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Archive for the ‘Vocações’ Category

Animação Vocacional por terras de Armamar

No passado dia 12 de novembro, a comunidade do Seminário de Lamego foi em ação de promoção vocacional às paróquias do Sr. Pe. Leontino. Fomos até São Romão cujo padroeiro tem o mesmo nome, de seguida fomos até Tões, em que a padroeira é Santa Senhorinha, depois fomos até Queimada sendo padroeiros S. Pedro e S. Paulo e de onde é natural o Pedro, seminarista do 9ºano.

Na nossa eucaristia, o Tiago, seminarista do 12ºano, falou um pouco da sua ida para o Seminário e sobre o que era o Seminário. A irmã Claudina também enriqueceu a eucaristia com a sua história de vida.

De seguida, dirigimo-nos até ao lar de S. João Batista onde tivemos a oportunidade de conhecer o espaço e onde pudemos almoçar.

Agradecemos ao Sr. Pe. Leontino esta excelente oportunidade e esperamos regressar o mais brevemente possível.

Diogo Ferreira, 9.º ano,

in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Seminário Maior de Lamego: Casa de todos e para todos

Entre os dias 12 e 19 deste mês, decorre, a nível nacional, a Semana dos Seminários, motivando as nossas comunidades cristãs a rezarem e a interessarem-se por esta realidade diocesana, a quem o último Concílio chamou “coração da diocese”.

A nossa diocese mantém aberto o Seminário de Lamego e participa no projecto do Seminário interdiocesano de S. José, em Braga, juntamente com as dioceses vizinhas de Bragança, Guarda e Viseu. Ali vivem os seminaristas mais velhos, frequentando o curso teológico na Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

No presente ano lectivo, frequentam o Seminário interdiocesano três seminaristas de Lamego. No Seminário de Lamego acolhemos e acompanhamos sete seminaristas: seis que transitaram de Resende (quatro no 9.º ano e dois no 12.º ano) e um finalista, que frequenta o Ano Pastoral (VI ano). A acompanhar estes seminaristas está uma equipa formadora com quatro sacerdotes: um Formador em Braga, o Reitor e um Formador em Lamego (com a paroquialidade de Britiande, entre outros trabalhos) e o Director Espiritual, pároco em diversas paróquias da zona pastoral de Sernancelhe.

Mas o edifício do Seminário de Lamego não acolhe apenas os seminaristas diocesanos. Cada vez mais se assume como centro de encontro e de formação para todos os diocesanos, mercê da localização, das dimensões e, cada vez mais, das condições que oferece. Os investimentos já feitos e aqueles que se projectam foram motivados, também, por esta nova realidade. Um esforço, de resto, já concretizado noutras dioceses que, antes de nós, se prepararam para dar uso aos espaços não ocupados pelos seminaristas.

Apesar da remodelação já efectuada no rés do chão, há necessidade de continuar a dotar o edifício de condições que lhe permitam continuar a acolher seminaristas e sacerdotes, mas também a dar resposta à procura que, até agora, era direccionada para a Casa de S. José. O objectivo é estar ao serviço de todos os diocesanos e ser uma casa aberta e cómoda que contribui para a vida e o ritmo da diocese. Sem deixar de cumprir a missão para que foi construído, o Seminário prepara-se para alargar tal missão, como casa viva que contribui para a vida cristã da diocese.

E porque é para todos, também de todos espera a ajuda indispensável para avançar. Foi assim para nascer, será assim para continuar.

Pe. Joaquim Dionísio

Reitor,

in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

SERVIDORES DA FESTA | Editorial Voz de Lamego | 14 de novembro

SERVIDORES DA FESTA

Estamos a viver a Semana dos Seminários, este ano sob o lema “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Conhecemos estas palavras do episódio bíblico das “bodas de Caná”. São proferidas por Maria, a Mãe de Jesus, e dirigidas aos serventes presentes na festa. Não sabemos os seus nomes, nem se todos foram diligentes a obedecer. A verdade é que, logo a seguir, a bebida chegou às mesas e surpreendeu pela qualidade. O vinho novo é obra do Senhor, mas foram os discretos serventes que o distribuíram aos convivas.

