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Mensagem de Francisco para o Dia Mundial do Cuidado pela Criação

DiaMundialOraçãoCuidadoCriaçãoMENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 de setembro de 2016

Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum

Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outras Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A ocorrência tem como objetivo oferecer «a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».[1] Ler mais…

GUARDAR A CRIAÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 15 de dezembro

CUIDAR_CRIAÇÃO

Destaque especial nesta edição da Voz de Lamego para o Início do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, com a Abertura das Portas Santas, na Sé de Lamego e no Santuário da Lapa, no passado domingo, 13 de dezembro de 2015. mas outros temas preenchem o Jornal Diocesano, informando-nos e desafiando-nos.

A leitura poderá começar precisamente com o Editorial do nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, que parte da Cimeira sobre o Ambiente que se realizou em Paris e que merecer os focos da comunicação social dos últimos dias, pese embora os ataques terroristas que pareciam ensombrar outros acontecimentos:

GUARDAR A CRIAÇÃO 

A cimeira sobre o ambiente e a sua preservação decorreu em Paris. A cidade-luz, que dias antes fora palco de mais um cobarde atentado terrorista, acolheu delegações de todo o mundo para um debate sobre medidas a empreender para a salvaguarda da “casa comum”.

Apesar dos estudos publicados e dos consecutivos apelos à mudança, da pressão mediática e da presença de organizações ambientalistas, das evidências divulgadas (desertificação dos solos, desflorestação das selvas, inquinação das águas, devastação do ambiente, destruição…), mais uma vez, o mundo assistiu à grande dificuldade que foi aprovar as necessárias resoluções. As prolongadas negociações lá conseguiram obter consensos, mas sempre com grande relutância de quem mais polui e ficando aquém do desejado. As alterações climáticas e suas consequências vão continuar porque falta coragem para combater as suas causas.

O Papa Francisco já havia dado o mote com a encíclica Laudato Si, onde desafiou todos, a começar pelos que detêm o poder de governar, a olharem para o mundo como um bem a preservar, de que é preciso cuidar para legar aos vindouros, e não uma realidade a desbaratar.

No fundo, trata-se de assumir e defender uma cultura de vida, o que inclui uma nova atitude perante a criação e levanta a questão ecológica: “Amemos este magnífico planeta onde Deus nos coloca e amemos a humanidade que o habita” (EG 183). Porque o homem deve ser o guardião da criação.

É verdade que algo se vai conseguindo, que a consciência ecológica vai crescendo, que algumas práticas se alteram, mas os mais poluidores tardam em assumir uma posição mais radical. Entretanto, os estudos vão mostrando urgências e os mais pobres e menos poluidores vão sofrendo com o comportamento egoísta dos mais poderosos.

in Voz de Lamego, ano 85/54, n.º 4341, 15 de dezembro

LAUDATO SI’ | Carta Encíclica sobre o cuidado da Casa Comum

Ludato_Si'

Um texto denso para cuidar da casa comum

Laudato Si’

A nova encíclica do Papa Francisco, “Louvado sejas”, foi apresentada e publicada na passada quinta-feira, no Vaticano. Trata-se de um texto denso: 246 parágrafos, divididos por seis capítulos, onde o Papa torna público o seu pensamento sobre um planeta que se deteriora e sobre a responsabilidade do homem nesse processo.

O Papa começa por recordar a herança dos seus predecessores, de Paulo VI a Bento XVI, sobre esta temática, continuando a apresentar um horizonte desenhado pela ciência, dirigindo, depois, uma constatação alarmante sobre o estado da “nossa casa comum”, onde as mutações climáticas, o acesso à água potável ou a perda de biodiversidade são sintomas da doença que assola a terra.

O Papa fala de uma dívida ecológica dos países do hemisfério norte face aos países do sul. Em seguida relê o relato bíblico, onde Deus confia ao homem a Criação. “Estas narrações sugerem que a existência humana se baseia em três relações fundamentais intimamente ligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra. Segundo a bíblia, estas relações romperam-se não só exteriormente, mas também dentro de nós. Esta rutura é o pecado” (66). O homem é, assim, convidado a colaborar com a Criação e a proteger a sua fragilidade.

