Falecimento do Pai do Pe. Jorge Freitas

Senhor, Pai de Misericórdia e Deus de toda a consolação, chamou à Sua presença eterna, o Sr. Clemente Freitas, pai do Pe. Jorge freitas.

O Sr. Bispo, D. António Couto, o presbitério de Lamego manifesta o seu pesar, a certeza da sua oração, a sua amizade, ao Pe. Jorge Freitas, aos seus familiares e amigos, à comunidade a que pertencia.

O Funeral realizar-se-á no dia 8 de outubro de 2017, domingo, pelas 17h00, na Capela de Juvandes, lugar da Paróquia de Vila Nova de Souto d’El Rei.

Que Deus lhe conceda o eterno descanso e a nós a ousadia de vivermos com a alegria, acolhendo os Seus dons e fazendo-os vida para os outros.

Picão – Natureza, História e Memórias do Montemuro

Entre o Montemuro e o Paiva

Corria o ano de 1961. Três seminaristas tinham recebido o Sacerdócio no dia 15 de Agosto e cada um se dispôs a «ir» à Missa Nova dos outros dois. Assim fui a Picão no dia 22 desse mês; era o dia da Missa Nova do Pe. João André.

De Picão todos falávamos então, como se fazia de outras terras; mas as «outras» não tinham sido descritas num romance, que não mencionava o nome de Picão, mas assim se anunciara e assim apareceu, romance que eu comprei logo que ele chegou à Gráfica, como dizíamos naquele tempo.

Mas nesse dia começava o nosso retiro de preparação para o Diaconado e não se podia ler tal «Breviário», nesses dias. Só que viram-me a arrumar o livro, foram à carteira e, no fim do retiro, já quatro ou cinco o tinham lido, às escondidas dos prefeitos de estudo, que não gostavam dessa leitura fora do dia e hora própria para tal. Ler mais…

MINISTÉRIO E CUIDADO | editorial da Voz de Lamego | 3 de outubro

A Diocese de Lamego fez acontecer a Abertura do Ano Pastoral 2017-2018, no passado dia 30 de setembro de 2011, no Seminário Maior de Lamego, subjugado ao lema: VAI, E FAZ TAMBÉM TU DO MESMO MODO. Tema enquadrado e aprofundado por D. António Couto na Carta Pastoral para este novo ano pastoral. No dia 1 de outubro, o país foi a votos, para decidir a governação autárquica. A edição desta semana da Voz de Lamego destaca este dois temas, desde a primeira página.

No Editorial, o Pe. Joaquim Dionísio remete-nos para outro evento, a realizar no próximo dia 5 de outubro, no Seminário Maior de Lamego, a Assembleia do Clero:

MINISTÉRIO E CUIDADO

No feriado comemorativo da implantação do regime republicano entre nós, o clero da nossa diocese reúne-se em assembleia. Não sendo a primeira da história recente, será sempre nova para quantos nela participam com alegria e disponibilidade.

A assembleia concretiza a oportunidade do encontro e da partilha fraterna, o assumir de uma pertença e o dar corpo ao presbitério. Mais do que boas ou originais ideias postas em debate, importante será sempre o assumir do “nós” que fortalece e motiva.

A partir da temática do ano pastoral, que convida a cuidar do outro e a testemunhar a fé através da caridade fraterna, o encontro visa também motivar os nossos padres a protagonizarem idêntico cuidado na vivência do seu ministério.

Por outras palavras, o objectivo da assembleia passa por convidar cada um a contemplar e a preservar o dom recebido, “gastando-o” na comunidade. Um dom que pode ser promovido e protegido com a presença e ajuda fraternas dos outros presbíteros, bem como com o cuidado da comunidade cristã diante dos seus pastores.

O ministério sacerdotal é um dom, uma graça de Deus à Igreja e ao mundo, que necessita de cuidados, sob pena de estiolar, levar ao desencanto, causar infelicidade ou tristeza. Quantas vezes, por manifesta falta de cuidado do próprio ministro, por causa de um certo isolamento procurado ou sofrido e devido à ingratidão das comunidades, o ministério sacerdotal, que deveria ser motivo de alegria e um bem a preservar, se transforma numa “cruz pesada” difícil de levar ou numa insatisfação que é difícil disfarçar?

Longe de qualquer tentação narcisista ou clerocentrista, cuidar do ministério é condição cimeira para a realização pessoal e para a edificação da Igreja. Porque só um padre consciente do dom que é pode ser bênção para os outros.

in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4430, 3 de outubro 2017

ASEL em Peregrinação a Fátima por ocasião do Centenário das Aparições

1 – A Peregrinação

Conforme proposta da Direção, a ASEL (Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Lamego), nos dias 16  e 17 de setembro deslocou-se a Fátima em Peregrinação de agradecimento e memória evocativa do centenário das Aparições .

O trabalho de preparação e contactos com o Santuário coube ao Presidente da Assembleia Geral, António Cândido, conseguindo alojamento e refeições, (para quem o quis), na Casa da Senhora do Carmo com cedência de uma sala para reunião e capela para oração.

Integramos os atos litúrgicos das peregrinações presentes. A Bandeira da ASEL, transportada pelo Presidente, Luís de Matos, fez parte do desfile  de centenas de estandartes na procissão de Velas no dia 16 e procissão eucarística  do dia 17. Ler mais…

Cón. Doutor Joaquim Assunção Ferreira homenageado

A Associação Portuguesa de Canonistas concedeu o título de Sócio honorário ao Cón. Doutor Joaquim Assunção Ferreira, Vigário Judicial da Diocese de Lamego. Durante o Encontro anual promovido pela APC, entre os dias 6 e 9 de Setembro de 2017, em Fátima, realizou-se a Assembleia Geral de Sócios da Associação a qual, por unanimidade, decidiu homenagear, desse modo, aquele que, durante muitos anos, ocupou cargos de responsabilidade na Associação, chegando a ser o Presidente da Direção. Este gesto visa reconhecer a generosa dedicação com a qual o Sr. Cón. Joaquim Assunção assumiu as funções que lhe foram confiadas ao longo dos anos no âmbito da missão própria da Associação Portuguesa de Canonistas.