Os nossos padres também andam por aí, quais serventes, a esforçarem-se por estar junto de quem lhes foi confiado, a cumprir o que deles se espera, a obedecer ao Senhor que os chamou e enviou, a servir a humanidade… De vez em quando alguns são notícia, mas a grande maioria continuará anónima.

Apesar dos limites e tentações, dos muitos ou poucos talentos, em meios mais ou menos acolhedores e gratos, com sorrisos e também com lágrimas, a verdade é que os nossos sacerdotes contribuem decisivamente para o anúncio da Palavra, a celebração da Fé e o testemunho da Caridade.

Como os serventes de Caná, podem ser discretos e anónimos, mas contribuem para a festa e para a alegria dos convivas, distribuindo as graças de Deus.

E os Seminários alegram-se com isso, porque, de alguma maneira, foram decisivos para a existência destes humildes servidores, a quem acolheu quando jovens, a quem formou e preparou, a quem continua a acompanhar e por quem continuamente reza para serem os “serventes” a quem o Senhor Se confia e entrega para chegar à vida e à mesa de todos.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Ferreiros homenageia Pe. Silvestre: 50 anos de trabalho paroquial

Rev. Padre Silvestre celebrou 50 anos de Sacerdócio em Ferreiros e pediu “Coragem no Caminho para a Santidade”

O dia 15 de Outubro de 2017, ficou marcado na Paróquia da Senhora das Candeias em Ferreiros de Avões. O nosso Rev. Pároco Joaquim Manuel Silvestre foi homenageado pelos seus 50 anos ao serviço das gentes desta Freguesia.

A homenagem teve início com a Missa Dominical, na qual crianças, jovens e adultos quiseram prestar ao seu Pároco uma prova de reconhecimento, pelos seus ensinamentos ao longo deste percurso, marcado no coração de todos. O desdobrável oferecido pelo homenageado aos presentes antes do início da missa, enriquecido pelo seu conteúdo, foi por todos lido e rezado simultaneamente no momento do Pai Nosso. As lembranças levadas pelas crianças ao altar no início da missa, nomeadamente um cestinho com 50 rosas, foram dum simbolismo de gratidão, simplicidade e amizade, que se estabeleceu reciprocamente no decorrer dos tempos. A beleza e o encanto predominavam na nossa Igreja, assim como o Grupo Coral que tão bem entoou, cânticos de alegria e de louvor, foram indicadores de júbilo, para quem caminhou lado a lado e esteve sempre presente nesta comunidade. Seguiram-se alguns testemunhos que fizeram recordar quanto foi importante nas nossas vidas, os valores religiosos, morais, culturais e sociais incutidos pelo nosso Rev. Pároco Joaquim Manuel Silvestre.

Seguiu-se um pequeno convívio, no Salão Paroquial, onde foi apresentado um vídeo retratando os passos dados por este Pároco ao longo de 50 anos. Viveram-se momentos de grandes emoções que evidenciaram o Bom Pastor de sempre e que há-de continuar a ser junto de todos nós.

Um bem-haja, Sr. Padre Silvestre, de todos os seus paroquianos.

Maria do Céu Teixeira, in Voz de Lamego, ano 87/47, n.º 4433, 24 de outubro 2017

Dia Vocacional na Pereira – Paróquia de Cetos

No passado dia 15 de outubro, a comunidade do Seminário de Lamego foi em ação de promoção vocacional à Pereira (paróquia de Cetos), cujo padroeiro é S. José e de onde é natural o Celestino, seminarista de 9º ano.

Estivemos na presença do Sr. Padre Costa Pinto que nos recebeu muitíssimo bem e que nos convidou a participar na Eucaristia. Durante a celebração tivemos a oportunidade de ouvir os sábios conselhos deste Rev. Pe. No fim, apresentámo-nos.

