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ANJOS E ANJINHOS | Editorial Voz Jovem | 27 de janeiro de 2015

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Cada edição do Jornal Diocesano é preenchido por diversos acontecimentos, reflexões, pontos de vista, sugestões, notícias da Igreja e do mundo, da Diocese e da região. E mais uma vez a edição impressa da Voz de Lamego deixa bem aqueles que se esmeram para que cada edição seja oportunidade de comunicação, de anúncio, de desafio, pelos textos, pelo colorido, pelo conteúdo e pela forma dinâmica e moderna de o apresentar.

Celebração do Padroeiro principal da Diocese, com o desenvolvimento da notícia e com a HOMILIA de D. António Couto; Retiro de Agentes Pastorais; nova Capela em Castro Daire dedicada a São Paulo; espaço dedicado ao Ano de Vida Consagrada; MMF em formação; Ação vocacional em Foz Côa; Início das Visitas Pastorais no Arciprestado de Lamego; Eixo Barroco da cidade de Lamego em discussão; Comunicações Sociais e Família, e muitos outros motivos de interesse.

Como  sempre, aqui, no blogue, uma amostra, começando pelo Editorial do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, seguindo-se uma ou outra notícia mais significativa na vida da Diocese de Lamego:

ANJOS E ANJINHOS

Na linguagem comum, dizer que alguém é um anjo será sempre entendido como um elogio, já que “anjo” personifica uma realidade bondosa, desprovida de agressividade ou de qualquer sentimento menos próprio. Um “anjo” é sinónimo de uma presença que não ameaça, de uma acção que não prejudica e de uma companhia que não atemoriza.

Por isso, não raras vezes, se utiliza tal epíteto para caracterizar pessoas que fazem bem, praticam o bem e junto de quem qualquer um se sente bem.

Por outro lado, utilizamos o diminutivo “anjinho”com sentido pejorativo, dirigindo-o a quem demonstra e protagoniza uma inocência indevida, uma ausência de perspicácia perante a realidade nem sempre agradável. Ser “anjinho” será sinónimo de ser inofensivo e facilmente ludibriado pelos outros.

Aspirar a “ser anjo” é salutar e consegui-lo resultará de muito esforço, já que o bem exige atenção e determinação contínuas. Mas não devemos querer ser “anjinhos”, no sentido em que, com o nosso descuido, não contribuímos para elevar ninguém.

Isto vem também a propósito do que se vai vendo e ouvindo. Há muitos que advogam a liberdade de expressão para dizerem o que lhes apetece, inclusive sobre fé que dizem não ter, mas que pretendem impor o silêncio aos crentes quando estes tomam a palavra ou cumprem determinados gestos. Por exemplo, parece que uma das ideias do novo partido espanhol (Podemos) será proibir as procissões da Semana Santa em Sevilha.

À nossa volta vai crescendo um certo fundamentalismo ateu que quer reduzir os cristãos ao silêncio e torná-los insignificantes.

Diante disto, é sempre oportuno e necessário aspirar a ser anjo, mas constitui um dever deixar de ser anjinho, lendo e ouvindo, criticamente, determinados programas e posturas.

in VOZ DE LAMEGO, n.º 4298, ano 85/11, de 20 de janeiro de 2015