juntaram outras paróquias, organizou uma festa para agradecer a presença e missão do Padre José da Fonseca Pontes, que ali vive a missão de pároco há trinta anos, os mesmos que tem de sacerdócio (1985 – 2015). Parabéns ao Padre Pontes pelo percurso assinalado e parabéns à comunidade que protagonizou tal atitude de gratidão.

O assinalar da data festiva começou na Eucaristia da manhã, presidida pelo pároco na bela e histórica igreja de Armamar. Antes do final da celebração, em nome de todos, alguém proferiu palavras de agradecimento e uma criança ofereceu flores. As palavras e os gestos emocionaram aquele que, ao longo das últimas três décadas, ali viveu o seu sacerdócio, acompanhando e ensinando, acolhendo e apontando caminho.

O convívio proporcionado por um almoço alargado numa terra vizinha reuniu mais de trezentas pessoas, alegres por se juntarem à volta do pastor, a quem agradeceram a sua forma de ser e a quem pediram para continuar no seu meio a servir. Para lá dos paroquianos, assinale-se também a presença dos seus pais, a D. Rufina e o Sr. José, e dos párocos da zona pastoral de Armamar e de outras paróquias vizinhas.

No final do encontro, visivelmente emocionado pela amizade e carinho de todos, o Padre Pontes agradeceu e prometeu continuar a colocar, ao serviço da Igreja e dos paroquianos, os dons que o Senhor nele depositou. E desafiou todos a uma contínua disponibilidade para caminhar na edificação de comunidades atentas, vivas, fraternas e participativas.

JD, in Voz de Lamego, ano 85/41, n.º 4328, 8 de setembro

Congregação Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus

Vida Consagrada

Vida Consagrada

A Congregação das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, tem a sua origem, no Porto, a 25 de Março de 1931, com a aprovação da Santa Sé e ereção canónica pelo então Bispo dessa Diocese, D. António Augusto de Castro Meireles. Por decreto da Congregação para os Religiosos e Institutos Seculares, obteve a aprovação pontifícia a 7 de Outubro de 1987.

A nossa Congregação, fundada por D. Moysés Alves de Pinho e D. Maria das Dores Pães de Sande e Castro (Madre Maria da S. Trindade), é um Instituto religioso de direito pontifício. As Irmãs emitem votos públicos de castidade, pobreza e obediência, têm vida comum e dedicam-se às obras apostólicas.

A reparação é a dimensão essencial do nosso carisma e a razão de ser da Congregação.

A Congregação encontra a sua inspiração original e a sua vitalidade no amor do Senhor, simbolizado pelo Seu Coração.

Com o espírito de identificação com Jesus Cristo, a Congregação tem por divisa as palavras de S. Paulo “Para mim viver é Cristo”.

A nossa missão principal é a evangelização, que consiste no anúncio da Boa Nova da Salvação.

No âmbito da ação evangelizadora da igreja, e porque a catequese tende a desenvolver a inteligência do mistério de Cristo, à luz da Palavra, a fim de que a pessoa toda seja por ela impregnada, dedicando-nos à catequese a todos os níveis etários.

A 28 de Outubro de 1950, vésperas de Cristo Rei, a pedido do Bispo da Diocese, D. João da Silva Campos Neves, as Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, vieram para a Meda, dar continuidade à obra que a D. Maria do Carmo Lacerda Faria já tinha iniciado, tais como: Jardim Infantil, Escola de formação domestica e cantina. Em Outubro de 1975 deu-se início à valência da creche para todas as famílias da paróquia.

Mais tarde a nossa Fundadora (D. Maria das Dores Pais de Sande e Castro) fundou a Associação das Filhas de Maria Imaculada, grande fonte de espiritualidade para as raparigas.

Atualmente na paróquia a comunidade das Irmãs têm ao seu encargo, a catequese, os doentes, acólitos, leitores, grupos corais e jovens, ajudando-os assim a melhor se identificarem com Cristo e a empenharem-se com mais responsabilidade na igreja local à qual pertencem.

COMUNIDADE DE SÃO COSMADO

No dia 27 de Setembro, dia de São Cosme e São Damião, padroeiro desta paróquia, 4 irmãs das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, vieram para São Cosmado, formando assim a comunidade. As irmãs tinham a seu cargo crianças do jardim infantil, catequese a todos os níveis, a escola de formação e a doméstica.

Como naquela época havia muita pobreza, as Irmãs coziam fornadas de pão e assim era distribuído com a sopa dos pobres. As Irmãs também ajudavam aquela gente dando-lhes trabalho na quinta que possuíam, pagando-lhes o devido salário, era assim uma forma de ajudar toda aquela gente.

Uma das Irmãs trabalhava a tempo inteiro na pastoral, catequese a crianças, a adultos e a grupos de jovens em várias paróquias. Uma outra, trabalhava no Lar em Armamar para aí dar apoio aos idosos.

A casa das Irmãs tinha um bom espaço ao ar livre, por isso era muito procurada para retiros, onde jovens e outros grupos procuravam usufruir desse espaço para oração e reflexão.

Atualmente as Irmãs dedicam-se à catequese, acompanham grupos familiares e dão assistência aos doentes.

ANO DOS CONSAGRADOS

Fizeste-me para Ti, Senhor,
Infinito é o Teu Amor!
Deste-me a vida
E és o meu Pão de cada dia.
Louvar-Te quero sem cessar,
Irradiar Tua Paz e Tua Luz,
Doar-me inteiramente, ó Jesus,
Ao mais pequenino.
Dizer-lhe do coração:
Estou contigo, meu irmão.
Para que todos tenham Vida.
Irmã Otília Cerveira, RSCM

in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015