Neste Encontro da Associação participaram cerca de 60 pessoas, entre juristas civis e canónicos, e tinha, como principal objectivo, aprofundar vários temas de Direito canónico, quer numa perspectiva teórica, quer numa vertente mais prática. Entre os principais conferencistas, destaca-se o Sr. D. Manuel Linda, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, que abordou o tema “Fundamentos bíblico-teológicos da justiça”, o qual, entre outras coisas, afirmou que os cristãos edificam a justiça na medida em que se comprometem com a verdade libertadora da fé transmitida e vivida na Igreja.” Também o Juiz Conselheiro, Dr. José Joaquim Almeida Lopes dedicou duas sessões a analisar alguns elementos constitutivos do processo de declaração de nulidade matrimonial: a introdução do pedido de nulidade, por meio do libelo; a elaboração dos questionários; a redação da sentença e a sua possível apelação. Ambas as sessões, pela exposição clara do conferencista e pela sua dimensão prática acabaram por ser muito úteis a todos os participantes.

Para além da Assembleia Geral da APC, o Encontro prosseguiu com a análise de casos práticos, que permitiram uma partilha de experiências e de diferentes abordagens a alguns dos motivos de nulidade que, com frequência, são analisados nos Tribunais Eclesiásticos.

Pe. José Alfredo Patrício, in Voz de Lamego, ano 87/44, n.º 4429, 26 de setembro 2017

ABERTURA E PERTENÇA | editorial Voz de Lamego | 26 de setembro

ABERTURA E PERTENÇA

No próximo sábado, o último de setembro, a diocese de Lamego viverá a abertura do novo ano pastoral. Como nos últimos anos, haverá oportunidade para escutar o nosso bispo sobre a temática escolhida, teremos acesso à planificação anual e testemunharemos a apresentação de sugestões e convites para a vivência do tema.

O destaque deste ano anda à volta do testemunho crente que se expressa na vivência da caridade, inspirado na resposta de Jesus aquando da narração da parábola do “bom samaritano”: “Vai e faz tu também o mesmo”.

Um convite que desinstala e convida a sair de si para encontrar os outros, mas que também deixa orientações sobre a forma como ser concretizado. Não basta ir; não chega fazer. Porque podemos ir sem compromisso e passar ao largo de quem está; podemos fazer muito, sem dar lugar ao essencial.

Eis o desafio colocado a todos e, em particular, aos que maior responsabilidade assumem na animação pastoral das comunidades. Importa identificar o caminho por onde ir e elencar propostas que ajudem a concretizar a fé.

Certamente que a Carta Pastoral de D. António Couto nos elucidará sobre a passagem bíblica e deixará linhas para a sua vivência em comunidade.

Por outro lado, a planificação a distribuir não abarcará toda a realidade nem esgotará o leque de sugestões. Mas pode ser um instrumento para ajudar a assumir e a viver a comunhão eclesial. Podemos ter ritmos diferentes, sensibilidades e prioridades distintas, mas urge não perder a referência ao todo de que cada um e cada comunidade são parte integrante e necessária.

A abertura do ano pastoral e o convite para caminhar juntos contribuem, à sua maneira, para o assumir de uma pertença e de um caminho que distinguem e motivam a avançar.

 

in Voz de Lamego, ano 87/44, n.º 4429, 26 de setembro 2017

Um reparo: as eleições

O período de campanha eleitoral para as eleições autárquicas iniciou-se, oficialmente, ontem, o que nos recorda que estamos a poucos dias de eleger os responsáveis autárquicos dos próximos quatro anos.

Apesar dos debates televisivos não contemplarem meios pequenos como os nossos, os eleitores têm facilidade em conhecer os candidatos, as suas ideias e propostas. Desde há várias semanas que, nas ruas, em locais de passagem, nas caixas de correio, em encontros alargados ou convívios partidários os candidatos se mostram e procuram cativar a atenção dos eleitores.

A diversidade de candidaturas é um sinal da democracia em que vivemos e a serenidade com que todo o processo é encarado mostra maturidade e cultura democráticas. No entanto, em ambientes pequenos como são as nossas aldeias, nem sempre os tempos que se seguem à disputa eleitoral trazem normalidade: a pertença a listas diferentes pode originar e alimentar divisões, com consequências na vida familiar e, até, paroquial!

Lamego tem quatro candidatos, apoiados pelas respectivas listas, a concorrer à presidência da autarquia. Vamos ver como se dividem os votos e como se repartem os mandatos.

No dia um de outubro, à noite, alguns estarão a festejar, outros procurarão perceber o que falhou; uns serão felicitados, outros confortados; uns terão o sorriso próprio dos vencedores, outros o semblante dos vencidos; uns começarão a estabelecer contactos e a agendar iniciativas, outros retomarão as suas ocupações habituais…

Em democracia, os eleitores escolhem livremente e se a glória coroa os vencedores, também a honra é devida aos menos votados. Porque se apresentaram, defenderam um projecto e se disponibilizaram para servir a “coisa pública”.

No imediato, os candidatos aspiram à vitória, mas importa saber que só o serviço que vierem a prestar os tornará verdadeiros vencedores.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017