Ponto nevrálgico da encíclica, o terceiro capítulo debruça-se sobre a “raiz humana da crise ecológica”: o Papa interroga-se sobre os avanços tecnológicos, às vezes fonte de progresso, mas também portadores de limites. Apesar de escrever que “ninguém quer o regresso à Idade da Pedra”, a encíclica identifica as “lógicas de dominação tecnocráticas que conduzem à destruição da natureza e à exploração das pessoas e das populações mais frágeis”. Numa época onde o antropocentrismo marca a forma de estar, o Papa denuncia, mais uma vez, a “cultura do descarte”, onde tudo e todos podem ser descartáveis, já que o ser humano e o meio ambiente são tidos como objetos que só são apreciados se puderem ser uteis.

A nova encíclica clama por uma “ecologia integral”, inclusiva, onde tudo está interligado. “Não há duas crises separadas, uma do meio ambiente e outra social, mas uma só e complexa crise sócio-ambiental”

No texto agora publicado, e cuja leitura se recomenda, o Papa não se limita a constatar o observável, mas fornece pistas para a ação, nomeadamente um convite ao diálogo honesto e sincero, quer a nível local quer a nível internacional. A este propósito, o Papa não deixa de criticar os inúmeros encontros internacionais sobre a questão climática que redundaram em contínuos fracassos, atendendo a que não produziram as mudanças necessárias.

No final do texto, o Papa propõe uma verdadeira educação e espiritualidade ecológicas, alertando para a necessidade de uma mudança no estilo de vida e a não sobestimar os simples gestos quotidianos pelos quais se rompe com a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Para isso, Laudato si’ convida a colocarmo-nos à escuta dos santos, a começar por S. Francisco de Assis.

E o Papa conclui:  “No coração deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. Não nos abandona, não nos deixa sozinhos porque se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor leva-nos sempre a encontrar novos caminhos. Que Ele seja louvado!”

in Voz de Lamego, n.º 4319, ano 85/32, de 23 de junho de 2015

LOUVADO SEJAS | Editorial Voz de Lamego | 16 de junho de 2015

louvado_sejas

A edição desta semana da Voz de Lamego, a começar pela primeira página, destaca o DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA que se realiza no próximo dia 27 de junho, na Carreira Central do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, para que a Diocese, com as suas paróquias e movimentos, em clima de festa e de partilha de fé se encontrem para se sentirem parte integrante desta família diocesana.

como habitualmente, muitos outros temas, reflexões, notícias, eventos a realizar, na região, na Diocese, e no mundo. Destaque para a Visita Pastoral de D. António Couto no Arciprestado de Lamego, desta feita em Figueira e em Queimadela, que preenche as páginas centrais desta edição.

O Editorial, da responsabilidade do reverendo Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, faz eco da próxima encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si”, dedicada ao ambiente.

LOUVADO SEJAS

Na próxima quinta-feira, 18 de junho, o Papa Francisco oferece ao mundo uma nova encíclica, Laudato Si (louvado sejas), cujo tema é a questão ecológica. Um texto anunciado por Francisco há alguns meses e publicado agora para e alertar o mundo e sensibilizar os participantes que participarão na cimeira sobre o ambiente, em Paris, dentro em breve. Mais uma vez, a Igreja, pela voz do Papa, atenta e disponível para cuidar do que é de todos, cumprindo a ordem do Criador.

A ecologia, dito de forma simples, ocupa-se do estudo e análise da relação que existe entre os seres vivos e o meio que os rodeia. A palavra é formada por dois vocábulos gregos: “oikos”, que significa “casa”, e “logos”, que pode ser traduzido por “estudo”. Assim, ecologia pode definir-se como “estudo do meio em que vivemos”.

O mundo está cheio de vida. É verdade. Mas, como todo o vivente, é atravessado por doenças. E, digamo-lo com clareza, as doenças de hoje são violentas. Chamam-se amor ao dinheiro e ao consumo, a voracidade e o gosto pelo poder, mas também o saber sem moral.

A preservação deste mundo exige compromissos duradouros e abrangentes, por forma a não ser irremediavelmente deteriorado e assim “entregue” às gerações futuras.

Por mais que o conhecimento e os meios avancem, a sede do absoluto nunca será saciada com dinheiro, técnica, poder ou comunicação.

Não sabemos o que será a encíclica do Papa, mas as duas primeiras palavras “Laudato Si” que a designam (em latim, pelas quais será conhecida) oferecem um tratamento para curar as doenças: o louvor.

Admirar. Louvar. Reconhecer o que faz o outro, o que faz o Outro. Ali está a fonte de alegria.

in Voz de Lamego, n.º 4318, ano 85/31, de 16 de junho de 2015