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Posts Tagged ‘Administração’

Conselhos Pastorais

In Voz de Lamego, 2014.01.14

A Igreja não existe para si mesma, para realizar um projecto por si elaborado. A sua missão primeira é ser “sacramento de Cristo” no mundo e, por isso, sinal e servidora do desejo de amor de Deus pelos homens. A noção de Igreja-sacramento representa um dos eixos maiores do ensinamento do II Concílio do Vaticano.

A Igreja toda, colectivamente e em cada um dos seus membros, é “sinal” do que Deus cumpre no mundo. Sacramento de Cristo, sinal e instrumento de salvação, a Igreja é-o através do seu ser e de toda a sua vida, em tudo o que faz aparecer a originalidade cristã: as instituições, mas também, e sobretudo, as pessoas. Só Cristo é fonte de salvação; a Igreja é apenas o “sacramento”.

Todos os baptizados são testemunhas e servidores do amor de Deus. Isto significa que todos os baptizados são chamados a ser e a tornarem-se sempre mais “testemunhas e servidores” do desejo de amor de Deus pelos homens. Todo o serviço eclesial é, à sua maneira, manifestação e revelação da presença de Deus no coração do mundo.

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D. António Couto: “Igreja não vai agregar paróquias”

In Público

O bispo de Lamego, D. António Couto, disse que a Igreja Católica não vai agregar paróquias, como o Estado faz com as freguesias, porque “quer estar próxima das populações, designadamente dos idosos”.

D. António Couto referiu-se ao assunto durante o debate sobre “Ecumenismo e diálogo inter-religioso”, realizado na quarta-feira à noite em Estarreja, no âmbito da Missão Jubilar que assiná-la os 75 anos da restauração da Diocese de Aveiro, e de que foi orador, a par do antigo Presidente da República Jorge Sampaio.

O prelado da Diocese de Lamego respondia a uma questão vinda da plateia, sobre a falta de coincidência entre a organização administrativa da Igreja e do Estado, que leva a que populações de um distrito pertençam à diocese de outro, ou mesmo numa freguesia com duas paróquias, cada qual seja de uma diocese diferente.

“Parece-me que não está a ser tratada e não vai haver (agregação) nas paróquias, porque queremos manter o contacto com as populações o mais próximo possível”, afirmou D. António Couto. O bispo admitiu que, face às dificuldades do trabalho pastoral, com reduzido número de padres, para paróquias que por vezes são dispersas e de pequena dimensão, a Igreja Católica tem discutido soluções e, inclusive, houve uma troca de impressões entre as dioceses de Braga e de Santiago de Compostela, acerca do que se passa na Galiza, com problemas idênticos.

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