Depois seguiu-se o almoço onde contámos também com a presença do Sr. Padre Américo (pároco) e dos familiares do nosso colega e amigo Celestino, a quem desde já deixamos o nosso muito obrigado pela forma como nos trataram e acolheram.

No final, regressámos ao Seminário.

Agradecemos aos Rev. Padres Américo e Costa Pinto esta excelente oportunidade e esperamos regressar o mais brevemente possível.

 

José Miguel, seminarista.

9.º ano, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Nota da Conferência Episcopal Portuguesa

Em homenagem a D. António Francisco

Foi com enorme tristeza e sentida consternação que recebemos a notícia do falecimento de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto. Rezamos para que Deus Pai o acolha eternamente no seu Coração de Bom Pastor.

Como nos recorda D. Manuel Clemente, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em profunda homenagem a D. António Francisco, «ele foi entre todos nós, em Portugal, entre todos nós que o conhecemos e que tanto ganhamos com a sua convivência e com a sua ação, uma belíssima imagem do que é Cristo Bom Pastor que continua presente na Igreja e na sociedade em geral».

Na certeza da esperança, acreditamos que continua bem vivo entre nós o seu grande testemunho de Homem e Pastor simples e humilde, cheio de sabedoria e próximo das pessoas, intensamente dedicado aos seus diocesanos e sempre disponível para servir a Igreja em Portugal.

As Exéquias Solenes celebram-se no próximo dia 13, quarta-feira, às 15 horas, na Sé Catedral do Porto. O corpo de D. António estará em Câmara ardente a partir das 17h00 de hoje. A Catedral estará aberta das 9h00 às 24h00.

 

Lisboa, 11 de setembro de 2017

P. Manuel Barbosa, Secretário e Porta-voz da CEP

 

in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017

Iraque: As Irmãs Dominicanas sonham com o regresso a casa 

Anjos-da-guarda 

Desde que foram obrigadas a abandonar o convento de Teleskuf onde viviam, no Verão de 2014, face à conquista da região pelos jihadistas do auto-proclamado “Estado Islâmico”, que as Irmãs Luma Khuder e Nazek Matty sonham com o dia de regresso a casa. Mas durante estes três longos anos não ficaram um dia sequer de braços cruzados. E criaram conventos de emergência…

Por muitos anos que vivam, dificilmente as Irmãs Luma Khuder e Nazek Matty esquecerão os dias de tumulto que ocorreram na Planície de Nínive, no Iraque, em Julho e Agosto de 2014, faz agora precisamente três anos. Nesses dias, perante o ensurdecedor silêncio do mundo, grupos jihadistas foram conquistando todos os palmos de terra da região, subjugando aldeias, vilas e cidades, obrigando milhares de cristãos a abandonarem tudo o que tinham para salvarem as próprias vidas. Num espaço de dias, às vezes até em poucas horas, muitas dessas aldeias e vilas ficaram vazias, sem ninguém para testemunhar o saque das casas, a destruição das capelas e igrejas, a profanação de todos os lugares sagrados. Fugiram quase todos para o Curdistão. Luma Khuder e Nazek Matty, irmãs dominicanas de Santa Catarina de Sena, assim como outras 70 religiosas, fizeram-se também à estrada. Não tinham alternativa. Quando partiram, quando olharam pela última vez para o convento de Nossa Senhora do Rosário, em Teleskuf, não conseguiram esconder as lágrimas. Quando chegaram a Erbil, ao Curdistão iraquiano, as Irmãs Luma e Matty eram refugiadas entre refugiados. Mas eram também verdadeiros anjos-da-guarda. Muitas vezes, Luma e Matty nada mais podiam oferecer do que o conforto dos seus abraços ou palavras de simpatia embrulhadas em sorrisos. Era quase nada mas ali, no meio daquele desespero humano, valia como um verdadeiro tesouro. Todos os dias havia alguém para consolar, havia alguém em lágrimas. Ler mais…